quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Funções separadas por sexo!

Quase 50 anos depois do feminismo, homens e mulheres ainda carregam estigmas de sexismo em suas atitudes. São os maridos que colocam o lixo do lado de fora, consertam a torneira e levam o carro para o conserto. Quanto à esposa, fica encarregada de lavar vasilhas, varrer a casa e fazer a comida. Essas funções não são determinadas oficialmente, mas estão embutidas e permanecerão assim por muitos anos, como se ficassem na memória de quem viveu um passado marcado pelo machismo. Eu mesma, dificilmente desço ao térreo para levar o lixo.
Fora de casa também é assim. Ainda nos assustamos quando vemos um professor no jardim da infância, um empregado doméstico ou um babá em casa. E raramente encontramos uma jardineira, pedreira ou encanadora. E mesmo, nós, mulheres, não costumamos confiar nas profissionais femininas. Talvez esteja aí a explicação por salários diferentes para os sexos, quando desempenham a mesma função.
Na atual novela das nove, da TV Globo, Fina Estampa, uma mulher, Griselda, interpreta uma serviçal autônoma, que ganha a vida fazendo reparos em casas e comércios. Seria um bom exemplo para a sociedade. No entanto, o autor comete um erro que praticamente descamba: a personagem se comporta como homem e tem um bigode que é sua marca registrada. Isso não ajuda em nada. Fazer serviços conhecidos como masculinos, não torna a mulher mais grosseira. A beleza da mulher está, justamente, na capacidade que ela tem de modificar o ambiente onde ela se encontra, sem se modificar. Igualá-la ao homem não a faz mais competente. Apenas mostra que o sexo feminino ainda tem muito a aprender com o masculino.

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