CURIOSIDADES SOBRE A MULHER




CURIOSIDADES SOBRE A MULHER






- A Bíblia é cheia de menções às mulheres em seus versículos e segundo os historiadores, na cidade de Nuzi, a esposa que não pudesse dar filhos ao marido, era obrigada a providenciar uma mulher substituta para ele, como fez Sara (Gênese 16.1), mulher de Abraão ao propor que ele tomasse sua escrava egípcia, Agar. Raquel fez o mesmo, quando disse ao esposo: - Eu tenho aqui a serva Bala; toma-a para que ela dê à luz sobre os meus joelhos e eu tenha filhos dela. O irmão mais velho, ao saber, mandou afiar as facas para matar o mais jovem.(Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

-  Em Jerusalém, os atletas praticavam os esportes, completamente nus, com o corpo coberto apenas com uma fina camada de óleo. Quando eles apareciam em competições em outros países, eram objeto de gozação por causa da circuncisão que eles dissimulavam durante os torneios. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- Segundo a Bíblia, a princesa Bel-Shalti-Nannar, irmã de Baltazar, trabalhava como sacerdotisa num edifício anexo ao templo, um verdadeiro museu na Mesopotâmia, que teria sido o primeiro do mundo. Nele todas as peças eram identificadas, peça por peça, num cilindro de barro. As coleções eram metodicamente registradas pela princesa. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- No Egito Antigo, 500 anos antes de Abraão, o comércio era muito forte: trocavam-se ouro, especiarias, prata, artefatos de couro, vasos vidrados de  Creta, cobre e turquesa das minas do Sinai. Para as damas da corte, na Fenícia, eram produzidos um azul maravilhoso com lápis-lázuli, com que elas pintavam as pálpebras e estíbio, cosmético para os cílios. Em Canaã, os trajes eram de lã, triangulares, presos num ombro. Nos homens desciam até os joelhos e nas mulheres, até a barriga da perna. Os homens usava a barba em ponta, enquanto as mulheres usavam o cabelo preto de azeviche, soltos até o peito e os ombros, preso apenas no alto com uma fita que passava pela testa. Os homens usavam sandálias e as mulheres botinas marrom-escuras. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- Em Israel, as mulheres usavam roupas vistosas e pintura no rosto. Vermelho e azul eram as cores usadas pelos homens, enquanto o verde era reservado à elas. As donzelas, filhas do rei, trajavam túnica talar de várias cores (Samuel II 13.18). Disse Jeremias (22.14): ...- Pintavam-se os lábios, as faces, as pálpebras das mulheres bonitas... Em cântico dos Cânticos (4.3; 7.5. 4.10), fala Salomão: - Os teus lábios são como uma fita de escarlate... Assim como é o vermelho da romã partida, assim são as suas faces... o odor dos teus bálsamos excede o de todos os aromas. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão). 

- Anches-en-Âmon, esposa do faraó Tutancâmon, era uma mulher delicada e jovem, mas ao ficar viúva, mostrou sua personalidade forte e teria sido uma política fascinante, que desejava o bem para seu povo. Ela se esforçou por destruir os planos de ataque de seus novos e poderosos vizinhos. Como não tinha filhos, mandou um embaixador do seu pai enviar uma carta a um embaixador, pedindo que lhe arrumasse um de seus filhos para se tornar seu marido e príncipe. Já Salomão teria tido 700 mulheres. E a rainha de Sabá, tendo ouvido falar dele, foi a Jerusalém fazer negócios com Salomão, levando consigo grandes riquezas e camelos, carregados de aromas e de ouro e pedras preciosas (Crônicas, 11 9.1). (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- Na Palestina Antiga, as pessoas tomavam banho diariamente, antes e depois das refeições. Lixívias de plantas e minerais constituíam materiais de lavagem e sabão (Jeremias 2.22, Jó 9.30). As damas usavam bolsas de mirra costuradas dentro das roupas e na penteadeira delas tinha papelotes, grampos de cabelo e espelho, que era um disco de metal polido, objetos que elas importavam do Nilo. As mulheres gostavam de enfeitar o cabelo com uma película fina e amarela da junça e apreciavam um pó vermelho-amarelado extraído da casca e das folhas da junça, conhecido como hena. Com este produto elas ainda pintavam as unhas e os cabelos (múmias femininas egípcias foram encontradas com as unhas pintadas). As sobrancelhas e as pestanas eram pintadas de galena, o lápis-lazúli moído, que dava cor às pálpebras, e a cochonilla pulverizada dava, como o moderno batom, a cor vermelho-carmesin aos lábios. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- Em Israel, nos tempos bíblicos, todas as manhãs acontecia a moagem de café, um trabalho pesado, que era função das mulheres da época e por vezes era necessário duas mulheres na tarefa de mover a pesada mó. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- Na Bíblia, (Deuteronômio 7.2), Moisés teria ordenado a morte de todos os varões, mesmo os de tenra idade e a degola de todas as mulheres que tiveram comércio com os homens, e que fossem poupadas as donzelas.  (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

-  As histórias de adultério e prostituição eram comuns na época bíblica, como o caso de Madalena e da esposa de Anúbis, irmão de Bata. Ela teria seduzido o cunhado, mais jovem do que o marido, e ao ser descoberta, afirmou que na verdade, a sedução teria partido dele e que ela negara as investidas do rapaz. Ela teria dito: - Tu és muito forte! Diariamente vejo a tua força... Vem! Deitemo-nos juntos por uma hora! Será agradável para ti. E eu te farei bonitas roupas. Naquele tempo, segundo o ator do livro que está entre parênteses, os amantes de ambos os sexos eram consagrados ao serviço do templo e os donativos  por seus serviços iam para as caixas do templo como oferendas para a divindade. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- Nos tempos bíbllicos, os ritos relacionados com as deusas da fecundidade, tinham particular significação. Em Canaã as deusas-mães eram representadas como cortesãs sagradas e o culto se prestava também à vida cotidiana, além da fertilidade.  As deusas da fecundidade eram veneradas sobretudo nos montes e nos lugares elevados. Ali, plantavam-lhes bosques, erguiam-se colunas sagradas e sob as árvores, efetuavam-se os cultos. Astartéia e Anat eram deusas da fecundidade e da guerra e eram cruéis e bárbaras, que usavam de todo tipo de violência contra os povos da costa do mar. (Werner Keller do livro E a Bíblia Tinha Razão).

- O rei Salomão, dos tempos bíblicos, teria tido 700 mulheres.

- Na Israel dos tempos bíblicos, as mulheres é que moíam o café nas mós (moinho de pedra manual), todas as manhãs, um serviço pesado que às vezes necessitava de duas pessoas.

- Os estupros nos campi de universidades brasileiras são comuns e em 2012, estudantes da Universidade Federal Rural, em Seropédica (RJ), fizeram um protesto para pedir mais vagas nos alojamentos femininos. Elas também reclamaram dos abusos e pediram providências das autoridades. Em 2014 as universitárias foram à reitoria pedir segurança com cartazes, em que se lia: "Eu quero é ser feliz, andar tranquilamente com  a roupa que escolhi". Nos Estados Unidos, 86 universidades estão sendo investigadas por estupros de alunos contra alunas. No Brasil, a USP (Universidade de são Paulo) é acusada, oficialmente de estupros entre estudantes, mas o Ministério Público acredita que haja mais vítimas, já que as mulheres nem sempre denunciam os agressores. Geralmente os estupros acontecem em festas e calouradas. Há denúncias ainda de que alguns mestres assediem as estudantes para lhes aprovar nos testes finais, e se não forem correspondidos, negligenciam os trabalhos das universitárias.


- Duas estudantes, uma dinamarquesa e a outra alemã, criaram uma ONG que oferece, gratuitamente, coletores menstruais a meninas da África.  Segundo Julie Weigaard Kjaer e Maxie Matthiessen se conheceram na Escola de Negócios de Copenhague em 2005 e criaram a Ruby Cup, fabricantes dos produtos que é um tipo de copinho reutilizável que introduzido na vagina, recolhe o sangue eliminado todo mês pelo corpo feminino. As duas, atualmente, moram no Quênia, África. Até 2015 haviam sido entregues 15 mil coletores a meninas entre 14 a 17 anos, de Nairóbi. Segundo o Unicef, uma em cada dez estudantes do Quênia deixa de ir à escola, durante a menstruação, por não ter dinheiro para comprar absorventes. 

- Atletismo exagerado não é indicado para mulheres, segundo um estudo feito pela Universidade de Toronto, no Canadá, em 2010. Segundo os estudiosos, as atletas, depois dos 40 anos, perdem a capacidade cognitiva com muito mais frequência do que as mulheres que se exercitam com mais cuidado.  A pesquisa indica que quanto mais jovem se começa a forçar o organismo além da conta, mais atrasada começa a menstruação, porque a mulher passa a produzir menos hormônio estrogênio, que é responsável por regular o fluxo menstrual. 

- Em 2009 a Apromig lançou, em Belo Horizonte, o Museu do Sexo das Putas, para incentivar artistas e pessoas que trabalham na região da avenida Guaicurus, no centro da cidade, conhecida como a zona boêmia da capital mineira. Detalhes no site: museudasputas.wixsite.com/museu.

- Quem nasce por cesariana tem mais chances de se tornar um adulto obeso, segundo uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (SP). Para chegar a esta conclusão, os estudiosos pesquisaram crianças que nasceram de parto normal e de cesariana, por 25 anos e concluíram que as que passaram pelo canal vaginal, ao nascer, ficaram protegidos por uma bactérias intestinais durante os três primeiros dias de vida, o que ajuda também a prevenir certas doenças. O aumento na taxa de obesidade  coincide com o aumento das taxas de cesarianas, segundo os pesquisadores. A pesquisa foi feita entre 2002 a 2009.
 

- Outubro Rosa é o título de uma campanha para alertar as mulheres sobre a importância do auto-exame nos seios para evitar ou detectar o câncer de mama logo no início. A doença mata, no Brasil, mais do que o câncer de pele. Todo ano, no País, aparecem 57 mil novos casos de câncer de mama e se detectado precocemente, oferece 90% de cura (a doença mata 12 mil mulheres por ano). Durante o Outubro Rosa, entidades e personalidades usam a cor em roupas, fitas e outros objetos. Já o Dia Mundial de Combate ao Câncer é 08 de abril.

- A bolsa feminina é uma das maiores causas de dores nas costas, braços, ombros e pescoço. Segundo especialistas, o ideal é que o peso do acessório não ultrapasse 5% do próprio peso da mulher. Além de cartões e documentos, é comum a mulher carregar muitos chaveiros, livros e maquiagens.

- Em dezembro de 2011, o Canadá vetou as burcas, os niqabs e outros véus que cobrem os rostos das mulheres durante a cerimônia de naturalização. Segundo o ministro de Cidadania do país, Jason Kennym, o uso desses trajes "é uma tradição cultural que reflete uma visão sobre a mulher que não aceitamos no Canadá". Segundo ministro, quando elas vão a Meca, em peregrinação anual, elas não precisam cobrir o rosto.

- A fundadora da Mattel, Ruth Handler criou a Barbie a partir do modelo de uma boneca com os cabelos platinados, numa tabacaria suíça. Ela não falava alemão e não percebeu que a boneca era vendida aos homens como um acessório sexual. A Barbie se tornou sucesso no mundo todo. 

- Nos anos 70, é inventada no Rio de Janeiro, a tanga, a partir de um erro de uma costureira que cavou demais a calcinha do biquíni. Nas praias cariocas, o sucesso foi imediato e virou artigo de exportação. Na mesma década, morre a atriz Ângela Diniz, num acidente aéreo. Ela ficou conhecida pela irreverência e por mostrar a barriga de grávida na praia, o que foi um escândalo na época. 

- Uma pesquisa de 1996, feita pela sexóloga Carla Cecarello mostrou que o homem reafirma sua virilidade quando ele consegue satisfazer a mulher na cama. Segundo o estudo, 61,70% dos homens declaravam que transam de 2 a 4 vezes por semana e 33,93% disseram que consideram mais importante, durante o ato sexual, a satisfação da parceira. A pesquisa mostrou que 41,39%  dos homens falam sobre sexo com amigos e apenas 31,09% admitiram que falam sobre o assunto com a parceira. Já em relação a satisfação com a vida sexual, 86,95% disseram que estavam satisfeitos, enquanto outros 81,36% já tiveram problema de disfunção erétil.

- Na pré-história a mulher tinha muitas funções: conservava o fogo, cozinhava os alimentos, fazia os adornos e era a guardiã dos objetos do grupo. A importância da mulher foi tão grande que a maioria das sociedades primitivas tinha como base o matriarcado. O valor atribuído à fecundidade da mulher levou os homens a reproduzirem estatuetas femininas tornando-as objeto de veneração.

- Na Terceira Guerra Púnica na Roma Antiga (149 a 146 a.C.) as mulheres cortavam os cabelos para fazer cordas.

- Na Antiguidade os trabalhos feitos de cerâmica e olaria eram feitos por mulheres. No século 18, com a Revolução Industrial, as mulheres passam a trabalhar se preocupandoNoa  menos com a casa. Mas por causa do trabalho prolongado elas passam a ter deformações da bacia, desvio da parte inferior da coluna vertebral, além de terem partos mais difíceis, pois quando grávidas são obrigadas a trabalhar quase até a hora da criança nascer. E elas não tinham licença-maternidade, o que acarretava medo de serem demitidas e substituídas. Tinham no máximo 15 dias de descanso, mas muitas voltavam para o trabalho em menos de uma semana por medo de serem substituídas e terem o salário suspenso. E era muito comum que elas dessem à luz em pelo horário de trabalho, no meio das máquinas. As mulheres grávidas trabalhavam até 15 horas por dia, em pé.

- Na Roma antiga as mulheres sentavam-se nas partes mais altas das arquibancadas para assistir a espetáculos nos estádios. Os lugares eram muito desconfortáveis.

- Os povos primitivos (cerca de 30.000 a.C.) tinham o costume de fazer algumas mulheres em argilas, pois acreditavam que essas figuras ajudavam as mulheres a ter filhos.

- Antes de incendiar Roma, o imperador Nero mandou fazer uma autópsia na sua mãe para ver o útero onde ela o havia gerado.

- A cesariana tem esse nome para homenagear Júlia, a mãe do imperador romano Júlio César. Ela foi a primeira a passar por essa cirurgia.

- Na história antiga, Hamurábi criou o primeiro código de Justiça “Dente por dente, olho por olho”, em que previa: se um homem tomou uma esposa e não fez um contrato de casamento, essa mulher não é esposa. Se uma mulher não foi circunspecta, saiu de casa, arruinou o seu lar, menosprezou seu marido, será afogada.

- O imperador Cláudio (41 a 54), mandou matar Messalina e desposou Agripina, sua sobrinha e morreu envenenado por Locusta. O imperador Domiciano também foi envenenado pela esposa.

- No século IV o prefeito de Roma enviou Santa Inês a um prostíbulo porquê ela se recusou a se casar com o filho dele. A Santa foi depois decapitada.

- Os jardins suspensos da Babilônia, considerados a maior maravilha da cidade, foram criados por Nabucodonosor para a esposa Amítis. Com isso ela poderia matar as saudades da terra natal que era cheia de montanhas e de plantas. Os jardins foram feitos na vertical e eram irrigados por um reservatório que era abastecido com as águas do rio Eufrates.

- No Egito antigo era comum o casamento do faraó com suas primas ou irmãs, sendo comum as brigas e assassinatos na família.

- Cleópatra costumava perfumar as velas de sua embarcação para que assim, os homens percebessem sua aproximação. A rainha do Egito, que tinha os olhos azuis, nariz grande e cabelos pretos ralos, também foi a primeira mulher a fazer peeling para manter a pele limpa. Seus olhos pequenos, eram realçados com aplicação de Kohl (espécie de rímel) nos cílios e sobrancelhas. Sempre mimava seus amantes com iguarias tidas como afrodisíacas: ovos, peixes, camarões, mel, gengibre, vinagre, alho, canela e pimenta.

- Cleópatra certa vez, apaixonada por Marco Antônio, mandou durante uma pesca que um escravo colocasse peixes no anzol do amado, já que ele não pescava nada. O escravo teve que ficar embaixo da água e prender o pescado na linha, para que o imperador não ficasse humilhado na frente de todos.
- Após a morte de Heráclito, por volta de 610, Irene se tornou imperatriz depois de matar seu filho Constantino VI.

- Na manhã de 14 de março de 44 a.C., o imperador Júlio César se preparava para ir ao Senado, onde participaria de uma reunião, quando foi advertido pela esposa Calpúrnia. Ela lhe pediu que ficasse em casa pois tivera sonhos estranhos, presságios de uma tragédia. César se recusou a atendê-la e acabou sendo apunhalado pelos colegas, junto à estátua de Pompeu.

- Segundo a Bíblia (Antigo Testamento), Jacó trabalhou de graça por 14 anos para o pai de Raquel, Labão. Ele pretendia se casar com a moça e quando achava que já tinha merecido seu coração, Labão ofereceu a ele a outra filha, Lia.

- Na antiga Babilônia o imperador Nabucodonosor mandou construir no palácio os jardins suspensos para sua esposa, que desejaria encontrar nas terras planas da Babilônia o país florido e montanhoso em que nasceu. Os jardins estendiam-se em terraços sobre uma série de colunas. O monumento é considerado uma das 7 maravilhas do mundo.

- A biblioteca de Cleópatra era a mais famosa da sua época, mas foi incendiada. A corte da rainha era cheia de luxo, seus navios sulcavam o Mediterrâneo em todas as direções e suas caravanas estendiam-se por todos os caminhos do deserto. Tinha 14 anos quando apareceu em público, e já sabia falar 7 idiomas, música, História, ciências políticas e artes. Aos 17 anos seu pai morreu e ela herdou o reino.


- Em 865 Lotário II, rei da Lotaríngia obrigou sua esposa Teuteberga a dizer que era estéril para ele obter o divórcio.

- O Rei dos francos e imperador do Ocidente, Carlos Magno (742-814), desposou a filha do rei lombardo Desidério. Pouco tempo depois resolveu repudiá-la, fato que deu origem a uma guerra entre o reino franco e a Lombardia.

- Henrique de Borgonha, bisneto do rei Roberto da França, recebeu do rei Afonso VI de Leão e Castela, o Condado Portucalense (1094) e a mão de sua filha, Teresa, como recompensa pelos serviços prestados na luta contra os muçulmanos. Seu filho, Afonso Henrique, foi o primeiro rei de Portugal.

- D. Henrique de Borgonha, príncipe francês, ao se casar com D.Teresa, filha de Afonso VI de Castela, recebeu o Condado Portucalense como dote, em 1128. Já em 1361, Filipe, o Audaz, recebeu como dote o Artois, Franco-Condado e Flandres ao se casar com Margarida de Flandres.

- Na Idade Média o monge Abelardo e Heloísa se apaixonaram, deixando o tio da moça contrariado. Como castigo ele mandou cortar o pênis do monge e desaparecer com o filho dos dois. Ela acabou indo para um convento e os dois se reencontraram na velhice.

- Frederico II, imperador germânico (1194-1250) chegou a manter um harém no palácio, fato que o tornou mal visto pelo papa e acabou sendo excomungado.

- O imperador austríaco, Francisco I (1768-1835) procurou se aproximar de Napoleão Bonaparte, aceitando casar sua filha Maria Luísa com o imperador francês.

- Pedro I, rei de Portugal (1320-1367), puniu com rigor os assassinos de sua amante, Inês de Castro, que tinha sido morta com a conivência de Afonso IV, por motivos políticos. Por isso Pedro I recebeu o cognome de O Justiceiro.

- Em 1469 Isabel, herdeira de Castela, se casou com Fernando, herdeiro de Aragão. Ela subiu ao trono em 1474 e ele em 1749, sendo fundada assim a monarquia espanhola. Juntos puseram fim à dominação árabe na península Ibérica, conquistando o reino de Granada em 1492.

- A Duquesa de Ferrara Lucrécia Bórgia nasceu em 1480. Para atender aos interesses políticos de seu pai, se casou 3 vezes: com João Sforza (o casamento foi anulado em 1493), Afonso de Aragão, assassinado por interesses dos Bórgias, e com Afonso D’Este, Duque de Ferrara. Lucrécia morreu em 1572.

- Henrique VIII, rei da Inglaterra (1491-1547) teve 6 esposas. Pretendendo se divorciar da primeira, Catarina de Aragão, que não lhe dera filhos homens, entrou em choque com o papa Clemente VII, porque ele se recusou a anular o casamento. Em 1534 a igreja inglesa consumou a separação, através do Ato da Supremacia, que tornava o rei supremo da religião na Inglaterra. Livre, o rei se casou com Ana Bolena, que acabou sendo executada a mando dele, por infidelidade. Desposou então, Jane Seymour, que morreu ao dar a luz ao futuro rei Eduardo VI. Sua quarta esposa foi Ana de Cleves, a quem repudiou para se casar com Catarina de Howard, condenada à morte. A última mulher de Henrique VIII foi Catarina de Parr, que veio a se tornar viúva.

- Em 1553, na Inglaterra, o rei Henrique VIII fundou a igreja Anglicana para poder se casar com Ana Bolena. Ele era casado com Catarina de Castela, e o papa católico se recusava a anular o casamento.

- Em 25 de agosto de 1572, a rainha Catarina de Médicis ordenou a matança dos huguenotes que se encontravam em Paris para a festa de casamento de Henrique de Navarra com Margarida de Valois, irmã do rei Carlos IX. Milhares de protestantes morreram e a data ficou conhecida como “A Noite de São Bartolomeu”.

- Luiz XIV teve duas amantes: La Valliere, que o amava, e Montespan, que ficava com ele por interesse.

- Sofia de Anhalt-Zerbst, imperatriz da Rússia (1729-1796) desposou a Pedro III que subiu ao trono em 1762. Ela se tornou popular ao adotar costumes russo e mudar seu nome para Catarina.

- Felipe II, rei da Espanha (1527-1598), se casou 4 vezes, sempre por motivos políticos, e viu morrer suas esposas.

- A Duquesa de La Valliére, amante de Luís 14 usava uma longa corrente com um pingente para acentuar os belos seios. Por isso esse tipo de colar ficou conhecido como lavalier. Já os seios de Maria Antonieta, casada com Luís 14, eram considerados tão perfeitos que serviram de moldes para a criação de taças de champanhe da porcelana de Sévres.

- No século 17 havia muitas mulheres escritoras na França. Elas lutavam por seus direitos como poder escolhe o noivo, administrar a própria fortuna e reaver o dote após a morte do marido. Por isso condenavam os contos de fadas, com finais felizes ao lado do príncipe encantado.

- A figura da contadora de histórias existe desde tempos imemoriais. Na Antiguidade era identificada como fofoqueira da cidade. Com o surgimento de Santa Ana, a avó de Jesus Cristo, que gostava de boa narrativa, a figura da contadora de histórias ganhou movo status.

- O revolucionário francês Georges Jacques Danton (1759-1794) era descendente de uma família de camponeses abastados de Arcis-sur-Aube e instalou-se em Paris, aos 21 anos de idade para tentar a sorte como advogado. Em 1787 se casou com a filha de um proprietário de restaurante e com o dote adquiriu uma banca de advogado, passando a trabalhar por conta própria.

- No Brasil, o mês de outubro ficou conhecido como "Outubro Rosa", para alertar as mulheres da importância de se fazer o auto-exame das mamas, numa prevenção contra a doença, que afeta 57 mil por ano, no país, apresentando 90% de cura, quando detectado no início. No Brasil, cerca de 12 mil mulheres morrem por ano vítimas do câncer de mama, atrás apenas do câncer de pele.

- No Brasil colonial, segundo a Revista da História (vol.3, 1992, Dep. Hist./UFOP), a região da Serra Leoa, era tabu ter relações sexuais antes da puberdade, e proibido qualquer ato libidinoso praticado dentro da mata, sendo obrigatório o banho antes de depois da cópula (Ottemberg, 1960:203), e antes dos jovens entrarem para a sociedade secreta, era feita a circunscisão e a cliteridectomia. Já o casamento poligínico era realizado através da compra da noiva (Turnbull, 1977:108/178), sendo o noivado podendo ser realizando antes mesmo do anscimento da menina, sendo que a cópula deveria ser consumada somente após a segunda menstruação da noiva. Era autorizado divórcio quando comprovado adultério ou impotência. Quando um rapaz se interessava por uma garota, ele oferecia pequenos presentes à sua eleita, enquanto a observava por dois meses, para certificar-se de sua fidelidade e só então, pagar o dote aos sogros. Era considerada grave blasfêmia gravidez anterior aos ritos de iniciação, pois acreditava-se que nasceriam crianças anormais. Algumas tribos africanas praticavam ainda a infibulação, que era a costura dos grandes lábios genitais (Lystad, 1965:191).

- Segundo o antropólogo M.Herskovits, no antigo reino de Benin, entre 09 e 12 anos as meninas eram confinadas a uma mulher-mestra encarregada do processo de alargamento de suas vaginas, utlizando massagens, movimentos mecânicos, substâncias vegetais irritantes e a introdução na genitália das meninas, de falos artificiais feitos de chifres de animais, madeira ou raiz de índigo (1967:278). Já menarca era objeto de comemoração familiar, assim como a circuncisão dos rapazes, entre os 17 e 19 anos. Era aceitável que as meninas tivessem relação sexual com os meninos ou com meninas, assim como a masturbação recíproca era considerado um "vício solitário". O lesbianismo era mais frequente do que a homossexualidade masculina, sendo que na África era conhecido o "casamento de mulheres", onde uma matrona "comprava" mais uma jovem para ficar sob sua tutela incorporada ao harém do marido (Bohannan, 1968).

- Na obra Viagem de África em O Reino de Daomé, de 1800, o padre baiano, Vicente Ferreira Pires, diz que naquela região o adultério era severamente castigado, sendo considerado crime, copular com mulheres grávidas ou menstruadas, existindo dois grupos estratificados em razão de sua função sexual: as meretrizes: "maricó", presas de guerra e propriedade do rei e numerosos eunucos, "leguedés", zeladores da segurança da família real (1957:III e ss.). Segundo ele, o amante de uma concubina do rei de Benin foi queimado vivo num espeto sobre fogueira enquanto a adúltera era suplicada sob copioso banho de azeite quente - provavelmente óleo de palma (dendê).

- Entre os Igbirá do Norte, o jovem deve trabalhar três anos seguidos para os sogros antes de obter a noiva, sendo vedado aos nubentes, durante os primeiros noventa dias após o casamento, manterem qualquer tipo de contato, seja físico, seja verbal (Brown, 1955:68). Entre os Ijaw, as relações sexuais eram interditadas durante o festival da pesca (Turnbull, 1977:108), enquanto entre is Ibo, o mesmo tabul prolongava-se durante os três primeiros anos após o nascimento do filho, encarregando-se a parturiente, de arranjar uma amante para o marido, segundo o antropólogo Darryl Forde. De acordo com ele, as relações extraconjugais clandestinas eram comuns e raramente havia cenas de ciúmes. Entre os Ibidio, o noivado era oficializado quando a menina tinha entre dois e seis anos de idade, devendo o rapaz prestar serviços aos sogros. Em caso de divórcio, os pais da noiva deveriam devolver o dote ganho do genro. E em algumas tribos, o marido podia devolver aos pais a esposa, e caso ela fugisse com outro homem, a família dela era obrigada a devolver todos os bens e serviços recebidos pelo marido, que ele prestava antes do casamento (1950:18).

- No Congo-Angola, segundo a Obra Descrição Histórica dos Reinos do Congo, Mutamba e Angola, de 1591, a maior parte dos nativos praticava a poligamia, chegando alguns a terem mais de 50 concubinas ("mucaji"),  e a quantidade era uma espécie de status, grandeza. Já quando se suspeitava ou se provava adultério, a mucaji infiel era repudiada, enquanto  a mulher plebéia era executava ou tornava escrava.  Muitas famílias acertavam o noivado de seus filhos ainda no útero materno, sendo os maridos que pagavam o dote para as famílias de suas noivas. Eles realizam primeiro uma espécie de casamento de experiência por dois ou três anos e caso a convivência tivesse sido problemática, a mulher era devolvida para seus parentes (1965:136).

- No chamado Ciclo de Angola, todo rapazote, por volta dos 14 anos, tinha que se submeter à circuncisão, que era feita com excisão do prepúcio com um machadinho de pedra sobre um pedaço de madeira, depois que ele passava por uma série de provas de resistência e coragem no mato, onde permanecia sob reclusão. A circuncisão acontecia no meio de danças e máscaras. Como curativo eram usados cinzas de folhas de bananeira e azeite de dendê, devendo o pênis ser lavado sete vezes por dia (raramente havia infecção do prepúcio). Os não circuncisados eram tidos como degenerados e desprezados pelas mulheres. Já a iniciação das donzelas era chamada de "Takula" e era realizado após a terceira menstruação. Amedrontadas, elas viviam fugindo para o mato, tendo que serem caçadas e só se sujeitavam ao ritual, depois de estarem exaustas de tanto correr e lutar. Então elas tinham o corpo pintado, tinha cortada a carapinha e uma mulher velha lhe abre a vagina para certificar-se de que o hímem permanece intacto. Ela então, rompe-o com um falo de madeira e assim, ficavam aptas para o casamento. E, pela lei do Ngoyo, os adúlteros e desrespeitadores das mulheres tribais eram flagelados e tinham suas orelhas cortadas, enquanto as adúlteras tornavam-se escravas de seus maridos e filhos (Vaz, 1970:209-262).

- Na África antiga, algumas tribos tinham costumes sexuais peculiares, como os Vaseke, que só faziam sexo à noite, sem rebuliço, com as pernas entrelaçadas e não se beijavam. Os Vakwanla praticavam o coito de lado, frente a frente, enquanto entre os Nhae-Nhae, os homens se colavam às costas das mulheres, levantando os lábios vaginais para penetrá-las (Guerreiro 1968:249). No Brasil, algumas tribos que vieram do Continente Africano também praticavam alguns rituais, como a clitoridectomia, a infibulação e a defloração com falo cerimonial.

- No Brasil colonial, 91% da população de escravos, era masculina, sendo 30 negros para uma negra no Sertão do Piauí, e 10 machos para uma fêmea em Minas Gerais (Russel Wood, 1982:112). No livro Da Palmatória ao patíbulo, há referências de castrações, amputações de seios, etc, em escravos, mas não há exemplos concretos destes atos (goulart, 1971:162). Um dos maiores castigos era punir os cativos com pesos ou amarras nos testículos dos negros, considerada prática terrível, que merecia identificação como heresia e denunciada à Santa Inquisição. Um dos maiores torturadores no Brasil era Garcia Dávila Pereira de Aragão, que agiu assim contra seu crioulo Hipócrito, de 16 anos: ele mandou o jovem montar num cavalo de pau


- A primeira brasileira a se casar oficialmente com um italiano foi Amália Cintra Ferreira, avó do ex-senador Eduardo Suplicy. Ela se casou com o empresário Andrea Matarazzo.

- Josefina, que viveu entre 1763 e 1814, foi amante de Napoleão e aconselhava às amigas beber apenas champanhe, que ‘faz a mulher mais bela após tomá-la, deixando seus olhos brilhantes sem avermelhar o rosto. Para divertir Luís 15 ela desenvolveu a arte de criar novas identidades para si mesma. Cada noite ela se vestia de um personagem diferente.

- O escritor Van Gogh, ao se apaixonar pela primeira vez ainda na adolescência, colocou a palma da mão sobre a chama de um lampião para provar à amada seu amor não correspondido. Na fase adulta ele teve outra desilusão amorosa e passou a viver longe das mulheres. Mas de vez em quando dormia com uma prostituta, que o recolhia doente nas ruas.

- Na Somália um homem escolhe sua mulher pela bunda. (as pretendentes ficam de costas para ele). Já no Senegal as mulheres dançam para os homens ao som de uma dança chamada ventilador. E na Mauritânia as jovens interessadas em se casar podem procurar uma das casas especializadas em arredondar os bumbuns.

- As jovens da aldeia de Bielozer, na república da Moldávia (Rússia) deixam de estudar por medo de se casar. Na região ainda impera um hábito antigo de se raptar noivas para uniões forçadas. Muitas delas são levadas quando vão à escola. As poucas adolescentes que comparecem às aulas sempre estão acompanhadas dos pais ou irmãos. Ainda assim pelo menos 70 delas deixaram de ir à escola.

- A cantora Edith Piaf dedicou ao boxeador Marcel Cerdan cada interpretação de palco de sua música “Hino ao amor”. Durante muitos anos os dois viveram juntos, sendo que ela escolhia as roupas que ele iria vestir e organizava suas lutas. E ele recusava contratos que o obrigavam a se afastar dela. O boxeador morreu num acidente de avião em 1949. A cantora morreu em 1963.

- Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 20% dos casais em todo o mundo têm dificuldades para conseguir a fecundação. E a chance de um casal normal engravidar e de 15% a 18% ao mês. (2001)

- A nadadora brasileira Maria Lenk apresentou ao mundo, nos Jogos de Berlim uma nova técnica de natação que inventou: o nado borboleta, que consiste em movimentar os braços abertos acima da superfície da água, lembrando as asas de uma borboleta. Ela não passou nas semifinais, mas seu método se tornou universal.

- Uma boate alemã oferece a seus fregueses, por um preço de mil reais a hora, a oportunidade de transar com uma prostituta à bordo de uma limusine. O carro tem motorista, duas televisões e um pequeno bar.

- A estilista Coco Chanel criou o básico “pretinho” para lembrar a morte de um de seus amores, o inglês Boy Capel. Antes, o preto era usado apenas em enterros. A partir de então, essa cor passou a ser a preferida nas festas. Nos anos 20 ela colocou em sua coleção, modelos de calça comprida para mulheres, mas apenas para serem usadas no campo. Começou também a era da liberdade, onde a mulher se livrou dos espartilhos e passou a exibir pernas e colo e usar maquiagem, tentando seguir o modelo das divas do cinema de Hollywood.

- Evita Perón, mulher de Juan Perón tinha uma coleção de 1200 vestidos, 600 casacos de pele e 900 pares de sapatos. Certa vez ela chegou a usar 130 malas numa única viagem. O quarto de vestir de Evita tinha casacos de pele para todas as ocasiões, enormes vestidos levados de aviões de Paris para a Argentina, com uma despesa de cerca de 40 mil dólares por ano. Já Imelda Marcos, de 70 anos de idade, viúva do ditador filipino Ferdinand Marcos, tinha 3000 pares de sapatos, 200 cintas-ligas, 1000 meias-calças e 500 sutiãs pretos, sendo que um deles era à prova de balas.

- Até o século 20 o pé era considerado um símbolo de castidade, sendo mais sensual do que os seios. Por isso os pés femininos não podiam ser mostrados em público. Tanto que no século 16 a rainha da Espanha, Maria Luísa de Sabóia caiu do cavalo e quebrou o pé. Para socorrê-la foi um sufoco, pois teriam que tocar nesta parte. O corajoso que lhe prestou socorro teve que se esconder em um mosteiro até ser perdoado pelo rei.

- No começo do século 20, período que estava sendo construído o sistema público de ensino, o Magistério era uma alternativa de inserção no mercado de trabalho para as mulheres. A profissão conferia status e prestígio para as professoras, mas elas ainda assim eram alvos de preconceito: tinham fama de autoritárias, inclusive com os maridos. As professoras representavam a liberdade, uma vez que podiam viajar desacompanhadas de um homem da família, para lecionar numa escola em outra cidade.

- No começo do século 20 a polícia do Recife deteve a menor Carmélia Eulina do Amaral Gusmão, de 16 anos. Ela foi raptada pelo comerciante Delmiro Gouveia, de 39 anos, que desapareceu. A menina foi encontrada na casa de um amigo do comerciante e foi entregue a um tutor, pois a mãe dela não tinha posses.

- A atriz Ingrid Bergman é considerada uma das atrizes mais sensuais do cinema, mesmo sem jamais mostrar o corpo. E seu cabelo curto e enrolado no filme “Por quem os sinos dobram?” foi copiado por mulheres do mundo todo. Mas para conseguir esse efeito a atriz passava o dia inteiro com rolinho na cabeça. E na hora da cena o cabeleireiro apenas dava uma escovada de leve.

- A atriz Brigit Bardot tentou o suicídio certa vez, mas por sorte se salvou.

- A cantora Celly Campello teve que emagrecer para participar da novela “Estúpido Cupido”, em 1977, na TV Globo. Como a trama se passava em 1961, a cantora precisa parecer mais jovem e bem mais magra.

- O filme “Este Mundo é um Pandeiro”, com Oscarito, fazia uma paródia com a personagem Gilda, interpretada pela atriz Rita Hayworth. Por causa da repercussão do filme, em 1947 Francisco Alves gravou o samba “Amado Mio”. Gilda era o 40º papel da atriz no cinema.

- Segundo uma pesquisa encomendada em 1941 ao Gallup pela Motion Picture Reserch Bureau, a mitificação no cinema se processa primeiro entre as mulheres. E são elas que formam o maior percentual de fã: as mulheres copiam as divas e os homens as desejam.

- Uma boate alemã oferece a seus fregueses, por um preço de mil reais a hora, a oportunidade de transar com uma prostituta à bordo de uma limusine. O carro tem motorista, duas televisões e um pequeno bar.

- Na Argentina é hábito os homens trocarem beijinhos no rosto antes de uma reunião. Nos países árabes eles podem andar de mãos dadas. Já nos Estados Unidos e no Japão, os toques corporais não são tolerados.

- Segundo o Ministério da Justiça, dos 223 mil presos no país, 213 são do sexo masculino. O Estado de São Paulo tem o maior número de presas, com 5138, sendo que 3541 estão detidas em delegacias e cadeias públicas. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro com 662 mulheres no sistema carcerário. Paraná e Rio Grande do Sul vêm em seguida com 484 e 434 presas respectivamente. (2001).
- Uma vez por semana cerca de 180 homens heterossexuais de todo o Brasil se reúnem para se vestir de mulher e imitar trejeitos femininos, enquanto discutem negócios. Eles fazem as unhas e os cabelos e chegam a trocar de vestido várias vezes por dia. Os adeptos da prática afirmam que isso é uma forma de aliviar as tensões e não tem nada a ver com preferência sexual. Muitas vezes eles comparecem ao clube acompanhados das mulheres e filhos.

- Entre os ciganos, as mulheres não podem estudar nem trabalhar e são obrigadas a casar virgens, apenas com ciganos. Para comprovar a virgindade, elas passam por testes feitos por uma mulher conhecida e a prova é mostrada aos convidados durante a festa do casamento. A cigana ainda passa pelo teste do lençol na Lua de Mel, onde o noivo verifica se a peça está manchada pelo sangue do hímem que acabou de se romper.

- Em Belo Horizonte as mulheres constituem 53% da população. Segundo o Censo 2000 elas chegam à capital mineira atraídas por serviços oferecidos no comércio, indústria e no funcionalismo.

- Em Tejucupapo, distrito de Goiânia, todos os anos, no final de abril um grupo de mulheres do local representam a trajetória das mulheres que botaram os holandeses para correr em 1646, na batalha que ficou conhecida como a “Epopéia das Heroínas de Tejucupapo”. Na ocasião elas jogaram água fervendo com pimenta nos inimigos, além de agredi-los com paus e pedras. O espetáculo ao ar livre reúne 150 pessoas que mostram o modo de vida do século 17, no Brasil. A história sobre o fato histórico foi escrita por Luzia Maria da Silva, de 56 anos, que ouvia a respeito do assunto desde menina.

- O colégio Militar do Rio de Janeiro foi o primeiro dos 5 existentes no Brasil a aceitar meninas em seu quadro de alunos. O uniforme é uma boina e saia vermelha até o joelho, camisa bege e sapatos pretos. Entre as regras estão: proibição de namoro dentro da escola, maquilagem discreta e cabelos sempre presos.

- Na década de 1990 o Instituto Militar de Engenharia, IME, teve um grupo de 10 meninas aprovadas no vestibular. A escola forma oficiais do Exercito há 200 anos. As alunas têm aula de tiros, manejo de armas pesadas, simulação de sobrevivência na selva e provas de corrida.

- Em Natal, Rio Grande do Norte, a Escola Doméstica e o único colégio feminino no Brasil especializado em transformar as alunas em boas mães e esposas. A escola funciona em regime de internato e segue o modelo suíço. As alunas aprendem a cuidar dos filhos, cozinhar, costurar e boas maneiras.

- As jovens da aldeia de Bielozer, na república da Moldávia (Rússia) deixaram de estudar por medo de se casar. Na região ainda impera um hábito antigo de se raptar noivas para uniões forçadas. Muitas delas são levadas quando vão à escola. As poucas adolescentes que comparecem às aulas sempre estão acompanhadas dos pais ou irmãos. Ainda assim pelo menos 70 delas deixaram de ir à escola.

- No cinema as mães costumam ser acusadas pela personalidade do filho adulto imaturo, assassino, inseguro.

- Se o parto for normal, o útero cicatriza em 40 dias. Se for cesárea, cicatriza entre 75 e 90 dias.

- No mundo, ocorrem a cada minuto 500 gestações, 260 nascimentos, 40 abortos induzidos, uma morte materna e 27 mortes de crianças abaixo de um ano. As maiores causas de mortalidade materna são por hemorragia (25%), infecções (15%), problemas de hipertensão (12) e obstrução do parto (8).

- Para cada 104 meninos que vêm ao mundo, nascem 100 meninas.

- Segundo a ONG americana Save the Children, a Noruega é o país que oferece mais benefícios para a mãe e a criança durante a gestação. Em seguida vem o Canadá, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Finlândia, França e Chipre. O Brasil aparece em 28o lugar.

- Segundo o Unicef cerca de 515 mil mulheres morrem por ano durante a gravidez ou no momento do parto, principalmente nos países em desenvolvimento. A probabilidade de morrer durante o parto nestes países é de uma para cada 13 parturientes, contra 1 para cada 4.100 nos países desenvolvidos. Por outro lado, 55% dos partos no mundo inteiro são realizados sem assistência médica." (8/3/2001).

- O pai da menina Lourdes, filha da cantora americana Madonna recebe uma pensão de 100.000 dólares por ano até que ela complete 18 anos de idade. Ele também tem direito de ver a pequena duas vezes por mês.

- A apresentadora americana Oprah Winfrey, certa vez deu de presente de Natal para uma amiga, 1 milhão de reais. Em 1994 ela gastou 90 mil reais para emagrecer. A apresentadora americana Roseanne, certa vez parou um surfista na rua e deu para ele 600 reais para cortar os cabelos loiros. Depois ela mandou fazer uma peruca com os cabelos. Em 1994 teve um colapso nervoso. Já fez várias cirurgias plásticas para, de acordo com ela, remover qualquer semelhança com os familiares.

- Certa vez o cantor Elvis Presley beijou os pés da cantora Barbra Streisand para pintar as suas unhas. Numa ocasião a cantora comprou seis casacos de pele Fendi, de uma vez. Ela também já contratou um consultou apenas para avaliar se a areia da praia combinava com suas novas casas na beira do mar. Em 1994 ela comprou 400 peças de art decó por 5,8 milhões de reais.

- Há quase 200 anos a mulher não podia votar nem estudar, mas trabalhava para ajudar o marido, e muitas chefiavam a família. Eram as mulheres de tropeiros ou viajantes, que buscavam trabalho longe de casa quando não encontravam emprego na cidade. Em 1872 só as mais ricas viviam às custas do marido e só podiam sair de casa em companhia dele. A conclusão é de uma pesquisa do Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina da Universidade de São Paulo, USP. Segundo o estudo, as trabalhadoras conseguiam o sustento com vendas de salgados e doces, bordados e costuras. Naquela época muitas eram espancadas e traídas e pediam o divórcio. A pesquisa da USP valeu-se de documentos, inventários, dados do censo e processos de separação da época.

- Em São Bento, a 380 Km de João Pessoa, as mulheres trabalham como rendeiras e varandeiras, enquanto os maridos vendem as redes por todo o país. Muitos demoram até 10 meses para voltar para casa, e quando isso acontece eles passam a semana bebendo com os amigos.

- No Hospital das Clínicas de São Paulo quatro mulheres integram o corpo de motoristas de ambulância, o que gera uma economia de 12,5%. Tudo porque elas dirigem com mais cautela e gastam menos combustível, além de provocar menos desgaste de pneus, freios e embreagem.

- Sete irmãs brasileiras ganham a vida em um salão próprio em Nova York, na rua 57, ao lado do central Park. Elas são de Linhares, no Espírito Santo e chegam a ganhar 3 milhões de dólares por ano. As irmãs, todas com inicias com a letra J, atendem cerca de 200 clientes por dia, entre elas a atriz Gwyneth Paltrow e as modelos Naomi Campbell e Kate Moss. As irmãs J também vendem seus próprios produtos de beleza.

- Durante uma entrevista no Kremlim em 1995, o presidente russo Bóis Yeltsin deu um beliscão nas costas de uma de suas secretárias.

- Em 98% das vítimas de violência procuram os serviços de saúde e apenas 2% recorrem às delegacias de mulheres. Dez por cento das denúncias estão relacionadas à violência sexual.

- Existem 330 Delegacias de Mulheres no Brasil.

- Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a cada cinco anos, a mulher perde um dia de vida por causa da violência.

- No Rio de Janeiro existem cerca de 1.050 presas, entre maiores e menores. De acordo com a Segunda Vara de Infância e Juventude, a venda de drogas superou os crimes contra o patrimônio e contra pessoas físicas. Elas atuam no comando de grupos ou driblando a polícia.

- Nos Estados Unidos, a cada 12 minutos, uma mulher apanha do marido e a cada dia, quatro mulheres são mortas em consequência dos maus-tratos.

- As casas de prostituição de luxo em Natal, Rio Grande do Norte, imitam estratégias empresariais para oferecer um melhor serviço a seus clientes, segundo um estudo da estudante de psicologia da Universidade Federal de Natal, Ana Karina Azevedo. De acordo com ela existe uma sofisticada mentalidade mercadológica do agenciador das garotas de programa: as meninas seriam obrigadas a trabalhar no mínimo por apenas duas semanas, não sofrem violência física dos clientes e faturam até 6 mil reais por mês. O trabalho foi apresentado durante a 53a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Salvador.

- Cerca de 30% das mulheres brasileiras desistem de denunciar os companheiros por maus tratos. Quando o caso chega à Justiça, outras 30% pedem o arquivamento do processo.

- Alagoas é o Estado recordista em homicídios de mulheres e o terceiro em casos de estupro, sendo 50% cometidos dentro de casa. Maceió é o município considerado o mais perigoso no Estado. A maioria das vítimas tem entre 18 e 29 anos, e apenas o primeiro grau. Os motivos são ciúme, traição ou desconfiança da traição.

- Várias revistas brasileiras estão recusando anúncios de lingeries da Du Loren. Em uma delas uma mulher aparece sendo violentada e esbofeteada. Ao lado, aparece a frase “Legalizem logo o aborto. Não quero ficar esperando”. A propaganda foi feita pela agência Doctor. (1996).

- Segundo a Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical, 52% das trabalhadoras acham que já foram sexualmente assediadas.

- Na Bahia existem 202 delegacias, sendo 45 por cento delas comandadas por mulheres.

- Nas cidades brasileiras são registrados mais de dez casos de estupro por dia. Em São Paulo, a média de estupros chega a 630 por mês.

- Na Arábia Saudita a polícia religiosa, a Matawain, usa varas para assegurar que as mulheres se escondam por debaixo de suas abayas, longos paletós pretos. As mulheres sauditas não podem se casar fora do Islamismo, ou se divorciar sem causa, enquanto os homens podem. Elas também têm de usar bancos separados dos homens, num ônibus e para viajar, precisam de autorização por escrito de um parente do sexo masculino. Nos carros elas devem usar bancos traseiros e não têm permissão para dirigir.

- O estupro em massa é usado como arma de guerra na Bósnia, inventada pelos sérvios como instrumento de limpeza étnica contra a população de religião muçulmana. Só em 1993, 20.000 mulheres foram estupradas na Bósnia.

- Na Arábia Saudita, Egito, Iraque, Jordânia e territórios árabes ocupados por Israel, as mulheres que tiverem relações extraconjugais são degoladas, enterradas vivas, envenenadas ou estupradas pelos próprios irmãos, pais, primos ou algum homem pago para isso. E desde 1979, com a revolução islâmica, a prostituição tanto masculina como feminina está proibida no Irã.

- Mais de 60% das denúncias apresentadas na Comissão de Direitos Humanos do Distrito Federal mexicano são de assédio sexual cometidos por funcionários da secretaria de Segurança Pública. As vítimas se queixam de ameaças, comentários grosseiros e propostas para manter relações sexuais por seus superiores.

- Perder um bebê é considerado aborto natural quando acontece até 22 semanas de gestação ou até o feto estar com 500 gramas ou 16,5 centímetros.

- Segundo a OMS, as chances de abortar naturalmente são as mesmas para qualquer grávida, de 10%. As chances de sofrer um novo aborto passam para 15% a 25%, depois de 2 abortos consecutivos. E a partir do 3º consecutivo, as chances pulam para 30%. Segundo a OMS, de cada 100 grávidas, 10 não ultrapassam as 20 ou 22 semanas de gestação.

- Cerca de 3,7 mil mulheres brasileiras morrem por ano vítimas do câncer de colo uterino. Só em Minas morrem cerca de 280 pacientes. (2001)

- 97% dos cânceres na região genital são decorrentes do Papiloma Vírus Humano, o HPV, transmitido nas relações sexuais. O vírus pode ser detectado em exames ginecológicos. Ate 1998 40% das brasileiras, entre 35 e 49 anos nunca tinham passado pelo consultório de um ginecologista.

- Na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, desde 1995 a ex-prostituta, Norma Hotaling, 47 anos, e um policial dão curso para os homens que são flagrados procurando serviços de uma profissional do sexo. O curso tem dado certo: 99% dos que passaram pelo programa não voltaram a ser presos por contratarem prostitutas. O modelo está sendo copiado em 29 cidades, algumas do Canadá e até na Inglaterra Em algumas cidades americanas, sexo pago pode dar multa de 500 dólares e cadeia. Se os acusados fizerem as aulas de 8 horas, terão o processo arquivado.

- As revistas eróticas dão um lucro de 2,6 milhões de reais por mês para as editoras brasileiras (são ao todo 150 títulos que tratam do assunto). Por ano, no Brasil são distribuídas 2,4 milhões de fitas eróticas, com faturamento de 48 milhões de reais.

- Na Nigéria é comum a prática de punir com chibatadas as adolescentes solteiras que fazem sexo.

- Os artigos 218 e 219 do Código Civil Brasileiro prevê que um homem pode anular o casamento se descobrir que sua esposa não é mais virgem.

- Atualmente as noivas ainda se casam de branco, apesar de muitas não serem mais virgens. Mas em tempos antigos essa cor significava que a moça permanecia pura para o noivo. E o véu na cabeça simbolizava castidade, uma vez que cabelos soltos eram proibidos.

- Mulheres na menopausa que continuam a fazer amor têm a vagina mais macia do que as que não fazem, porque o ato sexual estimula a circulação.

- Segundo uma pesquisa da Universidade do Estado de São Paulo, 60% dos adolescentes do Brasil não usam camisinha na primeira relação sexual.

- 15% dos homens conseguem até três orgasmos numa única relação. E a duração de um orgasmo no homem pode ir de 2 a 40 segundos. Na mulher, pode chegar a 10 segundos. Depois do orgasmo, os homens com menos de 30 anos levam em média de 10 a 15 minutos para se animar outra vez. De 30 a 50 anos, o período é de 30 minutos. Acima de 50 anos, é de 6 horas. E acima de 60 é de 24 horas.

- A média de controle ejaculatório de homens com menos de 40 anos é de 5,4 a 12,9 minutos. Acima desta idade, o tempo varia de 12,9 a 25 minutos. 65% das mulheres têm apenas um orgasmo numa relação. 15% são multi-orgásticas e 37% não têm problemas para atingir o orgasmo. 12% dos homens podem ter orgasmos múltiplos.

- A forma da bunda dos homens é determinada pela musculatura das pernas e da barriga. Nas mulheres é determinada pela distribuição do tecido adiposo (gorduras). A diferença acontece por causa da gravidez e da amamentação.

- O biquíni, inventado em 1946, num desfile em Paris, foi proibido em algumas praias de Portugal e só foi liberado em 1970. Na Inglaterra a proibição durou até meados dos anos 80. No Brasil, o biquíni foi proibido em 1961 por causa de um decreto do então presidente Jânio Quadros. Antes disso, nos anos 20 as americanas ousaram mostrar as pernas na praia. Nos anos 60 a atriz Jayne Mansfield virou boneca vestida de biquíni, que foi um sucesso de venda. Na França as mulheres adoram o topless e as peças do biquíni podem ser compradas separadamente.

- A imperatriz Sissi tinha um cabelo de um metro e 20 e gastava três horas por dia na frente do espelho para penteá-lo. Tinha muito medo de envelhecer e aos 45 anos, se dizia que parecia ter 20. Sissi quase não sorria porque tinha os dentes estragados (ela sofria de bulimia. Ao vomitar demais, o ácido do estômago estraga os dentes).

- A atriz americana da década de 20, Mae West, tinha os seios tão belos que baseados nele foram criadas jaquetas salva-vidas infláveis. E a dançarina Lola Montez rasgou sua roupa com uma tesoura quando Ludwig I da Baviera, que desconfiou que os seios dela fossem falsos. Ao ver o corpo da moça, ele se apaixonou e viraram amantes.

- O Brasil, em 2002, é o primeiro lugar no mundo em cirurgias plásticas, com 350 mil operações por ano: 50% de lipoaspiração, 30% de mama e 20% de rosto.

- Os livros infantis contêm a mesma quantidade de personagens femininas quanto masculinas, segundo um estudo feito pela psicóloga norte-americana Calire Etaugh, da Universidade Bradly, em Illinois, Estados Unidos. Ela se baseou em 20 livros infantis da serie “Harry Porter”, de cada uma das décadas de 1970, 80 e 90. A psicóloga constatou que nos anos 1940 as mulheres conquistaram paridade com os homens em termos de papéis centrais nos livros, apesar de serem retratadas como fracas e submissas. E os únicos personagens em que mulheres adultas manifestavam traços masculinos, como força e poder, eram os de personagens maus, como as bruxas. O estudo foi apresentado no Congresso Europeu de Psicologia da Sociedade Britânica de Psicologia.

- Sabendo da força feminina, as Revoluções sempre chamavam a mulher para participar das manifestações, o que elas faziam muito bem. Porém, depois que a situação voltava ao normal, elas eram deixadas de lado novamente e indicadas para voltar ao lar.

- Na época da Revolução Industrial se dizia que o fiador mecânico inventado por James Hargreavest, valia por 120 esposas. Durante o Antigo Regime a mulher tinha o direito de possuir uma casa de comércio e todas as capacidades necessárias a um exercício autônomo de seu ofício. Ela podia trabalhar como fabricante de roupa branca, lavadeira, revendedora em sua casa ou na dos clientes. A mulher era independente e tinha liberdade de costumes, podendo sair e frequentar tabernas.

- Em 1970 a publicitária americana Joan Garrity usando o pseudônimo J, lançou o livro “A Mulher Sensual”, com dicas de como ter prazer no sexo, sozinha e com o parceiro. Em apenas 3 meses o volume vendeu 14 edições nos Estados Unidos.

- Mulheres na menopausa que continuam a fazer amor têm a vagina mais macia do que as que não fazem, porque o ato sexual estimula a circulação.

- Na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, desde 1995 a ex-prostituta, Norma Hotaling, 47, e um policial dão curso para os homens que são flagrados procurando serviços de uma profissional do sexo. O curso tem dado certo: 99% dos que passaram pelo programa não voltaram a ser presos por contratarem prostitutas. O modelo está sendo copiado em 29 cidades, algumas do Canadá e até na Inglaterra Em algumas cidades americanas, sexo pago pode dar multa de 500 dólares e cadeia. Se os acusados fizerem as aulas de 8 horas, terão o processo arquivado.

- No século 18, com a Revolução Industrial, as mulheres passam a trabalhar se preocupando menos com a casa. Mas por causa do trabalho prolongado elas passam a ter deformações da bacia, desvio da parte inferior da coluna vertebral, além de terem partos mais difíceis, pois quando grávidas são obrigadas a trabalhar quase até a hora da criança nascer. E elas não tinham licença-maternidade, o que acarretava medo de serem demitidas e substituídas. Tinham no máximo 15 dias de descanso, mas muitas voltavam para o trabalho em menos de uma semana por medo de serem substituídas e terem o salário suspenso. E era muito comum que elas dessem à luz em pelo horário de trabalho, no meio das máquinas. As mulheres grávidas trabalhavam até 15 horas por dia, em pé.

- Nos anos 60 a revista Selecões, Rigers Digest anunciava em suas páginas uma propaganda de louças da marca Schimidt. Na foto uma dona-de-casa sorridente caminha com uma travessa para ser colocada em cima da mesa de jantar. A fundo o marido lê o jornal. O slogan era: “a beleza de um dia igual aos outros”. Embaixo os dizeres:” um dos grandes encantos da vida no lar e o bom gosto à mesa de todos os dias. Esse bom gosto que se transforma em hábito e que personaliza cada ambiente familiar (graças à dedicação da dona-de-casa).

- Em 1988 um comercial do chocolate Toblerone mostra uma executiva que teria caso com dois homens ao mesmo tempo, num triângulo amoroso. A propaganda é uma alusão à embalagem do produto, que tem a forma triangular. O comercial foi criticado e tirado do ar.

- Em 1999 a apresentadora Carla Perez anunciava uma página da internet, em que aparecia passando e-mails. No final ela diz: “Se até eu consigo, imagine você!”.

- Em 1995 a alagoana Romélia Mendonça de Albuquerque, 85 anos, virou estrela ao interpretar uma velhinha moderna num comercial de tevê. Na propaganda ela dizia: “com o microondas Sharp a mulher tem mais tempo para fazer sexo”.

- O cientista Albert Eistein sempre se referiu às suas descobertas como “nosso” trabalho, nas cartas que escreve para a esposa, a matemática Mileva Maric. Quando ele recebeu o Prêmio Nobel, o entregou integralmente para a mulher, de quem tinha se separado há dois anos.

- O prêmio da Paz foi criado pelo cientista Nobel, por sugestão de sua secretária, Bertha Kinski, que era pacifista. Ela mesma foi agraciada em 1905.

- Sissi, a Imperatriz criou o hábito de higiene no palácio. Até então as mulheres usavam saquinhos de sangue embaixo das saias para atrair as pulgas, evitando que elas lhes atacasse. Ela também acabou com as perucas, que serviam de ninho para os piolhos. Mas ela tinha os dentes estragados e amarelos de tanto vomitar (sofria de bulimia, o que faz com que o ácido do estômago prejudique os dentes). Por causa disso ela quase não sorria e evitava conversar.

- O cientista Alfred Nobel nunca teve um romance com sua secretária Bertha Kinski, mas continuou apaixonado, mesmo depois de ela se casar com Arthur von Suttner. Ele acabou se tornando amigo do casal. A secretária de Nobel foi contratada quando ele colocou o seguinte anúncio num jornal austríaco, em 1876: “um senhor de certa idade, rico e muito instruído, residente em Paris, procura mulher experiente, e de certa classe, que conheça algumas estrangeiras, para lhe servir de secretária e dama de companhia. A condessa Bertha tinha 33 anos, era bela, sabia 4 línguas e era descendente de uma família arruinada da aristocracia austríaca.


- Pedro Álvares Cabral inaugurou o “golpe do baú” ao se casar com a portuguesa milionária Isabel de Castro. Ele era filho do rico galanteador Fernão Cabral e tinha 6 irmãos. Como era o segundo filho não tinha direito à herança.

- Em 1987 o ator Sylvester Stallone flagrou a mulher, a atriz Brigite Nielsen, com a secretária dela na cama.
- No começo dos anos 90 a ministra da fazenda, Zélia Cardoso de Melo teve um caso de amor com o ministro da Justiça Bernardo Cabral, durante o governo de Fernando Collor. O caso ficou famoso quando a ex-ministra resolveu contar tudo num livro, que foi alvo de críticas.

- O ministro inglês da cultura, David Mellor, casado há 18 anos, mantinha um romance com a atriz espanhola Antonia de Sancha, intérprete de um filme pornô. O caso foi revelado no jornal The People. O ministro disse em outra reportagem que tudo era mentira. (1992).

- As mulheres não gostam de carinho em público, segundo um estudo feito nos Estados Unidos e apresentado durante o Encontro da Sociedade Norte-Americana em Psicologia. Os pesquisadores disseram que elas se sentem mais incomodadas do que os homens ao verem casais se beijando ou trocando carinho em público. O estudo mostrou que os países latinos são os campeões em demonstrações públicas de afeto. (21/8/2001).

- Em 1936 o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdicou da coroa para se casar com a plebéia Wallis Simpson, que conheceu durante uma viagem. Ela era casada mas largou o marido para viver com seu grande amor. Viveram felizes até a morte.

- Em 865 Lotário II, rei da Lotaríngia obrigou sua esposa Teuteberga a dizer que era estéril para ele obter o divórcio.

- Na década de 70 foi criado no Brasil o Movimento de Padres Casados, que organiza encontros para discutir o tema, com o objetivo de engajar os padres casados em trabalhos comunitários. Segundo o centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), entre 1964 e 1994 ocorreram 3.450 desligamentos de padres no Brasil.

- Na festa do Oscar em 1979 a atriz Raquel Welch apareceu espremida num macacão azul de paetês. A roupa era tão apertada que ela chegou à Academia deitada no carro. Em 1986, a atriz Cher se vestiu de ave-do-paraíso, em protesto por não ter sido indicada por Marcas do Destino. Em 1988 ela foi vestida de mulher aranha. Em 1995 a figurinista Lizzy Gardiner, premiada por ‘Priscila, a Rainha do Deserto, compareceu à festa com um vestido feito de 171 cartões de crédito. Um dia depois da grande festa do cinema as redes de lojas populares já estão produzindo cópias baratas dos modelos usados pelas atrizes.

- Desde que o Oscar foi criado, em 1929, apenas 14 estrelas receberam indicações ao prêmio de melhor atriz por filmes falados em outro idioma que não o inglês. A única a levar a estatueta para casa foi a italiana atriz Sophia Loren. A americana Katharine Hepburn foi premiada 4 vezes, todas na categoria de melhor atriz. Ingrid Bergmam levou 3 Oscar de coadjuvante. A mais velha a receber o Oscar foi Jéssica Tandy, em 1990, por ‘Conduzindo Miss Daysi. Tinha 80 anos. A mais jovem foi Tatum O’Neal, aos 11 anos, por ‘Lua de Papel’ (1973).

- O Cristianismo, pela primeira vez na História, elevou a posição da mulher na sociedade. Na Antiguidade, em todas as religiões, ela era considerada inferior ao homem.

- Várias enciclopédicas, como a de Diderot, no século 19, designavam a mulher como a “fêmea do homem” e a mulher seria “um homem falhado”, um “ser acidental”. E já chegaram a afirmar que a mulher teria gosto e olfato menos apurados e por isso abusaria dos perfumes.

- Nascem mais meninos do que meninas no mundo (105X100) (década de 70).

- Na maior parte dos países desenvolvidos as mulheres têm em média, dois ou três filhos. São de oito a dez anos de trabalho materno intenso para a maioria delas.

- São Paulo afirmava: “O homem não deve cobrir a cabeça, pois ele é imagem e reflexo de Deus. A mulher deve levar sobre a cabeça um símbolo de sujeição (epístola aos Coríntios, X).

- Em Bangladesh, na Índia os grupos muçulmanos fazem uma leitura primitiva do Corão, e se acham no direito de atacar mulheres com um ácido. As vítimas são sempre garotas pobres que recusaram casamentos arranjados, investidas sexuais ou a clausura que lhe querem impor os pais ou maridos. O ácido é vendido a 60 centavos de dólar e corrói a pele e os músculos das vítimas. Desta forma quase todas acabam rejeitadas pelas próprias famílias. E desfiguradas, dificilmente se casarão, e acabam mendicando nas ruas.

- Nos anos 30, cinco mulheres solteiras criaram em Londres uma organização chamada ‘Tias Universais’, para resolver as tarefas domésticas para as pessoas. O anúncio dizia: ‘Qualquer coisa, para qualquer pessoa, a qualquer hora...’ Elas contratavam apartamentos, uma babá ou empregada, faziam reservas para teatros, arrumavam os cabelos das clientes.

- Nas áreas muçulmanas da Nigéria os castigos corporais são um direito que os homens têm sobre suas mulheres, garantido por lei. O país ratificou em 1985 a Convenção Para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW), mas a sharia, restaurada em vários Estados desde 1999, permite que as esposas sejam maltratadas pelas maridos.

- Em 1936 o sambista Noel Rosa compôs a música ‘Você vai se quiser’, onde queixava contra o desejo de sua mulher de arranjar emprego para diminuir as dificuldades financeiras da casa. Dizia: ‘Todo cargo masculino/Desde o grande ao pequenino/Hoje em dia é pra mulher/ E por causa dos palhaços/Ela esquece que tem braços/ Nem cozinhar ela quer/Você vai se quiser.

- Com a industrialização do século 19 alguns países passaram a contratar mulheres e até crianças, que eram quase escravizados. Trabalhavam de 12 a 14 horas por dia com semanas de seis dias inteiros que chegavam a atingir as manhãs dos domingos.

- O início do movimento feminista eclodiu na Alemanha e nos Estados Unidos, com protestos e reivindicações, liderada por Clara Zetckin seguida por Alexandra Kollontai, Clara Lemlich, Emma Goldman e Simone Well.

- Nas sociedades primitivas o culto à maternidade confundia-se com o culto à terra e à fecundidade, na tentativa de realçar a superioridade masculina. O Cristianismo pregando a igualdade de para ambos os sexos foi o grande passo para a dignificação da mulher, glorificando a Virgem Maria, mãe de Jesus. Mas baseado no Direito Romano a sociedade medieval manteve o estatuto de inferioridade masculina.

- Segundo os cientistas, o cérebro das mulheres encolhe durante a gravidez e só volta ao normal seis meses depois do parto.

- No século 19, com o surgimento da vida urbana, a mulher deixa de ser uma prisioneira nas fazendas, passando a viver nas casas das cidades. Além disso elas participam de bailes e acontecimentos sociais. Mas nesta época a filha mais velha deveria se casar primeiro, por imposição do pai, mesmo que o pretendente fosse apaixonado por outra moça. Para que o casal de noivos não ficasse sozinho, havia uma vigilância dos pais para evitar a tentação e o contato sexual antes do casamento, pois a virgindade era condição primordial para o casamento. As moças se casavam com 13, 15 anos e o enxoval, bordado, começava a ser feito quando a menina tinha 12 anos. Aos 25 anos, a moça que na se casasse era chamada de ‘solteirona’. Na virada do século 20 ainda havia casamentos de conveniência, mas começava uma convivência maior entre o casal e os filhos, o que diminuía a tirania materna. O adultério era considerado normal para os homens, mas impensáveis para a mulher.

- A década de 1950, graças ao desenvolvimento econômico, houve o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho. Além do magistério as mulheres ganharam espaço também nas áreas de serviço público, assistência social, enfermagem, funcionalismo público e secretariado. No cinema as mocinhas podiam ver atores se beijando e podiam se encontrar com os namorados escondido dos pais. Elas também participavam de bailes e podiam dançar com os rapazes. Na década de 60 as revistas femininas ganharam espaço na imprensa e passou a dedicar espaço para as mulheres. A televisão também ajudou, trazendo uma infinidade de informações. Mas só na década de 70 estourou a revolução da liberação feminina, principalmente no campo sexual.

- Reprimidas pelos pais as meninas até os anos 50 encaravam a menstruação com preconceito, pois não sabiam o que estava acontecendo com seu corpo. Para as crianças, o sangue é ligado a ferimento e dor e por isso achavam que algo ruim estava acontecendo à elas.

- Até a década de 1870 as brasileiras que quisessem seguir uma universidade tinham que viajar para o exterior, já que aqui seu ingresso era vetado nas escolas superiores. Em 1879 o governo brasileiro abriu as instituições de ensino superior às mulheres. Até os anos 60 eram poucas as mulheres que se aventuravam em profissões que não fossem consideradas femininas. As Escolas Normais, que formavam professoras, tornaram-se essencialmente de mulheres. Dizia-se na época que o curso era ‘espera marido’, já que era um ponto máximo da carreira de estudo da maioria das jovens. A função de educadora passou a ser valorizada com o desenvolvimento da Pedagogia e das teorias psicológicas e sociológicas. Nos colégios tradicionais, geralmente dirigidos por freiras, as adolescentes recebiam uma educação esmerada, mas bastante castradora. As transgressoras eram duramente castigadas.

- Nas décadas de 40 e 50 o ‘Jornal das Moças’ e ‘O Cruzeiro’ davam conselhos às mulheres para segurar o casamento: “Não telefone para o escritório dele para discutir frivolidades”, “Não se precipite para abraça-lo no momento em que ele começa a ler o jornal”, “Não roube do marido certos prazeres, mesmo que esses a contrariem, como fumar charuto ou deixar a luz do quarto acesa para ler antes de dormir”. Nesta época uma mulher separada era alvo de preconceitos por parte da sociedade, da família e até das amigas. Para os homens, ela significava uma presa fácil. A desquitada tinha que ser fiel ao ex-marido e não se casar novamente, pois do contrário seria considerada adúltera. Até 1962 o Código Penal determinava que o marido era a cabeça da família e podia controlar todas as decisões referentes à família.

- No século 19 o casamento era uma espécie de negócio acertado entre duas famílias visando conveniências econômicas ou prestígio social. A noiva, ao se casar, entregava um dote ao marido.

- As sufragetes conseguiram o direito de voto às mulheres em 1920 nos Estados Unidos, em 1928 na Inglaterra, e em 1933 no Brasil. Entre 1942 e 1945 sufrágio feminino foi adotado por 33 países, mas só em 1952 a Assembléia da ONU aprovou a Convença sobre Direitos Políticos da Mulher.

- Nos anos 40 e 50 o movimento feminista entrou na fase do despertar da consciência das mulheres para a reivindicação dos mesmos direitos assegurados ao homem na área social e da sexualidade. Surgiram os primeiros estudos importantes sobre a inferiorização da mulher, entre eles ‘Adam’s Rib’ (A Costela de Adão, de 1948), de Ruth Hershberger e ‘O Segundo Sexo’, de Simone de Beauvoir, de 1949.

- Nos anos 60 o feminismo encontrou seu momento de maior expansão e organização. Nos Estados Unidos ganhou força o ‘Movimento de Libertação das Mulheres’, sob a liderança de Betty Friedan, autora do livro ‘A Mística Feminina, de 1963, e Glória Steinem jornalista e apresentadora de TV, autora de ‘A Revolução Que Vem de Dentro’. As mulheres defendiam direitos iguais no lar e na profissão, salário igual ao dos homens e libertação sexual. A principal publicação sobre o tema sexualidade foi ‘O Mito do Orgasmo Vaginal’, de Anne Koedt, em 1968.

- Nos anos 70 foi o período de radicalização do movimento feminista. Germaine Greer, em ‘A Mulher Eunuco’, em 1971, defende a tese de que a mulher precisa se libertar do papel passivo na relação sexual, imposto a ela pela castração de sua libido resultante da opressão social. Em 1976 é publicado o primeiro volume da trilogia ‘O Relatório Hite’, de Shere Hite, que trata sobre a condição sexual, emocional e social da mulher, consolidando as teorias de feministas radicais. Na década foi publicado ainda ‘A Irmandade é Poderosa’, de Robin Morgan e ‘Contra Nossa Vontade: Homens, Mulheres e Estupro’, de Susan Brownmiller, afirmando que todos os homens são estupradores porque está na estrutura biológica deles. A época consolida o feminismo radical.

- Nos anos 80 diminui o número de mulheres dispostas a se identificar com a palavra ‘feminista’, então sinônimo de ‘lésbica’. Elas rejeitam o feminismo radical, que se opunha aos homens e à família. Apesar disso, são publicados livros como ‘Relação Sexual’, de 1987, de Andréa Dworkin, pregando que toda relação sexual é estupro, porque a mulher, invadida pelo pênis, não tem o poder de consentimento.

- Nos anos 90 o feminismo passa por uma reavaliação, assumindo a luta contra a exploração da mulher como símbolo sexual e como vítima de um modelo feminino criado pela moda e pela mídia.

- Na Conferência de Pequim foi apurado que 25% das famílias do mundo são chefiadas por mulheres. No Brasil, segundo o IBGE, 30% dos chefes de lares são mulheres. Em 1995 elas eram responsáveis por 60% do trabalho mundial, possuíam 1% da terra e ganhavam apenas 10% da renda do planeta. As mulheres representam 70% do 1,3 bilhão de pobres do mundo.

- Segundo estatísticas do Programa de Desenvolvimento da ONU, entre nove políticos eleitos, só um é do sexo feminino, e mais de cem países não têm mulheres no parlamento. Existem duas exceções: em 1994 os suecos votaram em mulheres para 41% das vagas legislativas, um recorde mundial, e Bangladesh reservou 30 cadeiras exclusivamente para políticas.

- Na África do Sul as mulheres, de qualquer idade, são vítimas constantes de violência e sadismo. São 116 ocorrências por grupo de cem mil habitantes. Ocorre um estupro a cada 20 segundos na cidade, e a cada hora uma criança é estuprada. A ‘cultura do estupro’ viceja entre bandos de jovens que chegam a competir quem violenta mais.

- Entre os anos 30 e 50 judias polonesas eram trazidas ao Brasil com promessas de casamento com um milionário. Mas ao chegar ao Rio de Janeiro ou em São Paulo, acabavam obrigadas a se prostituir, pela Zwi Migda, uma organização criminosa em Varsóvia. Elas só percebiam a armação quando estavam no navio, ao encontrar outras esposas do ‘marido’. Para encontrar essas mulheres virgens, agentes da organização viajavam pelas empobrecidas aldeias judaicas da Europa Oriental, afirmando serem comerciantes bem estabelecidos na América. As interessadas se casavam com eles, e uma vez perdida a virgindade, vendiam o corpo no Brasil ou na Argentina. Algumas conseguiram escapar, ajudadas por clientes. Ouras suicidaram-se. O tráfico de brancas foi contado no romance ‘O Ciclo das Águas’, de Moacyr Scliar e ‘Jovens Polacas’, da socióloga Esther Largman. As polacas estão enterradas num cemitério de Cubatão (SP), em frente á Petrobrás.

- Na Idade Média o cristianismo ajudou a legitimar o cinto de castidade e a tradição de oferecer virgens ao senhor feudal antes da noite de núpcias.

- No Afeganistão as mulheres chegaram a exercer alguns direitos antes da tomada do poder pelos talebans. Ministravam 60% das aulas na universidade e respondiam por 70% do ensino básico. Ocupavam metade dos cargos públicos e eram 40% dos médicos. No Irã muitas são presas, agredidas e até mortas por não usarem o véu típico do islamismo. Qualquer homem que vir uma mulher ‘mal coberta’ tem o direito de açoitá-la. Muitos jogam ácido sulfúrico no rosto delas. Em Meca, na Arábia Saudita as mulheres têm que usar máscaras que mostram apenas seus olhos. No Sudão o comportamento da mulher é observado de perto por seus parentes, colegas, vizinhos, e informantes da segurança estatal.Se cometer adultério, será apedrejada até a morte (a lei islâmica prescreve a pena de 101 chibatadas tanto para a mulher quanto para o homem adúltero).

- Na Índia a mulher se declarava pretendente ao atirar um limão no rapaz.

- Existem 330 delegacias no Brasil e 55 em Minas Gerais. Em Belo Horizonte. A delegacia Especializada de Crimes contra a Mulher registra em média 20 a 30 denúncias diárias. Apenas 2% das vítimas de maus tratos recorrem às delegacias.

- Para cada 104 meninos nascidos no mundo, nascem 100 meninas. No Brasil a expectativa de vida de uma mulher ao nascer é de 71,4 anos e a de um homem é de 63,9. No mundo, as mulheres vivem em média dez anos a mais do que os homens. De cada mil homens nascidos no país, 65,5 morrem antes dos 5 anos contra 56 mulheres. Como a taxa de mortalidade masculina é mais alta nos primeiros anos de vida e durante a juventude, aos 25 anos as mulheres já são maioria na população. Para cada 100 mulheres americanas com 65 anos, existem 70 homens com a mesma idade. Cento e 15 meninos são concebidos a cada 100 meninas, mas os fetos do sexo masculino são vítimas frequentes de abortos espontâneos e complicações durante a gestação. De cada 115 meninos gerados, apenas 104 nascem.

- Os homens têm de 25 a 33% mais fôlego que a mulher, o que lhes garante o melhor desempenho em exercícios aeróbicos. Isso ocorre porque o homem possui mais massa muscular do que a mulher, e portanto, seu organismo precisa de mais oxigênio para funcionar. Apesar disso o homem respira mais devagar do que a mulher. O câncer de próstata atinge 10% dos homens com mais de 50 anos. É o terceiro tipo de câncer mais letal entre os homens, só superado pelo de pulmão e de estômago.

- O homem sofre de úlcera com mais freqüência do que a mulher por causa dos hormônios produzidos por seu organismo, que aumentam a acidez do aparelho digestivo. O homem tem ossos maiores e mais massa muscular do que a mulher. Por isso é mais alto, 10% em média, mais pesado 20% e mais forte 30%, o que lhe garante um desempenho superior em esportes nos quais a força faz a diferença. Depois dos 75 anos, 50% dos homens têm osteoporose, mas a mulher adquire o problema mais cedo e com mais intensidade durante a menopausa.

- O cérebro do homem é maior do que o da mulher (o dele pesa em média 1.400 gramas e o dela 1.150), o que não quer dizer que ele seja mais inteligente. O homem tem melhor percepção espacial e raciocínio mais lógico, enquanto a mulher se sobressai em tarefas que exigem comunicação verbal.

- Três em cada 10 homens tendem a desenvolver distúrbios cardíacos. Uma em casa 10 mulheres pode ter problemas desse tipo, mas o número tem aumentado. Em média o homem sofre ataques cardíacos dez anos mais cedo que a mulher. Por causa do infarto em idade mais avançada, 42% das mulheres morrem após um ano de complicações da doença. Isso acontece com apenas 24% dos homens.

- Graças ao lobby do batom, liberado no Congresso Nacional pela deputada Martha Suplicy (PR-SP), a lei que regulamenta as eleições para prefeitos e vereadores em 1996 determina que ao montar as chapas com seus candidatos, cada partido reserve 20% do total de suas vagas para as mulheres.

- Em Araçuaí (MG), todo mês de abril oito mil homens saem do município e parte em direção ao sul do Estado e a São Paulo. Por causa da seca eles vão em busca de trabalho no corte de cana-de-açúcar, atividade que os mantém fora de casa até novembro. A maioria das viúvas sofre de descontrole emocional, pois muitos não voltam. Em Guariba (SP) as mulheres também ficam sozinhas enquanto os maridos mudam para a cidade grande em busca de trabalho. Em São Bento (PB), as bordadeiras, acabadeiras, varandeiras, passadeiras e feiteiras são quase todas viúvas de maridos vivos.

- No começo da gestação o embrião tem tudo para ser de qualquer sexo. Seu destino depende então, de códigos genéticos que se definem na sexta semana de existência. Quando nascem as meninas já têm ossos ligeiramente mais desenvolvidos que os dos meninos. Nessa fase elas são mais receptivas a toques e carinhos, enquanto eles ficam mais acordados. Meninas reagem mais cedo a estímulos visuais. As meninas reagem a sons e cheiros. Com dois anos os meninos demonstram maior agressividade. Aos 3 as meninas costumam perder uma certa dificuldade que tinha para falar, mas aos 10 ou 12 anos ela está de volta. Nesta época também elas começam a perder em força muscular. Aos oito anos os meninos costumam desenhar melhor. Na fase adulta a mulher tem duas vezes mais gordura do que o homem, porém ela tem melhor circulação. Depois da menopausa, os níveis de estrógeno caem e a mulher fica menos protegida, mas os tempos férteis ainda duram 15 anos. Já os homens continuam produzindo espermatozóides até os 80 anos.

- Desde que nascem mulheres têm olfato melhor que homens. Também são mais sensíveis aos sons fortes. Por sua vez, os homens percebem melhor as luzes. Fisiologicamente é mais difícil para as mulheres manter um peso adequado sem prejudica suas necessidades de nutrição. Mulheres, em geral, passam 40% mais dias de suas doentes.

- Perversões sexuais, como certos fetichismos, são fenômenos quase exclusivamente masculinos.

- Meninos têm maior tendência a ser míopes, canhotos ou disléxicos (têm problemas com escrita, trocando letras e sílabas.

- Cerca de 364 mil meninas entre 10 e 16 anos trabalham como domésticas no Brasil. A maioria não tem carteira assinada, é mal remunerada e trabalha como adulta. Elas acabam largando a escola. Os dados são do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, da Organização Internacional do Trabalho. A pesquisa foi feita na América Latina.

- Em 16 de março de 1911 uma mulher foi atacada, perseguida, agarrada brutalmente no centro de São Paulo, porque estava com uma saia-calção que foi julgada pela multidão como imprópria. A roupa, chamada jupe-culote, mostrava as curvas da mulher, que com medo, se escondeu numa loja, a Camisaria Americana.
- Lourença Coutinho, nascida no Rio e Janeiro no século 17 cometeu pecado grave para a época: o crime de consciência. Cristã-nova, foi presa pela Inquisição em 1712 porque secretamente continuava praticando a fé judaica. Ela foi presa, levada para Portugal, torturada e condenada ao degredo. Seu marido, o advogado e escritor Antônio José da Silva, que passou para a História como O Judeu, morreu nas mãos do Tribunal do Santo Ofício. Quando tinha 61 anos Lourença assistiu à execução do filho mais novo, que foi queimado vivo na fogueira. Cumprindo pena de prisão perpétua, ela morreu pouco tempo depois.

- aria José Rebelo, filha de advogado, foi a primeira diplomata brasileira, nomeada em 1918. Para conseguir o direito de prestar o concurso, ela teve de recorrer ao jurista Rui Barbosa. Classificou-se em primeiro lugar e apesar das críticas, Maria José assumiu suas funções.

- Maria Thereza Camargo e Maria Thereza Nogueira de Azevedo foram as primeiras deputadas estaduais de São Paulo, em 1934. A médica Carlota Pereira de Queiroz foi a pioneira na Câmara Federal, ao ser empossada em 1933.

- O caminho para a Medicina foi aberto por Maria Augusta Generoso Estrella, filha de comerciante português. Ela teve de estudar nos Estados Unidos, no New York Medical College and Hospital for Womem, porque o acesso às faculdades brasileiras era vetado às mulheres. Ela se formou em 1882 e seu caso serviu como pressão. A matrícula de mulheres nas escolas superiores foi permitida a partir de 1881.

- Luís 16 não era impotente, mas sofria de fimose e tinha medo de se submeter à cirurgia para corrigir o defeito. Maria Antonieta, sete anos depois do casamento ainda continua virgem e por isso procurava compensar a fala de sexo comprando roupas e jóias. Ela tinha um vestido para cada hora do dia. Ela perdia muito dinheiro em jogos de azar e distribuía muitos presentes às amigas, o que mais tarde lhe rendeu a acusação de lesbianismo.

- No século I antes de Cristo, em Roma os gladiadores eram muito admirados pelas mulheres, que freqüentavam os espetáculos pelos mesmos motivos que as levam hoje a um estádio de futebol: para verem os homens e serem vistas por eles. Essa admiração costumava render rumorosos casos de amor. Dizia-se que Cômodo, filho do imperador Marco Aurélio, era na verdade filho de um gladiador com sua mulher, Faustina.

- No início da Idade Média, na Europa, as facas eram usadas para cortar alimentos e os inimigos. Por isso só os homens poderiam usá-las e eram eles que cortavam os alimentos para suas companheiras. No século II uma princesa brizantina casou-se com o doge vezeniano Domenico Selvo e levou seus garfos de 2 dentes. O hábito foi visto como herético e serviu como justificativa religiosa para a morte precoce da moça.

- A primeira modelo a ganhar status de celebridade foi Cheryl Tiegs, que ficou famosa nos anos 70, quando fotografou para a revista americana Sport Illustrated. Já a modelo Jean Shimpton foi a ‘rainha da saia curta’, título que ganhou por acaso, quando apareceu de minissaia numa festa nos anos 60. na ocasião ela pediu que a costureira fizesse um vestido longo, mas o tecido que levou era curto. Então mandou que ele fizesse de qualquer comprimento. A roupa foi um escândalo. A modelo mais bem paga do mundo na década de 70 foi Lauren Hutton, que assinou um contrato com a Revlon.

- A rainha Vitória, que reinou entre 1837 e 1901, seria filha ilegítima do príncipe Edward. Segundo o biógrafo A. Wilson, no livro ‘The Victorians’, ela seria fruto de um romance entre sua mãe e um secretário irlandês.

- O Rio Grande do Sul foi o primeiro Estado brasileiro a aprovar uma lei de assédio sexual. A lei que havia sido aprovada pela Assembléia Legislativa foi aprovada em 2002 pelo governador gaúcho Olívio Dutra. Ela proíbe o assédio sexual em repartições da administração pública estadual. O projeto apresentado pelas deputadas Jussara Cony (PC do B) e Maria do Carmo Bueno (PPB), define assédio sexual como o exercício abusivo de função ou cargo para tirar proveito sexual de pessoa subalterna ou sob guardo do Estado.

- Em 2000 americana Sarah Fischer, 21 anos, foi a primeira mulher a pilotar uma McLaren em grandes prêmios de Fórmula 1. É um fato inédito em 39 anos de existência de corrida. Na década de 70 a italiana Lella Lombardi disputou campeonatos. Mas a última que tentou classificação nessa categoria foi oura italiana, Giovanna Amaroti, em 92, mas não obteve sucesso.

- No século 16 o médico Huan Huarte (1526-1588) garantiu que a mulher é inferior intelectualmente por causa da sua natureza úmida e que por isso não teria sucesso nas letras e nas ciências.

- Em 1558 Elisabeth Tudor assumiu o trono da Inglaterra e conseguiu impor o protestantismo a um país dividido pr guerras religiosas. Ela era conhecida como a Rainha Virgem, por ter-se mantido solteira durante os 45 anos em que exerceu o poder.

- Em Tejucupapo, distrito de Goiânia, todos os anos, no final de abril um grupo de mulheres do local representam a trajetória das mulheres que botaram os holandeses para correr em 1646, na batalha que ficou conhecida como a “Epopéia das Heroínas de Tejucupapo”. Na ocasião elas jogaram água fervendo com pimenta nos inimigos, além de agredi-los com paus e pedras. O espetáculo ao ar livre reúne 150 pessoas que mostram o modo de vida do século 17, no Brasil. A história sobre o fato histórico foi escrita por Luzia Maria da Silva, de 56 anos, que ouvia a respeito do assunto desde menina.

- No início da Idade Media apenas os homens podiam usar facas para cortar alimentos à mesa. E faziam isso para suas acompanhantes. No século 16 uma princesa bizantina, que se casou com o doge veneziano Dominico Selvo, levou seus garfos de 2 dentes para Veneza. O hábito foi visto como heresia e serviu de justificativa para a morte da princesa.

- D. Pedro I, que tinha um caso com Domitila de Castro, chegou à enviar à amante uma carta com seus pêlos pubianos e do bigode. O imperador assinava com pseudônimos: O Demonão, Fogo Foguinho, entre outros. Ele chamava Domitila de Meu Amo, minha Titila ou Meu amor e meu tudo. No final do romance ele passa a ser mais frio e chama-a de Marquesa de Santos ou Querida Marquesa. Por escrever mal, D. Pedro punha no papel tudo o que lhe vinha pela cabeça. A primeira carta do imperador à Domitila é datada de 1822, quando ela já estava grávida dele.

- Nos anos 30 Olívia Guedes Penteado, uma proprietária de fazendas de café costumava receber convidadas em sua mansão na rua Conselheiro Nebias, no bairro Campos Elísios, em São Paulo para discutir sobre voto feminino, moda e cinema. A artista plástica Tarsila do Amaral costumava participar do encontro e aproveitava para mostrar seus desenhos e pinturas.

- Em Nova Iorque uma simples piscadela de olho é considerado assédio sexual.

- Para cada 104 meninos que nascem no mundo, 100 são meninas. E elas mulheres vivem dez anos a mais do que os homens. No Brasil a expectativa de vida de uma mulher é de 71,4 anos, enquanto a de um homem e de 63,9.

- Entre os ciganos, as mulheres não podem estudar nem trabalhar e são obrigadas a se casar virgens, apenas com ciganos. Para comprovar a virgindade, elas passam por testes feitos por uma mulher conhecida e a prova é mostrada aos convidados durante a festa do casamento. A cigana ainda passa pelo teste do lençol na Lua de Mel, onde o noivo verifica se a peça está manchada pelo sangue do himem que acabou de se romper.

- Na maior parte dos países desenvolvidos, as mulheres têm, em média, dois ou três filhos, sendo de 8 a 12 anos de trabalho materno intenso.

- Homens e mulheres sentem dores em intensidades diferentes, segundo um estudo americano apresentado em julho de 2001 durante a Segunda Conferência Internacional de Saúde Feminina. De acordo com os cientistas a percepção da dor é influenciada por diversos fatores e não apenas pelos hormônios. O estudo destacou que as mulheres estão 2 a 3 vezes mais propensas a ter enxaqueca do que os homens.

- Em Belo Horizonte as mulheres constituem 53% da população. Segundo o Censo 2000 elas chegam à capital mineira atraídas por serviços oferecidos no comércio, indústria e no funcionalismo.

- Existem 6.000 militantes das causas feministas no Brasil, distribuídas em 1.000 ONGs. São 225 delegacias de mulheres em todo o país (2002).

- A Corte Européia de Justiça deu uma sentença que garante às mulheres alemãs o direito de ingressar em todos os setores das Forças Armadas (dezembro/2000).

- Em alguns países o nascimento de homens é uma questão política. Na Índia o casal que gera menina é obrigado a abortar, por uma questão de dote. Já no Japão o casal que não tem filho homem é culpado pela perda de seus antepassados, uma vez que são o sexo masculino que cuidam dos cultos aos ancestrais. Nos dois países o nascimento um menino é motivo de festa. Já as meninas que nascem são abandonadas na rua e acabam morrendo de fome e frio.

- No Egito antigo a mulher tinha um papel importante na sociedade. Era ela quem tomava a iniciativa no sexo, elogiando a beleza do parceiro e convidando-o a se deitar com ela. A mulher também tinha direitos legais e em caso de separação era ficava com tudo. A herança vinha do lado feminino.

- Durante a Revolução Francesa a girondina Madame Roland foi encerrada num cárcere pelos montanheses e depois decapitada. No cadafalso pronunciou a frase: “Ó Liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome”. Os girondinos tinham sido aliados dos montanheses e juntos derrubaram a monarquia. Mas acusaram os girondinos de traidores à República e os condenaram a morrer no patíbulo.

- 680 prostitutas foram presas em 1986 em Tóquio. Dez por cento delas eram donas de casa que faziam bico para ajudar o marido nas despesas do lar. (2002)

- No Rajastão, região deserta do noroeste da Índia, as meninas são casadas de verdade, junto com suas irmãs ou primas mais novas do que ela. Aos 2 meses os pais já escolhem seus maridos. Essas cerimônias coletivas permitem uma boa economia e cumprimento daquilo que os pais consideram seu deveres: casar s filhos. Os casamentos infantis são proibidos por lei, mas os casamentos acontecem na clandestinidade. A data da cerimônia coletiva é escolhida por um astrólogo. No Rajastão, uma em cada duas crianças casa-se antes dos 14 anos. Na puberdade as crianças deixam a casa dos pais para morar com o marido e com a sogra. Tudo começa com um desfile na rua, em que cada garota vem ‘abençoar’ seu futuro marido.

- O bairro Queens, em Nova Iorque, é uma homenagem à rainha Catarina de Bragança, que viveu entre 1638 e 1705.

- No início da colonização do Brasil, os padres, quando queriam seduzir as mulheres que eram e condição inferior, como negras, escravas e libertas, usavam no confessionário palavras chulas e apalpavam-nas. Mas quando tratavam de mulheres brancas, de mais posição social, tinham mais cuidado.

- Em 1992 uma jovem alemã gerou um bebê mesmo depois de ter morrido num acidente de carro, quando estava grávida de 4 meses. Marion Bloch, 18 anos, sofreu lesões cerebrais irreversíveis e a família optou por deixa-la viver até a criança nascer. A decisão movimentou feministas, que consideram a medida machista, por usar a mulher como uma simples máquina de procriação. Mãe solteira, a jovem morreu sem contar à família quem era o pai da criança.

- No Himalaia uma jovem pode se casar com apenas 12 anos de idade. Ela pode ter vários maridos, se forem da mesma família e se tiverem idades entre 5 e 26 anos. O irmão mais velho deve ser o primeiro a dormir com a esposa. Quando ela fica grávida, ela anuncia quem é o pai da criança. A prática, chamada de poliandria fraternal e tradicional entre o povo nyimba, que cultiva as terras áridas do Nepal com o Tibete. O objetivo dos casamentos é reduzir o número de filhos nascidos de cada família e evitar que a terra seja dividida em unidades menos lucrativas aos herdeiros.

- Em fevereiro de 1986 nasceu em Nova Orleans, Estados Unidos, o menino Justin Spencer, primeiro bebê de proveta cujo sexo foi predeterminado. O feito provocou protestos de pessoas que viam nele uma manifestação de preconceitos sexistas. Em 1986 nasceu nos Estados Unidos, Melissa, ou Baby M., como ficou conhecida. Minutos depois do parto, a mãe de aluguel, Mary, quis ficar com a filha.

- A miss América 1995, Heather Whitestone, 21 anos, é surda desde bebê. Foi a primeira portadora de deficiência física a ganhar a coroa.

- O ditador Mussolini era fascinado por mulheres e admirado por elas. Duce chegou a receber várias cartas de amor, em seus 21 anos de poder, entre 1922 e 1943. quem escreve são mulheres de todos os tipos: freiras, prostitutas, esposas infelizes e adolescentes. Nessas cartas Musslini aparece como figura paterna, amante, deus adorado. Ele recebia de 30 mil a 40 mil cartas por mês, respondidas uma a uma por seus assessores. Ás vezes ele mandava trazer a admiradora pessoalmente.

- Tancredo neves, ex-presidente do Brasil, casado com Risoleta, teve um caso amoroso, no início dos anos 60 com Maria Cecília Serran, uma loira alta, herdeira da Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, que morreu em 1991, seis anos após a morte dele. Filha de portugueses, casada como Tancredo, os dois se encontravam numa cobertura em Copacabana.

- O ex-presidente Getúlio Vargas teve uma paixão alucinante com uma mulher que ele chamava de ‘bem-amada’, ‘bem-balsâmico’ e ‘encanto da minha vida’. O caso aconteceu em 1937 e terminou 14 meses depois, quando ela foi para a Europa. Vargas era casado com Darci, com quem teve 5 filhos e o romance chegou a abalar o casamento. O caso foi descoberto quando foram abertos os diários do ex-presidente.

- O compositor polonês Frederic Chopin (1810-1849) ficou famoso como grande amante. Mas segundo o escritor Tad Szulc, que escreveu ‘Chopin In Paris’, na verdade o compositor ojeriza a mulheres. A única companheira duradoura de Chopin foi amante a escritora Aurore Dupin, que assinava Georg Sand. Mas ele não se opunha às escapadas da amante.

- Em Miammá, antiga Birmânia, na Ásia, as mulheres-girafas usam aros grossos nas juntas e servem de atração para os turistas, que querem tirar fotos com elas. Seu pequeno pescoço sustenta uma cabeça reduzida. Elas também vivem na África.

- A atriz de teatro Ana Schimidt (Anita), nos anos 50 foi amante do ilustrador Roberto Rodrigues, irmão do escritor Nelson Rodrigues. O caso durou 2 anos, de 1927 a 1929, quando Roberto foi assassinado à queima-roupa na redação do jornal Crítica, onde trabalhava deixando uma mulher viúva e filhos. Para afastar Ana de Roberto, a família a internou num orfanato e proibiu que tocasse no nome dele. Mas ela terminou o romance quando ele disse que a esposa estava grávida. Quatro meses depois Ana se casou com o compositor Ary Kerner, que a obrigou a dar a notícia a Roberto. De uma extensão ouviu implorar: “você não pode fazer isso”. Após a tragédia Anita viciou-se em jogos e desistiu da carreira de atriz.

- Na maior parte dos países desenvolvidos, as mulheres têm em média, dois ou três filhos. São de 8 a 12 anos, portanto, de trabalho materno intenso para a maioria das mulheres.

- O cientista Einstein teve um romance com a espiã russa Margarita Konenkova, cinquentona de dentes malcuidados. Ela morava nos Estados Unidos desde d década de 20 até o fim da guerra e era casada com o escultor Sergei Konenkov, autor de um busto de Einstein para a Universidade de Princeton. Os dois se conheceram em 1935. O romance foi descoberto graças a um parente de Margarita que guardava cartas trocadas pelo casal. Einstein, segundo algumas cartas, constantemente humilhava a primeira mulher, a matemática Mileva Maric e os filhos deste casamento.

- A menina Brandalyn nasceu em 2000, em Los Angeles órfã de pai. A pequena é resultado de um feito inédito na medicina. Ela foi concebida 4 anos depois da morte do pai, Bruce Vernoff, aos 35 anos, vítima de uma overdose acidental de medicamentos. Um dia após o acidente, a mulher de Bruce, Gaby, então com 31 anos, recorreu a um urologista e pediu que o médico coletasse espermatozóides do marido e os congelasse. Um ano depois foi feita a fertilização dos espermatozóides de Bruce nos óvulos de Gaby.

- Cleópatra, rainha do Egito mimava seus amantes com iguarias tidas como afrodisíacas: ovos, gengibre, vinagre, alho, canela, camarões, mel. Ela inventou a máscara de lama, que era escolhida e manipulada por especialistas. Também aplicava nos olhos Kohl (uma espécie de rímel) sobre os olhos e sobrancelhas. Foi a primeira mulher na História a fazer uso de um peeling para manter sua pele limpa e lisa. Fazia exercícios diários, inclusive eróticos. Soube tirar proveito de sua beleza para encantar os homens.

- No Japão a mulher cede forçosamente à vontade masculina. Antes da guerra os filhos sempre ficavam sob a tutela do pai, e a mulher, após o divórcio, era um ser abandonado e desprezado. Como o casamento processava de maneira simples, bastando uma anotação no registro civil, muitos maridos falsificavam a assinatura da esposa e viam-se livres delas. A partir de 1948, quando a igualdade de direito dos sexos foi introduzida no Japão, cresceu o número de mulheres que pedem divórcio, o que antes era inadmissível.

- Nos anos 40 os compositores Armando Cavalcante e Klecius Caldas indicava, através da música ‘Mulher’, o que deveria ser a presença feminina: “A mulher que é mulher não deixa o lar à toa: Se o homem errar, ela o perdoa. Diga o povo o que disser, é sempre a melhor amiga. A mulher que é mulher, se perdoa, é porque sabe muito bem que ele não troca por ninguém o seu carinho”.

- A cantora Carmem Miranda foi a criadora dos sapatos plataforma. Nos anos 30 ela pediu ao sapateiro que colocasse madeira nos saltos de seus sapatos. Ele se recusou: “Mas dona Carmem, esse tipo de calçado quem usa é quem tem uma perna maior que a outra”. Ela acabou convencendo-o e a plataforma faz sucesso até hoje.

- Aos 34 anos o poeta veneziano Lorenzo Da Ponte (1749-1838), ficou banguela depois de paquerar a amante de um dentista. Ele foi induzido a tomar um remédio que lhe estropiara as gengivas. Já o músico Salieri gostava de fazer ‘teste do sofá’ como cantoras que postulavam papéis em suas óperas.

- A mensagem da Embratel ‘Após o sinal, diga seu nome e a cidade de onde está falando’, é gravada pela paranaense Cecília França, que também apresenta telejornais da TV Iguaçu, transmissora do SBT no Paraná. Antes de ser apresentadora, Cecília se inscreveu para uma vaga de secretária, mas sua voz chamou a atenção e ela acabou sendo convidada para gravar mensagens na emissora. Logo foi convidada pela Embratel.

- Mulheres que ocuparam cargos de poder no continente asiático - Beatriz Bhuto, que ocupou o lugar do pai, o ex-primeiro ministro no Paquistao Zulfikar Bhuto. Já a lider da oposicao Aung San Suu Ki e filha do libertador de Mianmar, deposto pelos militares. Hasina Wajed e primeira-ministra de Bangladesh, como o pai, Mujibur Rahman, assassinado. Sonia Gandhi e viuva do primeiro-ministro Rajiv Gandhi e e lider da oposicao. Wan Azizah Ismail, com o marido preso, fundou um partido de oposiçãona Malasia. Corazon Aquino e viuva do lider da oposicão assassinado e ocupou a presid~Encia das Filipinas. Chandrika Bandaranaike substituiu o marido, candidato a presidente do Sri Lanka e assassinado.

- Átila, rei dos hunos em 406-453, pretendia desposar Honória, princesa romana, mas Valentiniano, imperador do Ocidente e irmão dela, opôs-se ao casamento dando motivo a Átila para declarar guerra à corte de Ravena.

- Filipe IV, o Belo, rei da França em 1268-1314, tornou-se senhor da Champagne e da Navarra por meio de seu casamento com Joana de Navarra.

- Henrique VII, rei da Inglaterra entre 1457-1509, para pôr fim à guerra civil que sacudia o reino, casou com uma princesa de York (filha de Eduardo IV). Já Henrique VIII, rei da Inglaterra entre 1491-1547, pretendendo divorciar-se de sua primeira esposa, Catarina de Aragão, que não lhe era descendentes masculinos, entrou em choque com o Papa Clemente VII, por ele ter se recusado a anular o casamento do rei.

- Henrique de Borgonha, cavaleiro francês recebeu do rei Afonso VI de Leão e Castela, em 1094, a mão de sua filha D. Teresa, como recompensa pelas serviços prestados na luta contra os muçulmanos.

- Em Paris, nos anos 50 os homens enfrentavam o café Quartier atraídos pelas prostitutas e abrigou uma coleção de belas e revolucionárias mulheres, como Simone Signoret, Anne-Marie Cazalis, Simone de Beauvoir e Juliette Greco. Foi Greco quem criou o estilo de roupas negras e sofisticadas que ficou mundialmente conhecido como a marca registrada dos existencialistas e de Saint-Germain-des-Pres. As roupas eram presentes dos rapazes.

- Napoleão Bonaparte tinha uma amante, a francesa Paulina Foures, que se disfarçava com roupas de soldado para ficar ao seu lado nos acampamentos militares, quando participava de batalhas. Mas a verdadeira paixão do imperador era sua esposa Josefina. Porém, como ela era estéril e ele desejava um herdeiro, em novembro de 1809 Napoleão lhe mandou uma carta terminando o casamento para se juntar a Ana Pavlovna, de 18 anos, que lhe deu um filho. Outras amantes do imperador foram: Madame Remusat e Maria Luísa.

- Em setembro de 1994 a americana Heather Whitestone, de 21 anos, é eleita Miss América. É a primeira portadora de deficiência física a ganhar a coroa.

- Os livros da poetisa Cecília Meireles eram ilustrados por seu marido, o artista plástico correia Dias, enquanto eles estiveram casados.

- Uma inscrição egípcia de 1550 a.C descrevia uma introdução de um chumaço de algodão na vagina para evitar a gravidez. O primeiro tampão surgiu por volta de 1930 nos Estados Unidos e chamava-se fax. Como não tinha cordinha para puxar, muitas vezes ficava no corpo da mulher. Ainda nesta década apareceu o primeiro tampão com aplicador e cordinha a ser comercializado pelo Dr. Earle Hass, da cidade de Denver, nos Estados Unidos: o Tampax. A marca é o resultado da mistura das palavras inglesas tampon (tampão) e packs (acondiciona, absorve). Mas o tampão só foi lançado em 1970 pela empresa alemã Dr. Carl Hahn GmbH (em 1974 passaria para a Johnson e Johnson. A marca O.B. veio das iniciais do alemão Ohne Binde (sem bandagem). O Modess foi lançado em 1930 nos Estados Unidos e foi preciso uma propaganda extensa para que a mulher pudesse aceitá-lo. Mesmo assim não dizia do que se tratava.

- No século 19, o abolicionista Joaquim Nabuco viveu uma aventura com Eufrásia Teixeira Leite, bela e riquíssima. Os dois, apaixonados, passaram meses sozinhos na Europa e marcaram casamento, mas foi adiado quando ela descobriu as infidelidades do namorado. Quando ele voltou para o Brasil, e ela ficou em Paris, passaram a trocar cartas até a morte dela, que não se casou.

- O Código militar americano proíbe o adultério e o relacionamento de ordem sexual entre militares. Nos anos 50 a motorista a motorista Kay Sommersby e o comandante Dwight Eisenhower viveram um longo romance durante a 2a Guerra. Em 2001 A Força Aérea processou e terminou expulsando a tenente Kelly Flinn, co-piloto de bombardeiros nucleares que se envolveu com um civil casado, o técnico de futebol da base onde servia.

- Segundo o livro 'The Kinder, Gentler Mlitary, a guerra faz parte da natureza masculina e a presença das mulheres está modificando a vida militar nos Estados Unidos porque os soldados estão mais gentis com as companheiras e menos guerreiros. Isso acontece porque eles precisam moderar o comportamento e abrandar o ritmo de treinamento para não deixá-las em situação desconfortável. As mulheres são 22% dos soldados americanos.
- A mão de obra feminina no Brasil é composta por 32,8 milhões de trabalhadoras. Em 1990, 22,2% das mulheres recebiam mais de 5 salários-mínimos. em 1996 o percentual subiu para 28,3%. Um quarto das famílias são sustentadas por mulheres.

- Apenas 19% dos brasileiros têm 11 ou mais anos de estudo. Dessa parcela, 60 são mulheres. Elas ocupam 55% das vagas das universidades do País. Em 2000, 50,8% de pessoas tituladas (mestrado, doutorado e profissionalizante), eram mulheres.

- As mulheres ocupam 11% dos cargos eletivos do País. No mundo as mulheres ocupam 12,7% dos assentos parlamentares. Esse número aumentou 5% desde a Conferência Mundial, realizada em 1995 em Pequim.

- No tempo das cavernas já existia uma divisão sexual para as tarefas. Ao homem cabia caçar, sendo ele quem trazia o alimento para a família. Já a mulher era a que semeava, colhia e preparava os alimentos, além de ser a responsável pela educação dos filhos. Nesta época os homens mantinham sua dominação sobre as mulheres através de mitos e rituais.

- Na Mesopotâmia a mulher vivia em condição inferior, podendo ser dada como escrava pelo pai ou marido, para pagamento de dívidas. Na Babilônia, em 538 a.C., os homens, para economizar alimentos, estrangulavam suas esposas.

- No século IV a.C. o filósofo Aristóteles disse: “As fêmeas são mais fracas e mais frias. Elas devem ser consideradas como uma deformidade natural”.

- No século 48 a.C. Cleópatra tornava-se imperatriz do Egito.

- No Egito Antigo as mulheres tinham liberdade para elogiar a beleza do parceiro e convidá-lo para fazer amor. Em caso de separação era ela que ficava com tudo. A herança vinha também pelo lado feminino. Era freqüente que o faraó se casasse com suas primas ou irmãs, o que acabava muitas vezes em brigas e assassinatos. As mulheres urinavam de pé, e os homens sentados. Eles valorizavam nelas os cabelos longos, o corpo esguio e os vestidos mais justos. Era comum o uso de cosméticos e enfeites, como sombras verdes, rouge, perucas de cabelo verdadeiro e perfumes de assências raras. Nos olhos elas passavam uma tinta preta chamada Kohl. As mulheres pintavam a boca com a mesma cor dos seus lábios vaginais. Com isso queriam sinalizar que estavam disponíveis para o sexo. Elas também usavam muitos enfeites.

- Em 398 Santo Agostinho disse ‘Assim como na alma (do homem) uma parte impera pela reflexão e outra obedece, também a mulher oi criada para (servir) o homem. Neste mesmo ano Santa Inês, aos 13 anos, é enviada a um prostíbulo e depois decapitada. Tudo porque recusou a proposta de casamento do filho do prefeito de Roma. E o imperador de Roma, Constantino dá às mulheres com mais de 25 anos o direito de controlar sua vida e seus bens.

- Em 865 Lotário II, rei da Lotaríngia obriga sua esposa Teute-berga a dizer que é estéril a fim de obter o divórcio.

- Em 1189, na Espanha, vigorava uma Lei que previa o pagamento de 200 maravedis (moeda) a quem cortar os seios de uma mulher. E a mulher que abortar voluntariamente era queimada viva. No século IV o imperador romano Constantino deu às mulheres com mais de 25 anos o direito de controlar sua vida e seus bens.

- O Rei dos francos e imperador do Ocidente, Carlos Magno (742-814), desposou a filha do rei lombardo Desidério. Pouco tempo depois resolveu repudiá-la, fato que deu origem a uma guerra entre o reino franco e a Lombardia.

- Henrique de Borgonha, bisneto do rei Roberto da França, recebeu do rei Afonso VI de Leão e Castela, o Condado Portucalense (1094) e a mão de sua filha, Teresa, como recompensa pelos serviços prestados na luta contra os muçulmanos. Seu filho, Afonso Henrique, foi o primeiro rei de Portugal.

- Em 1189, na Espanha, vigorava uma Lei que previa o pagamento de 200 maravedis (moeda) a quem cortasse os seios de uma mulher. E a mulher que abortar voluntariamente era queimada viva.

- Para o filósofo italiano Gil de Roma (1247-1316) “A alma segue a constituição do corpo. As mulheres têm um corpo mole e instável. Elas são instáveis e volúveis na vontade e no desejo”.

- Em 1388 o franciscano Francisco Ximenes escreve ‘O Libre de Las Dones’, com sermões sobre o perigo dos vícios e a necessidade de se adotar um modelo de virtude para as mulheres.

- O imperador austríaco, Francisco I (1768-1835) procurou se aproximar de Napoleão Bonaparte, aceitando casar sua filha Maria Luísa com o imperador francês.

- Pedro I, rei de Portugal (1320-1367), puniu com rigor os assassinos de sua amante, Ines de Castro, que tinha sido morta com a conivência de Afonso IV, por motivos políticos. Por isso Pedro I recebeu o cognome de O Justiceiro.

- Em 1431, aos 19 anos, Joana D´Arc foi queimada numa fogueira acusada de heresia, por ouvir vozes que a orientavam a combater os ingleses na Guerra dos Cem Anos. Em 1560 começou na Inglaterra um processo de inquisição que julgou mais de 300 mulheres acusadas de bruxaria. Em 1692, nos Estados Unidos, duas adolescentes que viviam na vila de Salém foram acusadas de bruxarias pela própria família, por causa de comportamentos estranhos. Elizabeth e Abigail passaram por interrogatório, mas conseguiram reverter a situação. De bruxas passaram a ser respeitadas como religiosas e começaram a acusar pessoas inocentes. O fato inspirou vários filmes, entre eles ‘As bruxas de Salém’ e ‘Jovens Bruxas’.

- No século IV o imperador romano Constantino deu às mulheres com mais de 25 anos o direito de controlar sua vida e seus bens.

- O imperador Akbar, que vivia na Índia há 350 anos, proibiu o casamento entre criaturas quase na infância, como era costume naquele país e mandou que se respeitasse a vida das mulheres viúvas que deveriam ser queimadas vivas imediatamente depois da morte dos maridos, outro antigo costume da India.

- No século 17 dois médicos franceses, Philibert Guibert e Francois Mauriceau, divulgaram a teoria de que “o útero é a causa da maior parte das doenças femininas, já que se irrita com coisas incômodas e fica calmo quando a mulher está bem”.

- Em 1486 Jacob Sprenger e Heinrich Institutor, na bíblia dos inquisidores, Malleus Maleficarum, associam as mulheres com a bruxaria: ‘As mulheres são curiosas, inquietas e faladoras’.

- Em 1534 a governadora brasileira Ana Pimentel assumiu a capitania de São Vicente.

- Em 1534 a brasileira Teresa Margarida da Silva Orta foi a primeira mulher a publicar um livro escrito em Português: “Máximas da virtude e da Formosura”.

- Em 1558 Elisabeth Tudor, conhecida como a rainha Virgem, assume o trono da Inglaterra e impõe o protestantismo a um país dividido por guerras religiosas.

- Em 1560 começou em Essex, na Inglaterra, um processo de inquisição que até 1680 julgou cerca de 300 pessoas, quase todas mulheres, por bruxaria.

- Em 1681 o médico inglês Sydenham provou que a histeria não é causada por um vapor venenoso que escaparia do útero e atingiria o cérebro.
- Em 1691 nos Estados Unidos, o Estado de Massachussets concedeu o direito de voto às mulheres. Em 1780 o direito foi retirado.

- No século 16 os médicos Philibert Guibert e François Mauriceau divulgaram a teoria de que o útero é a causa da maior parte das doenças femininas. Já para o médico Jean Fernel, o útero “tem sentimentos autônomos, se irrita com coisas incômodas e fica calmo com coisas agradáveis”.

- Em 1583 o fisionomista Giam-battisa della Porta disse que a mulher tem um espírito medroso, furioso e enganador porque possui um rosto estreito, lhos pequenos e nariz ‘direito’.

- Em primeiro de dezembro de 1640 foi deflagrado o movimento revolucionário em Lisboa com 40 fidalgos conjurados. A condessa de Atouguia, Filipa de Vilhena, armou seus dois filhos e os incitou a proclamar a independência da Pátria. No dia seguinte os conjurados entraram no palácio e a condessa acabou sendo presa.

- Em 1681 o médico inglês Sydenham prova que o útero não solta vapor em direção ao cérebro e por isso não é o responsável pela histeria.

- Em 1740 a matemática e filósofa francesa Gabrielle-Emille du Châtelet publicou ‘Les Institutions de Physique’. A marquesa de Châtelet também traduziu para o francês o tratado de Newton, ‘Principia Mathematica, elogiado por Voltaire, seu amante por 16 anos.

- Entre 1749 e 1771 nove mulheres foram acusadas de feitiçaria em São Paulo e encaminhadas para a Inquisição. Na ocasião, magia significava qualquer acontecimento diferente. As acusadas geralmente eram parteiras, lavadeiras de mortos, benzedeiras, curandeiras e adivinhas.

- Em 1764 o filósofo francês Voltaire disse: “não é espantoso que em todos os países o homem se tenha tornado senhor da mulher... ele apresenta uma superioridade muito grande tanto na força corporal como também na espiritual”.

- Em 1790 suprime-se o direito de primogenitura e o privilégio de masculinidade, o que faz com que homens e mulheres tornem-se iguais em relação à sucessão. Em 1792 uma lei estabelece o divórcio atenuando o rigor do casamento. No mesmo ano os clubes femininos são fechados para que as mulheres voltem ao lar no papel de mãe e dona de casa.

- Em 1791, Olímpia de Gouges lançou a Primeira Declaração dos Direitos da Mulher.

- Em 1793 Marie Jeanne Roland, uma das heroínas da Revolução Francesa, morreu na guilhotina acusada de ter negociado com o rei da França durante os processos do terror. Ao ser presa, ela decorou sua cela com flores.

- A Convenção Nacional (1792-1794) se opôs ao voto das mulheres e as proibiu de frequentar associações, argumentando que cada sexo deve ocupar uma função, e que a da mulher era tomar conta da casa, pois sua natureza não fora feita para o trabalho externo. Já o Código civil de Napoleão (1804) manteve a desigualdade dos sexos, em que dizia aos homens, os direitos. Às mulheres, os deveres. O imperador enfatizava que a autoridade sempre era a do marido, apesar de ter sido abalada no fim do século 18. Ele insistia que no dia do casamento a esposa reconhecesse claramente que devia obediência ao marido.

- Em 1792 Mary Wollstonecraft publicou o clássico feminista “A Vingation of the rights of womem”, defendendo a educação para meninas.

- Em 28 de brumário de 1793 a atriz Rose Lacombe, presidente da Sociedade das Mulheres Republicanas e Revolucionárias, forçou a entrada no Conselho Geral, acompanhada de uma representação de mulheres. Irritado o procurador Chaumette declamou: “desde quando se permite às mulheres abjurarem o sexo, fazerem-se homens?. Suas tarefas são cuidar da casa e das preocupações da maternidade.

- No dia 13 de julho de 1793 a jovem conservadora girondina Charlotte Corday matou a facadas Jean-Paul Marat, um dos líderes radicais da Montanha na Convenção Nacional. Médico, jornalista e político, ele foi morto dentro da banheira onde tratava de uma infecção de pele, que teria pego nos esgotos, onde viveu desde que começou a ser perseguido. Marrat liderava a expulsão dos girondinos da Convenção e a execução de seus principais líderes. Com o ato de Charlotte instala-se o Terror.

- A duquesa de Alva, Maria Teresa, causou escândalo no século 18, por ter sido retratada pelo amante, o pintor Goya. Aos 20 anos aparece pelada em Maja Nua.

- No século 18 Joaquim Marques Lisboa, o marquês de Tamandaré era casado com uma sobrinha, Eufrásia de Lima Lisboa, com quem teve 6 filhos. Já Pedro Álvares Cabral inaugurou o “golpe do baú” ao se casar com a portuguesa milionária Isabel de Castro. Ele era filho do rico galanteador Fernão Cabral e tinha 6 irmãos. Como era o segundo filho não tinha direito à herança.

- O movimento feminista começou na Grã-Bretanha no fim do século 18 com a publicação em 1792, do livro “A Vindication of the Rights of Womam”, de Mary Wollstonecraft. A obra expressava o descontentamento da mulher relegada ao exercício dos afazeres domésticos.

- No século 18, com a Revolução Industrial, as mulheres passam a trabalhar se preocupando menos com a casa. Em 1808, no Rio de Janeiro, as mulheres mal podiam sair à rua, e quando isso acontecia, eram acompanhadas por toda a família (crianças, mucamas, tias solteironas, etc). Já na metade do século 19, surgem as chamadas moças janeleiras, que eram mais liberais e se comunicavam com seus pretendentes através da linguagem das flores (a rosa branca significava casamento, a dália era um elogio à beleza, etc).

- Em 1808, no Rio de Janeiro, as mulheres mal podiam sair à rua, e quando isso acontecia, eram acompanhadas por toda a família (crianças, mucamas, tias solteironas, etc).

- Em 1815, aos 18 anos, a inglesa Mary Shelley, filha da feminista Mary Wollstonecraft e do filósofo William Goldwin, criou a primeira obra de ficção científica escrita por uma mulher, ‘Frankestein’. O livro, um dos mais populares da literatura, surgiu de um desafio entre ela e dois amigos, os poetas Shelley e Byron.

- Em 1840 a escritora francesa George Sand chocou a sociedade ao usar roupas masculinas e fumar em público. Em 1854 a americana Amelia Jenks Bloomer criou o bloomer, primeiro modelo de calça para mulheres, que tinha pernas bufantes.

- Em 1848 aconteceu em Nova Yorque, a Convenção em Seneca Falls, primeiro encontro sobre direito das mulheres. Já nas décadas de 1850 e 60 feministas britânicas se organizaram para reivindicar melhores oportunidades de trabalho.

- De 1850 a 1860 feministas britânicas se organizaram para exigir melhores condições de trabalho.
- Em 1851 o filósofo alemão Arthur Schopenhauer disse: “Trata-se de um certo tipo de razão estreita. Por isso é que as mulheres permanecem crianças durante toda a vida”.

- Em 1852 a feminista Argentina Joana Paula Manso de Noronha lançou no Brasil o “Jornal das Senhoras”, primeira publicação feminista, onde as mulheres exigiam o acesso à educação. Separada do marido e radicada no Brasil, em seus artigos ela tentava conscientizar as mulheres a sair da passividade e persuadir os homens. Segundo ela ‘o amor, a coisa maior do mundo, não pode existir entre senhor e escrava.

- Em 1952 pela primeira vez as mulheres conquistaram o direito de entrar nas faculdades de Medicina.
- Em 1855 a americana Lucy Stone torna-se a primeira mulher nos Estados Unidos a conversar o nome de solteira no casamento.

- Em 1857, no dia 8 de março, um grupo de operárias americanas morre num incêndio na fábrica onde fazia greve por igualdade de salários e redução da jornada de trabalho.

- Em 1859 o antropólogo e cirurgião francês Paul Broca disse: “Podemos concluir que o tamanho do cérebro feminino depende em parte de sua estrutura física, e em parte de sua inferioridade intelectual”. Ele chegou a inventar várias medidas para provar que o cérebro das mulheres e dos negros são inferiores ao dos homens brancos.

- Durante a metade do século 19 as mulheres de classe média só trabalhavam como voluntárias ou em serviço religioso. Já as de classe trabalhadora eram barradas em empregos masculinos e só podiam trabalhar nas fábricas, mesmo assim, ganhando menos que os homens. Elas não tinham educação superior e eram proibidas de votar. Por causa disso surgiram movimentos feministas, que lutavam por mudanças através de publicações e sindicatos. O movimento tomou corpo com a Segunda Guerra Mundial, quando os maridos foram convocados e faltou mão-de-obra nas indústrias. Mas após a Guerra as conquistas foram apagadas e o movimento só voltou a ter força a partir dos anos 60 e começo dos 70. Atualmente as feministas discutem assuntos como violência contra as mulheres, maternidade, sexualidade e o papel do novo homem na sociedade.

- Em 1860 quando os anestésicos ficaram conhecidos na Europa, algumas mulheres chegavam a cortar dois dedos dos pés para poder calçar sapatos com bicos bem finos. Nesta época as mulheres eram carregadas pelos servos para evitar que machucassem seus pés, que estavam apertados nos sapatos.

- A primeira dama do Brasil República foi dona Mariana da Fonseca (Marianinha), de 63 anos, mulher de Deodoro da Fonseca. Os dois se conheceram em 1860, quando ele servia como capital na Província de Mato Grosso. Foi amor à primeira vista: em poucas semanas eles se casaram. Os dois não tiveram filhos.

- Em 1863, aos 48 anos, uma dona de casa inglesa, Julia Margaret Cameron, recebeu uma máquina fotográfica de presente de usa filha e começou uma carreira brilhante de fotógrafa.

- Em 1865 Elizabeth Garret Anderson passa a primeira mulher qualificada como médica no Reino Unido.
- Em 1866 John Stuar Mill apresentou ao Parlamento a primeira petição para o voto feminino, surgindo o movimento sufragista britânico.

- Em 1869 Susan Anthony e Elizabeth Caty Stanton fundaram a Associação Nacional de Sufrágio Feminino, nos Estados Unidos.

- Em 1873 a professora feminista Francisca Senhorinha da Motta Diniz publicou ‘O Sexo Feminino’, que depois da Proclamação da República passou a se chamar ‘O Quinze de Novembro do Sexo Feminino’. Depois vieram ‘O Domingo’, ‘Jornal das Damas’ e ‘Echo das Damas’, no Rio de Janeiro, e ‘Myosotis’, no Recife. Todos falavam da emancipação da mulher.

- Em 1878 a Universidade de Londres passou a aceitar mulheres em seus cursos.

- Em 1881, pela primeira vez as mulheres conquistam o direito de entrar nas faculdades de Medicina. Em 1910 é organizado o Partido Republicano Feminino, sob o comando da professora Leolinda de Figueiredo Daltro.

- Em 1882 mulheres casadas britânicas passaram a ter direito à propriedade.

- No final do século 19 o escritor Olavo Bilac, que trabalhava no governo do Rio de Janeiro, despachou certa vez, em forma de versos, para a professora Ana Maldonado que pediu 3 meses de licença médica: “Se Dona Ana Maldonado for uma bela mulher, tenha o dobro do ordenado e do tempo que requer. Mas se for velha e metida, o que se chama um canhão, seja logo demitida. Sem maior contemplação”.

- Em 1893 a Nova Zelândia passou a conceder o direito ao voto feminino, fato inédito no mundo.

- A partir de 1895 as mulheres, que nunca entravam num café ou num bar, passaram a frequentar a Confeitaria Colombo, inaugurada no Rio de Janeiro. As famílias apareciam as duas da tarde para tomar chá ou comer pastéis. Durante a noite o lugar era dos boêmios.

- Em 1897 a moda da mulher brasileira incluía vestidos muito longos, que varriam o chão. Para acompanhar, chapéus com plumas de aves raras e guarda-sol.

- Em 1897 os operários em São Paulo fizeram greve por melhores salários e o Comitê de Defesa Proletária, formado principalmente por anarco-sindicalistas, exigiram a proibição do trabalho para menores de 14 anos e abolição do trabalho noturno para mulheres.

- Em 1888 o maníaco Jack, o Estripador, trucidou 5 mulheres em Londres em 10 semanas, de agosto a novembro. Todas as vítimas eram feias, com exceção da última, Mary Kelly, 24 anos, que tinha olhos azuis e cabelos até a cintura. Por causa da demora em se descobrir o assassino a rainha Vitória mandou um telegrama para Scotland Yard exigindo mais competência dos detetives.

- O baile da Ilha Fiscal, na entrada da Ilha de Guanabara, inaugurado em abril de 1888, serviu de palco um ano depois para a festa do Império. O baile, oferecido pelo presidente do Conselho de Ministros, Visconde de Ouro Preto aos Oficiais do cruzador chileno Almirante Cochrane, rolou a noite inteira, custando aos cofres públicos cerca de 250 contos de reis. Durante o dia os salões de beleza estiveram lotados de mulheres, que esperavam por um penteado. Os homens também amargaram nos barbeiros para fazer a barba e cortar o cabelo. No dia seguinte foram encontrados nos salões 8 raminhos de corpete, 3 coletes de senhora, 17 ligas, 16 chapéus, 9 dragonas, 13 lenços de seda, 9de linho e 15 de cambraia.

- Em 1889 a mulher brasileira passou a ter o hábito de tomar banho de mar nas praias, usando calças largas de tecido grosso e blusões de cor escura para esconder o corpo. As moças de família tinham que estar em casa até as 7 da noite. Antes a água do mar só era indicada apenas aos doentes.

- Em outubro de 1889 foi lançado em Paris o cabaré Moulin Rouge (Moinho Vermelho). Para alegrar o local foram contratadas dançarinas para dançar o cancã, que mostravam as pernas em meias pretas e a barra das calças brancas das moças. A grande estrela do Moulin Rouge foi a dançarina Louise-Josephine Weber, chamada de La Goule (A Gulosa). Aos 23 anos ela foi contratada para ganhar 800 francos por mês.

- Em 1897 as famílias da alta sociedade de São Paulo importaram dos Estados Unidos, chalés de madeira para serem usados na praia. Eles funcionavam como um automóvel e protegiam as moças do sol. Na época, o bronzeado era considerado antiestético e vulgar, além de contribuir com o envelhecimento.

- Na sociedade mineira da época imperial era muito romântica, as donzelas viviam reclusas em casa e não tinham liberdade para namorar livremente. Era comum uma moça se casar com quem não gostava. As casadas chamavam os maridos de senhor e lhe tomavam a bênção. Quase sempre elas se casavam com homens mais velhos e geralmente ele já tinha filhos com outras. Depois de muitos partos, vida sem amor e trabalho doméstico, muitas vezes elas acabavam viúvas muito cedo e como não podiam se casar de novo, viviam sozinhas até morrer. Muitas ficavam mal humoradas, bravas, mandonas, agressivas, autoritárias. Os casamentos de amor geralmente aconteciam entre primos ou com o jovem doutor, recém-chegado da Europa, onde foi estudar. Os pais ensinavam filhas a ler e não escrever, para evitar a correspondência amorosa com um namorado.

- No século 19 alguns médicos brasileiros já reconheciam a existência do desejo sexual da mulher, mas consideravam que a masturbação causava esterilidade, adultério ou aborto. Nos conventos a masturbação era passada para as internas como a culpada por loucuras e problemas de pele. E alguns médicos já publicavam manuais de higiene sexual. Alguns aconselhavam o casamento como a ‘solução higiênica’ para apagar esse fogo indesejável.

- Até o século 19 a literatura era um domínio essencialmente masculino.

- Na metade do século 19, surgem as chamadas moças janeleiras, que eram mais liberais e se comunicavam com seus pretendentes através da linguagem das flores (a rosa branca significava casamento, a dália era um elogio à beleza, etc).

- Em 1903 as parteiras deixam de realizar os partos das brasileiras e o serviço passou a ser feito nas maternidades, que oferecem mais conforto e assepsia. As melhores condições de higiene diminuíram a incidência de febre puerperal e infecções causadas pelo contato com instrumentos contaminados.

- Em 1903 a polonesa Marie Curie ganhou o prêmio Nobel de Física junto com seu marido Pierre e o colega Henri Bedquerel. Oito anos depois, Marie Curie recebeu seu segundo Nobel, de Química. Em 1905 a revista “Íris” publicou: “a mulher aos 12 anos é a crisálida que espera a luz do amor para tornar-se borboleta. Aos 13 é um poema lírico que falta a última estrofe. Aos 14 é um hino de harpa eólia. Aos 15 é um astro em torno do qual rodopiam a graça, a harmonia, o amor. Aos 16 é uma estátua de Madona que procura um coração de homem para dele fazer o seu altar. E caso não o encontre será uma lágrima da noite banhando um túmulo de virgem.

- Em 1905 a escritora Ernesina Lesina fundou em São Paulo a revista “Anima e Vita” para convocar as mulheres para uma luta contra as formas de dominação. Em 1910 foi organizado no Brasil o Partido Republicano Feminino, sob o comando da professora Leolinda de Figueiredo Daltro.

- Em 1906 foi formado na Grã-Bretanha o Sindicato Nacional de Mulheres Trabalhadoras.

- Em 1907 mulheres casadas francesas adquiriram o direito de controlar seus próprios vencimentos.

- As islandesas foram as primeiras européias a conquistar o direito de voto, em 1908.

- Em 1909, existiam 914 professoras nas escolas municipais do Distrito Federal, enquanto existiam apenas 50 professores. Em 1914 eram 1.574 professoras e 100 professores. Os dados constam na tese de doutorado “As Construtoras da Nação: Professoras Primárias na Primeira República”, da pedagoga Lúcia Muller.

- Nota de um jornal de 1910 intitulado O Rio Nu: “Qualquer mulher no Rio de Janeiro... pode vive perfeitamente sem trabalhar, e como se costuma dizer, de braços cruzados. Só o que não pode é cruzar as pernas”.

- Em 1910 uma moça carioca foi vaiada e seguida na avenida Central (RJ) porque usava a última moda de Paris, um jupe-culote, espécie de saia-calção, que realçava as formas femininas. Para não ser agredida, a moça teve que entrar numa camisaria.

- A criação do Dia Internacional da Mulher foi proposto por Clara Zetckin em 1910, no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhagem. Um ano depois, em março, os operários da Triangle Shirtwaist Company trabalhavam quando a empresa pegou fogo. Cento e 25 mulheres foram mortas, juntamente com 21 homens. A partir de então determinou-se o Dia Internacional da Mulher: 8 de março.
- Em 1910 foi organizado no Brasil o Partido Republicano Feminino, sob o comando da professora Leolinda de Figueiredo Daltro.

- Até 1911 toda chinesa que nascia em boa família tinha os pés amarrados desde os 4 anos de idade, para evitar que crescessem. É que o casamento dependia do tamanho do pezinho. Quanto menor, melhor os dotes. Na Índia a mulher era tida como a deusa da fortuna e quanto mais ela se enfeitava, mais atraía dinheiro para o marido.

- Em 1912 Sylvia Pankhurt discursou sobre o direito de voto das mulheres na Inglaterra num bairro operário de Londres, ao lado da mãe, Emmeline e da irmã Chistabel. As militantes (conhecidas como sufragistas), conseguiram o benefício em 1928.Quando o cinema surgiu, os atores ganhavam muito pouco para atuarem em filmes. Em 1916 atriz Mary Pickford foi a primeira a ganhar um algo cachê: 500.000 dólares. Já a atriz Elizabeth Taylor venceu a barreira de um milhão de dólares por filme, em 1963.

- Em 1913 surgiu o decote em V, em substituição às golas fechadas. A moda escandalizou e os padres fizeram sermões condenando a indecência. As mulheres do Iêmen, país que fica no sudoeste da Arábia, usam vestidos longos, xales pretos e cobrem a cabeça com um véu preto.

- Em 1917 as moças finas passam a ter aula de francês em casa, uma vez que elas vivem viajando para a Europa e as publicações estrangeiras chegam no Brasil.

- Em 1917 a estilista Coco Chanel lançou os cabelos curtos para as mulheres, por acaso. Ela se preparava para uma festa quando queimou os cabelos num acidente doméstico. Sem pensar duas vezes, ela cortou as madeixas na altura da nuca. Logo o corte foi copiado por estrelas do cinema.

- Em 1917 foi fundada a Associação Indiana Feminista para lutar pelo voto, educação e reformas do direito hindu.

- Por volta de 1919 a operária brasileira Luíza Ferreira de Medeiros trabalhava na fábrica têxtil Bangu e denunciou que o mestre Cláudio fechava as funcionárias no escritório para manter relações sexuais com elas. Quem desobedecesse recebia punições.

- Até o começo do século 20 as mulheres passavam quase a vida toda grávidas ou com bebês recém-nascidos. Não existiam métodos anticoncepcionais e elas chegavam a ter mais de 12 filhos. Por causa de tantos partos, acabavam muitas vezes fracas e morrendo de qualquer doença banal.

- No começo do século 20, nos Estados Unidos, Margaret Sanger, pioneira do movimento pelo controle da natalidade, foi criticada por homens e mulheres ao defender o direito à concepção, numa ocasião em que evitar filhos era proibido por lei.

- Em 1920, 50% dos operários na indústria têxtil no Brasil eram mulheres, mas elas ganhavam menos que os homens.

- Em 1920 aparece o medicamento ‘A Saúde da Mulher’, para regular a menstruação. Nessa data as revistas brasileiras passaram a anunciar medicamentos como o regulador menstrual ‘A Saúde da Mulher’. E até 1920 não existiam absorventes íntimos e as mulheres usavam toalhinhas durante a menstruação, chamada 1incômodo’. Depois de usadas as toalhinhas era fervidas e estendidas para serem reutilizadas no próximo ciclo. Eram feitas de tecido atoalhado e dobradas em 3 partes. Além de volumosas eram anti-higiênicas.

- Em 1920 os decotes ficaram mais generosos e surgiu o sutiã. Em 1925 o cumprimento das saias esteve mais curto e as canelas femininas já podiam ser observadas. Para acompanhar as moças usavam meias de seda, sapatinhos de salto e chapéus quadrados de normalista, ao lado dos turbantes, da mirra e do barrete com pena. Em 1927 as saias deixaram de se arrastar pelo chão e começaram a subir, deixando aparecer as ligas. Pais e maridos protestaram contra a indecência.

- No começo do século 20 a polícia do Recife deteve a menor Carmélia Eulina do Amaral Gusmão, de 16 anos. Ela foi raptada pelo comerciante Delmiro Gouveia, de 39 anos, que desapareceu. A menina foi encontrada na casa de um amigo do comerciante e entregue a um tutor, pois a mãe dela não tinha posses.

- Nos anos 20 a redatora Ana Rita Malheiros, da Revista Feminina, criticou o cinema: “O cinema explora o escândalo, a futilidade, o amor ilegítimo... todas as jacas com que a miséria da carne polui a criação divina. Insinua-se a malícia e a esperteza malandra, derrama-se no coração ingênuo das esposas fiéis o vitríolo do descontentamento, seduzindo-lhes o espírito fraco com a falsa beleza de inverossímeis heróis”.

- Em 1922, de volta dos Estados Unidos, onde participou da Primeira Conferência Pan-americana de Mulheres, a brasileira Berta Lutz criou a Fundação Brasileira das Ligas pelo Progresso Feminino. O objetivo era promover a educação da mulher, proteger mães e crianças, obter garantias legais para o trabalho feminino, estimular a participação da mulher nas questões sociais, previstos na Constituição. Neste ano é realizado no Rio de Janeiro o primeiro Congresso Feminino Brasileiro sob organização de Bertha.
- Em 1923 formou-se o Movimento Feminista nos Estados Unidos.

- Em 1923 formou-se no Egito o Movimento Feminista Egípcio para lutar pelo voto, oportunidades educacionais e o fim do purdah e do véu.

- Em 1925 a pintora Tamara de Lempicka retratou a duquesa de la Salle vestindo paletó e calça comprida.
- Em 1926 a pintora Tarsila do Amaral se casou com o escritor Oswald de Andrade. Mas ele acabou tendo um caso com a escritora Pagu. Em um dos bilhetes para a amante ele dizia: “Se o lar de Tarsila vacila, é pelo angu da Pagu”.

- Em 1927 as mulheres conseguiram o direito de voto no Rio Grande do Norte e um ano depois já podiam concorrer às eleições.

- A primeira legislação relativa à educação das mulheres surgiu em 1927, mas a lei admitia meninas apenas nas escolas elementares, não em instituições mais adiantadas.

- Em 1928 o barão de Coubertin, em Amsterdã, pediu demissão do cargo de presidente de honra do Comitê Olímpico Internacional, ao saber que as mulheres participariam da abertura dos Jogos. Em 1936 o Comitê Olímpico Alemão não tinha boas atletas para a competição do salto à distancia e obrigou o garçom Hermann Ratji a se inscrever para a competição feminina. O travesti perdeu para 3 moças. Em 1948 a pianista francesa Micheline Ostermeyer ganhou as provas de lançamento de disco e peso.

- Em 1928 a escritora inglesa Virginia Woolf escreve o ensaio ‘Um Quarto para Si’, sobre o peso da Independência econômica na emancipação da mulher.

- Em 1928 a Revista da Semana dá a receita para obter seios firmes, a pedido de uma leitora que usou o pseudônimo de Desalentada. O assunto é tratado com seriedade na página intitulada “Consultório da Mulher”.

- Em 1929 a fazendeira Alzira Soriano, 31 anos, tomou posse na prefeitura de Lages, interior do Rio Grande do Norte. Viúva, filha de um coronel da região, ela se elegeu com 60 por cento dos votos. Ao receber o cargo, chegou a ser chamada de prostituta por outras mulheres, às quais respondeu com sopapos e ofensas.

- Em 1929 a capixaba Emiliana Viana Emery conquista na Justiça o registro eleitoral e o direito ao voto. A mulher entrou na Política no Brasil neste ano, com eleição de Alzira Soriano à prefeitura de Lages, pequena cidade do Rio Grande do Norte.

- Nos anos 30 a atriz Marlene Dietrich usou terno e gravata, que passou a ser moda nos anos 40.

- Por volta de 1930, aos 30 anos de idade, Anna Sólon abandonou o marido, o jornalista Euclides da Cunha, autor do livro ‘Os Sertões’, para ficar com seu primo, Dilermando de Assis, um cadete de 18 anos. Ao descobrir o romance, Euclides tentou se vingar, mas foi morto pelo amante da mulher na porta de casa. O filho mais velho de Anna também morreu atingido pelos tiros. Ela acabou sendo abandonada por Dilermando.

- Nos anos 30 atriz Marlene Dietrich provocou dúvidas sobre seu comportamento sexual quando beijou uma mulher na boca no filme ‘Marroco’. No filme ela também usa roupas masculinizadas.

- Só na década de 30 a ciência passou a estudar o quadro de sintomas que aparecem antes e depois da menstruação.

- Em 1930 a gaúcha Yolanda Pereira foi eleita Miss Universo. Em agosto de 2001 ela morreu de insuficiência respiratória. A notícia foi pouco divulgada no Brasil.

- Em 1930 Amy Johnson, uma secretária inglesa, tornou-se a primeira mulher a voar sozinha de Londres até a Austrália.

- Em 1930 a casa de João Dantas foi revirada por ordem do político João Pessoa. No local a polícia encontrou cartas eróticas endereçadas à professora Ana Beiriz, que logo foram publicadas nos jornais. Irritado, João Dantas matou o governador. Acabou preso e se suicidou na prisão. Ao saber da notícia a professora fez o mesmo, tomando veneno.

- Em 1930 foi formada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que reunia associadas com propostas de lutar pelo direito de voto.

- Em 1932 tomou posse em São Paulo, Carlota Pereira de Queiroz, primeira deputada federal. No mesmo ano o presidente Getúlio Vargas concedeu às mulheres alfabetizadas o direito de voto.

- Em 1932 o presidente Getúlio Vargas concede às mulheres alfabetizadas o direito de voto.

- Em 1933 foi concedido o direito de voto feminino no Brasil e incluído na Constituição em 1934. Mas o voto feminino só pôde ser praticado no Brasil em 1945 com a queda da ditadura getulista.

- Em 1933 o absorvente ‘Modess’, importado dos Estados Unidos começa a ser vendido no Brasil, e só em 1945 o produto passa a ser fabricado no país. O Modess era usado preso a um cinto de elástico com presilhas e alfinetes. Para esclarecer às consumidoras, a Johnson e Johnson criou a personagem Anita Galvão, que respondia às perguntas nas revistas.

- Em 1934 a Constituição Federal assegurou igualdade sem distinção de sexo, conquista excluída da Carta de 1937.

- Em 1936 o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdicou da coroa para se casar com a plebéia Wallis Simpson, que conheceu durante uma viagem. Ela era casada mas largou o marido para viver com seu grande amor. Viveram felizes até a morte.

- A primeira deputada, a paulista Carlota Pereira de Queiroz, ganhou o cargo nas eleições de 1932.

- Nos anos 30 surgiu uma nova mulher brasileira, que passou a escolher seus namorados e a participar de reuniões que discutiam seu papel na sociedade. Nesta época foi formada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que reunia cada associadas para discutir sobre o direito de voto e outros assuntos políticos.

- Em 1945 houve Sufrágio Feminino na França, Itália e Japão.

- Em 14 de agosto de 1945, com o fim da guerra, o jovem marinheiro Carl Muscarello deu um beijo na enfermeira Edith Shain, no centro de Nova Iorque. A cena foi flagrada pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt. Em 1980 a revista Life conseguiu localizar a moça, mas o jovem permanecia desconhecido, e muitos beijoqueiros apareceram como se fosse o oficial. Muscarello só se apresentou num programa de TV. Ele disse que naquele dia estava muito feliz e beijou várias mulheres, não apenas a enfermeira.

- Em 1948, pela primeira vez uma Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamou que todos os bens remunerados por ela deveriam ser reconhecidos e garantidos à mulher, como ao homem, “sem distinção do sexo”. Mas na prática pouca coisa funcionou. Tanto que em 1967 as Nações Unidas resolveram atrair a atenção dos Estados-membros para uma declaração sobre a eliminação das discriminações, como casamentos forçados de menores, não representação das mulheres nos órgãos públicos, desigualdades na área de educação e trabalho, etc.

- Em 1949 foi publicado o livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, que falava sobre a condição da mulher na sociedade e no lar. Em 1963 Germaine Greer escreveu “O Eunuco Feminino” e Betty Friedan lançou “A Mística Feminina”, livros que falam sobre a condição da mulher na sociedade.

- Em 1954 os cientistas Gregory Pincus, C.R. Garcia e John Rock Queen criaram um preparado hormonal que inibia a ovulação. A pílula anticoncepcional, que transfere o controle de natalidade do homem para a mulher, é lançada no mercado.

- Em 1954 a atriz Ava Gardner veio ao Brasil e quebrou o quarto do hotel Glória, onde estava hospedada. Tudo porque levou um fora de um cantor baiano em início de carreira. A atriz Lauren Bacall era apaixonada por Marlon Brando, que nunca ficou com ela. Depois que o marido, Humprey Bogart morreu, ela tentou se aproximar do cantor, mas Sinatra a dispensou. A filmagem de “Gilda” aconteceu em plena vigência do Código Heyes, que proibia beijos ardentes e camas em cena. Mesmo assim a atriz Hita Hayworth gravou a cena mais sexy do Hollywwood, em que ela canta e tira as luvas com sensualidade.

- Na década de 60 e 70 as mulheres alisavam os cabelos com ferro quente. Atualmente se usa a chapinha, que produz o mesmo efeito.

- O primeiro smoking feminino foi lançado em 1960 pelo estilista Yves Sanit-Laurent. Na década de 60 o sutiã passou a ser símbolo de repressão sexual. Durante um concurso de miss América em Atlantic City, um grupo de feministas queimaram seus sutiãs em praça pública. Em 1965 surgiu a meia calça.

- Em 1960 Sirimavo Bandaranaike tornou-se a primeira chefe de estado em Sri Lanka. Em 1970 Na Argentina, Isabel Perón tornou-se a primeira mulher presidente. Em 1980 Na Islândia, Vigdis Finnbogadottir tornou-se a primeira mulher eleita democraticamente presidente.

- Em 1960 a publicitária americana Helen Gurley Brown escreve o livro ‘O Sexo e a Mulher Solteira’, onde pregava o direito de a mulher tomar a iniciativa, viver com liberdade a própria sexualidade, mesmo sem marido. Em 1963 a feminista americana Betty Friedan lançou ‘A Mística Feminina’, que se tornou a bíblia da libertação feminina. Na década de 60 também foi lançado ainda o ‘Relatório Hite’ sobre a sexualidade da mulher, da sexóloga e psicóloga Shere Hite. Pela primeira vez foi falado que o clitóris era o ponto máximo do prazer feminino, desmistificando a tese de que o orgasmo era só vaginal.

- Em 1961 o cientista R. Stafford tenta provar que os homens precisam herdar só um cromossomo X para ser bem sucedido em matemática ou em tarefas de habilidade espacial. As mulheres precisariam de um gene para matemática e outro para a habilidade espacial em cada cromossomo X, o que ocorre com menos freqüência.

- Em 1961, através de um bilhetinho o então presidente Jânio Quadros mandou proibir o maiô duas peças. O bilhete dizia: “Quem não se apresentar na praia com vestuário apropriado, guardando a necessária compostura, será punido com multa de 20 mil réis.

- Em 1962 aconteceu a grande revolução feminina com a invenção da pílula anticoncepcional, que oferecia sexo seguro, sem risco de gravidez.

- Em 1962 a esposa deixa de ser tratada pelo marido e pode decidir sobre a própria vida, com a mudança no Estatuto da Mulher Casada. O Código Civil Brasileiro, editado em 1916, inscrevia a mulher casada no rol das pessoas relativamente incapazes. E o Brasil só admitiu a dissolução do casamento em 1977.

- Em 1963 a russa Valentina Tereshkova, a primeira mulher astronauta, órbita 49 vezes em torno da Terra, a bordo da nave espacial Vostok 6.

- Em 1964 as 17 meninas da seleção Japonesa de vôlei feminino ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Tóquio. Na entrega das medalhas o imperador pediu à população que as ajudasse a encontrar um namorado.

- Nas Olimpíadas do Japão, em 1964 a velocista polonesa Eva Klobuskowska ganhou a medalha de ouro no revezamento quatro por cem, mas um ano depois ficou comprovado que ela era homem. Em 1966 a esquiadora austríaca Erika Shinegger venceu o Campeonato Mundial de Esqui. Vinte e dois dias depois ela devolveu a medalha e revelou que se chamava Erik. Nas Olimpíadas de 1964, as japonesas reinaram durante três anos, em regime de concentração, sob as ordens do treinador Hirofumi Daimatsu, que as espancava. Elas ganharam o ouro invictas.

- Em 1967 a atriz Ursula Andress foi considerada a mulher mais bela do mundo.

- Até 1969 o Banco do Brasil não contratava mulheres. Já em 1994, 35% de seus funcionários eram do sexo feminino.

- Em 1970 a publicitária americana Joan Garrity usando o pseudônimo J, lançou o livro “A Mulher Sensual”, com dicas de como ter prazer no sexo, sozinha e com o parceiro. Em apenas 3 meses o volume vendeu 14 edições nos Estados Unidos.

- Nos anos 70 a feminista americana Glória Steinem lançou a revista Ms., prefixo que passa a ser usado também pela mulher casada. Antes a mulher usava mrs.

- Na década de 70 as revistas femininas passam a abordar temas sexuais com mais liberdade. A palavra orgasmo foi usada pela primeira vez pela revista Nova, em outubro de 1973.

- Nos anos 70 as mães de presos políticos protestam em Buenos Aires, criando assim a associação Mães de Mayo.

- Nos anos 70 a fábrica de brinquedos Estrela lançou a boneca “Amelinha”, que passa, espana e encera.
- Em 1972 já havia 60 prefeitas no Brasil. Em 1990 havia 58 mulheres nas Assembléias Estaduais.

- Nas Olimpíadas de 1972 e 1976 a nadadora alemã Kornelia Ender admitiu que era dopada sem saber. E nadadora australiana Dawn Frase foi a única que vendeu os 100m livre em 3 olimpíadas (1956, 1960 e 1994). Já a nadadora também australiana, Shane Gould conquistou recordes e cinco medalhas na Olimpíada de 1972 e se aposentou aos 15 anos. A holandesa Fanny Blankers-Koen ganhou quatro medalhas nas Olimpíadas de 1936 e 1948, após fracassar em Berlim, 12 anos antes. As mulheres da antiga União Soviética mantiveram uma invencibilidade no basquete feminino, que durou 18 anos, a partir das Olimpíadas de 1976. a atração principal era a gigante Semenova, com 2,10m e 128kg.

- Em 1974 Na Argentina, Isabel Perón torna-se a primeira mulher presidente.

- Em 1975 o psicólogo americano Paul Cameron mostrou que a mulher de meia-idade nos Estados Unidos achava o sexo menos importante do que dormir ou realizar qualquer tarefa doméstica. E por não fazerem muito sexo, a maioria delas sofria de enxaqueca. Já em 1990, o Relatório Janus de comportamento sexual mostrou que 43% das americanas com mais de 65 anos têm uma vida sexualmente ativa. Isso se daria porque nesta idade os filhos já estão criados e há mais intimidade com o parceiro.

- A ginasta romena Nádia Comannecci, aos 15 anos, ganhou medalhas em 1976 e 1980, ganhando em Montreal, sete notas 10. Antes dela o placar eletrônico estava programado para mostrar notas até 9,99.
- Na Itália, até 1977 o crime de honra constava no Código Penal e previa penas de 3 a 5 anos de prisão para os culpados de assassinar filhas, mulheres e irmãs pegas em flagrante sexual.

- Em 1979 a inglesa Margareth Thatcher foi eleita primeira-ministra da Grã-Bretanha. Formada em Química formada em Oxford passou a ser conhecida como Dama de Ferro, por impor duras medidas econômicas no país. Durante seu governo ela evitou qualquer associação com o feminismo.

- Em 1979 a TV Globo exibiu ‘Malu Mulher’, com Regina Duarte no papel principal. No seriado ela se separa do marido e passa a criar a filha sozinha, mostrando a nova mulher, que trabalha e cuida da casa. Em 1980 a novela da Globo, ‘Agua Viva’, mostrou ao Brasil o topless na praia. No mesmo ano surgiu o programa ‘TV Mulher’, na mesma emissora com apresentação de Marília Gabriela. O vespertino discutia sexo, beleza, moda e Direito de 8 às 11 da manhã.

- Em 1980 Na Islândia, Vigdis Finnbogadottir torna-se a primeira mulher eleita democraticamente presidente.

- Em 1980 as jogadoras do time de hóquei na grama do Zimbágue receberam cada uma um boi do ministro de Esportes, como prêmio. A maratonista suíça Gabrielle Andersen Schiess, 39 anos, participava dos Jogos Olímpicos em Los Angeles, em 1984, quando não conseguiu mais correr. Os organizadores queriam que ela parasse, mas Gabrielle insistiu e ao completar a volta cambaleando, foi aplaudida de pé pelo público.
- Na Argélia, em 1980, um projeto de lei propunha a especificação do comprimento da vara com que um homem pode bater na mulher.

- Na Inglaterra, até 1982, o homem podia bater à vontade na sua mulher, desde que não a matasse.
- De acordo com os dados do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), 17% dos aprovados em concursos para juiz em 1985 eram mulheres. Em 1995 elas eram 29%.

- A Igreja Anglicana passou a permitir a ordenação de reverendas a partir de 1985. Na ocasião, Carmem Ethel Gomes foi a primeira mulher com direito a rezar missa e realizar casamentos e batizados. Atualmente, dos 34 países que integram a Comunhão Anglicana, apenas 15 permitem que as mulheres celebrem uma missa. Em agosto de 1985 foi criada a Primeira Delegacia de Mulheres no Brasil, no centro de São Paulo. Atualmente existem 124 em todo o Estado.

- Em 1986 as islandesas conseguiram licença maternidade de 6 meses.

- Em 1988 a Constituinte assegura igualdade para homens e mulheres na chefia das famílias.

- Em 1988 cientistas descobriram um túmulo coletivo com cerca de cem corpos de bebê do sexo feminino. Na Antiguidade o nascimento de um menino era mais bem recebido por causa dos direitos de herança e da perpetuação do nome da família.

- Nos início dos anos 90, várias mulheres que estavam de 15 a 50 quilos acima do peso foram clicadas pela fotógrafa Alice Ramos, 26 anos, para a exposição “Redondamente Enganada”, na Segunda Bienal Internacional de Fotografai, em Curitiba. Em seguida a mostra foi para a França, onde foi exposta na Galerie J&J Donguy, dentro do projeto Bahia em Paris.

- A atriz Demi Moore posou nua para a revista Vanity Fair, aos 8 meses de gravidez. O exemplo foi seguido depois por várias artistas em todo o mundo. Antes dela a cantora brasileira Wanderléia já tinha posado nua grávida de 7 meses, em 1990.

- Em 1991 o juiz Clarence Tomaz, 43 anos foi acusado de convidar para sair e contar suas proezas sexuais para sua secretária Anita Hill. Ela o denunciou e o caso foi parar na Justiça. Por causa da denúncia o juiz não pode ocupar o cargo na Suprema Corte. A partir daí surgiu o termo assédio sexual, que prevê punição para a tentativa de sedução de funcionários por seus superiores no trabalho. No Brasil a lei passou a valer em 2001, com a sanção do presidente Fernando Henrique Cardoso.
- Em 1991 o papa João Paulo II diz que o lugar de uma mulher é no lar, zelando pela família e não fora, trabalhando.

- Na década de 1990 o Instituto Militar de Engenharia, IME, teve um grupo de 10 meninas aprovadas no vestibular. A escola forma oficiais do Exercito há 200 anos. As alunas têm aula de tiros, manejo de armas pesadas, simulação de sobrevivência na selva e provas de corrida.

- As Olimpíadas de Inverno de Albertville de 1992 utilizaram pela primeira vez um exame considerado infalível para definir o sexo do atleta. A intenção do COI, Comitê Olímpico Internacional, é evitar o vexame de receber de volta medalhas de esportistas que disputaram provas na condição de mulher, mas que na verdade eram homens. O exame consiste na raspagem da mucosa bucal para verificar os cromossomos atrás do gene SRY, que indica a masculinidade de uma pessoa.

- Em 1992 a americana Naomi Wolf publicou o livro ‘O Mito da Beleza’, em que acusa a indústria cosmética e a mídia de criar uma imagem ideal de mulher, que oprime e angustia a mulher comum.
- Desde 1992, na Argentina, os partidos políticos estão obrigados a reservar 30% das candidaturas para mulheres.

- Em 1992 homens americanos circuncizados criaram nos Estados Unidos uma Associação para abolição da prática de Circuncisão. Eles reclamam que se sentem mutilados e divulgam métodos para fazer com que a pele seja restaurada. Uma das sugestões é pendurar pesos de até meio quilo no pênis até que a pele volte a recobrir a glande. No Brasil a circuncisão é conhecida também como operação de fimose, que consiste em cortar o prepúcio, a pele que recobre o pênis, quando o homem ainda é crianças.

- Em 1993 Masako Owada aceitou se casar com o príncipe japonês Narukito. O pedido de casamento já tinha sido recusado 2 vezes pela pretendente.

- Em 1993 a feminista Elisabeth Badinter lançou o livro ‘XY’, com a teoria de que o homem é mais frágil que a mulher, nos aspectos biológicos e psicológicos. Ela cita em seu livro a descoberta de que o embrião, nas primeiras semanas depois a concepção, não tem sexo definido.

- Na década de 90 o papa João Paulo II autoriza meninas para subir ao altar como coroinhas em igrejas católicas de todo o mundo. Antigamente existia uma parte da igreja reservada para as mulheres, era o matroneo. Em 1973 um documento da Cúria Romana autorizou que mulheres católicas leigas ministrassem sacramentos se não houvesse um padre por perto. Um ano antes os homens ganharam o mesmo direito.

- Em 1994 duas mulheres disputaram a vice-presidência da República, 613 as Assembléias Estaduais, 189 a Câmara Federal, 18 ao Senado, e 10 aos governos estaduais. Neste ano o Congresso contava com 26 deputadas e duas senadoras.

- Em 1994, 66% dos trabalhadores nos Estados Unidos, eram mulheres. No Brasil eram 33%, no México 22% e na Argentina 33%. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, somente em 475 anos a mulher terá condições de competir com o homem nas esferas do poder econômico.

- Desde 1992, na Argentina, os partidos políticos estão obrigados a reservar 30% das candidaturas para mulheres.

- Em 1993 Hollywood lançou o filme ‘Proposta Indecente’, com Robert Redford e Demi Moore, onde o galã oferece um milhão de dólares para passar a noite com a personagem, que é casada e apaixonada pelo marido.

- Em 1993, na Bósnia, mulheres eram usadas como instrumento de faxina étnica contra a população de religião muçulmana. Estupradas, muitas acabavam engravidando e ao dar à luz, abandonavam os recém-nascidos no hospital. Para as mães se trata de um ato de humilhação e de vergonha. O número de grávidas ultrapassa 1000, segundo a Cáritas, uma organização humanitária ligada á Igreja Católica. Na ocasião, 20.000 mulheres foram estupradas na Bósnia, a maioria muçulmana. Muitas eram violentadas todos os dias e muitas vezes com garrafas, o que acabou provocando infecções.

- Em abril de 1995 a atriz pornô italiana Cicciolina fez campanha da deputada exibindo os seios. Já a vedete peruana Suzy Díaz foi ao encontro dos eleitores de fio-dental e com seu número eleitoral (13) pintado nas nádegas. Em novembro deste ano a repórter da revista Veja, Valéria França, ganhou o 17o Prêmio Vladimir Herzog, de Direitos Humanos pela reportagem ‘O suor dos pequenos’, publicada em 30 de agosto.
- Desde 1996 uma lei obriga que cada partido deve reservar 25 de suas vagas para candidatas mulheres.

- Em 1996 a mulher brasileira participou pela primeira vez dos jogos Olímpicos. O país conquistou três medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze, em Atlanta, Estados Unidos.

- Desde 1996 uma lei obriga que cada partido deve reservar 25 de suas vagas para candidatas mulheres.
- Em 1996 várias revistas brasileiras se recusaram a publicar anúncios de lingeries da Du Loren, que consideraram machistas. Em uma delas uma mulher aparece sendo violentada e esbofeteada. Ao lado, aparece a frase “Legalizem logo o aborto. Não quero ficar esperando”. A propaganda foi feita pela agência Doctor. (1996).

- Em 1998 a polícia da Jordânia registrou 25 assassinatos de mulheres praticados por seus parentes. Os crimes teriam sido cometidos por adultério, estupro, virgindade ou casamento contra a vontade da família. No local até as mulheres violentadas são pecadoras e por isso, muitas vezes, são mortas pela própria família. Para proteger as vítimas, a polícia costuma colocá-las na cadeia.

- O Ministério da Saúde no Brasil lançou em 1998 a campanha de prevenção contra a Aids em que um homem conversava com seu próprio Pênis, apelidado de Bráulio. Pessoas registradas com esse nome ameaçaram ir á Justiça e a campanha foi tirada do ar pelo próprio ministro Adib Jatene. Os outros nomes tradicionalmente conhecidos, como Brother, Xara e Bimbo, foram rejeitados pelo Ministério da Saúde.
- Em 1999 trabalhadoras da fábrica de lingerie Marilan, no Rio de Janeiro, denunciaram ao Ministério do Trabalho, que eram constrangidas ao passar por revista íntima do chefe.

- Em 1999 a dançarina Carla Perez colocou o bumbum no seguro por 12,3 milhões de reais. Já a bailarina Ana Botafogo colocou as pernas no seguro por 40 mil reais. Já os seios da atriz Sophia Loren valem 150 mil reais, o mesmo valor do rosto da atriz Ornella Muti. Por outro lado o corpo da modelo Claudia Schiffer vale três milhões de reais e as pernas de Cláudia Raia valem um milhão.

- Em 2000, 147.000 mulheres deram queixas contra os parceiros nas delegacias de São Paulo. No Rio de Janeiro, de 1991 a 2000 o registro de casos de lesão corporal em mulheres pulou de 17.596 para 34.831.
- Em dezembro de 2000 Corte Européia de Justiça deu uma sentença que garante às mulheres alemãs o direito de ingressar em todos os setores das Forças Armadas. A partir deste ano, as mulheres brasileiras passam a pedir o salário-maternidade pela internet, na página da Previdência Social. A idéia do governo é livrar as gestantes das filas nos postos do INSS.

- Em junho de 2001 o Ministério da Justiça, em parceria com a Organização das Nações Unidas, começaram a segunda etapa da pesquisa Circuito e Curtos-Circuitos do Enfrentamento do Abuso Sexual, em Vitória, Espírito Santo.

- No carnaval de 2001 a música mais tocada em Salvador foi ‘Tapa na Cara’, do grupo Pagodart. Indignados, deputados, artistas, a secretária de Segurança, Kátia Alves e o prefeito Antônio Imbassahy, mobilizaram-se para que a música fosse proibida. Segundo a prefeitura de Salvador, 80% das ocorrências policiais de agressão registradas nas festas e bailes estão relacionadas com a música. Segundo o Pagodart a canção teria sido feita depois que uma ex- namorada do vocalista Alessandro Cerqueira teria pedido uns tapas de amor.

- Em junho de 2001 foi lançado em Uberlândia (MG), um ônibus cor de rosa só para mulheres, que não aguentavam mais o assédio dos passageiros. A iniciativa partiu da prefeitura e organizações femininas.

- A Secretaria Estadual de Saúde informou em 2001 que 2.309 mulheres vítimas de violência doméstica foram atendidas pelo Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência nos 32 meses de funcionamento do SOS Mulher. As vítimas têm entre 19 e 29 anos. A maioria delas vem de lares violentos. De setembro de 1999 a setembro de 2001 foram atendidos 166 casos de violência sexual, incluindo 17 estupros domésticos e 79 não domésticos.

- Em 2002, em todo o mundo, uma em cinco mulheres já sofreu violência física ou psicológica. E a cada cinco anos, as mulheres perdem em média um ano de vida em decorrência da violência doméstica. Na América Latina e no Caribe, essa violência atinge de 25% a 50% do sexo feminino. Nos Estados Unidos, por ano, 700 mil mulheres são violadas. No Brasil, cerca de 70% dos crimes contra as mulheres, são cometidos pelos próprios maridos ou companheiros.

- Em Quito, Equador, 80% das mulheres se queixam de ter sido molestadas por maridos e amantes. Na Nicarágua, 44% dos homens admitem bater nas mulheres. (2001)

- Segundo o Ministério da Justiça, em 2001, dos 223 mil presos no país, 213 são do sexo masculino. O Estado de São Paulo tem o maior numero de presas, com 5.138, sendo que 3.541 estão detidas em delegacias e cadeias públicas. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro com 662 mulheres no sistema carcerário. Paraná e Rio Grande do Sul vêm em seguida com 484 e 434 presas respectivamente.

- A partir de 2001 as forças Armadas da Alemanha passaram a incorporar mulheres, pela primeira vez na história. Para conviver com elas os soldados do Exército tiveram que fazer um curso intensivo. A medida foi tomada depois que a engenheira elétrica, Taja Kreil, entrou na Justiça contra o Exército, que a rejeitou, apesar de ter passado num concurso público em 1996. Nos Estados Unidos cerca de 92% dos postos militares estão abertos às soldadas, mas com algumas ressalvas. No Brasil, desde a Segunda Guerra Mundial as mulheres podem entrar nas Forças Armadas, em serviços de enfermagem. A partir de 1980 elas puderam disputar uma vaga na Marinha.

- A agência de publicidade Eva, de São Paulo, em junho de 2001 passa a aceitar apenas profissionais do sexo feminino, além de oferecer babás para os filhos das funcionarias e clientes e o TPM Day, folga mensal para as mulheres nervosas, durante o período menstrual.

- Em junho de 2001 o Provão registrou uma participação maior das mulheres, que desde 1998 representam 62,3% do total de inscritos. O maior índice se deve sobretudo a inclusão do curso de Pedagogia. Dos 49,8 mil inscritos, 93,5 são mulheres. Na área de Farmácia elas são 68,7%. Já Engenharia Mecânica tem a menor participação feminina, com 4,4%. Na primeira avaliação em 1996, o público feminino correspondia a 45,1%.

- Em 2001 a dona de casa americana Laura Doyle, 33 anos, lançou o livro ‘Mulheres Submissas’, onde dá a receita para um casamento estável. A obra chegou à lista dos mais vendidos nos Estados Unidos. Entre as dicas estão: a esposa deve sempre deixar que o marido tome as decisões, que não devem ser discutidas pelas esposas. A mulher deve ser uma mãe para o marido, cuidando das roupas e da alimentação dele. Se o marido for infiel, cabe à esposa fingir que não percebe. E sempre fazer sexo quando ele quer, independente da própria vontade.

- Conquista do direito de voto feminino: Nova Zelândia, em 1893, URSS em 1917, Brasil em 1932, França em 1945, Japão em 1945, Argentina em 1946, Suíça em 1971 e Liechtensteinn em 1984. No Brasil, primeira senadora em 1979 (Eunice Michiles) e primeira deputada federal em 1933, Dra. Carlota P. Queiroz.

- Em 2000 o clérigo Lermal guran publicou na Turquia e Espanha o livro 'guia do Muçulmano', onde sugere que os maridos batam nas mulheres que forem teimosas. A surra não deve atingir os seios, o estômago ou o rosto. Se a mulher estiver doente e não puder cumprir suas obrigações domésticas, o homem pode arrumar uma segunda esposa se não tiver dinheiro para pagar uma empregada. Ele diz que os 'homens são superiores às mulheres'.

- Em 1964 foi criado no Brasil a Associação das Donas-de-casa, a partir da Ação Católica Operária. O grupo não se considerava uma entidade feminista. O primeiro grupo exclusivamente feminista a surgir foi o Nós, Mulheres, fundado em 1975, em que as reuniões aconteciam numa sala emprestada pelo comitê do suplente de senador Fernando Henrique Cardoso. Até 1980 existiam em São Paulo, 9 grupos feministas pequenos, contando com 10 a 70 militantes.

- O tráfico de seres humanos se intensifica numa guerra. No sudeste asiático jovens são vendidas por 50 a 700 dólares a organizações ilícitas que as revendem a países desenvolvidos. Algumas acabam em bordéis locais. De 1992 a 1995, na guerra da Bósnia 75 das traficadas deixaram suas casas por uma falsa oferta de emprego e acabaram sexualmente escravizadas. Na Libéria, de 1990 a 1998 6 mil crianças foram registradas como filhas de combatentes. Suspeita-se que muitas tenham sido frutos de estupro e várias foram abandonadas pelas mães. Mulheres são ainda vítimas de ferimentos por armas de pequeno porte e minas terrestres. Com o fim da guerra elas sofrem de desemprego, fome e consequências de agressões psicológicas.

- No Brasil, mulheres que perderam seus filhos criaram associações para reencontrar as crianças, como 'As Mães de Acari', 'As Mães da Sé', 'Mães da Candelária'.

- Na Bahia existem 202 delegacias e 45% delas são comandadas por mulheres. Em São Paulo esse índice não ultrapassa 10.

- Em setembro de 1970 mulheres entraram pela primeira vez no McSorleyss, um bar nos Estados Unidos, que em 117 anos, nunca aceitou a entrada do sexo feminino. Na Estátua da Liberdade foi colocada a faixa: 'Mulheres de todo o mundo, uni-vos'. As feministas também lotaram a 5a Avenida, em Nova Iorque para protestar contra o privilégio dos homens e o patriarcado na sociedade americana, e comemorar os 50 anos da conquista do voto feminino. Elas também não entravam no Yale Club, no University Club e no New York Athletic Club. A restrição contra as mulheres foi derrubada pelo prefeito Lindsay, ao assinar uma lei proibindo a exclusão das mulheres em bares, restaurantes e logradouros.

- Nos anos 60 a congressista Martha Griffiths ficou famosa ao defender Rosa Parks, uma negra detida por ter-se recusado a ceder seu lugar a um branco. Com isso houve boicote contra os ônibus por quase um ano. Antes havia uma lei que fazia distinção entre homens e mulheres. No Congresso a medida foi derrubada por 350 a 15 votos.

- Nos anos 50 a Companhia de Seguros Novo Mundo segurou por 1 milhão de cruzeiros as pernas de Vera Lucien, intérprete de bailados afro-brasileiros. Assim, ela não poderia participar de guerra, invasões, motins, tumultos ou revoluções, nem prestar serviços às Forças Armadas ou se suicidar, e praticar esportes violentos. Depois de Vera, a vedete Eloina também fez seguro no valor de 2 milhões de cruzeiros pelo corpo todo.

- Na Finlândia as mulheres estão à frente em seus direitos. Na política elas ocupam 10 dos 18 ministérios. Entre os 200 deputados, 75 são mulheres. Foram as primeiras a ter direito a voto na Europa, em 1906. No trabalho, elas têm direito a 11 meses de licença-maternidade, prorrogável por mais 3 anos. Elas ganham 80% dos salários deles. Na Educação são maioria nas universidades, principalmente em cursos de medicina e direito.

- Em 1983 foi criado o PAISM, Programa de Assistência Integral à Saúde, a primeira tentativa de elaborar no Brasil uma política pública de saúde levando em consideração a mulher como trabalhadora, esposa e cidadã.

- No Brasil se praticam 3 a 4 milhões de abortos por ano. Muitas recorrem a clínicas clandestinas ou usam medicamentos e chás abortivos. O primeiro hospital do país a oferecer hospital que faz a interrupção da gravidez é o Hospital Municipal do Jabaquara, em 1994.

- A rede pública de saúde no Sudeste, em 1994 atingia 81,9% da demanda por consultas ginecológicas. No Norte eram apenas 40,8% e no Nordeste 51,6%.Apenas 27,4 das mulheres nordestinas entre 15 e 54 anos usam algum recurso para evitar a gravidez. Na Região Sul esse índice sobe para 45,3%. A Região Sul é a que mais usa pílulas anticoncepcionais - 25% das mulheres entre 15 e 24 anos optaram pelos comprimidos. O Nordeste é o que menos usa - 9%.

- O câncer de colo de útero é um dos mais fáceis de detectar e extirpar, mas ainda matava 2660 mulheres ao ano no Brasil. O Nordeste tem mais filhos por mulher que o Sudeste: 5 contra 3. Nas zonas rurais, 35,6 dos partos são feitos em casa, contra 7 nas áreas urbanas. No Sudeste 37,6% das crianças nascem de cesárea, contra 20 no Nordeste. E é no Nordeste que as mães menos amamentam os filhos no seio. São em média 7 meses de amamentação, contra os 9 meses no restante do país. A Região Norte é onde mais mulheres morrem em decorrência da gestação ou do parto. São 450 mortes para cada cem mil crianças nascidas vivas. Na região Sul e Sudeste esta cifra cai para 100. (1994)

- No Afeganistão, a queda do Talibã não livrou as mulheres de cobrir a cabeça com a burka. É que com o pano, elas escondem o corpo dos homens que agora ocupam o poder (muitos têm histórico de abusos). E lá o estupro é relativamente tolerado. Durante 5 anos elas sofreram com a polícia religiosa, que as espancavam caso estivessem com o rosto descoberto. Elas não podiam estudar, trabalhar, rir alto ou usar maquiagem, nem ser tratadas em hospitais. (2004).

- Em Araçuaí (MG), todo mês de abril 18 mil homens da cidade parte em direção ao sul do Estado e a São Paulo em busca de trabalho, e ficam onde encontram até meados de novembro, quando voltam para matar saudades da família. As mulheres, que ficam, se dedicam ao artesanato de barro e ao tear, atividades tradicionais da região do Vale do Jequitinhonha. A cidade foi criada por uma prostituta, Luciana Teixeira. Sua herdeira, a prostituta Maria Cheirosa, mantém um bordel, o 'Para Todos', que só fica cheio de novembro a abril.

- Em Guariba (SP), cerca de 10 mil homens abandonam a cidade no mês de abril em busca de trabalho, deixando em casa mulher e filhos. Guariba ficou conhecida como a 'cidade das mães solteiras', uma vez que a maioria está grávida quando ficam sozinhas. Eles só ficam em Guariba por 6 meses, quando tem trabalho no corte de cana-de-açúcar. A maioria dos homens são do Vale do Jequitinhonha (MG). O mesmo acontece na em São Bento, na Paraíba, quando as bordadeiras, varandeiras, passadeiras e leiteiras, são viúvas de maridos vivos. Eles saem de casa todo ano para vender os produtos feitos pelas mulheres pelo país.

- A África do Sul é um dos lugares mais violentos do mundo. Lá o estupro é comum, e as vítimas são principalmente meninas. Os bandos de jovens chegam a competir quem violenta mais. A cidade registra até 116 ocorrências por grupo e 100 mil habitantes. Revoltada com a falta de punição, geralmente os familiares fazem justiça com as próprias mãos.

- No Afeganistão as mulheres chegaram a exercer alguns direitos antes da tomada do poder pelos Talibans. Antes de 1996 elas ministravam 60% das aulas na universidade, e 70% no ensino básico. Nos cargos públicos representavam 60%. Desde 1979 as afegãs estavam proibidas de usar maquiagem e eram proibidas de sair de casa sem a burka. O Taliban caiu em 2001, com a invasão dos Estados Unidos ao Iraque. Para os militantes as mulheres são a fonte de tentação.

- Em 1943 a francesa Louise Giraud foi guilhotinada por prática de aborto e foi uma das últimas mulheres a receber essa pena no país. Trinta anos mais tarde o aborto foi legalizado na França. Em 1990 o país introduziu a 'pílula do dia seguinte'. No final do século 19 o aborto na França era considerado 'crime contra a nação'.

- Na Idade Média o cristianismo ajudou a legitimar o cinto de castidade e a tradição de oferecer virgens ao senhor feudal antes da noite de núpcias. Com a Inquisição estabeleceu-se uma relação direta entre a mulher, a bruxaria e o sexo.

- Até os anos 80, no Brasil usava-se o termo 'legítima defesa da honra', para justificar crime contra a mulher e assim ser absorvido do assassinato.

- O chamado Lobby do Batom, em 1996 liderado pela deputada Martha Suplicy (PT-SP), no Congresso Nacional, permitiu que cada partido passasse a reservar 20% do total de vagas para as mulheres. Até então cada partido só apostava num nome feminino para a corrida eleitoral. Nas eleições de 1992, 171 dos 4.974 municípios brasileiros colocaram mulheres na cadeira de prefeito.

- Meninas que não praticam esportes de competição costumam ter a primeira menstruação entre os 12 e 13 anos de idade. Com ginastas essa média sobe para 16 e 17 anos, por causa do alto ritmo de treinos e do baixo nível de gordura corporal.

- Na China, por causa da política de um só filho por casal instituída em 1979, meninas recém-nascidas são abandonadas na rua, ou colocadas em orfanatos, onde são amarradas em berços e morrem por inanição. O fato foi denunciado pela médica Zhang Shuyun, que trabalhou no Instituto de Beneficência Infantil de Xangai. As maldades resultaram no documentário 'Os Quartos das Morte'. A médica fugiu para os Estados Unidos. Escapa da morte crianças que conseguem ser adotadas.

- Em Jangju, no sudeste da China cerca de 75 famílias vivem em fortalezas com toda a família e nestas casas as mulheres cuidam da casa, das plantações, da educação dos filhos, enquanto os maridos moram nas cidades. A tradição dos hakkas manda as mulheres irem morar com a família do marido a partir do dia do casamento. Elas estão sempre sob a vigilância das sogras.

- Em 415, em Alexandria, a pensadora Hipácia, famosa por sua beleza, foi esquartejada por uma turba de cristãos fanáticos. Na época a disputa religiosa era violenta no Egito.

- Na Índia antiga a mulher se declarava ao pretendente atirando-lhe um limão.

- No começo do século 20 mulheres polonesas vieram ao Brasil com a promessa de casamento. Mas ao chegarem no porto, ficavam sabendo que estavam nas mãos de cafetões e terminavam por se prostituir. Elas ficaram conhecidas com polacas.

- Em 1968 a atriz Vanessa Redgrave foi impedida de viajar de avião porque estava grávida e se esqueceu do atestado médico exigido pela companhia italiana para todas as gestantes. Ela, que iria para Roma, deu um escândalo no aeroporto de Londres.

- A masturbação feminina no século 16 era praticada pelos médicos nas pacientes contra a histeria (que na época era conhecida por oscilações de humor provocadas pela insatisfação sexual). Esse procedimento médico incentivou a indústria de brinquedos masturbatórios destinados às mulheres e no começo do século 20 houve uma explosão de aparelhos destinados a popular os profissionais de massagear as genitálias femininas. Surgiram então os vibradores elétricos e as máquinas hidroterápicas que eram vendidos em lojas de departamento.

- A tecnologia trabalhou para a mulher na década de 60 e amenizou sua condição doméstica, com a criação dos eletrodomésticos.

- O concurso de Miss é cheio de exigências que se não forem cumpridas, recebe de volta os prêmios das vencedoras, além do cetro e da coroa. Em 2004 a miss Universo Índia Laxmi Pandit teve a coroa confiscada por mentir a idade e esconder um suposto casamento. Em 2003 a Miss Brasil Josiane de Oliveira também foi punida por esconder que era casada. Em 2002 a miss Universo russa Oxana Fedorowa foi demitida 5 meses depois do concurso por engordar 7kg e se recusar a participar de alguns compromissos. Em 2001 a miss Universo porto-riquenha Denise Quinones foi obrigada a perder 5kg, ou perderia a coroa. Em 1983 a Miss América Vanessa Williams, primeira miss negra dos Estados Unidos, teve o título cassado por ter posado nua para uma revista (ela acabou virando atriz e cantora).

- A escritora Lya Luft foi premiada pela Fundação Conrado Wessel na categoria literatura e escritora e colunista. Os premiados receberam 100 mil reais (7/6/2004).

- A violonista Rosinha de Valença morreu hoje aos 63 anos vítima de insuficiência respiratória. Maria Rosa Canela interrompeu a carreira em 1992 após um derrame cerebral que a levou ao coma (10/06/2004).

- A advogada Juliana Brizola acusou o deputado Pompeo de Mattos, presidente do PDT gaúcho, de assédio sexual. Aos 28 anos, neta do presidente nacional do partido, Leonel Brizola, ela formou a acusação nas instâncias do partido. O deputado renunciou ao cargo (1/5/2004).

- Morreu hoje a atriz inglesa Anna Lee, aos 91 anos, de pneumonia em Los Angeles. Ela atuou nos filmes 'Como era verde o meu Vale', 'A Noviça Rebelde' e da série de TV 'General Hospital', atuando mais de 20 anos numa cadeira de rodas, depois de sofrer um acidente que a deixou paralítica (14/5/2004).

- Entre 1984 e 1994 surgiram no Brasil 50 organizações femininas em 16 Estados voltadas para a questão racial. Esses núcleos privilegiam a mulher negra.

- A mulher que trabalha aos poucos consegue alguns benefícios. Na Eletrobrás, em 1994, elas conseguiram redução da carga horária (2 horas por dia) à funcionária que estiver amamentando. O Sesi e o Senai concedem mais 36 dias de licença-maternidade para aleitamento, além dos 4 determinados por Lei. Já os bancos privados reembolsam às funcionárias por mês, entre 46 e 58 dólares por filho até a idade de 6 anos e 9 meses. O dinheiro serve para pagamento de creche ou contratação de auxílio doméstico.

- Em fevereiro de 1987 as funcionárias da fábrica de lingerie Valisére em Santo André (SP), fizeram paralização por 3 semanas e o protesto, conhecido como a crise do cheiro (na empresa um forte cheiro invadia a produção e causava náuseas), entrou para a história do sindicalismo feminino. Elas percorreram as ruas da cidade com os cartazes: 'Vai faltar calcinha'. Desta greve surgiu o Sindicato das Costureiras do ABC, que em 1994, tinha mil trabalhadoras na base.

- Só na USP, entre 1990/91 foram apresentadas 98 teses de mestrado, doutorado e livre-docência sobre a mulher, sendo 50 delas defendidas nas faculdades de Medicina e Enfermagem.

- De acordo com o Código Civil de 1916, a virgindade é parte essencial do casamento e conforme os artigos 128 e 219 o marido tem 10 dias para anular o contrato matrimonial, caso descubra que a esposa foi deflorada por outro. Já o Código de 1940 estabelece que a mulher deve praticar o sexo apenas depois de casada. No mesmo código, no capítulo 'Dos Crimes contra os Costumes', mostra que o estupro pode ser interpretado como um simples atentado ao pudor. Na Constituição de 1988 a mulher passa a ser contemplada como cidadã brasileira, com 28 dispositivos inovadores. No artigo 3, a Carta Magna estabelece o princípio de igualdade numa sociedade livre dos preconceitos de origem, sexo, cor, idade e raça.

- Foi eleita miss Universo a australiana Jennifer Hawkins, de 20 anos, em sucessão a dominicana Amelia Vega. Ela trabalha como professora de dança. O concurso aconteceu em Quito, Equador (2004).

- O Brasil só tem 2 miss Universo: Yeda Vargas em 1963, e Martha Vasconcelos, em 1968. Martha Rocha não conseguiu o título por causa de 2 polegadas a mais nos quadris.

- Nasceu em Nova Lima (MG) a menina Bianca, que foi fecundada no útero da avó, Elisabeth Sales, de 53 anos. Assim que nasceu ela foi amamentada pela mãe biológica, Veridiana do Vale Menezes, 30 anos, que tomou medicamentos para ter leite. Ela não tem útero e sua sogra, de 53 anos, se ofereceu o dela para abrigar o embrião. O nome da menina só foi registrado após permissão da Justiça (7/6/2004).

- Em 2003, dos 8 ministros que atuam no Supremo Tribunal Federa, um é mulher. Na política, o número de deputadas cresceu de 29 para 42, e o de senadoras, de 5 para 12. Em 1992 havia 171 prefeitas no Brasil, em 2003 eram 317. Segundo o GEM, Global Entrepreneurshio Monitor, elas já representam 42% dos empreendedores brasileiros. As mulheres também comandam 25% das famílias. Nas universidades elas representam 51% do total de universitários.

- Em novembro de 2002 a jornalista Isioma Daniel foi alvo de protestos de muçulmanos, depois saiu no jornal nigeriano 'This Day', um artigo seu sobre o concurso Miss Universo que se realizaria no país: 'O que Maomé acharia disso. Com toda a honestidade, ele provavelmente escolheria uma delas para ser sua esposa'. Foram 3 dias de confronto, cerca de 200 pessoas morreram , e ela teve de fugir do país. O concurso foi transferido para Londres.

- Entre 1900 e 1910 a mulher era vista como bibelô e sua silhueta era em forma de S: cintura fina e quadril largo. Em 1910 as feministas decretam o fim do espartilho. Entre 1920 e 1929 Coco Chanel cria o cabelo curto para mulheres e calças compridas para elas. Entre 1930 e 1939 a moda era inspirada em filmes de Hollywood, com vestidos longos e decotados.

- Vários países estão tratando a prostituição como se fosse qualquer outro negócio. Na Alemanha, Holanda, Austrália e Nova Zelândia os bordéis têm licença para funcionar e as prostitutas podem ter carteira assinada, com direito a benefícios. Mas elas devem ter no mínimo 18 anos de idade.

- No Brasil, 80% dos tumores nos seios são diagnosticados em estágio avançado e a maioria das mulheres não faz exames de praxe, como a mamografia. A sobrevida é maior quando se trata um tumor de 2cm do que quando ele chega a 5cm e já se espalhou por outros órgãos.

- No Brasil, muitas mulheres namoram presidiários, que conhecem em programas de rádio. Apenas 5% das presidiárias recebem visitas dos companheiros, contra 75% no sistema prisional masculino. O lesbianismo é comum nas cadeias.

- Os benefícios da ponte de safena são menores nas mulheres, segundo um estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Foram examinados 184 homens e 96 mulheres. Um ano depois elas se queixaram mais de ansiedade do que eles. (3/12/2003).

- Na Idade Média a Igreja proibia as mulheres menstruadas de comungar. Na Inglaterra do século 19, a menstruação foi catalogada como doença. No século I, o pensador romano Plínio disse, em sua enciclopédia História Natural: 'Mulheres menstruadas tornam o leite azedo e as sementes estéreis'.

- Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, com meninas entre 10 e 15 anos em 4 países da América Latina, mostrou que elas sentem vergonha, medo e muita angústia na primeira menstruação (27/10/2004).
- A síndome de Munchausen é uma doença psicológica que faz com que as mães 'arrumem' doenças para seus filhos com intuito de chamar a atenção. Elas percorrem hospitais em busca de tratamentos e para justificar, chegam a injetar em seus filhos, seus próprios fluidos como sangue e urina. O assunto pode se lido no livro 'Eu Não Sou Doente', ad médica Julie Gregory, que passou por isso.

- Pesquisa realizada pelos institutos Ibope e StrategyOne sobre o que as mulheres vêm quando estão diante do espelho, mostram que 100% das brasileiras não se acham nada sexy. 54% disse que precisa de plástica e 51 disse que se acham meio gordinha.

- Na China as mulheres costumam usar uma escrita inventada e só entendida por elas. O nushu é popular desde o século 19 e é composto por caracteres que serve para elas registrarem canções e poemas e para dar conselhos às mais novas, principalmente às noivas. A escrita surgiu em Hunan, num tempo em que as mulheres não podiam contar com a educação formal.

- Os padres, quando queriam seduzir as mulheres nos confessionários usavam palavras chulas, apalpavam-nas, se estas eram de condição inferior, como negras, libertas ou escravas. Já quando eram brancas, eram cheios de reverências, segundo o hisoriador Ronaldo Vainfas, um dos autores do livro 'História da Vida Privada no Brasil'.
- As cortesãs teriam exercido influência sobre a cultura, desde a Antiguidade, segundo a feminista Susan Griffin, autora do livro 'O Livro das Cortesãs'. De acordo com ela, muitas foram patrocinadoras de pintores e filósofos.
- Na antigüidade, por 1.170 anos, as mulheres foram proibidas de assistir às Olimpíadas, sob ameaça de pena de morte. As únicas exceções eram as sacerdotisas da deusa Deméter.Há casos de mulheres que se vestiam de homens para assistir aos jogos, desafiando as regras.Mas nem sempre o truque funcionava e as contraventoras flagradas eram atiradas de despenhadeiros.
- Os fundamentalistas islâmicos ameaçaram apedrejar a corredora Hassiba Boulmerka, da Argélia, por competir na prova dos 1.500 metros no Mundial de Atletismo de 1991, vestindo short e camiseta. Boulmerka venceu a prova e, ignorando as ameaças, conquistou a medalha de ouro na mesma modalidade nos Jogos de Barcelona, em 1992.

- Nas Olimpíadas de Estocolmo, em 1912, as mulheres puderam competir na esgrima e na natação, mas logo após a Primeira Guerra Mundial, o barão de Coubertin tentou abolir todos os torneios femininos da competição

- O próprio barão de Coubertin, que resgatou os festivais esportivos gregos, sob uma versão moderna, em 1896, acreditava que as Olimpíadas não eram lugar para o chamado sexo frágil. "Nós acreditamos que os Jogos Olímpicos deveriam ser reservados aos homens", costumava dizer o nobre francês. Nas primeiras Olimpíadas da era moderna, em Atenas, em 1896, as mulheres foram barradas nas competições. Quatro anos mais tarde, em Paris, as atletas tiveram permissão para competir apenas no tênis, no golf e no arco e flecha.

- Em 1925, os participantes do Congresso do Comitê Olímpico Internacional, realizado em Praga, admitiram, com relutância, uma maior participação das mulheres nas competições, mas impuseram algumas restrições médicas e limitaram os eventos aos esportes que consideraram corresponder a "essência" feminina.Nas Olimpíadas de Amsterdã, em 1928, o atletismo feminino, por exemplo, incluiu cinco provas -- 100m, 800m, revezamento 4 x 100m, salto em altura e arremesso de disco.

- As mulheres criaram os seus próprios Jogos Olímpicos, sendo o primeiro realizado em Paris, em 1892, com a participação de atletas de oito países.Os três dias de competição das Olimpíadas femininas de 1926, em Gotemburgo, na Suécia, foram um sucesso. No mesmo ano, Gertrude Ederle se tornou a primeira mulher a cruzar a nado o Canal da Mancha, completando o trajeto em 14 horas, 39 minutos e 24 segundos e chegando na frente de cinco adversários homens. Depois de 1934, os Jogos femininos não foram mais realizados.

- O torneio feminino de ginástica olímpica também foi incluído nesses Jogos, mas apenas 10 atletas participaram devido à resistência dos homens.Os competições femininas em Amsterdã foram um sucesso, com exceção da prova dos 800 metros. O Comitê Olímpico Internacional, COI, não viu com bons olhos quando uma atleta desmaiou no final da corrida e, até 1960, as mulheres foram proibidas de participar dos 800 metros. Nos Jogos de Londres, em 1948, o chamado "sexo frágil' foi oficialmente permitido a participar, em equipe mistas e só femininas, das provas de iatismo. Como as mulheres já haviam participados de regatas olímpicas em 1900, 1908, 1924, 1928 e 1936, a medida foi mais um protocolo.Em Londres, o mundo viu a norte-americana Alice Coachman vencer no salto em altura e se tornar a primeira negra a conquistar uma medalha de ouro. Por muito tempo o COI suspeitou que as atletas não eram exatamente o que aparentavam e, em 1929, em Berlim, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos pediu as federações internacionais que submetessem as atletas mulheres fora do comum a exames de feminilidade. Na prática, essa foi a primeira reivindicação para que as atletas realizassem testes para comprovar o seu sexo. No entanto, esse tipo de exame só se tornou um procedimento de rotina a partir dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1968, em Grenoble, na França, um ano depois da polonesa Eva Klobukowska, ganhadora da medalha de bronze nos 100 metros nos Jogos de Tóquio, em 1964, ter sido reprovada no teste. As preocupações se confirmaram em 1980, quando a polonesa naturalizada norte-americana Stella Walsh, medalha de outro na prova dos 100 metros nas Olimpíadas de 1932, foi assassinada e a autópsia revelou que ela era um homem.

- Os ativistas dos direitos das mulheres afirmam que 26 países não enviaram suas atletas para os Jogos de Atlanta por causa dos códigos de vestuários islâmicos. Segundos esses ativistas, nas Olimpíadas de Sydney, o número de provas esportivas para homens excede o da mulheres em 63 eventos. Mas para Anita de Frantz, a primeira mulher a se tornar vice-presidente do COI, levará algum tempo para as atletas derrubarem as barreiras culturais no mundo do esporte. Anita, que conquistou a medalha de bronze no remo nas Olimpíadas de Montreal, em 1976. Com graça, técnica e garra, as mulheres seguem firme no longo caminho até o pódio olímpico.

- O teatro de revista, sinônimo de mulheres nuas, lançou muitas artistas, mas só em 1922 é que elas apareceram sem roupa nos palcos numa excursão da companhia francesa Bataclan. Mas só as estrangeiras podiam aparecer peladas, privilégio concedido só mais tarde às artistas brasileiras.
- O voto feminino no Brasil foi assegurado,em 24 de fevereiro de 1932 após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. , foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas e às viúvas e solteiras que estivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania.

- 30 de abril – Dia Nacional da Mulher. -Durante a ditadura militar no Brasil, 1964-1984, foi proibida a comemoração do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, por razão, instituiu-se o 30 de abril como Dia Nacional da Mulher, para desta forma, escapar da proibição.

- 28 de maio – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna.. O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher foi tirado em uma reunião da Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos (RMMDR), realizada no V Encontro Internacional sobre Saúde da Mulher, na Costa Rica, em maio de 1987. Em 1988, o governo brasileiro determinou este mesmo dia como a data nacional para combate à morte materna, instituindo a comemoração neste mesmo 28 de maio, do Dia Nacional de Redução da Morte Materna.

25 de julho – dia Internacional da Mulher Negra – Latino- americana e Caribenha.

29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil. Em 29 de agosto de 1996, aconteceu o I Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE) onde, pela primeira vez, no Brasil, reuniram-se mais de cem mulheres lésbicas para discutir e rever os seus direitos e conceitos. Esta foi a razão que motivou a escolha data de 29 de agosto como a alusão a este marcante encontro, que possibilitou a abertura de um fórum oficial de discussões e que conferiu mais visibilidade às questões ligadas as mulheres lésbicas.

23 de setembro – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. A Conferência Munidal de Coligação contra o Tráfico de Mulheres de 1999, que aconteceu em Dhaka, Bangladesh, escolheu esta data como o Dia internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. Este daí foi escolhida para lembrar a promulgação da primeira lei que puniu, com penas de 3 a 6 anos de prisão, quem promovesse ou facilitasse a prostituição e corrupção de menores de idade. A lei argentina, conhecida como Palacios, foi promulgada em 23 de setembro de 1913.

10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher

25 de outubro – Dia Internacional contra a Exploração da Mulher

20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra. A data foi escolhida para homenagear Zumbi dos Palmares, que nesta data teria sido assassinado na Serra dois irmãos, em Pernambuco.A historiografia tem poucas informações sobre o Quilombo de Palmares, mas, de qualquer forma, a escolha da data é uma homenagem ao maior líder e ícone de resistência negra no Brasil.

25 de novembro – dia Internacional da Não-violência contra as Mulheres. Em 1981, durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, o dia 25 de novembro foi designado como Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, em homenagem a três irmãs, ativistas políticas: Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal. Elas foram brutalmente assassinadas pela ditadura de Leonidas Trujillo, na República Dominicana. A ONU reconhece a data em março de 1999, alterando discretamente seu nome para Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. O reconhecimento desta data pode ser considerado uma grande vitória do movimento de mulheres da América Latina.

- A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a conceder o direito ao voto as mulheres no ano de 1893, as quais tinham direitos políticos no âmbito municipal desde 1886. A Austrália concedeu o voto em 1902, com algumas restrições. Na Europa o primeiro país em que as mulheres obtiveram o direito ao voto foi a Finlândia em 1906. Na Inglaterra não foi tão fácil assim: as mulheres iniciavam a sua epopéia pela concessão do voto, mas essa luta seria mais dura e culminaria com prisões e até morte. Ainda em 1866, foi apresentada por John Stuart Mill, famoso jurista, economista e filósofo, eleito no ano anterior para o Parlamento inglês, uma emenda que dava o direito à mulher inglesa, assinada também por miss Sarah Emily Davis e pela dra. Garret Anderson, mas foi derrotado por 194 votos contra e 73 a favor. Apesar da derrota, poucos anos depois, as eleições municipais tiveram a participação das mulheres.

- Na América Latina, o primeiro país que concedeu o voto as mulheres foi o Equador em 1929. Na Argentina só após a posse de Juan Domingo Perón, em 1946, é que começou a campanha pelo voto feminino, através de sua esposa Evita, que se empenhou com vontade por essa conquista, que seria aprovada pelo Congresso em 23 de setembro de 1947. Foi a consagração de Eva Perón, que em 26 de julho de 1949, fundou o Partido Peronista Feminino. A idéia primordial era ter o grande contingente da mulher argentina votando nas eleições que seriam realizadas dois anos depois, com Evita concorrendo como vice-presidente na chapa do marido, mas a oposição dos militares acaba com esse sonho. No dia 11 de novembro de 1951, a mulher argentina vota pela primeira vez, e o Partido Comunista tem em sua chapa uma mulher como vice. Com o apoio das mulheres, Perón é reeleito com uma diferença de mais de um milhão e oitocentos mil votos sobre o segundo colocado. Ao Congresso foram eleitas 6 senadoras e 23 deputadas peronistas, demonstrando a força política de Evita Perón, que morreria de câncer no dia 26 de julho de 1952, aos 33 anos de idade.

- No ano de 1934, foram realizadas eleições em todo o país. Na cidade de São João dos Patos, no Maranhão, Joanna da Rocha Santos, do PSD, seria eleita prefeita por todos os 800 eleitores do município. Para as Assembléias Legislativas, em vários Estados da federação as mulheres obtiveram êxito. Em Santa Catarina, a professora Antonietta de Barros, seria a primeira mulher eleita deputada naquele Estado, sendo também a primeira mulher negra em todo o Brasil. Em Alagoas seria eleita a médica Lili Lages. Na Bahia, assumiria em 1935, a advogada Maria Luíza Bittencourt. No Rio Grande do Norte, Maria do Céu Pereira Fernandes. Em São Paulo, duas mulheres foram eleitas, Maria Thereza Nogueira de Azevedo, diretora da Associação Cívica Feminina e Maria Thereza Silveira de Barros Camargo. Posteriormente assumiria também a professora Francisca (Chiquinha) Pereira Rodrigues. A democracia brasileira seria efêmera, já que, em 10 de novembro de 1937, pelo golpe do Estado Novo, todo o Poder Legislativo seria extinto por quase 10 anos.

- Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembléia Nacional Constituinte, a mulher brasileira pela primeira vez, em âmbito nacional, votaria e seria votada, e caberia a primazia de ser eleita à médica paulista Carlota Pereira de Queiróz, a primeira deputada brasileira, que havia se notabilizado como voluntária na assistência aos feridos durante a Revolução Constitucionalista. Seria reeleita em 1934. Ainda nessa legislatura tomaria posse a segunda deputada brasileira, a bióloga e advogada Bertha Lutz - tinha sido também a segunda mulher a ingressar nos quadros do serviço público brasileiro em 1919 - , que assumiria a cadeira na Câmara Federal em julho de 1936, quando do falecimento de um deputado. Uma representante classista, Almerinda Farias Gama, seria indicada pelo Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos e pela Federação do Trabalho do Distrito Federal para a Câmara Federal.

- Com a promulgação da Constituição de 1934, a idade mínima para o exercício do voto seria alterada para 18 anos, mantida até o advento da Constituição de 1988, que facultou para os maiores de 16 anos o direito ao voto. A legislação eleitoral vigente, garante as mulheres brasileiras a participação efetiva nas eleições, obrigando os partidos políticos apresentarem em suas chapas proporcionais a cota mínima de 30% de candidatas.

- Na Antiguidade, em Lesbos, ilha da Grécia, as moças núbeis se reuniam em ligas chamadas 'thiasoi', com o objetivo de aperfeiçoar a educação das donzelas. Lá, elas aprendiam dança, canto e música, além de preparar-se para o casamento. Em Mitilena, cidade principal da ilha de Lesbos, existiam várias ligas desse tipo, sendo uma delas dirigida por Safo.

- Em Atenas, a mulher era vista como um ser inferior aos homens. O destino das moças era um só: casar-se, ter filhos e ser fiel até a morte. Elas se casavam entre 14 e 17 anos e faziam parte da 'herança' do homem. Na véspera do casamento, elas iam até o templo e ofereciam à deus suas bonecas e cachos de cabelos. Quando casadas, não podiam olhar para outro homem.

- Na antiga Atenas, as prostitutas 'ricas' chamavam-se hetaíras, e eram consideradas amigas e companheiras dos homens, uma espécie de amantes. Já as prostitutas 'pobres', exerciam comércio em pontes, ruas ou nos becos da cidade. Eram chamadas de 'lobas' ou 'dados', porque passavam de mão em mão. As hetaíras tinham os cabelos grandes ondulados, vestiam-se de vermelho e pintavam as unhas.

- A mulher romana tinha um pouco mais de liberdade do que a grega. Mas raramente podia beber vinho e não lhe era permitido participar de banquetes com os homens. Porém, podia sair sozinha para fazer compras, e acompanhar o marido ao circo. As jovens tinham pouca oportunidade de namorar, pois se casavam muito novas (os maridos eram escolhidos pelos pais delas). As moças de boa família aprendiam a ler, a escrever e contar, a cantar, dançar e tocar cítara. Também aprendiam literaturas grega e latina. Já as casadas ocupavam-se com bordados, a fiscalização dos escravos e a vida doméstica em geral. Na hora do casamento, as jovens ofereciam suas bonecas aos deuses domésticos, os lares, e depois participavam do jogo do rapto do noivo, em comemoração ao 'rapto das sabinas'.

- Em Creta, as mulheres usavam imensos chapéus cônicos, sapatos de couro branco enfeitados com motivos ornamentais e vestidos apertados na cintura e deixando os seios à mostra. Quanto mais a cintura era fina, mais chamavam a atenção dos homens. As saias eram sustentadas por uma armadura de metal que as mantinha em forma como crinolinas. O penteado das cretenses era arranjado com arte. Também se maquiavam bastante e usavam muitas jóias.

- Durante o Império Inca, na América do Sul, as mulheres andavam com um vestido comprido até os pés, presos à cintura por uma longa faixa de pano com um penacho. A orelha delas não podiam ser furadas, como a dos homens. Quanto mais mulheres um homem inca possuísse, mais prestígio ele tinha. Já as concubinas, podiam ter filhos com os clientes, e ocupavam postos importantes no palácio dos soberanos, caso contratadas por eles. Nesse reinado, as meninas bonitas, com 10 anos, eram educadas pelo Estado e enviadas para os institutos dirigidos por matronas, as 'mamaconas', que ensinavam a costurar, a tecer, a cozinhar e a manter uma casa. Tornadas 'Virgens do Sol', as melhores eram destacadas para o serviço do deus sol, enquanto outras tornavam-se concubinas dos dignatários e dos chefes militares. Algumas estavam destinadas a morrer nos altares, em sacrifícios de festas religiosas.

- No Egito Antigo, as mulheres gozavam de prestígio social, e algumas chegaram a ocupar o trono. Elas tinham o costume de rapar a cabeça, usando em seu lugar, uma peruca preta ou azul. Elas usavam saiote apertado, que depois foi substituído pelo vestido de linho branco e solto. Elas gostavam de se enfeitar com jóias, de usar cremes e cosméticos no rosto, nos lábios e nas unhas.

- Na Assíria, a condição da mulher decaiu bastante, passando a ser tratada quase como escrava. As casadas não podiam aparecer em público sem um véu no rosto. A traição era severamente punida.

- Em Cnossos, Creta, as mulheres usavam vestidos acinturados, com os seios à mostra. Também usavam chapéus estampados e corpetes de rendas com saias de babados, numa espécie de avental. A divindade principal dos cretenses era a Deusa-Mãe, símbolo da fecundidade.

- Em Esparta, na Antiguidade, o chefe de família tinha extrema autoridade, a ponto de rejeitar o filho recém-nascido, caso desejasse. Já a mulher, era considerada inferior ao homem, estando sempre sob a tutela do marido, do pai, do irmão mais velho, ou de um tutor designado pelo morto. Sua obrigação era tomar conta do lar.O casamento era obrigatório e a esposa escolhida, teria que dar filhos robustos ao marido. A menina era criada para ser dona-de-casa, enquanto o menino entrava para a escola para aprender a ser soldado.

- A mulher espartana, mãe de um soldado, sabia que ele era encorajado a lutar na guerra, e até lutava para que isso acontecesse, pois o filho seria considerado um herói. Sobreviver à guerra era terrível e a frase mais usada por elas ao filho era: "Volta com o teu escudo ou sôbre ele"!

- Na Grécia Antiga, as mulheres tinham liberdade para beber vinho, tanto quanto os homens. Mas em Roma, elas e os homens menores de 30 anos eram proibidos de tomar a bebida. Se as casadas fossem pêgas desobedecendo essa ordem, o marido poderia lhes repudiar. Por volta ao ano 133 A.C, as mulheres romanas começaram a ter mais liberdade, uma vez que o poder paterno diminuiu.

- Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates era considerado um malandro, pela esposa, Xantipa. Para ela, o marido "dava à família mais notoriedade, do que pão". Sócrates suicidou-se ingerindo cicuta, acusado de corromper a mocidade.

- Na Roma Antiga, a mulher era mais respeitada do que na Grécia. Mas para se casar, ela tinha que ter autorização do pai e do avô. Na véspera da cerimônia, a noiva consagrava aos deuses seus brinquedos e sua túnica de menina. Após o casamento, já na nova casa, ela era carregada no colo pelo marido. O chefe de família era o único proprietário do patrimônio e tinha poder absoluto sobre a mulher e os filhos. A esposa fazia os trabalhos domésticos, fiava, tecia e governava a casa. Em lugares públicos, os homens lhe cediam lugar nos assentos.

- Na Roma Antiga, as mulheres vestiam-se com a estola, que era uma túnica, parecida com a toga. Elas usavam ainda sombrinhas, leques e jóias. Já o traje masculino compunha-se de túnica (camisa sem manga), da toga (peça de lã, para sair de casa, para procurar emprego ou como roupa de gala) e dos mantos (usados em viagem ou em serviço militar). Os homens não usavam meias.

- Os casos de estupro no Brasil são alarmantes: no Rio de Janeiro, ocorrem 17 estupros diariamente. Em São Paulo são 37 por dia, segundo a ONG Movimento de Mulheres em São Gonçalo (RJ). Em 2009 o crime passou a incluir o atentado violento ao pudor.

- As mulheres morrem seis vezes mais de infarto do que de câncer de mama, segundo o site www.seucoracao.com.br. Ao contrário dos homens, os sintomas são mais difíceis de detectar, sendo confundidos com dor no peito ou abdominal, falta de ar e náuseas.

-  No Brasil colonial, em certas áreas, as mulheres representavam 1/3 ou 1/4 da população escrava. Os escravos do sexo masculino representavam 91% da população, portanto, 30 negros para uma negra no Sertão piauiense e 10 machos para uma fêmea nas Minas Gerais. (Revista da História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).



 - No século XIX, no Brasil, a Igreja Católica autorizava e até, indiretamente, estimulava a excisão dos testículos dos “castrati”, peças fundamentais nos corais sacros, mas reprovava a castração dos escravos masculinos e femininos, mas há notícias de ter existido uma casa onde se praticava a clitoridectomia. Já masturbação nos dois sexos era permitida, conhecida como “vício solitário”, punheta ou molice, embora sua documentação seja raríssima. Já os cativos e libertos, na falta de mulheres, se satisfaziam com animais e frutas como a melancia, a bananeira ou a fruta do mandacaru (os zoófilos poderiam ser punidos com a pena capital pelos Inquisidores). (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- O lesbianismo era descriminalizado pelo Inquisidores no Brasil Antigo e a documentação de amores entre mulheres era rara, Em 1646, foram denunciadas 18 mulheres, sendo 9 brancas, 5 índias e 4 negras e mulatas. Dentre as mais afoitas estava a negra forra, Francisca Luiz, natural da cidade do Porto, degredada para o Brasil em 1580. Em 1592 ela foi novamente acusada, desta vez por declarar em alto e bom tom “quero mais um a um cono (vagina) que quantos caralhos há...”. Sua fama era a de dormir carnalmente com Isabel Antônia, mulher solteira a quem a chamam de ‘a do veludo’ de alcunha, e que tem ajuntamento nefando com um instrumento coberto de veludo. Já na Bahia, era famosa a relação lésbica entre a portuguesa, Guiomar Pirraça, com uma negra da Guiné, Mécia, sendo a branca com 12-13 anos e a preta ladina com 18. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP) 

- Na África Ocidental, falos de cerâmica, chifre ou madeira são eram utilizados em várias tribos para deflorar cerimonialmente as raparigas, sendo chamado de “consolo” (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP)

- No Brasil antigo, era comum as pessoas acusarem o Diabo de manter relações sexuais com os mortais, como foi o caso da angolana Maria de Jesus, que declarou que aos 12 anos o Demônio tirou-lhe a virgindade, visitando-a regularmente com feição de “homem bem parecido, bonito de cara e fio de corpo”. Em outras situações, Satanás virava amazona, “tratando torpemente com ela como mulher, com figura de mulher, mostrando ter peitos pequenos e vaso de mulher como o dela, porém, mais pequeno. Quando o Demônio copulava com ela como homem, tinha ela trabalho e dores na parte pudenda, mas quando era em figura de mulher, não experimentava dor em si, antes deleite”. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP) 

- No Brasil Antigo o “coito interrompido” era a forma mais usual de contracepção praticada pelas negras escravas. Era comum a sodomia heterossexual. Alguns senhores de escravos foram denunciados por possuírem  escravas “à italiana”, sodomisando indistintamente negros e negras. Nas minas de Paracatu, Manuel de Almeida foi acusado de sodomisar não só sua escrava Ana Maria, como os moleques Antonio e Sebastião. Já em Mariana, a crioula forra Ana Maria acusou seu marido, o reinol Jacinto Costa, de obrigá-la ao nefando, chegando a dizer-lhe “que era casado e tinha liberdade de usar das duas vias...”, denunciando-o ao Comissário, de submetê-la a sexo pecaminoso e maltratando-a, espancando-a, sendo que uma vez ele abriu-lhe a cabeça com uma paulada, e noutra, com a espada, quebrou-lhe um braço, sendo forçada por isso a fugir de casa(Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP)

- A preta, Clara, escrava no Rio das Mortes, acusou seu senhor, Manuel Nunes Pelouro, de forçá-la a atos de sodomia: “levantando-lhe as roupas, lhe dizia que sendo sua cativa o havia de servir em tudo”.  Ele também “chegava a cheirar as suas partes vergonhosas”. Já o viajante francês Charles Expilly proclamou que “aquele que sentiu duas vezes o cheiro acre, mas embriagador, da catinga de uma negra, achará desde então muito desenxabido o cheiro que exala a pele da mulher branca”. No Recôncavo Baiano em 1703, a crioula Domingas, 30 anos, filha de mãe angolana, era amásia do sitiante João Carvalho de Barros e foi severamente açoitada por se recusar a manter cópula anal com ele. Em Sabará, o mineiro Jerônimo de Araújo, solteiro, ao voltar para o Reino, acusou-se à Mesa Inquisidora de ter “acometido pela traseira uma negra casada, Gertrudes, sem saber com certeza se o engano foi dele, cego do apetite, ou da dita preta”. Disse ainda: “que com outras três ou quatro pretas, também levantando-lhes a perna, não sabe se as penetrou pelo vaso natural ou pelo traseiro”. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP) 

- No Brasil, o Estado que mais ocorreram episódios eróticos foi em Minas Gerais, segundo historiadores, a riqueza fácil advinda do ouro e pedras preciosas,  a falta crônica de mulheres e o mau exemplo do Clero seriam as causas dos desvios. Em Pitangui, o minerador Antônio de Moura Carvalho foi preso por ter sodomisado à força a crioula Tereza, que gritou e foi socorrida. Ele foi liberto porque na época a cópula anal heterossexual era considerado somente “sodomia imperfeita”, pecado grave mas isento da fogueira, apesar de na opinião do promotor de Justiça de Minas Gerais, o réu “mercê a pena de morte por ter agido contra o Direito Divino e Humano”. Já o mineiro Manuel Pereira Guimarães declarou seu pecado ao Inquisidor Geral, alegando que pegava nas partes de escravas e escravas e mandava-os pegar nas dele também, sendo que chegava a pagar alguns por isso. Ele ainda confessou que mandava os escravos copularem enquanto ele se masturbava e que “estando na cama com uma mulher, tanto folgava na frente como por detrás, outras vezes metia o membro na boca de algumas mulheres e de homens mas nunca pulsei na boca de nenhuma, fazendo vezes com a minha mão pulsão a mim mesmo”. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- No Brasil Colônia, consta nos Cadernos dos Solicitantes da Torre do Tombo, acusações contra sacerdotes de terem cometido inúmeros atos de impureza, convidando, acariciando, apalpando, bolinando e mesmo tendo cópula com negras e mulatas no próprio ato da confissão sacramental. Em Mariana (MG), o padre João Nunes da Gama ao confessar a nega mina Maria, escrava do sargento Mor, lhe disse “que queria ser seu filho e tomar uns amores com ela, e muitas coisas mais”. Acabaram vivendo amancebados por dois anos e ciumento, ele mandava um moleque espiar “se ela falava com algum homem”. Na freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens dos Montes Altos, o padre Manuel Saraiva confessava num quarto interno da casa do capelão, que ao ajoelhar-se a seus pés a escrava Inácia, ainda moça, “solicitou-a com palavras e atos torpes”.  No Ceará o padre Bernardo Luiz da cunha é acusado de ter mantido tratos ilícitos e tocamentos com os pés em Maria Monteira, escrava do Tenente João Fernandes, e Frei Manuel de Jesus Maria ao confessar a escrava Luiza Francisca, de 18 anos, disse-lhe “que queria ver e apalpar com os dedos se estava honrada”, tocando sua genitália e pedindo segredo. Na Bahia, o padre "Baltasar vivia amancebado “de portas adentro” com duas mulheres (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP);

- No Brasil colonial, muitas negras adolescentes e mulatas viviam da prostituição, após terem sido “desonradas”, prática corrente em algumas sociedades africanas, mas que no Mundo Novo se amplia adquirindo conotação muito mais cruel e espoliativa em decorrência da própria estratificação estamental de nossa sociedade escravista. Em Itabira, o mineiro Manuel da Silva, em 1753, chegava a angariar semanalmente uma oitava e meia de ouro com o meretrício apenas de uma escrava e “costumava dizer queg gostaria imensamente que os negros se lhe convertessem em negras, porque rendiam mais que os jornais” (Souza, 1982:180). (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).
- No Brasil antigo, algumas “quengas”mais salientes, como Inácia da Silva, parda forra, e as mulheres que com ela moravam, nos dias de missa iam à porta das igrejas de Vila Rica chamar os homens “e estes escapavam da sacristia para irem ter com elas (Souza: 192:183) (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- A prostituição representava, no período colonial, uma das alternativas para a satisfação dos impulsos sexuais, sobretudo dos escravos, chegando a existir, na capital imperial, casas de tolerância especiais para este segmento populacional. Vários bordéis bas-fond ficavam situados na rua dos Ferradores, do Sabão, de São Pedro, do Hospício, etc. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- No Brasil colonial, os forros gozavam de mais oportunidades sexuais e/ou matrimonias que os cativos: em 1813, o preto forro Hilário Pereira, de Valença, no sul da Bahia, “deixou a companhia de sua mulher e foi viver na roça amancebado com Francisca, crioula forra, viúva, e quando sua legítima mulher o procurava, ele lhe dava pancadas até que ela se retirasse, ficando ele com sua concubina. Em Sergipe, em 1834, 31% dos negros cativos eram casados, subindo para 47,3% os negros forros na mesma condição. O concubinato foi a forma mais usual de união praticada na sociedade colonial. Segundo o ditado popular da época “Negro não se casa, se junta”. No cômputo geral, prevaleciam as uniões de homens brancos ou pardos com negras ou mulatas. Já branca casas-se ou amigar-se com negro, representava conduta das mais recriminadas, sintoma de descaração por parte da mulher alva, considerada traidora e indigna. No Maranhão, em Magalhães de Almeida, é conhecida a história do casal que foi amarrado pela barriga, pelo dono do Arraial, ao saber que sua filha estava “buchuda” de um negro. Os dois foram enterrados vivos, numa sepultura dentro do quarto, em pé, numa cova feita pelos escravos que colocaram barro em cima. Um padre, encapuzado, foi chamado para a confissão dos dois. O capuz era para o padre não conhecer o local (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).
 
- No Brasil colonial, para evitar desordens e disputadas das mulheres pelos escravos, os senhores regulavam a vida sexual de seus cativos com soluções nem sempre aprovadas pelo Catecismo, impedindo os negros de frequentarem as negras, reservando uma negra para quatro homens. Há indícios de que a poligamia africana, no Brasil, tenha sido substituída por uma sucessão de ligações passageiras, tendo sido prática comum também nos quilombos. Segundo Edson CARNEIRO, cada palmarino tinha “as mulheres que quisesse”. Ganga Zumba teria possuído três fêmeas e uma mulata. De acordo com a legislação criminal de Palmares, o adultério era punido com a pena de morte, equiparado ao roubo, homicídio e deserção. Nas Gerais, no século XVIII, o concubinato representava 95,2% das acusações de Devassas Eclesiásticas (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP) 

- No Brasil colonial, segundo documentos da época, um escravo anônimo do senhor de engenho, Domingos Dias Coelho, familiar do Santo Ofício de Sergipe Del Rey, nos inícios do século XVIII fugiu da fazendo de seu dono levando em sua companhia, duas pretas, escravas também de outros senhores, passando a viver com elas no campo e rios de Vazabarris. Mas, nem todas as negras aceitavam dividir, tranquilamente, seu homem com outras concubinas, como Ana Maria da Silva Rosa, liberta do gentio da Guiné, casada com Matias de Souza. Ela divorciou-se dele judicialmente por causa dos bens dela que ele utilizava para prodigalizar com suas amantes. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP) 

- Ser amante do senhor foi o destino de milhares de africanas e suas descendentes no Novo Mundo, a maioria usadas e abusadas como objeto sexual, algumas amadas e tratadas com amor e carinho, com foi o caso da negra Rosa Maria, vinda da Costa da Mina, de nação courana. Aos seis anos ela chegou ao Rio de Janeiro, tendo sido comprada pelo senhor José Souza Azevedo, tendo sido deflorada por ele. Aos 14 anos ele vendeu a menina para as Minas onde foi viver como meretriz. Já a mulata do Sergipe, Maria do Egito, teria sido desvirginada pelo seu senhor, com a promessa de libertá-la. Mesmo com a Alforria, ele a teve como barregã por mais 14 anos. Depois o senhor a fez casar-se com seu sobrinho, rasgou a carta de alforria e voltou a escravizá-la. Outros senhores preferiam ter um harém, como foi o caso de Antonio Gomes Castelo Branco, que foi denunciado à Inquisição, por abandonar a mulher na Bahia e formou um serralho onde colocou 50 escravas adultas e crianças, tendo deflorado muitas delas. Em Penedo, onde passou a morar, toda semana mandava trazer escravas nas canoas para fornicar. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP)

- No Brasil Antigo, muitos senhores de engenho, com o pretexto de corrigir as faltas de suas cativas, as castigavam severamente, como o caso do senhor da Casa da Torre, Garcia Dávila Pereira de Aragão, que mandava suas escravas deitarem-se com a saia levantada, enquanto botava ventosas de algodão e fogo nas suas partes pudendas, com a sua própria mão dizendo: “é para chuparem as umidades. Com sua crioula Tereza, crioula, casada, quando a apanhava dormindo antes da hora, levantava-lhe a saia, metia-lhe uma lamparina acesa pelas suas partes venéreas e a queimava toda, fazendo isso várias vezes, na ausência do seu marido. Ele praticava ainda outras atrocidades com as escravas, como arrancar-lhes os pelos dos púbis com cinza, açoites às negras, nuas, etc. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP)


- Segundo documentos do Brasil Colonial, três escravas, em 1799 lutaram para nao serem enviadas para casa de novo senhor, que consideravam muito cruel. Elas diziam que preferiam ficar com o antigo senhor, pois este só lhes dava o castigo moderado, necessário à sua educação, com um pai deve dar a seus filhos (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP)

- No Brasil colonial, as doenças venéreas refletiam no processo reprodutivo, aumentando a incidência de natimortos e reduzindo as chances de sobrevivência dos recém-nascidos. A mortalidade infantil do primeiro ano de vida resultava de complicações pré-natais, pois a dieta inadequada das mães pouco favorecia a imunização natural durante o desenvolvimento do feto. Havia em torno de 50 nascimentos anuais para cada mil mulheres em idade reprodutiva. Documentos sugerem ainda que as taxas maiores de fecundidade se dava entre as escravas que pertenciam a plantéis maiores. Mas, nos plantéis pequenos havia um número muito grande de mães solteiras, o que significa que havia relações de acasalamento fora dos plantéis. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- Há indícios de que as mulheres escravas, no Brasil Colonial, as vezes experimentava vários parceiros antes de escolher seus maridos. Entre as escravas sulistas era comum que tivessem de dois a três filhos antes do casamento, porém, consagrada a união, os casamentos eram monogâmicos, desde que não ocorresse uma separação forçada ((Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- Entre as tribos bantus, no chamado ciclo de Angola, na África antiga, os rapazotes, por volta dos 14 anos, eram submetidos à circuncisão: uma série de provas de resistência e coragem se realizam no mato, onde permanece em reclusão, até que no meio de danças e mascaradas, se fazia excisão do prepúcio, com um machadinho de pedra sobre um pedaço de madeira. Como curativo, usavam cinza de folha de bananeira e azeite de dendê, devendo o pênis ser lavado sete vezes por dia, para evitar infecções, o que raramente acontecia, segundo historiadores. Os não circuncisados eram tidos como degenerados e eram desprezados pelas mulheres. Já o ritual de iniciação das donzelas era conhecido como “takula” e era realizado após a terceira menstruação da menina. Apavoradas, elas corriam para o mato, sendo perseguidas, e só então, tinham o corpo pintado, a carapinha cortada e a vagina delas aberta por uma mulher velha, que certificava se ainda havia hímem. Então, ele era rompido com um falo que podia ser de madeira ou cerâmica, e só então estavam aptas para o casamento. De acordo com a antiga lei de Ngoyo, os adúlteros ou desrespeitadores de mulheres tribuais eram flagelados e tinham suas orelhas cortadas, enquanto as adúlteras tornavam-se escravas de seu marido e filhos (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- No século XIX, no Reino de Benin, atual Nigéria, todas as mulheres tinham marido, a não as velhas, que não encontravam um macho protetor. O divórcio acontecia raramente: em caso de adultério com parente consanguíneo do marido, quando a mulher era ladra inveterada, estéril ou quando o esposo era extremamente cruel. Entre os Igbirá do Norte, o jovem devia trabalhar três anos seguidos para os sogros antes de obter a noiva, sendo vedado aos nubentes, durante 90 dias após o casamento, manterem qualquer tipo de contato, seja físico ou verbal. Entre os Ijae, as relações sexuais eram interditadas durante o festival anual da pesca, enquanto entre os Ibo, o mesmo tabu prolongava-se durante os três primeiros anos após o nascimento do filho, encarregando-se a parturiente, de arranjar uma amante para o marido para substituí-la na esteira. Entre os ibidio, a sudoeste, o noivado era oficializado quando a menina tinha entre dois e seis anos de idade, devendo ser antecedido de árdua prestação de serviços por parte do rapaz. Em caso de divórcio, o dote era devolvido à família da noiva. Em algumas tribos, os maridos podiam devolver sua esposa aos pais e a família dela era obrigada a devolver todos os bens e serviços recebidos quando do noivado. Em Congo-Angola, antigo Reino descoberto em 1492, quando se suspeitava de adultério, a mucaji infiel era repudiada. Em se tratando de mulher plebeia, era executada ou se tornava escrava. Muitas famílias acertavam o noivado de seus filhos ainda no útero materno, sendo os maridos que pagavam o dote para as famílias de suas noivas. Realizavam primeiro uma espécie de casamento por experiência por dois ou três anos. Caso a convivência tivesse sido problemática, a mulher era devolvida para seus parentes. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- Na África antiga, a região de Serra Leoa, descoberta em 1492, era tabu manter relações sexuais antes da puberdade e proibido qualquer ato libidinoso praticado dentro da mata, sendo obrigatório o banho antes e depois da cópula. Entre algumas tribos, era feita a circuncisão e a clitoridectomia em meninos e meninas, no início da puberdade, antes de eles entrarem para as sociedades secretas, O casamento poligínico se realizava através da compra da noiva, cimentando-se assim os laços de aliança interfamiliares. Em Gana e na Costa do Marfim, região outrora chamada de Costa do Ouro, era comum praticarem a circuncisão de meninos entre oito e 12 anos, privilegiando-se os casamentos entre primos cruzados, malgrado a existência de seis diferentes tipos de consórcio, dependendo do status e do valor do dote dos nubentes. O noivado podia ser realizado antes mesmo do nascimento da menina, devendo a cópula ser consumada somente após a segunda menstruação da noiva. Havia autorização para o divórcio quando comprovado adultério ou impotência. Entre os nativos da tribo Ga, quando um rapaz queria casar-se, oferecia pequenos presentes à sua eleita, enquanto a observava por dois meses, para certificar-se de sua fidelidade, e só então, ele completava o dote aos sogros. Gravidez antes do rito de iniciação era considerada grave blasfêmia, por acreditarem que elas paririam crianças anormais. Algumas tribos desta região também praticavam a circuncisão feminina, tanto a clitoridectomia quanto a infibulação, que é a costura dos grandes lábios genitais. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- No antigo Reino de Benin, África, entre os 9 e 12 anos, as meninas eram confinadas a uma mulher-mestra encarregada do processo de alargamento de suas vaginas, utilizando para tal deformação, massagens, movimentos mecânicos, substâncias vegetais irritantes e a introdução na genitália de falos feitos de chifres de animal, madeira ou raiz de índigo. A menarca era objeto de comemoração familiar, assim como a circuncisão dos rapazes, praticada geralmente entre os 17-19 anos. Antes mesmo desta idade, os mais velhos tinham por costume ensinar aos adolescentes como praticar o ato sexual, sendo socialmente aceito que as meninas mantivessem relação sexual libidinosas com meninos ou com outras garotas. A masturbação recíproca era aceita com naturalidade, sendo mal visto o “vício solitário”, sendo o lesbianismo mais frequente que a homossexualidade masculina, existindo até o século XIX as “invertidas”, “famigeradas” e “amazonas do Daomé”, sendo afastadas de qualquer intimidade do sexo oposto. Era comum ainda que dois rapazes tivessem amizade particular e contatos homoeróticos por toda a vida, sendo esta região africana famosa por praticar o “casamento de mulheres”, onde uma matrona “comprava” uma mais jovem, para sob sua tutela, ser incorporada ao harém do seu marido. Era tabu castigado como crime, copular com mulheres grávidas ou menstruadas, existindo dois grupos bastante estratificados em razão de sua função sexual: as meretrizes: “maricó”, presas de guerra e propriedade do Rei, e numeroso séquito de eunucos, "“eguedé”, zeladores da segurança da família real. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).
-Na África Ocidental antiga, a poligamia poligínica era comum, podendo um homem “comprar” mais de uma esposa e muitos deles formarem um pequeno harém após ultrapassarem os 50 anos. Já as mulheres casavam-se cedo, por volta dos 19 anos, enquanto os homens casavam por volta dos 24 anos. No tempo do tráfico de escravos, na Costa da Guiné a seminudez era comum, mas a exposição das nádegas era considerada um atentado ao pudor. Já em 1594 havia o costume de  circuncisarem os rapazes de 15 anos, sendo vedado aos incircuncisos a cópula e o casamento. As meninas eram submetidas a cliteridectomia pouco antes da puberdade. A amputação do clitóris seguia o seguinte ritual: elas eram imbolizadas no chão por cinco mulheres adultas, auxiliares da sacerdotiza religiosa. A prática costumava provocar infecções nas meninas, mas é comum ainda hoje no Egito e na África Central, sendo repudiado por feministas e defensores dos direitos humanos. A etnia Sape tinha o costume de oferecer as suas mulheres aos visitantes como sinal de hospitalidade. (Revista de História, V.3, N.1, 1992 Depto. História UFOP).

- No Brasil imperial, a princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea, era conhecida por sua religiosidade, sendo chamada de "A Redentora" e apelidada por muitos jornalistas e políticos de submissa, fútil, frágil e idiota. Casada com um príncipe estrangeiro, o conde D'Eu, ela sempre se correspondia com ele, em suas viagens. Em 1875 escreveu ao marido: "Estou muito cansada com a lavagem da Igreja". Dez anos, perguntava ao marido, numa carta: "Este mês eu tive menos o meu período (menstruação), já não o tenho hoje. Diga, será que não terei o período no próximo mês se você voltar? Eu não sei nada dessas coisas, querido, e não me atrevo a perguntar senão a você". Através de correspondências, ele mandava que ela se comportasse de forma exemplar, em sua ausência, ao que ela respondia de forma positiva e obediente: "Li o teu bilhete e vou tentar fazer o que me pedes" (resumo do livro 1889, de Laurentino Gomes, p231 a 237).

- A princesa Isabel e sua irmã, Leopoldina, se casaram com primos irmãos, num casamento arranjado entre as duas famílias e as duas só souberam da identidade dos futuros maridos, vinte dias antes que eles chegassem ao Rio de Janeiro.Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orleans tinha 22 e Luís Augusto Maria Eudes de Saxe-Coburgo-Gotha, 19. Ficaram decepcionados ao verem as jovens, pela feiura. Antes, porém, durante a viagem a navio, os dois chegaram a disputar as filhas de D. Pedro II em jogos de cartas e em dados. Em carta à irmã, o conde D'Eu escreveu depois de conhecê-las: "As princesas são feias".
 
- Durante uma viagem de navio para a Europa, o abolicionista pernambucano, Joaquim Nabuco conheceu Eufrásia Teixeira Leite, com quem teve um longo e apaixonado relacionamento. Ela era neta do barão de Itambé e o casal se correspondeu por 14 anos, mas o romance não prosperou por barreiras políticas. Nabuco, rico, foi alimentado por uma mulher negra e viveu longe da família. Ele lutou contra a escravidão e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras 

- Eufrásia Teixeira Leite, filha do barão de Itambé, teve um longo romance com o abolicionista brasileiro, Joaquim Nabuco, no século XIX. O casal se correspondeu por 14 anos, mas o romance não deu certo por motivos políticos e familiares. Ao terminar com Eufrásia, Nabuco se casou aos 40 anos com Evelina Soares, 16 anos mais jovem do que ele e com ela teve cinco filhos.


- O abolicionista e escritor José do Patrocínio era filho de uma escrava com o padre João Carlos, famoso pelas bebedeiras, jogatina e pelas aventuras sexuais com escravas, com quem teve vários filhos. A mãe de Patrocínio foi vendida a ele quando tinha doze anos, como presente de Emerenciana Ribeiro do Espírito Santo, fiel da paróquia de Campos, dono de escravos, e que seria também amante do padre (fonte: livro 1889, de Laurentino Gomes).

Princesa Isabel – herdeira do trono brasileiro por 43 anos, ficou conhecida como a Redentora e governou o país em três ocasiões, na condição de princesa regente. Além dela, só oito mulheres em todo o mundo ocuparam o posto de autoridade máxima de seus países durante o século XIX: Maria II de Portugal (filha primogênita de D, Pedro I), Vitória da Grã Bretanha, Isabella II da Espanha, Liliuokalani do Havaí, Guilhermina da Holanda, Maria Cristina de Bourbon de Nápoles, Maria Cristina de Habsburgo da Espanha e Emma de Waldeck e Pyrmont da Holanda. Foi amamentada por uma ama de leite branca e católica, selecionada na comunidade de imigrantes teuto-suíços de Nova Frigurbo e batizada com água benta trazida do rio Jordão, na Palestina. Ela assumiu a regência pela primeira vez aos 25 anos e na ocasião escreveu ao pai, que estava na Europa: “Coisa tão esquisita ver-me assim do pé para a mão uma espécie de imperador sem mudar de pele, sem ter uma barba, sem ter uma barriga muito grande. Foi oficialmente apresentada à Corte em cerimônia pública, aos 14 anos, em 1860, escoltada por funcionários do palácio num cortejo de seis carruagens. Ela e a irmã, Leopoldina, casaram-se com dois irmãos, num casamento arranjado, e ela demorou dez anos para ter filhos.  (livro 1889, de Laurentino Gomes). 


- D. Pedro I ficou conhecido pelos inúmeros casos amorosos, que não fazia questão de esconder. Mas, seu filho, C. Pedro II, também não ficou atrás, porém era bastante discreto. Bonito, loiro de olhos azuis e muito culto (sabia seis línguas), ele teve diversas amantes, como a condessa de Barral, a condessa de Villeneuve, Ana Maria Cavalcanti de Albuquerque (ele teria escrito a ela, em 07 de maio de 1880: “Que loucura cometemos na cama de dois travesseiros”), além de atrizes, damas da corte e até a mulher do embaixador uruguaio, André Lamas. Outra paixão de D. Pedro II foi Anne de Baligand, a quem ele enviou presentes e cartas apaixonadas durante viagem à Rússia, em 1876, e mulheres que se aproveitavam do romance para pedir favores ao imperador, como Eponine Ectaviano, primeira mulher do jornalista Francisco Octaviano, que pede emprego para seu filho e um cunhado . A rainha, Tereza Cristina, conhecia os romances do marido, mas fingia não perceber. Ao todo, D. Pedro II teria tido 14 amantes.

 

- Maria Benedita de Castro e a irmã dela, Domitila de Castro, foram amantes de D. Pedro I, imperador do Brasil, no século XIX. Ambas foram agraciadas com as honrarias: baronesa de Sorocaba e marquesa de Santos. A filha dele com Domitila, Isabel Maria, recebeu o título de duquesa de Goiás e o direito de ser chamada de “alteza”, tratamento normalmente reservado às princesas. Ela também foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro.

- Em setembro de 1954 a atriz de Hollywood, Ava Gardner, visita o Brasil, para promover o filme "A Condessa Descalça". Após ser rejeitada por um homem, ela se embriagou e depredou o quarto do Hotel Glória, no Rio de Janeiro, onde estava hospedada.

- Em 1963, a gaúcha Ieda Maria Vargas foi eleita Miss Universo. Após o recebimento do título, ela foi recebida com festas por todo o país. Antes dela, em 1954, a MIss Brasil, Marta Rocha, perdia o título de Miss Universo porque os jurados acharam que ela tinha quadris largos demais em relação à cintura (dois centímetros a mais do exigido). Mas, o poeta Manoel Bandeira, a retratou com mais carinho: "Os olhos da baiana são um poema: seu sorriso, luminoso; e o corpo é de uma plástica irrepreensível". Marta continua sendo a miss mais popular no Brasil.

- Em 1964 a atriz francesa, Brigitte Bardot visitou o Brasil ao lado do namorado brasileiro, Bob Zagury. Ela ficou hospedada em Cabo Frio (RJ), onde deu entrevistas e se disse torcedora do Flamengo.

- Em outubro de 1968 a primeira-ministra da Índia, Indira Ghandi, visitou o Brasil, onde estabeleceu uma série de contatos oficiais entre os dois países, que até então não tinham relações tão estreitas.

- Em 1966, a minissaia chegava ao Brasil. A peça fora inventada em 1967 pela estilista Mary Quant, de 34 anos, que em um ano se tornou milionária e recebeu da Rainha Elizabeth a Ordem do Império Britânico.

-  Em 09/08/1969 a atriz Sharon Tate foi assassinada por um grupo de hippies fanáticos chefiados por Charles Manson. Casada com o diretor Roman Polanski, ela estava grávida de oito meses. Em março do mesmo ano, a heroína da luta pela independência de Israel, Golda Meier é eleita primeira-ministra e assume o governo em Jerusalém. Antes Golda ocupava o cargo de ministro do Exterior, tendo tido importante atuação na ONU.

- Em setembro de 1970 foi presa, em Londres, a terrorista árabe Leila Khaled, por ter tentado sequestrar um avião, o que deu início a uma série de sequestros de aviões comerciais. Já em outubro do mesmo ano, foi presa nos Estados Unidos a militante extremista, Angela Davis, que pertencia ao grupo Panteras Negras. Assistente do filósofo Herbert Marcuse, ela foi acusada de ter fornecido armas a três militantes negros para que pudessem escapar do tribunal onde estavam sendo julgados. Depois de um processo que durou vários dias, Angela foi absolvida.

-  Em 20/10/1968, Jacqueline Kennedy, viúva do ex-presidente John Kennedy se casa com o milionário Aristoteles Onassis, numa cerimônia na ilha de Skorpius, na Grécia, de propriedade dele. A notícia surpreendeu o mundo. 

- Em 1967, Stevlana Stalin, a filha mais velha do falecido ditador russo, Stalin, fugiu da União Soviética para asilar-se nos Estados Unidos. Antes ela já havia desafiado o governo do Kremlim, ao casar-se em Nova Déli, com um diplomata indiano, sem o consentimento oficial.

Em 14/05/1962, a princesa Sofia, da Grécia, se casa em Atenas, com o príncipe Juan Carlos de Bourbon, então pretendente ao trono da Espanha. Em 1975 les se tornaram os primeiros soberanos da recém-inaugurada monarquia espanhola.

- Segundo os autores do livro Linguagem Corporal, de Alan e Barbara Pease, a parte de trás dos pulsos é considerada uma das zonas mais erógenas do corpo da mulher, devido a sua pele extremamente delicada.


- A mulher mais saudável e capaz de gerar filhos possui uma proporção cintura/quadril de 70%, o que lhe dá uma silhueta conhecida como ampulheta. Os homens começam a perder o interesse nas mulheres quando a cintura delas ultrapassa os 80% e ao chegar a 100% eles perdem totalmente o interesse. Por isso, mesmo que estejam gordar, mantendo esta proporção, com a cintura fina, os homens se sentem atraídos por elas. Segundo os autores, a procriação é a razão de a mulher ter quadris mais largos do que os homens. Por causa disso elas requebram, realçando a região pélvica, pois o quadril mais largo faz as pernas se abrirem quando elas correm. (livro Linguagem Corporal, de Alan e Barbara Pease).

- Uma das posições mais atraentes numa mulher é sentar-se com as pernas paralelas de lado, uma maneira de dizer que o corpo está pronto para o ato sexual. Outros sinais são cruzar as pernas e descruzá-las lentamente na frente do homem e alisar delicadamente as coxas com a mão, indicando o desejo de ser tocada. ( livro Linguagem Corporal, de Alan e Barbara Pease).