terça-feira, 8 de novembro de 2011

O que impulsiona é a empolgação!

 
Depois de muitos anos, voltei a desenhar roupas, por não encontrar vestidos que me coubessem. Após a gravidez, engordei muito e as lojas não se preocupam com os obesos. Quando muito, encontramos túnicas que deixam o corpo parecendo um pote de guardar combustível. E é assim que me sinto, ao entrar numa vitrine com aquelas peças gigantes. Numa dessas procuras, decidi não experimentar mais nada. Irritada, mas entusiasmada, comprei tecidos e lápis macios, copiei um croqui da internet e passei a desenhar novamente, depois de muitos anos. Eu havia jogado fora meus materiais, por causa das reclamações da minha mãe, preocupada com a bagunça deixada pelos restos de lápis, borracha, e papéis espalhados. A vantagem de se ter a própria casa, é que arrumá-la ou não, é uma opção particular, e não mais imposta por terceiros. E meu marido não é de reclamar das minhas artes, o que me deixa a vontade para produzir meus desenhos.
Eu adoro ocupar meu tempo com aprendizado, e acabo incentivando outras pessoas. Como aconteceu com meus alunos que começaram a desenhar roupas, durante a aula de artes. E, quase cheguei a trabalhar como estilista, mas o salário era muito baixo, e a jornada, muito longa, com oito horas por dia. Além do mais, gosto de desenhar por prazer, não por obrigação. Na verdade, não sou tão criativa assim, e a minha empolgação é que talvez mascare uma inteligência que não tenho. Contudo, se isso servir para incentivar pessoas, fico satisfeita.
Meu vestido de noiva, que desenhei
Durante as aulas de estilismo, no Senac, eu pude tirar muitas dúvidas em relação à produção de roupas, no entanto, o mais interessante eram os colegas e a professora, que entre uma peça e outra, falava trechos de sua vida, de seus ex-amores, de seus pais. Eu me divertia muito naquele curso, depois de um dia estafante de trabalho. E, olhando para o passado, não sei como eu dava conta de fazer tanta coisa ao mesmo tempo. Claro que a juventude conta, mas eu acredito que os sonhos é que me impulsionavam, como o fazem hoje em dia. Eu realmente não paro, e só me dei conta disso, quando, num encontro de amigas na casa da minha irmã, elas me perguntaram como eu dava conta de trabalhar fora, costurar, bordar, cozinhar e cuidar do filho pequeno. Até então, eu não tinha pensado nisso, pois sou muito preguiçosa. Como elas são donas-de-casa e acham que o dia é pequeno, ficaram encabuladas com minhas produções. Talvez elas tenham razão. Mas, se eu tivesse um tempo extra, faria bem mais. E então, o dia ficaria enorme. É o meu sonho!

2 comentários:

  1. Carlitcha,
    Que lindo! Nem que seja por hoby continue, a gente precisa alimentar nossos desejos, se eles nos fazem bem!

    kátia Cardoso

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  2. katita, quanta saudade do tempo em que trabalhamos juntas. é um tempo que guardo profundamente para nunca mais esquecer pois nos divertimos muito e aprendi demais. acompanho todos os seus blogs, e acho ótimos. parabéns por ser tão orgnizada e conseguir fazer tantas coisas ao mesmo tempo. gosto demais de você, que é uma grande amiga. com carinho, carlitcha.

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Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça