segunda-feira, 23 de março de 2015

Os homens, seus pênis, e nós, mulheres!

Tenho o maior problema de orientação espacial, quando vou guardar o carro na garagem. A largura é mínima, entremeada por duas pilastras, que constantemente ficam arranhadas de azul por causa da lataria do meu veículo. Essa manobra me deixa exausta, e acabo virando motivo de piada do meu marido. E, para irritá-lo, na semana passada respondi que não estou acostumada, como ele, a entrar em locais pequenos e que só uma mente masculina para fazer uma vaga do tamanho exato do carro! Mesmo sendo feminista, há momentos em que escapam da minha boca, citações sexistas, quando há comparação de atividades entre homens e mulheres. É então, que um detalhe tão inocente como uma observação, acaba sendo o início de uma discussão sem fim, com um atacando o outro. Mas, essa noção de proporcionalidade fica estranha, quando eles não conseguem acertar o vaso sanitário, que é umas vinte vezes maior do que o pênis, e que além de tudo tem formato anatômico de pontaria.
Não somos e jamais seremos iguais, porque homens e mulheres são interessantes cada qual com suas peculiaridades. Mas, algumas destas especificidades me intrigam profundamente. Como o olhar masculino, por exemplo. Os homens nunca conseguem enxergar que pintamos as unhas, que arrumamos os cabelos, que estamos de roupa nova. Mas, eles conseguem ver de longe a nossa vizinha, que comprou um vestido justo, como se usassem uma lente de aumento.  Gostaria que eles usassem o zoom também para achar as meias, as cuecas, a chave do carro e... o nosso ponto G.
A memória também é um fator que diferencia os sexo. Enquanto as mulheres se lembram de tudo, os homens se esquecem de datas importantes, como o nosso aniversário, o dia das Mães e o dia dos Namorados. Mas, todo ano, fazem questão de comprar presentes para a secretária, para a mãe deles, e de ligar para a ex-namorada que comemora mais um aninho de vida! Eles também não se lembram da primeira transa que tiveram conosco, mas nunca se esquecem dos momentos que viveram com a fulana de tal. A memória é falha ainda quando se trata de ligar após o primeiro encontro, e de avisa que não vêm para o jantar, quando a comida já está na mesa.
Dizem que os homens pensam com as duas cabeças: a de cima e a de baixo, sendo que a última prevalece na maioria das vezes. O sexo, para eles, é tão importante que a maioria das campanhas publicitárias se utiliza deste recurso para vender todo tipo de produto, desde automóveis a gravatas. Simbolicamente, tudo tem formato fálico, e representa a virilidade. Mas, que os homens têm pênis não é novidade, principalmente para nós. O que a mulher não compreende é a necessidade masculina de conferir, com as mãos, se o órgão realmente está lá. E o ato, embora comum entre os homens, varia de cidadão para cidadão. Uns fingem que conferem o cinto, outros pôem a mão no bolso para despistar, enquanto alguns, sem qualquer vergonha, seguram o pênis como se ele fosse cair. E, poderiam me explicar porque alguns homens guardam as mãos entre as pernas, quando estão no carro, diante de um sinal vermelho?
E já é resultado de pesquisa científica que homens e mulheres utilizam lados diferentes do cérebro para raciocinar. Isso pode explicar o fato da garagem, da amnésia, do esquecimento. Mas, será que isso se reflete também na utilização das mãos quando vão coçar o rosto? Venho observando há algum tempo, que alguns homens usam a mão direita para coçar a orelha esquerda, enquanto a mão esquerda, coça a orelha direita.
E, sem querer ser tão simplista, é no sexo propriamente dito que as diferenças entre homens e mulheres se tornam gritantes. Enquanto queremos beijo na boca, romance, amassos, eles querem transar, porque precisam se satisfazer e não podem perder tempo com detalhes (mais uma vez os detalhes!!). Se desejamos conversar depois do sexo, eles querem dormir porque gastaram muita energia e precisam se recompor. Alguns só fazem sexo quando querem e do jeito que gostam, não se importando com os desejos da mulher. Mas, temos uma alma compreensiva, temos mãos de fada, alma de enfermeira, amiga e mãe. Só não somos uma coisa na cama: psicóloga. Da próxima vez que nos disserem: "Isso nunca me aconteceu antes", podem ter a certeza que não seremos compreensivas. Seremos mulher com M maiúsculo e responderemos: "Vá se tratar. Não aguento mais esta frase"!!!


 

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