quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A punição que presenteia o assassino!!!

A violência, no Brasil se tornou tão comum, que não é difícil encontrarmos pessoas armadas, que por qualquer bobagem, matam um cidadão de bem, como aconteceu na semana passada com um jovem surfista. Ele e o avô consertavam um cano na rua, quando um policial estacionou o carro no local. Ao tirar satisfações, o rapaz foi alvejado com três tiros e morreu. Uma banalidade sem tamanho, uma ignorância, e a certeza da impunidade. O policial foi exonerado, depois de cometer este e outros crimes no passado. Se tivesse sido penalizado no primeiro delito, não teria cometido os demais.
Esta truculência nojenta pode ser vista em todos os setores da sociedade. São os valentões nas escolas, que humilham outros estudantes, são os patrões que cometem assédio moral contra os empregados, são os pais e mães que machucam seus filhos. Estes brigões são encorajados pela falta de punição de um sistema judiciário permissivo, moroso, matriarcal, que concede perdões sem medir as consequências. Desta forma, a violência se torna cada vez mais banal, invadindo locais imprevisíveis e improváveis, como escolas, hospitais e igrejas. E, como algumas armas podem ser vendidas e compradas sem dificuldades, elas acabam servindo não para a segurança, mas como objeto de poder de pessoas inescrupulosas, que se valem do medo dos outros, para atingirem seus objetivos particulares.
Quando houve um plebiscito sobre armas no Brasil, em 2006, a maioria da população optou pelo armamento da população. A ideia é que as armas servissem de proteção em caso de assalto. No entanto, nem sempre o nervosismo permite que uma pessoa assaltada seja mais rápida do que o bandido e às vezes, por causa de dinheiro, uma vida é perdida para a violência. E, com a votação, perdeu-se grande chance de desarmarmos pessoas comuns, que em questão de segundos, é capaz de cometer atos gravíssimos contra o próximo. É claro que existem vários tipos de armas brancas que podem causar assassinatos, mas a facilidade das armas de fogo e o seu estrago no corpo humano é que é assustador.
Há alguns anos, eu e outras professoras, tivemos que tirar as crianças às pressas do parquinho da escola, ao percebermos que um helicóptero que rondava a área, apontava fuzis em nossa direção. Como as salas de aula eram viradas para a rua, colocamos os alunos no corredor e ficamos esperando pelo fim daquela cena de horror para continuarmos com nossa rotina. Para algumas crianças, já acostumadas com gritos em seu ambiente familiar, aquela situação era ainda mais pavorosa,  causando choro e tremores pelo corpo dos alunos. 
Se não desejamos a violência tão perto, devemos exigir que o armamento seja dificultado. É inadmissível que vidas sejam perdidas com tanta facilidade, e que os culpados tenham liberdade para continuarem vivendo e provocando mais tragédias. É inaceitável que juízes permitam que os réus tenham tantos direitos à defesa e que cumpram as penalidades em tão pouco tempo, desvalorizando vidas perdidas nas mãos de assassinos frios, inconsequentes, incapazes de sentir a dor do outro. Não sou a favor de prisões desumanas ou condenações absurdas, mas convenhamos, seis anos de prisão é uma penalidade muito pequena para quem mata. Na verdade, isso não é uma punição. É um presente para um assassino!!!

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