sábado, 1 de março de 2014

Porcarias da vida privada!!!

Nós, mulheres, costumamos ser mais tímidas em relação a higiene do que os homens, e por isso nossa privacidade tem preço de ouro. Além disso, gostamos de parecer sedutoras, mesmo que seja comendo arroz-com-feijão, cuidando das crianças, ou lustrando um sapato. Mas, há algumas pessoas que não se importam em dividir suas intimidades com o outro, acreditando que assim, a relação se fortalece. Me lembro de uma amiga, que morava sozinha num barracão, e pedia ao namorado que puxasse a descarga toda vez que ela usava o banheiro (inacreditavelmente, o dispositivo ficava na cozinha). Fico só imaginando seus gritos: "Amoooor, acabei. Dá descarga prá mim?!!!". Já uma colega de trabalho tinha um código com o noivo, que dormia em sua casa nos finais de semana: assim que ela usava o banheiro, simplesmente suspirava um "ai, ai", bem alto. Era a deixa para ele invadir o local e os dois tomarem banho juntos. Nada contra essa atividade romântica, mas, um banheiro usado recentemente não é lá tão cheiroso, convenhamos. Os exemplos são inúmeros, como a de uma amiga que chamava o marido para ver, no vaso sanitário, o que ela havia acabado de fazer! Freud explica isso direitinho, mas na fase infantil,  que eu saiba! Há o caso ainda de uma amiga que brigou com o marido porque ele se recusou a entregar no laboratório o exame de fezes dela!
Mas a lista de nojeiras é enorme e se estende não só aos casais. Algumas pessoas não percebem que podem estar sendo vigiadas e acabam fazendo porcarias na frente de qualquer pessoa. Certa vez, numa festa, sentei-me no passeio com um namorado, quando vi um convidado, também do lado de fora, conversando com amigos. De repente ele abriu a carteira, pegou um pedaço de fio dental, utilizou-o, e... guardou-o novamente!!! Virei o rosto, me segurei para não passar mal e quase coloquei para fora tudo o que havia comido na festa. Além da ânsia, fiquei pensando na mulher daquele homem. Será que ela já viu ele fazendo aquilo? Se na rua ele se porta assim, imagine em casa.
É, mas o senso de higiene não é o mesmo para todos. Eu, por exemplo, sempre que chego da rua, tomo um banho demorado. O mesmo não pensava uma colega minha de faculdade. Ao chegar em casa, depois de um dia de serviço, academia, e ônibus, ela simplesmente deitava na cama e dormia profundamente. Não me lembro o seu nome, mas não me esqueço da calça jeans utilizada por ela, o ano inteiro. E o que dizer, então, de algumas pessoas que limpam o nariz no sinal de trânsito, soltam gases em qualquer lugar, ou escarram nas ruas? Não seria mais higiênico sair de casa com a limpeza corporal toda concluída? Assim, os dejetos seriam descartados no local certo, com toda a regra da sustentabilidade.
Danuza Leão diz, num de seus livros sobre etiqueta, que ninguém deve saber o que uma mulher faz no banheiro. Levo esse conselho ao pé da letra. Casada há oito anos, mantenho minha privacidade e exijo do meu marido o mesmo. Não me interessa vê-lo no banheiro, mesmo que seja tomando banho. Seu corpo não é segredo para mim, mas o que ele faz lá dentro é. Mas, como disse Constanza Pascolato numa entrevista, quem mora junto acaba flagrando o outro no vaso sanitário. Pode até ser. Mas, prefiro pensar como a ex-prostituta Gabriela Leite, que morreu no ano passado: "Intimidade é fechar a porta do banheiro, mesmo estando em casa sozinha".

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