segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filhos, casa, trabalho e Feminismo!!!

A mulher lutou muito pelo direito de trabalhar, de tomar decisões sobre sua vida, de ganhar seu próprio dinheiro, sem depender do companheiro para pagar suas despesas. Mas, 50 anos depois,  o Feminismo ainda provoca confusão. O Movimento, ao invés de libertação, virou uma bagunça. Muitas pessoas ainda acreditam que ser feminista é abdicar da feminilidade, baseada na crença da igualdade de sexos, que nunca existirá. Há alguns meses, uma colega de trabalho me surpreendeu ao dizer numa reunião, que trabalhou muitas vezes, com o filho doente em casa, pensando apenas no serviço. Para ela, ser competente é deixar os sentimentos de lado. Eu também trabalho, estudo, passo o dia fora e ainda cuido do meu filho, faço compras, pago contas. Mas, também adoro cozinhar, costurar e bordar e nem por isso me sinto menos mulher. Ao contrário, quanto mais conhecimentos, mais me sinto segura da minha feminilidade. Feminismo não é trocar, nem dividir. Significa acrescentar: valores, sentimentos, jeito de viver e de observar o mundo, podendo transformá-lo com atitudes e ideias.
Ficar em casa é uma delícia. Cuidar do filho, alimentar-se no horário certo, ouvir música, assistir TV e fazer artesanato é prazeroso. Mas, realizar tarefas domésticas por obrigação e mandonismo de um homem é bem diferente. Atender aos apelos masculinos, sendo desrespeitada, pedindo à ele, dinheiro para comprar peças íntimas ou alimentos, é humilhante. E era contra isso que as feministas buscaram e conseguiram. Hoje, a mulher é capaz de se sustentar sozinha, é dona de seu próprio corpo e toma as rédeas de sua vida. Na contramão, o sexo feminino ainda é vítima de maus-tratos do companheiro, tem o salário menor do que o dele, sofre violência sexual, ou seja, o desrespeito continua, em casa, no trabalho, na sociedade em geral.
O Feminismo tirou a mulher da condição de coitada, para dar a ela o status de capaz. No entanto, ainda não somos compreendidas nem respeitadas. Prova disso é a violência contra a mulher, praticada por qualquer motivo, por homens  que não suportam a rejeição. No entanto, este respeito deve partir também da mulher. Ser feminista não é se gabar de deixar o filho doente em casa, não é pagar todas as despesas, ou deixar a vaidade de lado. O Feminismo não pede uma troca de funções. Ele exige, apenas, respeito pelas escolhas da mulher.

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