sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O perfume e as nossas lembranças!!!

Meu olfato é muito sensível, tanto que o cheiro forte de alimentos e perfumes foi uma das primeiras suspeitas da minha gravidez, há quatro anos. E foi o odor que me trouxe uma lembrança já apagada pelo tempo, mas que deu saudades. Na adolescência, um professor de biologia, ao ver uma mancha no meu rosto me deu uma pomada com um cheiro forte, que resolveu o problema em poucos dias. O medicamento tinha um nome estranho e foi descartado após seu uso. No entanto, alguns anos depois, meu rosto voltou a ficar manchado e procurei o professor para saber o nome da pomada. Ele se tornara médico e encontrá-lo na lista telefônica não foi tarefa difícil. Insuportável foi saber que havia se casado e que estava feliz (isso mata qualquer mulher de ódio). Nunca namoramos, mas na sala de aula ele era um galã que recheou a minha mente de fantasias. Mas, agora, tão sério, com família formada, não  cabia mais em meus sonhos. No entanto, o cheiro da pomada, não o do perfume dele (que também era delicioso), ficou para sempre em meus pensamentos, e atiça meu cérebro, por vezes adormecido pela rotina do dia-a-dia.
Cada pessoa tem seu cheiro e com os homens não é diferente. Junte-se a isso, outros odores deliciosos, como cremes de barbear e pasta de dentes, que deixam o rosto com um frescor delicioso. Entretanto, eles não se perfumam como nós gostaríamos, a não ser em ocasiões especiais. E esta característica acaba se tornando, então, típica dos que traem as companheiras, ou seja, quando os homens começam a se perfumar demais, desconfiamos de que outra mulher ocupa nosso lugar naquele coração. Em contrapartida, um perfume de qualidade inferior, ou o cheiro ruim pode destruir o desejo de ficar com alguém (atente-se para o mau-hálito e o suor)!

Desde a Antiguidade, o ser humano se perfuma para atrair o sexo oposto (ou o mesmo sexo, em alguns casos) para um possível relacionamento. Antes de Cristo, as mulheres tomavam banho de rosas, e séculos depois, Coco Chanel ficou milionária com a criação do perfume que leva seu nome. Contudo, o cheiro não é o mais importante, mas o que vem por trás dele. Não lembramos de uma pessoa ou situação apenas pelo odor, mas pelo que ele nos provoca. Como exemplo, cito o cheiro de um bebê, de pão assado ou do leite quando amamentamos o filho. Mas, o olfato, assim como os demais sentidos, são formas particulares de perceber a vida. O mesmo sentimento por determinado odor pode ter representações diferentes de pessoa para pessoa. Por ter o nariz muito sensível, costumo ter na memória cheiros que me remetem a sentimentos já arquivados em meu cérebro. É assim com o perfume da primeira professora, da minha cidade e do professor charmoso. Todos com sua importância em minha vida. Mas, de todos os odores, o mais importante é o do meu filho. Deixá-lo cheiroso com um banho antes de dormir é um prazer que guardo intimamente. Não há cheiro de homem mais importante do que o desse menino! E um dia ele também vai dizer que eu sou a pessoa mais cheirosa que ele conheceu. Não um cheiro de mulher, mas um cheiro de amor, amor verdadeiro!

2 comentários:

  1. Legal, gostei do fluxo de consciência do teu texto. Obrigada por teres deixado um comentário em meu blog. Sigo o teu desde já e procurarei atualizar o meu a partir de janeiro de 2014.

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    1. que bom, tânia. adoro o que você escreve. te agradeço também o contato. continue escrevendo, pois relaxa e nos deixa mais felizes, não é? quero ver se tenho tempo para atualizar o meu também. grande beijo, carla vilaça

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Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça