segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Neném na escolinha!



Do lado de fora da escolinha, ouvindo o choro do Eduardo

Meu filho voltou a frequentar a escola, numa segunda tentativa de se separar um pouco de mim, mas não dei conta. Vê-lo chorar na despedida, abrindo os braços, para que eu o pegue, é muito doloroso. Da primeira vez, ele teve febre alta e agora contraiu conjuntivite. Eduardo é muito novinho, tem apenas dois anos de idade e vai estudar a vida inteira, portanto, não há o porquê de tanto nervosismo, tanta insistência para que fique na escolinha. Em casa ele dá trabalho, mexe em tudo, e fico cansada, mas é prazeroso ao mesmo tempo. Edu acorda cedo e dorme tarde, mudando meu ritmo de vida, que é o contrário do dele.
É engraçado como na vida tudo é um ciclo, uma repetição. Hoje, levando meu filhote para a escola, me coloco no lugar das outras mães, quando, mais fortes do que eu, deixam suas crianças comigo e vão trabalhar sossegadas. Sei que elas choram no início e depois param, começam a se distrair, a se divertir com os coleguinhas, mas nada disso serve para me acalmar. Fico do lado de fora, ouvindo seus gritos, até não escutar mais sua voz. Só então vou embora.
Hoje em dia, ter que trabalhar e cuidar dos filhos são tarefas difíceis, já que a mulher passa o dia inteiro fora de casa. Se eu pudesse, teria nascido antes dos anos 60, para cuidar da minha família. Eu passaria os dias lavando e passando, fazendo comida e trocando fraldas. Prefiro isso a acordar cedíssimo para trabalhar. E acredito que uma das razões para a violência no mundo, da falta de respeito das pessoas, do desinteresse pela educação acadêmica seja na família desestruturada, cujos membros mal se encontram na hora das refeições. Hoje, ninguém tem tempo para mais nada, sequer dar um beijo nos filhos, pois o relógio aponta o atraso nos compromissos. É preciso correr para pegar o ônibus, para não ficar parado no trânsito, para bater o cartão na empresa. Tudo cronometrado. Falta tempo para ser feliz, para sorrir, para relaxar. Aonde vamos? Ah, sim. Dar de cara com hipertesão, infarto, cansaço, obesidade, estresse. Vale a pena? Não, não vale. Desacelerar, no momento, é minha palavra de ordem!

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