sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cadê o bebê?

Quando uma mulher quer ter filhos, ela se dispõe de tudo para realizar seu desejo. E quando não sonha em ser mãe, trata de evitar, ou de se livrar de gravidezes indesejadas, a qualquer custo. Eu desejava dar um irmãozinho ao Eduardo, mas com sete semanas de gestação o bebê não vingou, e na última segunda-feira passei por uma curetagem, após dores terríveis e muito sangramento. Subi para o quarto às três da manhã e me confortei quando vi o Humberto me aguardando no corredor do hospital. Ele só foi embora quando viu que eu estava bem e voltou na manhã seguinte, com nosso filho, para me buscar. Naquele momento, eu só pensava em voltar para casa e continuar minha rotina de mãe e esposa.
É muito estranho sair da maternidade sem carregar um bebê nos braços. Eu não planejara esta gravidez, mas perdê-la não me fez bem. E não sei se quero engravidar de novo, já que é a segunda vez que passo por isso. Mas, no momento em que eu aguardava para ser levada ao quarto, vi mulheres sofrendo por outros problemas de saúde, muito mais graves. E ouvi gritos de mulheres dando à luz por parto normal. Cada uma passando por situações diferentes, com o objetivo da pura e simples felicidade. 
Há mulheres que nasceram para ser mães e outras não. Vendo o Eduardo hoje, não sei como eu era feliz antes dele. E quando ele sai para passear, me dá um vazio. Eu poderia ter vários filhos, mas a gestação complicada é meu grande impedimento, além do incomôdo, principalmente nos primeiros meses. Sinto náuseas, dores pelo corpo, enjôo de tudo, e dificuldade de respiração. E foi assim que passei o mês de dezembro todo, quando descobri a gravidez. Mas, como toda mulher, eu sabia que algo não estava bem. Na verdade, acho que filhos não são nossos, mas de Deus. É Ele quem nos traz e quem os leva de volta. Deus é a grande cegonha! Depende de Sua vontade tornar mãe uma mulher. E O agradeço todos os dias por ter me agraciado com o Eduardo, tão esperado, tão bem recebido, razão da minha felicidade. Essa é a minha natureza: ser mãe!!! Não preciso de mais.

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