terça-feira, 11 de junho de 2013

Eu e você!

Quando uma mulher deseja se relacionar seriamente com um homem, ela observa vários detalhes na época do namoro, e se possível, mesmo antes, quando apenas trocam olhares. É importante saber como ele trata a própria família e a sua, se é compreensivo, bem-humorado, etc. Mas, os enganos acontecem e podem ser surpreendentes. Quando conheci meu marido, esperei uns quatro meses para permitir que chegasse perto de mim. Eu não queria errar de novo e pretendia me casar e ter filhos e o Humberto me parecia novo demais (e era mesmo), o que me soava falta de compromisso. Na noite em que fomos apresentados, num restaurante, ele se sentou ao meu lado num mas não dei muita importância. Na verdade, eu fazia de tudo para ele não se interessar por mim, num auto-flagelo emocional que representava um momento difícil pelo qual eu passava. E o esnobei na pista de dança, deixando-o sozinho e fingi não ouvir sua conversa. Mas, já no final, ainda na mesa, ele entrou num assunto só de mulheres e ria muito dos casos que eu contava. Fomos embora sem sequer trocarmos o telefone ou surgir um beijo simples.
Depois de muita insistência, resolvi aceitar o convite do Humberto e saímos juntos numa tarde de domingo. Num barzinho lotado de gente, saiu nosso primeiro beijo e fiquei encantada pela gentileza em abrir a porta do carro para eu entrar e deixar que eu escolhesse as músicas, todas românticas, que ele guardava no porta-CD. Ao me deixar na porta de casa ele me disse que o nosso namoro começava ali e me assustei, mas fiquei feliz em começar um relacionamento com alguém tão agradável. Eu estava acostumada com cafajestes em namoros frustrados e estava machucada pelos sonhos desfeitos. Comecei a perceber a seriedade do namoro, quando Humberto me apresentou aos seus familiares e a tratar os meus com respeito e carinho. Brincalhão, ele conquistou minha sobrinha a ponto de ela acreditar que ele namorava nós duas.
Quando fizemos um ano de namoro eu o Humberto ficamos noivos e em seguida nos casamos. Minha primeira gravidez ocorreu alguns meses depois e o aborto espontâneo nos uniu ainda mais. Quando engravidei do nosso filho, o segredo guardado mostrava que nossa relação era de muita cumplicidade. E ver o fruto nascer nos deu uma sensação de que a vida é mesmo cheia de surpresas. Passamos tantas coisas juntas e brigamos muito também, a ponto de ficarmos muitos dias sem conversar um com o outro. Mas, este desgaste na relação é normal, infelizmente. Seria ideal que isso não acontecesse, mas somos humanos e cheios de defeitos que irritam. Por muitas vezes mandei o Humberto sair de casa e depois pedi que o voltasse, tamanha a falta que ele me faz. Quando brigamos, vou para o trabalho ouvindo músicas que ele adora e outras que embalaram nosso casamento.  Por mais que eu tente ser durona, não há coração que aguente tanto romantismo. São esses momentos que me fazem repensar nossa história, e dar um desconto no que dizemos ou fazemos para irritar o outro. É uma bobagem, mas casamento é muito difícil e requer muita paciência, entendimento exagerado da pessoa que amamos e não conseguimos viver sem. Aliás, até conseguimos, mas é melhor com quem se admira, se adora! 

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