segunda-feira, 2 de abril de 2012

Trabalho tem que ter prazer!!!

No Brasil colônia, muitos escravos não aguentavam o trabalho forçado e se suicidavam. Separados da família, tratados como animais, a morte significava uma salvação. O mesmo acontecia com judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Num campo de concentração, antes de serem mortos ou torturados, eles também eram obrigados a trabalhar sem descanso, na colheita de alimentos, em fábricas, ou outros serviços. Muitos eram profissionais liberais que jamais haviam pegado numa enxada e não resistiam às atividades físicas estafantes.
Fazendo um paralelo meio absurdo, dadas as atrocidades cometidas pelos e contra os seres humanos, já me senti na escravidão, trabalhando em empresas que detestei, fazendo o que não gostava. As atividades, a rotina, o pessoal, tudo me cansava e me dava desprazer. Era como se eu estivesse sendo torturada, obrigada a trabalhar em troca de um mísero salário. Não eram serviços braçais, mas não usava meu intelecto, meu talento. Trabalhar é necessário, mas deve ser prazeroso.
Já fui secretária, recepcionista, atendente, telemarketing, conferencista, notista, vendedora. Na maioria das empresas pedi demissão, e nas vezes em que fui dispensada, ouvi do patrão que meu lugar não era ali. Não sei trabalhar por obrigação, não consigo assumir um papel que não é meu. Os serviços acima não me satisfizeram e só os aceitaria novamente sob tortura. Uma das vantagens da maturidade é justamente esta: saber o que quer e o que não quer para a vida. E a minha opção é ser feliz. E não encontrei a felicidade em ter outra profissão que não a de jornalista e a de professora. Se eu fosse uma escrava ou estivesse num campo de concentração, meu suicídio estava garantido!

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