sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cheiro de infância!



Em frente à sala em que estudei, na infância, em Divinópolis

Aos cinco anos de idade saí mais cedo do jardim, onde eu estudava, para assistir a uma sessão gratuita de cinema promovida pelo sabão em pó, OMO, em Divinópolis. A sessão de "Dio como te amo", ficou marcada em minha cabeça pelo cheiro do produto, já que no final, as donas-de-casa recebiam uma amostra para experimentá-lo em casa. Até hoje não descobri o que o OMO tem a ver com aquele romance do filme, mas o fato é que o marketing foi muito bom, já que não me esqueci mais daquele fato.
Minhas irmãs não se lembram da promoção do sabão e dizem que eu tenho uma memória de elefante quando se trata de nossa infância. Mas, a verdade é que o cheiro das coisas são muito marcantes em mim e ajudam a compor na minha mente um cenário de filme em relação à realidade. Lembro-me do perfume da professora do jardim, da comida da minha avó, da bonequinha que ganhei de presente de um namoradinho, e até da pomada de rosto dada por um professor na minha adolescência. Até mesmo Divinópolis tem um cheiro diferente, inesquecível.
Apesar desta cumplicidade com cheiros, quase não uso perfumes, por causa de alergia. Mas, vivo cheirosa pelo uso de sabonetes e cremes perfumados. Alguns odores eu odeio, como os de cigarro, flores, adubo orgânico, etc. Ahhh, mas quer cheiro mais gostoso do que o de um bebê limpinho? E de um homem perfumado? E o cheiro de um bolo de fubá no forno? O cheiro compõe as cenas da vida. Sem ele as lembranças teriam outro sabor. Aliás, não teriam sabor de nada! Que saudades do cheiro da minha infância!!! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça