A MULHER E A VIOLÊNCIA, E SUA PARTICIPAÇÃO NA HISTÓRIA

A MULHER E A VIOLÊNCIA
(policiais, acusadas, vítimas)


Adriana de Oliveira – Modelo nascida em São Paulo em 11/08/1969, filha de um metalúrgico e de dona-de-casa, foi capa de várias revistas desde a adolescência. Morreu aos 20 anos vítima de mistura de álcool, maconha e tranqüilizantes num sítio em Ouro Fino (MG) em 27/01/1990. Estava em companhia do namorado, Ciro Roberto e dos amigos Dagoberto da Costa e Cláudia Coelho Bassaneto, que não foram levados a júri sob acusação de homicídio, como queria a promotoria. O caso ainda não foi desvendado.


Amina Lawal – Dona-de-casa nascida na Nigéria, foi condenada à morte por ser mãe solteira e manter relações extraconjugais em 2002, aos 31 anos. Ela já estava separada do marido quando engravidou. Segundo a Justiça local, a prova do crime seria a criança. Foi absolvida em 2003, após campanhas em todo o mundo. De acordo com a lei islâmica Sharia, quem comete adultério é condenado à morte por apedrejamento.


Ana Elizabeth – Dona-de-casa, ex-mulher do o deputado José Carlos, foi assassinada em 1991 por dois homens contratados pelo marido dela. Recebeu pauladas e golpes de picareta e foi enterrada viva, num crime premeditado para acontecer depois que o casal saísse de um restaurante em São Paulo. Para dar a impressão de que foram sequestrados, o deputado mandou que os bandidos o amarrassem no banco com o cinto de segurança. Na cadeia, José Carlos tentou o suicídio, rasgando os pulsos com embalagens de remédios, ao saber da confissão dos dois assassinos: o mecânico Valdei e o detetive Lindauro.

Anna Lindh - ministra das Relações Exteriores de Estocolmo, foi morta a facadas em 09/2003 quando fazia compras num shopping. Tentou fugir subindo uma escada rolante mas foi alcançada. O agressor, que não foi identificado, fugiu. Morreu horas depois de hemorragia interna. Era boa negociadora e defendeu em 1998 uma aproximação maior da Suécia com seus vizinhos europeus. Apoiou a campanha americana contra o terrorismo mundial. Casada com o político Bo Holmberg, tinha 2 filhos.

Ângela Diniz – Socialite conhecida como a 'Pantera de Minas' nascida em Minas Gerais, foi morta com 4 tiros em 30/12/1976 pelo amante Raul Fernando do Amaral Street, o Doca, por ciúmes. O crime aconteceu na Praia dos Ossos, Búzios (RJ), após duas separações. Em novembro de 1979 um tribunal de Cabo Frio condenou-a por conduta imoral, o que revoltou as feministas que fizeram protestos por todo o país. Doca foi condenado a 15 anos de prisão mas vive em Paris como vendedor de carros.




Chandra Levy - Estagiária nascida em 14/04/1977, Chandra Ann Levy desapareceu em 04/2001. Seu amante, o deputado americano Gary Condit foi interrogado várias vezes, mas negou envolvimento com o desaparecimento. Os restos mortais da estagiária foram encontrados em 05/2001. O caso até hoje não foi concluído.A polícia de Washington afirma ter encontrado a ossada da estagiária americana Chandra Levy, desaparecida desde abril do ano passado.A ossada foi encontrado nesta quarta-feira por uma pessoa que estava passeando com o cachorro em uma área remota do parque Rock Creek, em Washington. A causa da morte ainda não foi estabelecida. Levy fazia um estágio no órgão federal americano que administra prisões e foi vista pela última vez no dia 30/04/2001, quando cancelou a matrícula numa academia de ginástica.

Cláudia Lessin Rodrigues – Estudante nascida no Rio de Janeiro (RJ), foi morta por asfixia e espancamento em 24/07/1977 aos 20 anos. Seu corpo foi encontrado numa mala com 20 quilos de pedras na avenida Niemeyer. O laudo do IML indicou que fôra violentada. Michel Frank e o cabeleireiro George Khour, acusados pelo crime, foram absolvidos. Michel foi assassinado 12 anos depois em Zurique, Suíça, onde respondia a processo por porte de drogas. O crime até hoje é um mistério. É irmã de uma atriz da TV Globo. O crime foi apurado em 3 dias pelo inspetor Jamil Warwar, que foi afastado do caso pelo governador Faria Lima, que era amigo do empresário Egon Frank, pai de Michel. Na época acusaram Cláudia de usar drogas, mas nada foi comprovado nos exames.

Cristiana Aparecida Ferreira - Modelo nascida em Contagem (MG) filha de um funcionário público aposentado, foi encontrada morta em 06/08/2000 no quarto de um flat de luxo em Belo Horizonte. Na ocasião a polícia concluiu que ela suicidou-se com ingestão de veneno para ratos. O caso foi reaberto em 2002 e a exumação comprovou que foi assassinada, sendo o principal suspeito o ex-namorado, um detetive da polícia, que chegou a ser preso, mas depois foi solto. Morava com os pais e apesar da origem humilde, mantinha relacionamentos com políticos a quem apresentava-se como Miss Minas Gerais. A polícia acredita que era garota de programa.

Cristina Calábria – Socialite nascida em Minas Gerais conhecida como 'Barbie Mineira', foi presa nos anos 80 na Itália por transportar droga (a polícia encontrou cerca de 7kg de cocaína em sua bagagem), virando notícia nas páginas policiais do mundo inteiro. Foi casada com Antônio Augusto Lage e com o fotógrafo das estrelas, Antônio Guerreiro. Foi musa do colunista social Eduardo Coury. Morreu de infarto, em 02/11/2006.

Daniela Perez – Atriz e dançarina nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 11/08/1970, filha da novelista Glória Perez, e de um advogado, foi morta a tesouradas em 22/12/1992, aos 22 anos, pelo ator Guilherme de Pádua e pela mulher dele, Paula Tomás. Daniela e Guilherme faziam par romântico na novela ‘De Corpo E Alma’ e isso teria despertado ciúme em Paula. O crime teria sido uma prova de amor exigida pela mulher do ator. Condenados a 30 anos de prisão, os assassinos ficaram livres 6 anos após o assassinato. A indignação popular, fez rever a Lei dos crimes hediondos. Era casada com o ator Raul Gazola. Seu sonho era ser mãe.

                  

Dorinha Duval – Atriz, cantora, bailarina e escultora nascida em São Paulo (SP), em 21/01/1929, matou a tiros o segundo marido, Paulo César Garcia de Alcântara, 16 anos mais jovem, em 05/10/1980. O crime teria sido cometido por ciúme. Desempregado, ele a humilhava e a agredia. Foi julgada 2 vezes e condenada a 6 anos de prisão. Nunca mais se casou. Foi casada com o ator e diretor Daniel Filho, com quem teve a filha, a atriz Carla Daniel.



Eliane de Gramont – cantora nascida no Rio de Janeiro (RJ), foi assassinada com 5 tiros pelo ex-marido, o cantor Lindomar Castilho, em 30/03/1981 quando ela se apresentava no café 'Belle Epoque' em São Paulo. A arma, um revólver calibre 38, foi comprada pelo cantor seis dias antes. Lindomar foi condenado a 12 anos de prisão, mas quatro anos depois recebeu liberdade condicional por bom comportamento. Livre, tentou cantar em bares mas era vaiado pelas mulheres na platéia. A partir deste crime a figura da 'legítima defesa da honra' deixou de ser atenuante para os maridos supostamente traídos. Eliane e Lindomar se conheceram nos corredores da gravadora RCA em São Paulo e se casaram em 1979. Separaram-se um ano depois. Tiveram uma filha que mora com a jornalista Helena de Gramont (da TV Globo), irmã de Eliane.


Edilene Craveiro dos Santos - Ex-empregada doméstica nascida em Brasília, aos 19 anos foi mantida escrava sexual pelo ex-patrão, o assessor do Senado Federal Murilo Eduardo Fernandes da Silva Porto, 47 anos, em 2000. A agressão começou três meses após iniciarem um romance. Edilene o denunciou à polícia enquanto ele dormia. Na casa, foram encontrados objetos de tortura além de fotos de Edilene amarrada. Murilo teria agredido também a ex-mulher.

Eloísa Ballesteros – Empresária do ramo de confecções nascida em Belo Horizonte (MG) foi assassinada em 26/07/1980 pelo ex-marido, o engenheiro Márcio Stanciolli. O crime aconteceu na residência do casal, no bairro Pampulha. No depoimento ele disse que tinha ciúmes da mulher com um amigo. O assassino foi condenado a 5 anos de prisão, em regime semi-aberto e cumpriu a pena prestando serviços burocráticos.

Elvia Cortés - Agricultora nascida na Colômbia, foi morta aos 55 anos em 16/05/2000 por um grupo de guerrilheiros das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia por se recusar a pagar um pedágio de 7.500 dólares aos rebeldes. Dona de um sítio em Dimijaca, ela teve presa a seu pescoço uma bomba-relógio em forma de colar que foi explodida pelo policial que tentou salvá-la (ele também morreu). Tinha 4 filhos.


Elizabeth Bathory – Condessa Sanguinária, como era conhecida, viveu entre 1560- 1614. Parente do rei Stefan I Batory, eleito rei da Polônia em 1576, banhava-se em sangue de virgens para permanecer bela. Prendia suas vítimas em jaulas com barras cobertas de pregos, fazendo com que sangrassem lentamente. Foi responsável pela morte de 600 pessoas. Acabou sendo emparedada nos muros do castelo. Sua vida é contada no filme 'Contos Imorais'. Serviu de inspiração para o escritor Bram Stocker na criação de Drácula.
Fadime Sahindal - Estudante de Sociologia nascida na Turquia em 02/04/1975, aos 26 anos foi assassinada pelo pai, Rahmi com um tiro na cabeça em 21/01/2002 por namorar um sueco e por recusar um casamento forçado. Jurada de morte, recorreu à Justiça e venceu, mas acabou morta. O assassino foi condenado, mas não foi preso. Fadime transformou-se num símbolo da luta das imigrantes curdas contra a opressão familiar. O crime comoveu personalidades que a velaram na catedral protestante de Uppsala. Foi enterrada diante do túmulo do namorado, morto num acidente de carro 3 anos antes. Morava na Suécia desde criança.

Fadime Sahindal - Estudante de Sociologia nascida na Turquia em 02/04/1975, aos 26 anos foi assassinada pelo pai, Rahmi com um tiro na cabeça em 21/01/2002 por namorar um sueco e por recusar um casamento forçado. Jurada de morte, recorreu à Justiça e venceu, mas acabou morta. O assassino foi condenado, mas não foi preso. Fadime transformou-se num símbolo da luta das imigrantes curdas contra a opressão familiar. O crime comoveu personalidades que a velaram na catedral protestante de Uppsala. Foi enterrada diante do túmulo do namorado, morto num acidente de carro 3 anos antes. Morava na Suécia desde criança.

Jô Souza – Socialite nascida em Belo Horizonte, foi morta pelo ex-marido Roberto Lobato, em 1970. O crime aconteceu na mansão onde ela morava na Pampulha, após um coquetel no hotel Del Rey. O ex-marido não aceitava a separação. Foi a primeira vez na história dos assassinatos de mulheres, que a defesa usou o recurso de legítima defesa da honra.

Kátia Alves - Advogada, ex-delegada e ex-secretária de Segurança da Bahia desde 1999, comanda 45 mil funcionários da Polícia Civil, Polícia Militar e Detran. Empenhada, fez de tudo para encontrar assassinos. Em 1996, quando aconteceram uma série de atentados contra prostitutas, ela vestiu-se como uma delas e saiu às ruas até que pegou o maníaco Gerd Weinzinger, um alemão sádico, que acabou suicidando antes de ser extraditado. Casada com um contador, tem dois filhos.

Lamia Maruf Hassan – brasileira condenada à prisão perpétua por envolvimento no sequestro e morte do soldado israelense David Manous em 1984. Há suspeitas de que ela e o marido façam parte da Fatah, principal organização dentro da OLP. Lamia alugou e dirigiu o carro em que o soldado foi levado para a vila onde ela morava. Filha de imigrantes, foi para a Cisjordânia em 1984 para casar-se com o primo Taufik. Desde que foi presa já passou por 12 greves de fome para obter a libertação. Em 1995 o chanceler israelense Shimon Peres anunciou que Lamia seria libertada, mas isso não aconteceu. Em fevereiro de 1997 Lamia foi libertada pelas autoridades israelenses após cumprir 11 anos de prisão.

Lili Carabina – Ladra nascida no Rio de Janeiro, Djanir Ramos Suzano ficou famosa nos anos 70 por chefiar uma quadrilha de assaltantes a bancos. Vaidosa, praticava os crimes usando maquilagem, vestidos, lingeries e peruca loira. Usava do charme para distrair a segurança e facilitar a ação dos comparsas. Foi condenada a 33 anos de prisão por assalto, tráfico de drogas, latrocínio e falsidade ideológica, mas fugiu 6 vezes. Morreu de infarto aos 56 anos em 05/04/2000. Sua vida é contada no filme ‘Lili Carabina, a Estrela do Crime’.


Lorena Bobbitt –Dona-de-casa nascida em 23/03/1967 em Nova Iorque, em 1991 decepou o pênis do marido com uma faca por ter sido obrigada por ele a manter relações sexuais. O órgão do ex-fuzileiro John Bobbit foi encontrado numa rua por policiais e reimplantado. Ele acabou virando ator de filme pornô e ela foi a julgamento. Bobbitt disse que a ex-mulher fez isso porque ele não conseguiu levá-la ao orgasmo. Os dois eram casados desde 1989.

Márcia Maria Lopes Coelho Lira – Fonaudióloga nascida no Rio de Janeiro, foi violentada e assassinada a golpes de facão em 26/04/2001 na frente de sua família, por 3 homens que trabalhavam no jardim de sua casa. A filha de 13 anos também foi violentada. O acusado, Marcelo foi preso e encontrado morto na cadeia 4 dias após o crime (os coveiros recusaram-se a enterrá-lo e seu corpo ficou 4 horas no sol). Alan Marques da Silva foi detido na Divisão Anti-Sequestro. O terceiro acusado do crime, Cláudio Batista Mattos entregou-se à polícia. Casada, tinha 3 filhos.

Maria do Carmo - Dona-de-casa e ex-empregada doméstica nascida em Pernambuco (SP), foi assassinada a facadas e teve o corpo retalhado pelo amante, o médico cirurgião Farah Jorge Farah, em janeiro de 2003 em São Paulo. Para dificultar as investigações ele tirou as vísceras e colocou os pedaços do corpo em sacos plásticos num processo que durou 8 horas. O crime aconteceu na clínica dele no centro da capital paulista. O médico já tinha sido processado por abuso sexual de 11 pacientes. Foi preso porque o marido de Maria achou estranho ela não voltar para casa e ligou para a polícia. O romance do médico com a dona-de-casa começou quando ela o procurou para corrigir uma cicatriz no corpo.


Maria Fea – Dona-de-casa nascida na Itália, foi morta por asfixia pelo marido Giuseppe Pistone em 04/10/1928. Grávida de 6 meses, ele a sufocou com um travesseiro, retalhou o corpo e colocou-o numa mala, que foi deixada no cais do Porto de Santos endereçada a um francês. A mala, que pingava sangue, foi a pista para se chegar ao assassino. O corpo estava em estado adiantado de putrefação. Giuseppe que era muito ciumento, tinha recebido uma herança mas gastou todo o dinheiro em viagens pelo mundo. Na polícia ele disse que “apertou o travesseiro só um pouquinho”.


Maria das Graças Araújo Rossoni - Comerciante nascida em Itabira (MG), foi assassinada a facadas em Turim, na Itália aos 44 anos em 12/06/2001. O assassino, um enfermeiro de um hospital psiquiátrico, foi preso. Maria, que morava em Ipatinga, mudou-se para a Itália há um ano e 3 meses para quitar uma dívida de 40 mil reais adquirida após o fracasso de uma loja de roupas. Tinha 3 filhos. Foi enterrada na Itália porque a família não tinha dinheiro para trazer o corpo para o Brasil.

Maria Isabel Pinto Monteiro Alves – Vendedora nascida em Portugal, aos 44 anos foi encontrada morta no Central Parque em Manhattan (EUA) em 17/09/1995. Levou pancadas na cabeça que incharam o cérebro e expulsaram os olhos pelas órbitas. Participaria da maratona de Nova Iorque no mês seguinte e estava de casamento marcado com um colega de trabalho. O assassino até hoje não foi encontrado, mas há suspeitas de que seja um mendigo que dormia no parque. Aos 21 anos saiu de Minas Gerais, onde morava com os pais e foi para os Estados Unidos.


Maria da Penha Maia Fernandes – farmacêutica nascida no Ceará, ficou paralítica em 1983 depois que levou um tiro na coluna disparado pelo ex-marido, Heredia Viveros. Ela o denunciou às ONGs Centro para a Justiça e Direitos Internacionais (Cejil) e Comitê latino Americano de Defesa dos Direitos da Mulher, que levaram o assunto para a OEA. Em 04/2001 o Brasil foi condenado pela OEA depois de se constatar que as mulheres são agredidas principalmente por discriminação e ineficácia dos sistemas judiciários brasileiros. Lei Maria da Penha prevê a criação de juizados especiais e acaba com as penas em que os agressores eram condenados ao pagamento de multas ou cestas básicas A lei que torna mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e batizada com o nome de Maria da Penha, em homenagem a uma vítima da violência doméstica

Maria Virgínia Carlos Morato - Pedagoga nascida em Belo Horizonte, foi assassinada com um tiro na cabeça pelo marido, o veterinário Henrique Eustáquio Morato, na casa onde moravam no bairro Padre Eustáquio em 28/09/2004. Após o crime, ele fugiu de carro. Tinha dois filhos.


Marie Trintignant - Atriz nascida na França em 21/01/1962, filha do ator Jean-Louis Trintignant e da diretora Nadine, foi assassinada a socos pelo namorado, o cantor e guitarrista Bertrand Cantat em 01/08/2003, quando estava na Lituânia trabalhando num filme sobre a vida da escritora Sinonie-Gabriele Collette. Começou a carreira com 4 anos no filme 'Mon Amour, Mon Amour'. Depois, atuou em mais 30 filmes. Ao morrer, virou um símbolo das mulheres vítimas de violência masculina. Após o crime, as rádios pararam de tocar músicas do assassino. Separada, tinha 4 filhos. Tinha 41 anos.


Marla Hanson – Ex-modelo nascida nos Estados Unidos de família humilde, teve o rosto retalhado por dois homens contratados pelo proprietário do apartamento onde ela morava, maquiador Steven Roth, em 05/07/1986. Na prisão ele contou que ficou irritado porque ela não ligava para suas cantadas. Após levar 150 pontos no rosto ela concedeu uma entrevista com os cabelos ainda sujos de sangue. Voltou a trabalhar 3 meses depois, posando para fotos apenas de corpo. Os agressores foram presos.



Márlia Maria de Moraes - Professora de pedagogia da UFMG nascida em Belo Horizonte, foi morta a tiros aos 55 anos pelo marido, o empresário Moacir Ribeiro Moraes em frente ao shopping Diamond Mall na capital mineira. Ele não aceitava a separação. Após o crime, o assassino fugiu escondendo-se num matagal por alguns dias. A polícia o encontrou, mas ele foi solto. Em 2007, ele tentou matar um cunhado, por achar que era amante da ex-mulher.

Mônica Granuzzo Pereira – Estudante nascida no Rio de Janeiro (RJ), foi morta em 16/06/1985 aos 14 anos por três homens que a teriam jogado do 3o andar de um prédio no bairro da Lagoa. Seu corpo foi encontrado na estrada Dona Castorina, na Tijuca. O principal suspeito do crime é o ex-modelo Ricardo Peixoto Sampaio, o Mamão com Açúcar, que foi condenado a 20 anos de prisão. Os dois se conheceram na noite do crime numa danceteria carioca. Na delegacia ele disse que Mônica pulou do prédio quando soube que ele era travesti.

Nicole Brown Simpson – Dona-de-casa nascida em 19/05/1959 nos Estados Unidos, foi assassinada a punhaladas pelo ex-marido, o ex-jogador de futebol americano Orenthal James Simpson (O.J.), aos 35 anos. O crime aconteceu em 12/06/1994, quando ela saía de casa com o namorado, o garçom Ronald Goldman, de 25 anos. O julgamento foi transmitido pela TV e foi assunto nos principais jornais do mundo. O. J. Simpson e Nicole foram casados por 17 anos e tiveram 2 filhos. Mesmo depois de separados ele a perseguia, e certa vez, num restaurante, colocou as mãos entre as pernas dela e gritou: “isso me pertence. Meus filhos vieram daqui”. Quando Nicole engravidava, o ex-jogador a chamava de ‘porca gorda’.

Patrícia Ramos Galego - Aeromoça nascida em São Paulo (SP), foi assassinada com 29 anos pelo norte-americano Calvin Lamont Parker em Carlsbad (EUA) em 14/08/2003. Os dois se conheceram em 1997 e passaram a dividir o apartamento em San Diego para economizar as despesas. Patrícia foi estuprada, espancada, esfaqueada e teve os dedos das mãos cortados para dificultar sua identificação. O corpo foi encontrado numa lata de lixo e o assassino foi preso alguns dias depois. Patrícia foi para os Estados Unidos depois de ser demitida da Vasp, onde trabalhou por 6 anos.

Petra Kelly – Militante do pacifismo e do movimento ecológico nascida na Europa, em 29/11/1947, Petra Karin Kelly, aos 44 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em sua casa, em Bonn em 01/10/1992. Segundo a polícia, o autor do crime foi seu companheiro, o ex-general Gert Bastian de 69 anos que se suicidou em seguida. Os corpos só foram encontrados duas semanas depois, já que viviam isolados da cidade. Não se sabe o motivo do crime.

Phoolan Devi - Dona-de-casa nascida em 10/08/1963 na aldeia de Samokan, Índia, foi assassinada a tiros depois que se entregou à polícia em 25/05/2001. A 'Rainha dos Bandidos', como ficou conhecida, tornou-se lendária depois de uma vingança: castrou e matou os homens que a violaram, entre eles seu marido, 25 anos mais velho. Passou 11 anos na cadeia. Analfabeta, casou-se aos 11 anos, contra sua vontade.

Rania Al-Baz - Apresentadora de TV nascida na Arábia Saudita, aos 29 anos, foi espancada pelo marido porque dirigia seu próprio carro (no país as mulheres são proibidas de dirigir). Cheia de hematomas no rosto ela se deixou fotografar para um jornal local e denunciou o marido, chamando atenção do mundo para a barbaridade. Após ser agredida Rania foi deixada no hospital pelo próprio marido que disse que ela sofrera um acidente de carro e estava morta. Ele foi preso duas semanas depois.

Rosmary Corrêa – Advogada, foi a primeira delegada de Defesa da Mulher no Brasil em 1985 aos 37 anos. O fato foi manchete do ‘The New York Times’. Começou a carreira como escrivã de polícia. Em 1976 foi a terceira mulher nomeada delegada em São Paulo. Foi deputada federal e apresentou um quadro do programa ‘Realidade’, na Tevê Bandeirantes, em 1996.

Safiya Husseini - Dona-de-casa nascida em Sokoto, Nigéria, foi condenada à morte por apedrejamento, mas escapou graças a protestos de mulheres em todo o mundo. Safiya disse que foi violentada e exigiu da Justiça que o suposto estuprador pagasse indenização. Mas ao ser condenada por adultério (fato comum na região), acabou confessando que a filha, Adama, de 11 meses, era de seu marido Yakaby Abubakar que saiu de casa havia um ano (ele tinha outras duas esposas, o que é permitido no local).

Sandra Gomide – Jornalista nascida em São Paulo, foi morta a tiros pelo ex-namorado, o jornalista Antônio Pimenta Neves em 09/2000. Sandra, de 32 anos, vinha recebendo ameaças do jornalista de 63 anos, que não aceitava o fim do namoro. Como represália, ele a tinha demitido 2 meses antes (ele era chefe dela). Funcionários do Jornal O Estado de São Paulo, o crime chocou o país. O crime aconteceu num haras de Ibiúna, interior de São Paulo. O acusado chegou a ser preso, mas já ganhou a liberdade. Sandra Gomide era uma jornalista em início de carreira quando conheceu Antônio Pimenta Neves, em 1986, em São Paulo. Ele era chefe de redação do jornal de economia Gazeta Mercantil. Pimenta Neves tinha 30 anos a mais que Sandra.

Sara Mustafá - Estudante nascida no Rio Grande do Sul, descendente de muçulmanos, foi assassinada a tiros pelo pai Ali Mahamud Mustafá em 1991, aos 27 anos. O pai não aceitava que ela se casasse com um homem de outra religião. O acusado pegou 4 anos de prisão e teve liberdade condicional. A promotoria acredita que ele reagiu de acordo com o código de honra de sua terra natal, que prevê esse tipo de punição para jovens que perdem a virgindade, são estupradas ou se recusam a seguir as leis dos muçulmanos.


Sharon Tate – Atriz nascida em 24/01/1943 no Texas (EUA), filha de um policial, foi assassinada em 08/08/1969 numa festa em sua mansão em Los Angeles (EUA), juntamente com outros 4 convidados. Grávida de 8 meses, casada com o diretor de cinema Roman Polanski, tinha 26 anos. Os assassinos faziam parte de uma seita satânica e foram presos. Eles eram comandados por Charles Manson, o líder da seita, que usava drogas e hipnotismo. Segundo a polícia na época, os assassinos viviam numa fazenda, onde a atriz teria ido algumas vezes. O crime foi esclarecido com a ajuda do pai de Sharon, que viveu entre os hippies à procura do assassino. Uma das 'escravas' de Manson confessou o assassinato.

Sidneya de Jesus – Advogada e diretora do presídio Bangu 1 nascida em São Paulo, foi assassinada com 3 tiros na porta de casa em 09/2000, por ter denunciado corrupção que privilegiava bandidos. Tinha fama de durona e sob sua chefia, Bangu não teve uma fuga, rebelião ou denúncia de tortura contra os presos. Era a única mulher, entre os 30 chefes de penitenciárias no Rio, a comandar uma unidade de segurança máxima. Muito discreta, nem seus vizinhos sabiam qual era sua profissão. Abominava qualquer tipo de violência contra os presos, mas cortava seus benefícios.



A MULHER NA HISTÓRIA


Adelina, a charuteira – Escrava nascida em São Luís do Maranhão no século 19, filha bastarda de seu proprietário, vendia na rua os charutos que ele fabricava. Com recebia dinheiro por seu trabalho, era chamada 'escrava de ganho'. Sabia ler e escrever e aos 16 anos frequentava comícios da sociedade abolicionista no “Clube dos Mortos”, liderada por estudantes. Informava aos escravos sobre os planos da polícia para invadir os quilombos, o que contribuiu para a libertação de alguns negros.

Ana Bolena, Marquesa de Pembroke – rainha da Inglaterra nascida em 1500, filha de Thomas Boleyn, Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, Anne Boleyn foi a grande construtora do poderio britânico. Casada com Henrique VIII e mãe da rainha Isabel I, conheceu o marido em 1527 quando era dama da Corte. Henrique, que era casado com Catarina de Aragão, brigou com a igreja ao ser impedido pelo papa de se casar com Ana. Ela foi coroada Rainha de Inglaterra sob o desagrado da população que boicotou as celebrações. Em 1536, quando a mulher de Henrique VII morreu de cancro, Ana vestiu-se de amarelo quando todos estavam de preto, e despertou a ira do rei. Foi condenada à morte acusada de atrair amantes com feitiçaria. Morreu decapitada em 19/05/1536, aos 29 anos. Onze dias depois, Henrique casou-se com Joana Seymour.

Ana da Dinamarca – primeira rainha da Inglaterra nascida em 14/10/1574, filha de Frederico II da Dinamarca e Noruega, foi casada com Jaime VI, da Escócia entre 1603 e 1625. Converteu-se ao catolicismo em 1600 e provocou escândalo em 1603, quando foi coroada, segundo o ritual anglicano. Morreu em 04/03/1619, com 44 anos.

Ana de Bretanha – rainha consorte da França nascida em 25/01/1477, filha e única herdeira do duque Francisco II da Bretanha, foi mulher de Carlos VIII em 1491, e de seu sucessor Luís XII, em 1499. O casamento de sua filha Cláudia com o futuro Francisco I levou à união da França com a Bretanha. Separada, passou a participar de festas como dama-de-honra. Teve 6 filhos com Carlos, mas nenhum sobreviveu, mas teve duas filhas com Luís. Ana criou o magnífico Livro das Horas. Morreu em 09/01/1514.

Ana de Cléves – rainha consorte da Inglaterra nascida em 22/09/1515 em Dusseldorf, filha de um nobre alemão, foi a quarta mulher de Henrique VIII. O casamento aconteceu em 1540 a conselho de Thomas Cromwell com a intenção de criar laços internacionais. Henrique, que havia visto uma pintura de Ana, não sabia que o rosto dela era marcado por cicatrizes de varíola, e só viu o erro ao conhecê-la pessoalmente. O casamento foi anulado 6 meses depois, porque não fora consumado (ele mantinha relações sexuais com uma jovem arranjada por Ana). Como indenização, Ana recebeu do rei um castelo, o título de princesa, e pensão. Morreu em 16/07/1557.

Anna Ivanovna – imperatriz da Rússia (1730/40) nascida em Moscou em 07/02/1693, filha de Ivan V, reinou como duquesa da Curlândia, atual Letônia, de 1711 a 1730 e como czarina da Rússia, de 1730 a 1740. Viúva do duque Frederico Guilherme, restaurou a polícia de segurança nacional, utilizada para perseguir e punir aqueles que iam contra suas decisões.Tendo gosto por humilhar a antiga nobreza, chegou a promover o casamento do príncipe Dmitri Galitzine com uma de suas criadas. O casal teve que se vestir de palhaços ea passar a lua-de-mel num palácio de gelo em pleno no inverno. Com a morte de Pedro II, foi eleita imperatriz pelo Conselho Supremo da nobreza, que governaria em seu lugar. Por meio de um golpe de Estado, depôs o Conselho, e governou sob influência de seu amante Biron. Seu reinado foi marcado por guerras contra os poloneses e os turcos. Morreu em 28/10/1740, com 47 anos.

Ana Comneno – princesa e historiadora bizantina nascida em 1083, filha mais velha do Imperador Aleixo I, tentou, em vão, fazer ascender ao trono seu marido, Nicéforo Brieno. Também tentou tomar o trono de seu irmão, João. Escreveu ‘Alexíada ou Crônica sobre Aleixo Comneno’, uma biografia de seu pai, que analisa a primeira Cruzada. Morreu em 1148.

Ana da Áustria – rainha consorte nascida em 22/09/1601, filha de Felipe III da Espanha e de Margarida da Áustria, Ana Maria Maurícia governou no lugar de seu filho Luís XIV até que ele pudesse assumir o poder. Foi assessora no governo pelo Cardeal Mazarino, com quem teria se casado secretamente. Teceu intrigas contra o cardeal Richelieu. Com 14 anos, casou com o futuro rei Luís XIII da França, sendo ignorada po ele. Casou-se com seu irmão Filipe IV em 1612. Morreu em 20/01/1666.

Ana Pimentel – Fazendeira nascida em Portugal, foi a primeira mulher no Brasil e talvez do mundo a exercer o Poder Executivo. Casada com o governador das Índias, Martin Afonso de Souza, veio para o Brasil em 1534. Assumiu o governo da Vila de São Vicente quando o marido viajou para a Ásia por 10 anos. Publicou decretos, impôs normas e mandou trazer de Portugal mudas e sementes de arroz, trigo, laranja e cana, e começou a implantar lavouras que se espalhariam por todo o Brasil.

Annie Besant – teósofa e reformadora social nascida em 01/10/1847 em Londres, Inglaterra, Annie Wood foi militante do socialismo Fabiano e ficou conhecida como uma das primeiras defensoras do controle da natalidade. Foi presidente da Sociedade Teosófica Mundial e defensora da independência da Índia em 1917. Foi casada com o reverendo Frank Besant, com quem teve dois filhos, Mabel e Arthur. Ela lutou pela causas liberdade de pensamento, pelo direitos das mulheres e pelo controle de natalidade Em 1888, liderou uma greve por melhores condições de trabalho numa fábrica de fósforos. Morreu em 30/09/1933.

Anita Garibaldi – Dona-de-casa nascida em 30/08/1821 em Morrinhos (SC) filha de um tropeiro, Ana Maria de Jesus Ribeiro participou da Guerra dos Farrapos ao lado do marido Giuseppe Garibaldi e da luta pela unidade italiana. Quando se conheceram, em Laguna, ela já era viúva e dois meses depois já estavam viajando juntos. De dia Anita cuidava dos feridos, cozinhava e lavava. À noite combatia ao lado do marido. Viveram juntos por 10 anos e tiveram 4 filhos (Certa vez, no combate do Campo das Forquilhas, teve autorização para percorrer o campo de batalha e ver se entre os mortos estava seu marido. Ela levantou cada corpo para olhar no rosto e ter a certeza de que Garibaldi estava vivo. Por sorte estava). Em 1842, casaram-se no Uruguai. Em 1848, com a anistia concedida pelo papa Pio IX aos condenados políticos, voltaram para a Itália, onde foram recebidos por uma multidão. Voltaram a viajar, mas Anita morreu grávida em 04/08/1849, em Romanha. Ele beijou o corpo de Anita por muitas vezes e custaram a tirar o cadáver de seus braços. Em 1859 Garibaldi buscou o corpo da mulher para enterrá-lo em Nice. Sua vida é contada no livro “Anita Garibaldi, Uma Heroína Brasileira”.


Carlota Joaquina - Princesa nascida em 25/04/1775, filha do rei de Portugal Carlos IV, Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon casou-se por procuração aos 10 anos com Dom João VI, com quem teve nove filhos. Veio para o Brasil com a família real fugindo de Napoleão Bonaparte. Autoritária, ninfomaníaca, politizada, culta e emancipada para os padrões da época, acabou sendo vítima de historiadores liberais do século 19, que a viam como um símbolo do atraso absolutista. Em 1806 tentou um golpe contra o marido alegando sua insanidade (ele sofria de depressão). Seu caráter explosivo fazia jus à sua fama de megera. Certa vez mandou açoitar o representante diplomático americano no Rio de Janeiro porque ele não a reverenciou na rua. Sua grande ambição era comandar a partir de Buenos Aires, a resistência do império espanhol e chegou a doar suas jóias para financiar uma campanha militar contra o avanço dos adeptos da independência em Montevidéu. O 'carlotismo' teve muitos partidários na região, mas não teve sucesso nas questões políticas. Conseguiu colocar no trono de Portugal, seu filho dom Miguel. Morreu em 07/01/1830.

Carlota Joaquina, Maria II de Portugal – Imperatriz nascida em 04/04/1819 no Rio de Janeiro, filha de D. Pedro I e da Imperatriz Maria Leopoldina, Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, por causa do bom senso no trono, foi homenageada pelo Papa Gregório XVI com a Rosa de Ouro. Ficou conhecida como 'A Educadora' ' 'A Boa Mãe', por causa da boa educação que deu aos filhos.Morreu em 15/11/1853, em Portugal.

Catarina - rainha de Portugal nascida em 21/01/1507, filha de Felipe I de Castela e da rainha Joana, foi casada com o rei D. João III. Muito inteligente e de personalidade forte, influenciou o governo do marido e com a morte dele, tornou-se regente durante a menoridade de seu neto, D. Sebastião, herdeiro do trono. Morreu em 12/02/1588.

Catarina II, a Grande – imperatriz nascida em 21/04/1729 na Alemanha, Sofia Augusta Frederica de Anhalt-Zerbst foi imperatriz da Rússia, de 1762 a 1796, revolucionando as ciências e as artes na Alemanha. Casou-se aos 15 anos com o futuro czar Pedro III. Em 1762 mandou assassiná-lo e foi coroada czarina, com o nome de Catarina II. Influenciada pelas idéias do Iluminismo, reformou o sistema educacional, ampliando-o aos pobres, deu grande impulso à literatura e às artes, ativou a economia com a modernização do porto de Odess e a construção do Sebastopol, aboliu a tortura e a pena de morte, tolerou todos os cultos religiosos, decretou igualdade de leis para todos no Império. Também estimulou o comércio internacional e a instalação de manufaturas e procurou agradar a nobreza fazendo-lhe várias concessões. Mas assinou uma lei que piorou a situação dos pobres, causando revoltas. Considerava-se discípula do Iluminismo, mas na verdade era enérgica com os empregados, adorava jóias e futilidades. Governou por 44 anos. Morreu em 06/11/1796.

Catarina de Aragão - Princesa nascida em 16/12/1485 em Alcalá de Henares, filha de Isabel de Castela e Fernando II de Aragão, mãe da rainha Maria I, foi a primeira rainha consorte de Henrique VIII da Inglaterra. Foi casada com o príncipe de Gales Artur Tudor, que morreu de cólera. Viúva, casou-se com Henrique VIII, teve o casamento anulado, mas não deu o divórcio ao marido. Ficou grávida muitas vezes e seu filho Henrique morreu pouco tempo depois de nascido. Falava espanhol, latim, francês e inglês. Ficou famosa pelas obras de caridade, o que lhe conferiu o amor do povo inglês (seu túmulo em Peterborought nunca está sem flores). Morreu de cancro em 07/01/1536.

Catarina de Bragança – Rainha da Inglaterra e regente de Portugal nascida em 26/11/1638 em Viçosa filha de D. João IV de Portugal, e de sua mulher, Luísa de Gusmão, Catarina Henriqueta de Bragança foi casada com o rei Charles II, num casamento conturbado por ela ser católica e por não ter gerado herdeiros para o trono. O bairro Queens Borough, em Nova Iorque, tem esse nome em sua homenagem. Mas em 2001 moradores do bairro, a maioria negros, fizeram protesto contra a instalação de um busto em sua homenagem. Para eles, a rainha tinha ligações com poderosos de Portugal e da Inglaterra que se beneficiaram com a exploração do tráfico de escravos da África. Mas, segundo historiadores ela era escravagista, e em seu testamento teria deixado dinheiro para libertar escravos. Católica, não falava inglês, e constantemente era traída pelo marido. É tia, de sétima geração, da princesa Isabel do Brasil. além de ter sido responsável pela introdução do chá nos costumes do povo britânico, também apresentou o garfo à corte inglesa. Morreu em 31/12/1705.

Catarina, a Heróica – Condessa de Schwarzburgo, é conhecida por sua coragem, daí o apelido. Em 1547, quando as tropas do imperador Carlos V atravessaram a Turíngia, depois da batalha de Muhlberg, ela prometeu doar alimentos aos soldados, desde que eles não mexessem com os moradores da cidade. Porém, durante um almoço oferecido ao imperador e ao príncipe Henrique Brunswick, ela ficou sabendo que o gado estava sendo roubado. Rapidamente mandou fechar as portas do castelo e avisou que se continuassem, o sangue dos animais ia se juntar ao dos dois poderosos. Sem saída, Carlos V mandou que os soldados parassem de pilhar a cidade.

Catarina de Médicis – Rainha da França nascida em 13/04/1519 em Florença, casou-se com Henrique II, com quem teve 5 filhos, entre eles Isabel, que viria a casar-se com Filipe II da Espanha e Francisco II, que governou entre 1574 e 1589. Com a morte deste, tornou-se regente da coroa francesa e governou durante um período de extrema agitação. Voltou-se contra os partidários da Reforma, foi uma das inspiradoras da Noite de São Bartolomeu, na qual foram massacrados milhares de huguenotes em todo o país. Morreu durante a insurreição de Paris contra Henrique III, desiludida com o insucesso de sua política, em 05/01/1589.

Cleópatra - rainha do Egito nascida em dezembro de 69 a.C. em Alexandria, filha de Ptolomeu Aulete, Cleópatra VII Thea Filopator assumiu o governo aos 17 anos junto com o irmão Ptolomeu Dionísio, de 10 anos. Três anos depois os protetores do menino tomaram o poder e Cleópatra exilou-se na Síria. O imperador César, em sua passagem pelo Egito apaixonou-se por ela e lhe devolveu o trono, assassinando Ptolomeu. César acabou assassinado em 44 a.C. e o governo do Oriente foi entregue a Marco Antônio, que também se apaixonou por Cleópatra. Otávio, que também governava Roma, decidiu lutar contra eles e venceu. Marco Antônio e Cleópatra fugiram para Alexandria (capital do Egito na época), mas o exército de Otávio os alcançou. Sabendo que estava derrotada, Cleópatra deitou-se em sua futura sepultura e mandou avisar a Antônio que havia se suicidado. Desesperado, Antônio se matou. Cleópatra, para não cair nas mãos de Otávio, fez o mesmo deixando picar-se por uma serpente. Ficou no poder por 21 anos, sendo a a primeira governante de sua família a aprender egípcio (sabia outras 8 línguas). Apresentava-se aos seus súditos como filha de Rá, o deus egípcio que representava o sol. A História conta que foi uma das mulheres mais belas da época, mas na verdade, tinha cabelos ralos, nariz em forma de bico de gavião, olhos azuis, pele morena, um metro e meio de altura. Tinha noção de sua sedução: Certa vez convidou Antônio e sua comitiva para subirem ao navio para uma festa e quando o general romano elogiou deslumbrado, ela o presenteou com tudo o que havia na sala. Para seduzir César ela se enrolou num tapete que foi entregue a ele como presente. Teve três filhos, um de Marco Antônio e dois gêmeos com César. Morreu em 12 de agosto de 30 a.C.

Chica Homem – Mameluca nascida no século 17 nos sertões de Goiás (GO), filha de índia com português, morou na Vila de São Paulo de Piratininga. Tinha o hábito de fumar (ela própria secava, enrolava e colocava as folhas de tabaco num cachimbo que mantinha na boca o dia inteiro). Era ótima domadora de potros e muito corajosa. Manejava armas de fogo e chegou a matar a golpes de machado dois índios que participaram de uma invasão à vila. Costumava acompanhar as tropas quando havia entradas para o sertão. Tratava os feridos com ungüento, que aprendeu com os índios. Morreu após o ataque de um touro. Seu nome verdadeiro é desconhecido.

Chica da Silva – Escrava nascida em 1732 em Arraial do Milho Verde - Distrito de Diamantina (Arraial do Tijuco ou "Tejuco") filha de negra com branco, Francisca da Silva Oliveira teve vida de madame contrariando os costumes do século 18. Pertencente a um médico mineiro, chegou ao Arraial de Tejuco (atual Diamantina, MG) em 1753, onde foi vendida para João Fernandes de Oliveira, contratador de diamantes que trabalhava para a corte portuguesa. Três meses depois ele lhe deu a alforria, propriedades, escravos e incentivou sua alfabetização. Chegou a construir para ela um edifício em forma de castelo com capela, teatro, jardins e um lago. Tiveram 14 filhos. Inteligente, ela administrava os bens do companheiro e se impunha às autoridades. Viveram juntos a 1763 e 1771. Chica não foi a única escrava a obter privilégios naquela época, nem foi promíscua. Esse mito teria sido alimentado pelo memorialista Joaquim Felício dos Santos, autor de críticas e crônicas sobre a personagem. Morreu em 1796, sendo enterrada na igreja de S. Francisco de Assis, privilégio reservado apenas aos brancos ricos. Sua vida foi contada em peças teatrais, filme e novela.Morreu em em 15/02/1796.

Clara Filipe Camarão – índia potiguar nascida no século 17 na capitania de Pernambuco, viveu ao lado de Antônio Filipe Camarão. Com ele participou da guerra de expulsão dos holandeses, que iniciaram a invasão de Pernambuco em 1630. Quando a sorte dos conflitos virou contra os portugueses, foi para a frente da batalha defender posições militares e a população civil, que abandonou a cidade para se refugiar. comandou um batalhão feminino que teve atuação decisiva na batalha ocorrida na cidade de Porto Calvo em 1637.


Cristina – rainha da Suécia nascida em Estocolmo em 08/12/1626, governou entre 1632 e 1654, tendo sido sucessora de Gustavo Adolfo. Protegeu as artes e atraiu para sua corte muitos estudiosos. Recusou-se a casar e abdicou em 1654, deixando o país em má situação. Foi recebida pela Igreja Católica Romana em Innsbruck, e no ano seguinte, estabeleceu-se em Roma. Suas duas tentativas para reconquistar o trono (1660 e 1667), falharam. Morreu em Roma em 19/04/1689, com 63 anos.

Dadá - Costureira nascida na Bahia, Sérgia da Silva Chagas viveu com o cangaceiro Corisco, o 'Diabo Loiro', braço direito de Lampião, desde os 13 anos, quando foi raptada até pelo bando. Passou a morar sozinha após uma emboscada da polícia, em que o marido foi morto e ela levou um tiro na perna direita, que depois foi amputada. Morreu na Bahia, aos 79 anos.


Domitila de Castro (Marquesa de Santos) - Marquesa nascida em 27/12/1797 em Santos (SP), filha de um visconde, Domitília de Castro e Canto Melo foi amante de D. Pedro I, com quem teve 5 filhos (o primeiro nasceu morto, e a última, só teve o reconhecimento de, às vésperas da morte dele. Seu primeiro casamento foi com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, com quem teve três filhos (um deles morreu ainda bebê). Após a morte da imperatriz Leopoldina, foi morar no castelo com D. Pedro e o relacionamento acabou em 1829. Em 1842 ela casou-se com o milionário Rafael Tobias de Aguiar e passou a morar em Sorocaba (SP). Tiveram 4 filhos. Em 1834, ela comprou um Solar que tornou-se o centro da sociedade paulista, onde eram produzidos saraus literários e bailes de máscaras. Morreu em 03/11/1867 vítima de enterocolite. Foi enterrada no Cemitério da Consolação, num terreno doado por ela. D. Pedro casou-se novamente, com Amélia.


Elizabeth I – rainha da Inglaterra nascida em 07/09/1533 em Greenwich, Inglaterra, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, seguiu a linha absolutista do pai, centralizando o poder. Incentivou a construção naval, as indústrias de ferro, estanho e chumbo, a pesca e o comércio. Criou a Bolsa de Londres e fundou a Companhia das Índias orientais, para comerciar com todas as terras a leste do cabo da Boa Esperança. Apesar de tudo o que fez, seu reinado terminou com enormes taxações, o que gerou descontentamento geral contra os privilégios comerciais e monopólios industriais. Subiu ao trono em 1558, após a morte de sua meio-irmã Maria Tudor (que mandou executar). Seu primeiro passo foi restabelecer a estrutura da igreja Anglicana, que havia sido substituída pelo catolicismo durante o reinado de Maria Tudor. Não se casou nem teve filhos, mas teve vários romances com nobres entre eles Robert Dudley e Conde de Leicester. Ficou no poder por 45 anos. Morreu em 23/03/1603, em Surrey, Inglaterra.

Elisavieta Petrovna – imperatriz nascida na Rússia em 29/12/1709, filha de Pedro, o Grande, em 1741 organizou um golpe contra o regente Ivan, seu primo, e tomou o poder. Continuou as reformas iniciadas por seu pai, libertou a Corte de influência da Prússia e, durante a Guerra dos Sete Anos, tomou partido da Áustria. Em 1755 fundou a Universidade de Moscou, e em 1758, a Academia de Belas Artes de São Petersburgo. Ficou no poder entre 1741 e 1762. Morreu em 25/12/1761.

Emma Goldman – Anarquista nascida na Rússia em 27/06/1869 e radicada nos Estados Unidos, foi presa por provocar distúrbios em 1893, 1916 e 1917 em defesa do controle da natalidade e contra o recrutamento para a Primeira Guerra Mundial. Deportada, viveu na Rússia, Inglaterra e Canadá. Na adolescência morou em Nova Iorque com a irmã e trabalhou muitos anos na indústria têxtil. Foi casada com um colega de trabalho, Jacob Kersner. Separada, foi companheira de Alexander Berkman. Morreu em 14/05/1940.



Emma Hamilton – dama da sociedade inglesa nascida na Inglaterra em 26/04/1765, filha de um ferreiro, Amy Lyon foi amante do Almirante Horatio Nelson, sobre quem exerceu grande influência. Foi casada com William Hamilton, com quem teve duas filhas, sendo que a segunda morreu na infância. Morreu pobre, de problemas no fígado em 16/01/1815.

Eugênia de Montijo – imperatriz da França entre 1853 e 1870 condessa de Teba, imperatriz francesa nascida na Espanha em 05/05/1826, Maria Eugenia Ignatia Augustina Palafox-Kirkpatrick foi casada com Napoleão III. Exerceu grande influência sobre o marido, convencendo-o a declarar guerra à Prússia, e foi regente por 3 vezes durante a ausência dele. Depois da queda do imperador, asilou-se na Inglaterra. O imperador Napoleão III, fez-lhe a corte e conta-se que um dia numa conversa mais íntima lhe perguntou ao ouvido: "Senhora qual o caminho para chegar aos seus aposentos?" Ela respondeu :"Pela capela, senhor, pela capela". era considerada extremamente bonita, tinha uma cor de cabelo com o tom conhecido por "castanho Ticiano". Foi a primeira noiva a ir de vestido branco, o que era completamente novidade. Elegante, fez renascer a indústria das sedas de Lyon e lançou o uso de leques, em público. Teve apenas um filho, que morreu tragicamente, aos vinte e três anos. Morreu em 1920, no exílio, em 11/07/1920.

Filipa de Lancastre - Princesa da Inglaterra nascida em 1359 tornou-se rainha consorte de Portugal através do seu casamento com o rei João I em 1387. Como rainha foi adorada pelo povo. Teve 4 filhos. Foi uma rainha generosa e amada pelo povo.Morreu de peste negra em 19/07/1415. Dá nome à uma Escola Secundária, em Lisboa.

Felipa de Souza – Costureira nascida em 1556 em Tavira-Algarve, Portugal, foi castigada pela Inquisição. Chegou à Bahia, Brasil, em data ignorada.Casou-se duas vezes e teve quatro relacionamentos homossexuais, alguns iniciados na igreja. Trocava beijos em público e muitas vezes fingia-se de doente para ficar com a amante na cama em que dormia com o marido. Outras vezes pulava o muro para trocar carícias com a vizinha. Alfabetizada, tentava conquistar seus amores com cartas e presentes. Aos 35 anos, viúva de um pedreiro e casada com um lavrador, foi denunciada ao Tribunal do Santo Ofício ao confessar que se envolvia com mulheres por amor e atração carnal. Foi punida com açoite em público e Inquisição. A sentença foi dada quando ela assistia missa na igreja da Sé, em Salvador, em 1592.

Fredegunda – rainha da Nêustria nascida em 545 em Paris. Para casar-se com o Rei Chilperico, levou-o a repudiar sua primeira esposa, Audivera e assassinar a segunda, Galesvinta. Casada com o rei, em 578 assassinou Merroveu, filho do primeiro casamento dele. Também é suspeita de matar outro filho do marido, Clóvis e do próprio marido. Fez reconhecer seu filho, Clotário, como rei da Nêustria, e assumiu a regência. Morreu em 597.

Florisbella – Heroína da Guerra do Paraguai, engajou-se no conflito no Rio Grande do Sul, acompanhando o marido, que pertencia ao 29º Corpo de Voluntários da Pátria. Gostava do front e quando um homem tombava ferido, empunhava a carabina dele e combatia até o final. Ainda ajudava no hospital. Morreu no Rio Grande do Sul, no esquecimento. Não recebeu homenagens por seus feitos.

Guilhermina – rainha da Holanda e dos Países Baixos, nascida em 31/08/1880, filha e sucessora de Guilherme III, Wilhelmina Helena Pauline Marie van Oranje-Nassau reinou os Países Baixos por mais tempo que qualquer outro monarca holandês. Seu reinado acompanhou muitos pontos cruciais e decisivos na história holandesa e do mundo: a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e a Grande Depressão, em 1933. Foi a principal responsável pela neutralidade da Holanda durante a Primeira Guerra Mundial. Depois de comemorar seu jubileu de ouro em 1948, abdicou em favor de sua filha, Juliana. Morreu em 28/11/1962.

Hatshepsut - Rainha do Egito Antigo nascida em data desconhecida, filha de Tutmés I. Governou com seu marido e meio-irmão Tutmés II, tornando-se depois regente do filho dele, Tutmés III, assumindo os poderes e títulos próprios do cargo de faraó. Construiu o grande templo de Deir el-Bahari, perto de Tebas. Foi a primeira que se arrogara a divindade e a realeza, usando a Dupla Coroa, que indicava a soberania sobre as duas regiões do Alto e do Baixo Egito. Em algumas estátuas ela é mostrada com atributos masculinos, como barba postiça. Abandonou a guerra e fez o Egito voltar a atividades pacíficas, como a construção de grandes monumentos e a manutenção das rotas do comércio como o exterior, que tinham sido fechadas durante o domínio dos hicsos. Contou com vários partidários, entre eles o ministro de obras públicas, Senmut, que foi seu assistente de maior confiança. Porém, ao saber que ele fez esculturas de sua própria imagem no templo dela, Hatshepsut mandou mutilar o túmulo dele e quebrar seu sarcófago. Também mandou apagar e arrancar imagens que ele fizera nas paredes. O seu reinado, de cerca de 22 anos, foi de prosperidade econômica e paz.

Inês de Castro – Sobrinha do rei de Portugal D. Afonso IV, nascida em 1320, ilha de João Manuel de Castela, um poderoso nobre descendente da da Casa real Castelhana, Inês Pires de Castro foi protagonista de episódio histórico motivado por seu romance com D. Pedro, herdeiro do trono, que depois tornou-se seu marido. Sabendo da amante do marido, Constança, usou da ingenuidade de Inês para pregar-lhe armadilhas. Foi tema de várias obras literárias, entre elas, ‘Os Lusíadas’ de Camões. Morreu em 07/01/1355, degolada no Mosteiro de Santa Clara em Coimbra, Portugal, a mando de seu sogro, Afonso IV. Seus restos mortais estão no Mosteiro de Alcobaça, ao lado de D. Pedro.

Inês de Souza - portuguesa casada com o governador Salvador Correia de Sá, do Rio de Janeiro entre 1578 e 1579, enfrentou os franceses quando três navios tentavam aportar na Baía de Guanabara. Sem o marido, ela mandou que as mulheres vestissem armaduras masculinas para espantar os inimigos. Assustados, eles desistiram de entrar na cidade e levaram apenas pau-brasil.

Isabel de Bourbon - Rainha da Espanha, Portugal, Sicília e Nápoles nascida em Fontainebleau, França em 22/11/1602, filha de Henrique IV da França e de Maria de Médicis, foi casada com o herdeiro das coroas espanhola e portuguesa Filipe III. Ficou conhecida pela influência que tinha no seu marido. Foi uma rainha participativa.Morreu em Madri, em 06/10/1644, com 41 anos, de causas naturais.

Isabel de Castela – rainha da Espanha de 1474 a 1504, nascida em Madrigal de Altas Torres em 1451, herdeira do trono de Castela, casou –se com Fernando de Aragão em 1469, possibilitando a unidade territorial e política espanhola. Durante seu reinado foram construídas novas estradas, padronizada a cunhagem de moedas, codificada a lei espanhola e reduzidos os poderes dos nobres. Expulsou os mouros da Península Ibérica e deu apoio a Cristóvão Colombo em suas viagens para a Índia. Ficou conhecida como 'A Católica'. Morreu em 1504.

Isabel I, ou Elizabeth I – Rainha da Inglaterra e da Irlanda, nascida em Londres em 07/09/1533, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, implantou definitivamente o protestantismo na Inglaterra. Também combateu Filipe II da Espanha e mandou executar Maria Stuart, sua prima, rainha católica da Escócia, depois de mantê-la presa por muitos anos. Subiu ao trono em 1558, após a morte de Maria Tudor. Adepta do Absolutismo, governou sem o auxílio do Parlamento, cercando-se de colaboradores. Restringiu ao máximo as despesas oficiais, administrou através de decretos e proclamações. Em seu governo, a Inglaterra passou por um surto de industrialização, prelúdio da Revolução Industrial do século 18, que iniciou no país. Adotou uma política de protecionismo alfandegário que beneficiou os produtos manufaturados ingleses e atendia aos interesses da burguesia. Seus súditos a chamavam 'Rainha Boa', 'Rainha Virgem' e 'Gloriana'. Tinha três anos quando sua mãe foi decapitada.

Isabel de Portugal, Santa – Soberana do reino de Portugal nascida em 1271, filha do rei Dom Pedro II de Aragão, foi casada com Dom Dinis. Desempenhou importante papel político em sua época. Em 1516 foi declarada bem-aventurada e em 1526, considerada santa pela Igreja Católica. Foi mediadora nos conflitos entre o rei e o infante Dom Afonso impedindo uma batalha sangrenta em Alvalade (Lisboa). Promoveu numerosas obras de caridade, tornando-se venerada pelo povo, fundou hospitais e amparou a construção de casas de religiosos. Morreu em 04/07/1336.


Isabel Fry – Milionária nascida em 1869 na Inglaterra, foi a primeira pessoa a entrar em uma cadeia feminina. Acabou conquistando a amizade das presas e fundou uma escola para elas. Lia a Bíblia nos cárceres e chegou a passar a noite ao lado de uma mulher que seria enforcada na manhã seguinte. Ficou conhecida como “o anjo dos presos”. Costumava dizer: “Nunca procuro saber do crime dos outros, pois todos temos os nossos”. Morreu em 1958.

Joana Angélica de Jesus – Religiosa nascida em 12/12/1761 em Salvador (BA), foi abadessa da ordem das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Tornou-se heroína das lutas pela Independência do Brasil. Entrou para o convento aos 22 anos, tendo sido escrivã, mestra de noviças, conselheira, vigária e abadessa. Foi morta por soldados portugueses, em 19/02/1822, quando tentava impedir a invasão do convento da Lapa, na Bahia, do qual era superiora. O fato aconteceu durante lutas entre brasileiros e tropas portuguesas que precederam o 07 de setembro.

Joana I de Anjou – condessa e rainha de Nápoles nascida em 1328 entre 1343-1382, ocupou o trono aos 17 anos, com a morte do pai. Casou-se 4 vezes, entre elas com um príncipe húngaro narigudo (ela achava que o tamanho do nariz tinha a ver com o pênis. Mas se enganou e mandou estrangular o marido). Em 1347, aos 21 anos, regulamentou os bordéis de Nápolis, na Itália, denominado os locais como “Casa da Mãe Joana”. Morreu em 1382.


Joana D’arc – Heroína nascida em 06/01/1411 na aldeia de Domremy, França, filha de camponeses, foi peça importante na Guerra dos 100 anos. Aos 13 anos, acreditou ter ouvido vozes e visões de São Miguel Arcanjo, que lhe ordenou expulsar os ingleses da França. Em 1429, partiu para a guerra para coroar o Delfim Carlos de Valois (que estava sem prestígio e sem exército) e libertar a França do jugo inglês. Após conseguir seus objetivos, foi aprisionada e vendida aos ingleses. Invejosos de seu prestígio, conselheiros intrigam-na com o rei. Em 1431 foi processada por heresia e bruxaria, e no dia 30/05/1431 foi queimada viva em Rouen. Em 1496 foi anulado o processo que condenou Joana D’ arc, reabilitando sua memória. Em 1909 foi beatificada. Em 1920 foi canonizada pela igreja.

Joaquina de Pompeu - latifundiária e política nascida em Minas Gerais em 20/08/1750, filha do padre Jorge de Abreu Castelo Branco, Joaquina Maria Bernarda da Silva Abreu Castelo Branco Souto Maior de Oliveira Campos foi casada com o capitão Inácio de Oliveira Campos, ex-pretendente da irmã, com quem teve 10 filhos. Ao ficar viúva, herdou 5 mil quilômetros em propriedades, mais de mil escravos e uma fazenda num local que passou a se chamar Pompéu. Tirana e malvada, vivia brigando com a latifundiária Maria Tangará. Em 1799 obteve do governador de Vila Rica licença para andar armada. Em 1808 remeteu 200 bois a Dom João VI para minorar uma crise de alimentos na Côrte. Ofereceu a D. Pedro I todo o seu gado, escravos, filhos e ela mesma, para lutar pela Independência. Exigia que todos os seus escravos fossem alfabetizados. Teve 74 netos, que tornaram-se políticos influentes da Arena Mineira, como Castelo Branco, Afonso Arinos e Prudente de Morais, além de Gusmão, o inventor do aeróstato. Morreu em 17/12/1824. Costumava dizer: 'Sou talvez o único homem dessas redondezas'. Sua vida é contada no livro 'Dona Joaquina de Pompeú'.

Josefina Bonaparte – Amante de Napoleão nascida em 23/06/1763 na Martinica, Marie Josèphe Rose Tascher de la Pagerie era seis anos mais velha que ele. Viúva de um nobre, brilhava em festas da alta sociedade. Em longas cartas, Napoleão elogiava os seios da amada. Acabaram casando-se após muita insistência dele. Com a 15 anos, casou-se com o Visconde de Beauharnais. Em 1796, viúva e com dois filhos, Eugênio e Hortênsia, casou-se com Napoleão, com quem dividiu a sua fortuna. Em 1809 os dois se divorciaram, porque ela não conseguiu engravidar. Morreu em 29/05/1814.


Lady Godiva - Condessa nascida em 990, mulher de Leofric, conde de Mércia nascida em 1040, ficou conhecida por ter pedido ao marido que fundasse monastérios em Conventry e Stowy e reduzisse os impostos de seus vassalos. Para isso ela aceitou a condição de cavalgar nua pela da cidade. Seu nome deriva do anglo-saxónico para "presente de Deus". Após a morte de Leofric em 1057, Godiva sobreviveu, até ser registrada no livro de Domesday de Guilherme o Conquistador, sendo a única mulher a ter um registro como dona de terras após a conquista. Em 1086, quando o registro de Domesday foi feito, Godiva já havia morrido, mas seu nome continuou lá. A processão de Godiva foi instituída em maio de 1678.Dos anos 80 em diante, a moradora, Pru Poretta, adotou o hábito de figurar Lady Godiva para atrair visitantes e festas do município. Desde 2005, Porretta mantém o status de embaixadora não-oficial de Coventry. A cada setembro, Poretta lidera uma marcha conhecida como as Irmãs Godiva em prol da paz mundial e união dos povos. Godiva foi imortalizada num poema de Alfred, Lord Tennyson. Morreu em 10/09/1067.

Lady Jane - Rainha da Inglaterra por 9 dias em 1553, nascida em 1537, Jane Grey foi casada com Guilford Dudley, filho do Duque de Northumberland, por interesse. nunca foi coroada. Educada como menino pela mãe, Frances, sua mãe, era dura e brutal. Parecia não perdoar a Jane e suas irmãs terem nascido de sexo feminino. Com a morte do primo Eduardo VI, foi proclamada rainha, sendo decapitada em 12/02/1554, aos 17 anos.

Leona Vicário - Revolucionária nascida em 10/04/1789 no México, Leona Vicario de Quintana Roo apoiou a causa da independência. Atuou como espiã e mensageira, enviou informações, facilitando o fortalecimento do exército sublevado e doando-lhe parte de sua fortuna. Foi casada com Andrés Quintana Roo. Morreu em 24/08/1842.

Luiza Mahin - Dona-de-casa nascida no século 19, transformou sua casa em quartel general das principais revoltas negras que ocorreram em Salvador na época. Participou da Revolta dos Malês em 1835, conseguiu escapar da violenta repressão desencadeada pelo Governo da Província e partiu para o Rio de Janeiro, onde também teria participado de outras rebeliões negras. Acabou sendo presa e, possivelmente, deportada para a África. Teve um filho, o poeta Luiz Gama. Em 09/03/1985, o nome de Luiza Mahin foi dado a uma praça pública, no bairro da Cruz das Almas, em São Paulo, área de grande concentração populacional negra.

Lucrécia Borja – Duquesa de Ferrara nascida em 04/1480, Subiaco, Espanha, filha do papa Alexandre VI, Criada en Roma casou-se três vezes, para agradar ao pai: com João Sforza (o casamento foi anulado em 1493), Afonso de Aragão (assassinado por interesses dos Bórjas) e com Afonso D´Este, Duque de Ferrara. Acompanhava as orgias no palácio e junto com o pai incentivava as cortesãs a fazer brincadeiras com os irmãos e convidados. Morreu em 1519.

Madalena Caramuru – Dona-de-casa nascida na Bahia, filha da índia Moema e do português Diogo Álvares Correia (náufrago que conseguiu chegar à costa da Bahia em 1510 e acabou sendo apelidado de Caramuru pelos índios), foi a primeira mulher brasileira a saber ler e escrever. Foi casada com o português Afonso Rodrigues, responsável por seu ingresso nas letras. Em 1561, indignada com os maus-tratos com crianças escravas, escreveu uma carta de apelo ao bispo de Salvador.Em homenagem a Madalena, os Correios lançaram um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil, em 14 de novembro de 2001


Maria Bonita – Cangaceira nascida em 1911 em Jeremoabo (BA), Maria Déa foi companheira de Lampião desde que o conheceu na casa da mãe dela, em 1931. Na ocasião era casada com José de Nenén, comerciante e sapateiro, e tinha dois filhos. Ela o abandonou para correr pelo Nordeste ao lado de seu grande amor. O apelido Maria Bonita foi dado por Lampião que a achava linda. O casal morreu em 1938, numa emboscada militar. Vaidosa, gostava de usar chapéus e 'pega-rapaz' sobre a testa. Passava a maior parte do tempo costurando em sua máquina de costura no acampamento. Sua vida é contada no seriado da TV Globo 'Lampião e Maria Bonita'.

Maria Curupaiti – Dona-de-casa, lutou na Guerra do Paraguai ao lado do marido entre 1964 a 1870, em vez de ficar no acampamento destinado às mulheres dos soldados. Vestiu-se com trajes militares masculinos no conflito e continuou no front mesmo com a morte do marido. Os companheiros só descobriram que era mulher, quando levou um tiro na cabeça e foi levada para o hospital. Por sua bravura, os colegas de farda passaram a respeitá-la como soldado.Morreu pobre no Rio de Janeiro.


Maria I, a Louca – Rainha de Portugal nascida 17/12/1734 em Lisboa, filha de D. José I, Maria Francisca Isabel Josefa Antônia Gertrudes Rita Joana sucedeu o pai em 1777. Usou o título de Princesa da Beira até se tornar rainha. Chegou ao Brasil em 07/03/1808 acompanhando seu filho D. João VI e o resto da corte portuguesa. Contrária à orientação do Marquês de Pombal, aceitou a demissão do mesmo quando assumiu o governo. A partir de 1792 deixou de participar efetivamente dos assuntos de Estado por causa da perturbação mental que sofreu. Seu filho, o príncipe D. João, passou então a exercer o poder. Começou a enlouquecer a partir da morte do filho, José. Foi declarada incapaz mentalmente em 1792. Morreu aos 81 anos em 20/03/1816 no Rio de Janeiro .

Maria II – Rainha de Portugal nascida em 04/04/1819 no Rio de Janeiro, filha de D. Pedro I, imperador do Brasil, Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga casou-se com seu tio, D. Miguel, por motivos políticos (o casamento não chegou a se efetivar em vista da tenra idade da noiva e por motivo de rompimento entre D. Pedro e D. Miguel). Com a derrota de D. Miguel, ela ocupou o trono de Portugal em 1931, tendo o pai como regente. Em 1834 passou a exercer sozinha o poder. Casou-se no mesmo ano com Carlos Eugênio Napoleão, enviuvando logo após. Em 1936, casou-se com o príncipe Fernando de Saxe Coburgo e Gota, com quem teve 11 filhos. Apesar das agitações que tumultuaram seu governo, foi uma rainha competente. Era mãe de D. Pedro V. Foi a primeira rainha constitucional de Portugal. Morreu em 15/11/1853, em consequência de parto.

Maria Antonieta da Áustria - rainha consorte da França nascida em Viena, Áustria, em 02/11/ 1755, filha do imperador do Sacro Império Francisco I e da Imperatriz Maria Tereza, Maria Antónia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena foi casada com o rei Luís XVI com quem teve um casal de filhos. Sua impopularidade contribuiu para aumentar o descrédito da monarquia no período anterior à Revolução Francesa. Foi morta na guilhotina em 16/10/1793, em Paris. Tornou-se odiada pelo povo francês por causa de sua insensibilidade em relação à miséria popular. Amiga do luxo, patrocinava festas caras, participava de jogos de azar e dava presentes valiosos para as amigas, o que lhe valeu o apelido de lésbica. Apaixonada por pedras preciosas caiu numa cilada pregada por uma mulher que lhe vendeu uma jóia falsa e falsificou sua assinatura. Acabou presa, julgada e executada na guilhotina em 07/1793, aos 37 anos, enquanto a multidão gritava “vivas”. Algumas horas antes, Maria Antonieta fora acusada pelo próprio filho, uma criança, de ter com ele praticado atos imorais. Um dia antes seus cabelos foram cortados no calabouço para melhor passar a lâmina no pescoço. Seus filhos foram entregues para conhecidos.


Maria de Araújo – Beata nascida em 23/05/1863 em Juazeiro do Norte (CE), órfã desde criança, Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo passou a morar na casa de Padre Cícero. Apesar de não ser freira, usava hábito religioso . Segundo a igreja local, em 1889 sua boca teria jorrado sangue ao receber a hóstia das mãos de Padre Cícero. Mas há suspeitas de que tinha problemas mentais. O Vaticano, que moveu um processo contra ela, a chamou de ‘alma execrável’. Foi a única brasileira a ser condenada pela Sagrada Congregação da Inquisição Universal, ex-Santo Ofício. Foi excomungada, punida com castigos físicos e forçada à reclusão domiciliar até a morte, em 17/01/1914.

Maria Leopoldina – Arquiduquesa da Áustria e primeira imperatriz do Brasil nascida em 22/01/1797 em Viena, filha de Francisco I, da Áustria e de D. Maria Isabel de Bourbon Nápoles, Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo casou-se por procuração com D. Pedro I, imperador do Brasil, em 1817. Partidária da Independência, teve papel importante na libertação do Brasil de Portugal. Em agosto de 1822 ficou como regente, quando D. Pedro viajou para a província de São Paulo para apaziguar a política local, que culminou com a proclamação da lndependência. Foi coroada imperatriz em 01/12/1822. Morreu ao dar à luz o sétimo filho, em 11/12/1826.

Maria Luísa da Áustria – Imperatriz da Áustria nascida em Viena em 12/12/1791, filha de Francisco II da Alemanha e de Maria Teresa de Bourbon Sicília, Maria Luisa Leopoldina Francisca Teresa Josefa Lucia foi casada com Napoleão por procuração, deu a ele um filho, Napoleão II, coisa que a mulher dele, Josefina, não conseguiu. e irmã de D. Maria Leopoldina da Áustria (Mulher de D. Pedro I, do Brasil). Quando Napoleão foi exilado para a ilha de Elba, ela e o filho mudaram-se para a Áustria, mas foi forçada a se afastar do filho. Tornou-se duquesa de Parma, Piacenza e Guastalla e de Lucca de 1814 a 1847. Deixou o filho em Viena e se mudou para Parma com seu ajudante de ordens, o general conde Adão Adalberto de Neipperg, com quem qual teve vários filhos, casando-se com ele, após a morte de Napoleão. Ao enviuvar de Neipperg em 1829, casou-se pela terceira vez, com Charles René, conde de Bombelles. Morreu em 17/12/1847.

Maria de Médicis – Rainha consorte da França nascida em Florença em 26/04/1573, filha de Francisco I, Grão Duque da Toscana, com a morte do rei, em 1610, tornou-se regente, já que seu irmão tinha apenas nove anos. Segunda esposa do rei Henrique IV, o primeiro dos Bourbon no trono francês, não soube governar. Tiveram sete filhos. Chegou a ser regente do reino durante a menoridade do seu filho Luís XIII da França. Em 1614 seu irmão Luís XIII foi declarado maior e em 1617 mandou matar Maria, que retirou-se do País. Enviuvando, Francisco se casou em 1578 com sua concubina Bianca Capello, que morreu envenenada pelo cunhado, o cardeal Ferdinando. Depois de perambular por vários países europeus, morreu em Colônia, na Alemanha em 03/07/1642.

Maria Ortiz – Dona-de-casa nascida em 14/09/1603 em Vila de Vitória, na capitania do Espírito Santo, filha de imigrantes espanhóis, teria ajudado na expulsão dos holandeses, jogando sobre os invasores, tachos de óleo e água fervente na ladeira do Pelourinho de Vitória (tinha apenas 21 anos). Depois de dias de conflito, os holandeses foram expulsos com a chegada de uma esquadra portuguesa. Atualmente seu nome ostenta a ladeira do Pelourinho e uma escola da cidade. Morreu em 1646.


Maria Quitéria de Jesus Medeiros – Revolucionária nascida em 27/07/1792 em Feira de Santana (BA), filha de portugueses, ficou conhecida como Patrono do Quadro Complementar do Exército. Tinha 22 anos quando alistou-se como ‘Soldado Medeiros’, na artilharia para combater as tropas portuguesas da Bahia, que não reconheciam a Independência do Brasil (só depois eles perceberam que se tratava de uma mulher). No final de 1822 começou a fazer parte do Batalhão de voluntários do Imperador, tornando-se oficialmente a primeira mulher a fazer parte de uma unidade militar. Em 1823 recebeu de Dom Pedro, o posto de alferes e passou a carregar no uniforme a comenda de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Muitas mulheres seguiram seu exemplo e ela se pôs a frente de uma campanha feminina, que se destacou na ação contra os portugueses que pretendiam desembarcar próximo à foz do rio Paraguaçu. Morreu em 19/08/1853.

Maria Stuart – Rainha da Escócia nascida em 08/12/1542 em Linlithgow Palácio, Escócia, subiu ao trono em 1561, era antipatizada pelos escoceses por ser católica (a maioria aderiu à Reforma) e pela vida desregrada que levava. Viúva de Francisco I, dois anos após o casamento, casou-se com o nobre Lord Darnley, que foi assassinado. Casou-se novamente, com o conde Bothwell, que tinha participado do complô contra Darnley. Sobrecarregou o tesouro real com despesas supérfluas e em 1558 uma revolta popular obrigou-a a abandonar o país. Refugiou-se na Inglaterra, sendo a princípio, bem acolhida pela prima Isabel, que mandou aprisioná-la ao saber de seu plano para tomar seu lugar. Ficou 18 anos encarcerada até ser decapitada aos 45 anos, em 08/02/1587.

Maria Tereza – Arquiduquesa da Áustria, rainha da Hungria e da Boêmia nascida em 13/05/1717, filha de Carlos VI, com a morte do pai em 1740, foi impedida de assumir o poder por várias potências européias dando origem à Guerra de Sucessão da Áustria. Mas sua ação enérgica fez com que seus direitos fossem reconhecidos em 1748. Casada com o imperador Francisco de Lorena com quem teve dois filhos, preocupou-se em dar unidade administrativa ao Estado austríaco, reformou o sistema de ensino e aboliu alguns privilégios da Nobreza, sendo considerada uma "déspota esclarecida". Em 1765 associou ao trono seu filho e futuro sucessor, José II, que seria o continuador do despotismo na Áustria. Chefiou um dos Estados mais importantes de seu tempo, governando grande parte da Europa. Morreu em 29/11/1780.

Maria Tudor, a Sanguinária – Rainha da Inglaterra nascida em 18/02/1516 em Greenwich, filha de Catarina de Aragão e Henrique VIII, subiu ao trono em 1553, após a morte de seu irmão, Eduardo VI. Durante seu reinado restabeleceu a religião católica na Inglaterra e perseguiu cruelmente os protestantes, que foram queimados em fogueiras. Foi casada com Filipe da Espanha em 1554, que era 11 anos mais moço, num casamento realizado para estreitar os laços entre as duas maiores monarquias católicas da época. Morreu em 17/11/1558 em Londres, Inglaterra,

Maria Úrsula de Abreu e Lencastre – Soldado nascida no interior do Rio de Janeiro em 1682, é descendente da Casa Real de Lancaster, da Inglaterra, que foi derrotada na Guerra das Duas Rosas. Abandonou a casa dos pais aos 18 anos para alistar-se em Portugal. Lá adotou trajes masculinos e o nome de Balthazar do Couto Cardoso e foi mandada servir na guarnição da Índia Portuguesa. Deixou a vida militar para se casar com um tenente. Seus serviços foram reconhecidos por D.João V, rei de Portugal, que a beneficiou com uma pensão vitalícia. Morreu em Goa, Índia, cercada de honras.

Marie-Anne Charlotte de Corday d'Armont - Revolucionária política girondina nascida em Saint-Saturnin-des-Ligneries, Normandia, França, em 27/07/1768, assassinou a facadas o jornalista jacobino Marat, que defendia o Terrorismo jacobino. Por causa do crime, os clubes políticos femininos da época foram fechados e muitos girondinos, condenados à morte. Morreu guilhotinada em Paris em 17/07/1793.

Marquesa de Alorna – poetisa e marquesa nascida em 31/10/1750, Leonor de Almeida Lorena e Lencastre foi condessa de Oeynhausen e 7.ª condessa de Assumar. Filha do 2.º marquês de AIorna D. João de Almeida Portugal e de Leonor de Lorena e Távora, dos 8 aos 18 anos foi confinada junto com a mãe e a irmã no convento de Chelas, enquanto o pai foi preso na Torre de Belém, suspeito de ter tido conhecimento do crime dos Távoras. Durante o tempo de confinação, escreveu poemas. Foi casada com o conde Carlos Augusto de Oeynhausen, com quem teve uma filha. Casou-se depois com o 6.º marquês de Fronteira, D. João José de Mascarenhas Barreto. Morreu em Benfica em 11/10/1839.

Matilda da Inglaterra - Imperatriz nascida em Londres em 07/02/1102, Inglaterra, em 1103, filha de Henrique I da Inglaterra e da princesa Matilde da Escócia, tornou-se única descendente legítima do trono depois que seu irmão morreu num naufrágio. Consorte do Sacro Império, Condessa de Anjou e herdeira do trono de Inglaterra, não chegou a governar por causa da guerra civil chamada Anarquia. Foi casada duas vezes e teve 4 filhos. Para evitar uma guerra civil pela sucessão, seu pai nomeou-a como sua sucessora. Morreu num convento em Ruão, em 10/09/1169 após fugir para a Inglaterra.

Narcisa Ribeiro – Escrava nascida no século 17 em Vila Rica (MG, atual Ouro Preto), pertencia o sacristão Diogo Pereira. Vestia-se como as senhoras ricas, usava saias de camelão (tecido de pêlo de cabra) e calçava chinelas (na época as escravas andavam descalças), oq eu na época não era comum. Não costumava ir às missas e possuía vestidos, apesar do preço alto. Por causa de seus gestos escandalosos teve a vida vasculhada entre 1748 e 1749, mas não se sabe se foi punida.

Nefertiti – rainha do Egito Antigo em 1353 a.C, casou-se aos 12 anos com o faraó Amenófis IV no século 14 a.C. Teve vários bustos e relevos em sua homenagem, mas perdeu o prestígio para uma de suas 6 filhas. Morreu há 3.300 anos e seu corpo desapareceu. Mas arqueólogos acreditam que encontraram sua múmia há 100 anos. Em 2003 cientistas reproduziram seu rosto baseado em estudos e bustos.





Princesa Isabel - Princesa brasileira filha de D. Pedro II nascida em 29/07/1846 no Rio de Janeiro (RJ), sabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, foi casada com o príncipe francês, o conde D´Eu, com quem teve 3 filhos: Pedro, Luís Filipe e Antônio Gastão. Herdeira da coroa brasileira, por três vezes assumiu o governo do Império como regente durante as viagens do pai à Europa. Apoiou o movimento para extinção da escravatura e assinou a Lei do Ventre Livre (que libertou os filhos dos escravos) e a Lei Áurea (que aboliu definitivamente a escravidão negra no Brasil). Por causa disso foi chamada de “A Redentora” e condecorada pelo papa Leão XIII com a “Rosa de Ouro”. Deve-se à ela o primeiro recenseamento do Império, o desenvolvimento da viação férrea, a solução de limites territoriais e o estabelecimento das relações comerciais com os governos vizinhos. Morreu em 14/11/1921.


Sérgia Ribeiro da Silva, Dadá - Cangaceira, foi companheira do cangaceiro Diabo Loiro (braço direito de Lampião), nascida em 25/04/1915 em Salvador (BA), única mulher a pegar em armas no bando de Lampião. Seu defloramento lhe provocou uma hemorragia, quase fatal. Foi raptada aos 13 anos e viveu com o bando até 1940, quando o companheiro foi morto pela polícia. Na ocasião, levou um tiro na perna direita, que depois foi amputada. Dadá passou a viver em Salvador, lutando para ver a legislação que assegura o respeito aos mortos fosse cumprida, e a exposição do Museu Nina Rodrigues tivesse fim. Só em 1969 é que os restos mortais dos cangaceiros puderam ser inumados definitivamente (o museu, então, fez moldes para expor as cabeças, em substituição). Por sua luta e representatividade feminina, foi homenageada pela Câmara Municipal de Salvador, nos anos 80 Chegou a passar 8 meses com os índios pankararé, no Raso da Catarina, quando esteve grávida e já havia perdido um bebê durante uma perseguição. Morreu aos 79 anos, em 07/02/2003, em Salvador (BA).



Sissi (rainha Elisabeth da Áustria) – Imperatriz da Áustria e Rainha da Hungria nascida em 24/12/1837 em Munique, Elisabete Amália Eugênia casou-se com seu primo, Francisco José em 1854 e com ele assumiu a coroa real da Hungria em 1867. Era amazona, poetisa e poliglotaPor causa de sua beleza e dedicação a obras filantrópicas, teve grande popularidade. Visitou orfanatos, asilos e feridos de guerra em hospitais em plena epidemia de cólera. Anoréxica, de tanto vomitar tinha mal hálito e os dentes estragados (por isso quase não sorria e evitava falar). Tinha medo de envelhecer e passava 3 horas por dia na frente do espelho para pentear os cabelos de 1,30m de comprimento. Mandou construir salas de banhos nos palácios para que todos passassem a tomar banho diariamente (fato pouco comum na época), mandou que as criadas usassem uma bolsinha com sangue para que as pulgas ali se instalassem e parassem de picá-las e transmitissem doenças. Criou um programa de alfabetização dos súditos, pioneiro na Europa, defendeu o nacionalismo da Hungria, fato que foi decisivo para a criação da monarquia dual (austro-húngara, em 1867). Foi casada com o imperador da Áustria-Hungria, Franz Joseph. Foi morta a punhaladas por um anarquista italiano em Genebra em 10/09/1898. Sua vida é contada no filme “Sissi”. Sua vida foi abalada pela morte do filho único, Arquiduque Rodolfo em 1889.

Teodora – Imperatriz do Império Bizantino, nascida em 500, filha de um tratador de ursos, foi dançarina, atriz e cortesã. Casada com Justiniano I, exerceu grande influência nas atitudes do marido. Durante a revolta de 530, que quase derrubou o imperador, ela se recusou a fugir com ele e pronunciou a frase: “Tu podes fugir, César, tens teus navios, teu tesouro e o mar é livre. Quanto a mim, fico, pois aprecio a velha máxima que diz ser a púrpura uma bela mortalha. Justiniano acabou enfrentando e derrotou os adversários. Foi responsável pelo afastamento de Belisário, o melhor general de Justiniano, do comando do exército bizantino. Advogou os direitos das mulheres casadas a cometer adultério, e os direitos de mulheres serem socialmente apoiadas. Também defendeu as prostituas. Morreu em 28/06/548. Foi canonizada e seu dia é comemorado em 14 de novembro.