quarta-feira, 28 de março de 2012

A beleza que vem da alma!

Há muito tempo não vou ao cinema ou assisto filmes em casa, por falta de tempo. É uma das diversões de que mais gosto, pois me permite viver sensações deliciosas. As histórias verdadeiras são as que mais me emocionam pela proximidade de seus problemas com o ser humano de carne e osso. Há alguns anos, assisti um filme em que uma mulher sofrera um acidente de carro, teve a boca destruída e a reconstituição foi feita com a mucosa da própria vagina. A cirurgia, experimental, foi um sucesso, após várias tentativas de se usar outras partes do corpo.
Não me lembro o nome do filme, nem encontrei resultados em minha pesquisa sobre ele. Mas, foi tão marcante que ainda me recordo de alguns trechos. Entre eles, o momento em que a mulher pede para o marido amá-la e ele se recusa, por não encontrar nela a beleza de antes. Em outro, o médico, já apaixonado, faz elogios à paciente que, destruída por fora, tinha uma personalidade jamais encontrada em outra mulher.
A trama serve de exemplo para as mulheres, cuja vaidade extrapola os limites do racional. Não é apenas pela beleza externa que devemos nos guiar. É preciso que a alma esteja cheia de experiências para que possamos nos apaixonar por nós mesmas. Não é incomum vermos pessoas maravilhosas, sem graça, sem vida, sem cor. Por outro lado, há as que são feias fisicamente, mas pela simpatia, amabilidade e vivacidade, carregam um charme, um mistério, que deixam os homens apaixonados. Sem contar que o olhar do outro não é o mesmo do nosso. Ser belo deve ser muito bom, mas a beleza por si só não se sustenta. É preciso mais. É necessário gostar-se e amar a vida. Enxergá-la como um milagre abre possibilidades inimagináveis. Se a personagem do filme acreditasse apenas na beleza, não teria encontrado um novo amor. Não tão bonito como o marido, mas muito mais inteligente e amoroso! 

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