sábado, 16 de julho de 2011

Saudades até do que não vivi!



Sinto muito frio e por isso odeio o inverno. No entanto, há uma coisa que me agrada nesta estação: o banho quente, que me leva a um lugar distante, de lembranças, talvez jamais vividas. Essa sensação, que tenho desde a infância, não é só minha, pois já foi compartilhada com amigos. O que será que meu cérebro viu que não guardou direito? Segundo a Psicologia, essas sensações fazem parte de situações reais, vividas e guardadas por parentes distantes, que são transmitidos, geneticamente, às gerações posteriores. Isso explicaria a impressão de já termos estado em determinado lugar, sem nunca termos pisado lá. Além disso, de acordo com a Medicina, nada é esquecido!
E minha memória é muito boa para bobagens, e talvez por isso o saudosismo é muito grande. Quando viajo para Divinópolis, por exemplo, gosto de visitar o locais onde vivi, e me indigno com as mudanças trazidas pelo progresso. A cidade está mudada, e em parte, perdeu sua característica, tornando-se diferente dos meus pensamentos e lembranças. Foi em Divinópolis que nasci, e onde vivi tantas paixões e aventuras na adolescência.
Não acredito em reencarnação, mas fico impressionada com algumas coisas. Desde criança, gosto de músicas antigas, do tempo do meu avô e não sei explicar o porquê. Quando as ouço, sou capaz de me imaginar há muitas décadas atrás, como se estivesse presente naquele momento. É quando eu me pergunto se realmente minha alma não esteve lá. Vai saber!

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