quarta-feira, 27 de março de 2013

Um absurdo!!!!

Esta semana mais um caso de violência chocou o Brasil pelo absurdo. Uma manicure matou um menino de seis anos, depois de se passar pela mãe dele e levá-lo da escola com desculpa de que ele iria ao médico. A direção do colégio não conferiu a veracidade da ligação telefônica, nem pediu documentos ao taxista que levou o menino. O assassinato foi cometido num quarto de hotel que a manicure alugou só para isso. É inegável a irresponsabilidade da escola que entregou o menino para a morte e só se deu conta do erro quando a mãe foi buscá-lo na saída. Segundo a manicure, a intenção não era matar, mas apenas "dar um susto" no pai da criança, com quem teve um relacionamento amoroso. Detalhe: a mãe do garoto era cliente da assassina.
Casos como estes não são comuns, mas tirar uma criança da escola é mais fácil do que se imagina. No ano passado um motorista de van foi pegar minha aluna e sequer sabia o nome dela. Desconfiei e passei o caso para a direção, que ligou para a mãe, e esta deu a autorização para a saída da menina com aquele homem. Ainda assim, só fiquei tranquila no dia seguinte, quando a vi novamente na sala de aula. Mas, em outro caso, o tio, que não era conhecido da escola, brigou com a coordenadora quando ela não liberou a criança para ser levada por ele. É que no dia-a-dia, não imaginamos que alguém seria capaz de fazer maldades a uma criança, mesmo que por vingança contra um adulto.
Há uns vinte anos, um ex-namorado pegou meu sobrinho na escolinha e passeou com ele o dia todo. Os dois só apareceram na casa da minha irmã, à noite, quando todos estávamos loucos e cansados de procurá-los. A escola liberou meu sobrinho com a desculpa de que ele adorou quando viu meu ex-namorado na porta e correu para abraçá-lo. Os dois se gostavam mesmo, mas o fim do relacionamento foi conturbado com ameaças que me preocupavam. Tanto que proibi minhas irmãs de recebê-lo em suas casas, já que tinha o costume de visitá-las com frequência. Só não avisamos na escolinha e jamais poderíamos pensar que ele se vingaria no menino. Nos demos conta do perigo apenas quando ocorreu este fato.
O adulto com distúrbio mental ou desvio de conduta, quando contrariado, costuma ter reações estranhas e muito perigosas. Principalmente se ele foi rejeitado numa relação amorosa. Daí a preocupação em nunca deixá-lo sozinho com um ser indefeso, como uma criança ou um idoso. É preciso olhar com desconfiança, mesmo os muito educados, pois um psicopata tem um objetivo que lhe dará muito prazer, e para isso, ele é capaz até mesmo de se passar por uma pessoa simpática apenas para conseguir se satisfazer. Daí a responsabilidade da escola em não liberar um aluno sem a autorização. Deste absurdo fico pensando na professora, que se despediu do menino pensando que ele voltaria no dia seguinte. Penso no sofrimento dos pais, mas principalmente no menino, pelos momentos de horror que deve ter passado ao lado daquela mulher. A escola errou e deve pagar por isso. Não se entrega uma  criança a um estranho simplesmente porque recebeu uma ligação. Isso é uma irresponsabilidade que  merece punição severa. No mínimo, uma palmatória e joelho no milho.

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