terça-feira, 16 de julho de 2013

Dia das Mães atrasado!

A maternidade é um dos sentimentos mais intensos na vida de uma mulher. É como se o momento de ser mãe batesse na porta, e um sininho tocasse em seus ouvidos, avisando que chegou a hora de ter um bebê. Louca para alcançar esse objetivo, a mulher é capaz de passar por tratamentos de fertilização, tomar medicamentos, gastar muito dinheiro, e se ainda não tiver, buscar um pai para este filho. Durante muitos anos, eu adiei a maternidade para curtir a vida de solteira, livre de compromissos sérios. Acordar de madrugada, dar de mamar, trocar fraldas, só se transformaram em sonho quando pensei em engravidar. Me dei conta, então, de que o tempo havia passado rápido demais. Depois de uma gravidez perdida e outras tentativas frustradas, cheguei a desistir e a me conformar. No entanto, como a natureza é impressionante, um exame caseiro comprovou as minhas suspeitas de que um bebê estava a caminho. Grávida de poucos dias, eu passava muito mal: tinha uma depressão fortíssima, dores pelo corpo, falta de apetite e aversão a cheiros e cores (eu não suportava  vermelho, branco e estampado, além de temperos e perfumes).
Foram cinco meses de segredo, com medo de que a gravidez não vingasse, e hoje, quatro anos depois, preparo o aniversário do meu filho, que veio para me completar como ser humano. O Eduardo me permite ver a vida com um olhar mais carinhoso, mais sensível e tranquilo. Contar histórias, assistir desenhos animados várias vezes seguidas, dar banho e alimento ao meu filho se tornaram meu objetivo principal. Carreira, estudos e passeios, ficaram em segundo plano e tudo o que faço é para o bem dele. A única coisa que me angustia é o fato de eu ser bem mais velha do que ele, e de não ter tido outra criança para fazer-lhe companhia. 
A gravidez é uma situação que toda mulher deveria passar. Ela é transformadora, deixa o corpo feminino vulnerável, e por isso, permite que o homem se torne ainda mais especial quando ele admira a pessoa que carrega seu filho no ventre. Particularmente, fiquei muito inchada na gravidez, e tomei formas que jamais imaginei. Os enjôos, frequentes, me deixavam irritada, e por oito meses eu não dormi direito nem me alimentei. Mas, o carinho do meu marido jamais me faltou. Ao contrário, ele procurava atender meus desejos e nunca reclamou do excesso de peso, que até hoje me incomoda.
Eduardo nasceu muito pequeno e teve que ser retirado às pressas, antes do tempo previsto. O momento do parto, tão pavoroso em minhas fantasias, se tornava real, mas não tive tanto medo porque meu marido estava a meu lado me passando segurança. Nasci para ser mãe, e pelo meu filho sou capaz de tudo. E, nessa relação, quem mais ganha somos nós, os pais do Eduardo. Ele mudou nossas vidas e hoje, não me lembro mais como era sem sua presença aqui em casa. Esta é apenas uma singela declaração de amor. Filho, te amamos demais!

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