domingo, 27 de março de 2011

Dona-de-casa nos dias de hoje!

Terminei o sábado de calor passando roupa, enquanto meu marido assistia TV no sofá da sala. Muitas vezes já briguei por fazer as tarefas de casa sozinha, mas estou cansada de tentar mostrar o quanto o serviço doméstico é cansativo. A insistência em comprar a máquina de lavar foi do Humberto, mas quem faz tudo sou eu. Há dias em que estou esgotada e tenho vontade de sumir. Lembro-me da minha avó e das mulheres de antigamente, que eram obrigadas a se casar com o homem prometido pelo pai e que deveriam permanecer na relação até a morte.
Por este lado, as coisas andam um pouco melhor, mas ainda me sinto uma escrava do machismo. Os homens consideram nós, mulheres, seres  inferiores quando nos cobram uma casa mais limpa, a roupa bem passada, uma comida saborosa. Confesso que até gosto dos afazeres domésticos e adoro cozinhar de vez em quando, mas sempre não! Me faz sentir um nada! Casei-me porque gosto de uma relação amorosa, porque desejei criar uma família, entre outras coisas. Se eu não trabalhasse fora, se meu marido me desse tudo o que desejo, talvez eu ficasse em casa o dia todo curtindo meu filho, lavando, passando, cozinhando, sem reclamações.
Mas, como faço parte de uma geração que brigou para ter seu salário, me sobrou, como para todas as mulheres, a dupla jornada de trabalho: em casa e na rua. Sinceramente, acho que os homens usam o machismo para mascarar a esperteza. Enquanto discutem os valores da mulher, eles permanecem tranquilos assistindo TV.

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