segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Deprimente!!!

A violência é um dos fatos mais terríveis da humanidade, e seria ingenuidade imaginar que ela um dia não existirá no mundo. O ser humano, desde os tempos mais remotos, mata e massacra por bobagens, com justificativas as mais absurdas. E se a realidade ultrapassa a ficção nos crimes, a violência representada na tv e no cinema é preocupante e estarrecedora.
Na última semana, a novela "Insensato Coração", da Rede Globo, chegou ao final, depois de oito meses de um roteiro fraco e cenas chocantes. O último capítulo mostrou o antagonista sendo jogado do alto de um presídio, aos detentos que o aguardavam embaixo, ansiosos por sangue. E como jorrou de sua cabeça, satisfazendo os sedentos (da ficção e da realidade)!!!. A novela abordou ainda a prostitutição, a corrupção, o casamento gay e a união amorosa por interesse financeiro. Ou seja, nenhuma criatividade.   
Nas novelas, tudo fica tão comum, coisificado, desinteligente, que o resultado só poderia ser a apatia do público, que se desinteressa cada vez menos por novelas, segundo pesquisas que avaliam o ibope dos problemas televisivos. E o novelista tenta ser diferente, acrescentando fatos novos ao sexo, à violência e ao beijo, esquecendo-se que o que segura a trama, é uma boa história. Assim, cria um galã sem beleza, com problemas de saúde (nódulos nos testículos. Interessante, não?), uma empresária que pensa mais com o coração do que com a razão, uma mãe de família que mata para que o filho não vá preso e um empresário que é preso por corrupção (como se no Brasil isso fosse uma realidade), entre outras aberrações.
A violência pode ser contextualizada em novelas e filmes, pois faz parte da realidade. Mas desnudá-la ao máximo é que não faz sentido. Enquanto espectadores, deveriamos exigir mais respeito com o que entra em nossa casa. Não é porque temos a opção de mudarmos de canal, que se pode fazer o que se deseja na TV. Liberdade de expressão não significa esculhambação. E o respeito ao cidadão que assiste novelas deve partir do próprio telespectador, do novelista, da emissora, e principalmente do artista, que aceita o papel em troca do cachê, sem se importar com as consequências de tal personagem, na vida real. Depois não adianta sair às ruas com camisetas brancas pedindo paz. O fim da violência pode ser uma utopia, mas ela deve ser exercida no nosso cotidiano. Mostrar cenas de violência explícita na TV, em nada muda nossa realidade. Ao contrário, faz com que ela entre em nossa casa assim, tão simploriamente, assim, como o pão de todo dia.

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