NA CIÊNCIA E SAÚDE


Ada Byron – Cientista e matemática nascida em 10/12/1815 na Inglaterra, filha do poeta Lord Byron, Augusta Ada Byron King foi a primeira programadora de computador. Escreveu a respeito da máquina analítica do colega, Chalés Bababage, e por isso esse processo recebeu seu nome (o trabalho foi divulgado num seminário em Turim, Itália, em 1841). Casada com Earl of Lovelace, teve três filhos. Morreu em 1852, aos 36 anos. Ficou conhecida como 'a condessa de Lovelace'. Sua vida é contada no livro “Ada, a Encantadora de Números: Uma Seleção das Cartas da Filha de Lord Byron e Sua Descrição do Primeiro Computador”.







Ana Aslan – Cientista e médica nascida em Braila, Romênia em 01/02/1897, descobriu os efeitos milagrosos da procaína, um anestésico usado pelos dentistas, e desenvolveu um tratamento de beleza à base de Gerovital H3 (GH3), na década de 40. Como diretora do Instituto de Geriatria de Bucarest, recebeu medalhas e condecorações por sua competência (menos o Nobel). Em 1968 tornou-se membro do quadro da Academia de Ciências de Nova Iorque e dez anos depois foi nomeada delegada nacional de Gerontologia para a Assembléia nas Nações Unidas. Morreu em 08/05/1988, em condições misteriosas. Há suspeitas de que tenha sido assassinada, mas a polícia nunca investigou o crime.




Anna Bonus Kingsford - Médica e escritora nascida em Londres em 16/09/1846, filha de John Bonus, lutou contra a sociedade machista de de sua época e contra a utilização de animais em experiências. Fundou a Sociedade Teosófica, na Inglaterra.





Anna Freud – Psicanalista e professora nascida em 03/12/1895 em Viena, filha do pai da Psicanálise, Sigmund Freud, mais tarde foi colaboradora dele. Estudou a infância, tendo seu trabalho divulgado em 1827. Onze anos depois publicou ‘O Ego’ e ‘Os Mecanismos de Defesa’, no qual vincula infância, adolescência e idade adulta. Formada aos 17 anos em Magistério, aprendeu várias línguas. Tornou-se psicanalista sem se formar em Medicina. Em 1927 publicou Introdução à Técnica da Análise da Criança. Em 1936 publicou ‘O Ego e os Mecanismos de Defesa’. Em 1938 fugiu do Nazismo com o pai, onde abriu a Clínica de Terapia Infantil Hampstead. Foi condecorada com um certificado de honra pela Universidade Hebraica de Jerusalém, no “Bedford College”, em 14 de julho de 1976 . Seu nome foi uma homenagem a Anna Lichtein, filha de um amigo de Freud. Apesar do psicanalista desejar um filho homem, Anna acabou sendo sua grande companheira. Teve cinco irmãos. Não se casou, nem teve filhos. Morreu em 1982.





Barbara McClintock - Botânica geneticista nascida em 1902 em Hartford, Connecticut, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1983 pela descoberta do fenômeno conhecido como transposição genética e elementos genéticos móveis. Também foi professora de universidades, e presidenta da Genetics Society of America, em 1945. Morreu aos 90 anos, em 1992, em Nova Iorque.











Carmem Portinho - Engenheira civil, foi a terceira mulher a se formar na Escola Politécnica da Universidade do Brasil, em 1925, tendo que enfrentar brincadeiras dos colegas machistas. Também foi professora, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Junto com Bertha Lutz, fundou a União Universitária Feminina, que lutou pelo direito do voto. Como engenheira, desenhou o primeiro projeto da capital federal no Planalto Central, em 1938. No Rio, construiu o Museu de Arte Moderna e dirigiu, durante 27 anos, a Escola Superior de Desenho Industrial.





Christiane Nusslein-Volhard - Cientista nascida em 20/10/1942 em Magdeburg, Alemanha, filha de arquitetos, recebeu o prêmio Nobel de medicina, em 1995, por apontar genes encontrados na mosca da fruta. Em 2005 recebeu da Universidade de Oxford (EUA), o título de doutora honorária em Ciência. Em 1994 criou a fundação Christiane Nüsslein-Volhard que ajuda cientistas mulheres a desenvolverem seus projetos científicos.



Dian Fossey – Bióloga nascida em 16/01/1932, dedicou-se ao estudo e à defesa dos gorilas da África Central. Derrubou o mito do King Kong, mostrando os primatas como animais pacíficos e vegetarianos. Aos 35 anos, montou a Estação Experimental de Krisove, em Ruanda, onde viveu por 18 anos. Foi assassinada em sua cabana na floresta, em 26/12/1985. O filme ‘Montanhas dos Gorilas’ foi baseado em sua vida.







Dorothy Crowfoot Mayer – Física nascida em 1910 na Alemanha, migrou para os Estados Unidos, onde desenvolveu um trabalho na área de Física nuclear, que lhe rendeu um prêmio Nobel de Física, em 1963. Morreu em 1994.







Gabrielle-Emilie Le Tonnelier de Breteuil - Cientista e matemática nascida em 17/12/1706 em Paris, marquesa de Châtelet-Laumont traduziu para o francês o ‘Principia Mathematica’, de Newton. Aos 19 anos casou-se com o marquês Florent du Chatelet, que a introduziu na alta sociedade intelectual parisiense. Passou a se interessar por ciências, tornando-se íntima de Voltaire. Morreu em 10/09/1749, aos 42 anos. 








Graziela Maciel Barroso – Botânica brasileira nascida em 11/04/1912 em Corumbá (MT), trabalhou por mais de 30 anos no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com o objetivo de identificar as mirtáceas fluminenses, um gênero de plantas numeroso e diversificado. Foi a primeira mulher a fazer um curso de graduação nesta área no Brasil. Em 1999 recebeu a medalha Millenium Botany Award, no Congresso Internacional de Botânica, nos Estados Unidos. Em 2002, o Ministério do Meio Ambiente criou o ‘Ano Graziela Barroso’. A planta pata-de-vaca (bauhinia grazielae) é uma das que foram batizadas em homenagem à cientista. Professora, formou 60 mestres e 15 doutores. Apesar de aposentada, dava expediente 3 vezes por semana no Jardim Botânico. Foi casada com o agrônomo Liberato Joaquim Barroso, com quem teve dois filhos, Manfredo e Mirtila (nome de uma flor). Morou em vários lugares do país por causa de seu trabalho. Começou a estudar aos 30 anos, após a criação dos filhos. Morreu em 05/05/2003, aos 91 anos, de insuficiência cardíaca, no Rio de Janeiro.











Gertrude Belle Elion - Cientista e bioquímica nascida em 23/01/1918 em Nova Iorque (EUA), é especialista em tratamentos de leucemia e gota. Em 1988 foi co-vencedora do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, junto com James Black, farmacólogo britânico. Trabalhou na Organização Mundial da Saúde. Morreu em 21/02/1999.










Gerty Theresa Radnitz Cori – Bioquímica nascida em 15/08/1896 em Praga, na Áustria naturalizada americana, ficou famosa pela descoberta da conversão glicogênio-glucose. Emigrou para os Estados Unidos em 1922, onde se dedicou às pesquisas no campo da bioquímica. Recebeu o prêmio Nobel de Medicina, em 1947, junto com o marido, o cientista Carl Ferdinand Cori pela descoberta do mecanismo da interconversão de açúcar e glicose. Morreu em 1957.







Grace Murray Hopper - Oficial da marinha americana e matemática nascida em 09/12/1906 em Nova Iorque (EUA), foi pioneira em 'data processing', programadora no Mark I, primeiro computador americano produzido em larga escala e um precursor dos computadores eletrônicos, e desenvolveu o primeiro compilador, um programa de conversão do inglês para linguagem de máquina. Também participou do desenvolvimento do programa de linguagem, COBOL. Em 1983, passou a servir como consultora da Digital Equipment Corporation. Morreu na Virginia (EUA) em 01/01/1992.




Helena Rubinstein – Empresária nascida em 25/12/1870 na Cracóvia, Polônia, é considerada a primeira cientista da beleza. Emigrou para a Austrália onde abriu seu primeiro salão. Criou as bases para a indústria cosmética e fez sucesso ao criar o Crème Valaze à base de ervas para a pele. Em 1915 mudou-se depois para a Inglaterra, abriu salão em Londres e Paris. Seus produtos são conhecidos mundialmente. Introduziu a classificação entre peles seca, normal e oleosa, usado até hoje pela indústria de cosméticos. Também lançou hidratante, pó-de-arroz e base, e foi a primeira a produzir uma linha de cosméticos exclusiva para os homens. Em 1953 criou a Fundação Helena Rubinstein, em Nova Iorque, que patrocina projetos que visam os direitos e o bem-estar das mulheres e das crianças, e o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura. Foi casada com o jornalista Edward Titus, com quem teve dois filhos, Roy e Horace, e com o príncipe Artchil Gourielli-Tchkonia. Morreu em 1965.





Henriqueta Lacks – Dona-de-casa descendente de escravos nascida em 08/1920, em Clover, Virgínia, Estados Unidos, deu nome às células HeLa, suas iniciais. Negra, passou a vida ajudando o avô nas colheitas de tabaco e era impedida de frequentar hospitais, escolas e restaurantes dos brancos. Aos 20 anos casou-se com um primo, Day, com quem teve cinco filhos. Em 1951 descobriu que tinha câncer de colo de útero e morreu oito meses depois. Durante seu tratamento, os médicos retiraram parte do tumor, sem avisar a paciente e seus familiares e a amostra foi enviada ao cientista George Gey, que manteve as células da dona-de-casa em tubos de ensaio cobertas com sangue de frango para nutri-las. Com a alta-reprodução das células, havia sido criado a primeira linhagem de células imortais cultivadas em laboratório. O cientista então passou a enviar a colegas de todo o mundo, parte do material e em 1954 a empresa americana Amicrobiological Associates passou a vender amostras por 50 dólares, dando início ao um milionário comércio de células humanas. Seu corpo está enterrado num cemitério clandestino nos fundos de sua casa e serve de estudos para cientistas, biólogos e médicos, pois suas células continuam vivas e se reproduzindo. Graças às suas células, foi possível avanços importantes como a criação da vacina contra a poliomelite, a identificação do DNA humano e a reprodução de células humanas em laboratórios, sem que os filhos dela soubessem da verdade, até que em 1973 os cientistas os procuraram para conseguir DNA parecidos com o da dona-de-casa (os cientistas disseram que o material seria para avaliar se outros familiares teriam o câncer de Henriqueta, mas na verdade, o sangue foi comercializado). O marido da doadora se casou de novo, sua filha Elsie morreu quatro anos depois da mãe e o caçula, Joseph, acabou preso por matar um homem. A vida de Henriqueta é contada no livro de Rebecca SKloot “A vida Imortal de Henriqueta Lacks” (Companhia das Letras). Após lançamento do livro, a escritora criou uma fundação com o nome da dona-de-casa, para custear a educação e a saúde dos descendentes de Henriqueta.






Hipácia de Alexandria - Matemática e política nascida em 370 d.C., filha do matemático e astrônomo Teón de Alexandria, estudou as obras de Platão e Aristóteles e tentou aplicar o raciocínio matemático ao conceito neoplatônico de Uno. Escreveu ‘Comentário a Aritmética de Diofanto’, ‘Sobre as cônicas de Apolonio’ e ‘Corpus Astronômico’. Acusada de perseguição pelos cristãos, foi assassinada na rua por um grupo de fanáticos liderados por um religioso chamado Pedro. Morreu em 415 d.C.








Irene Joliot-Curie – cientista nascida em Paris em 12/09/1897, filha dos cientistas Pierre e Marie Curie, transformou-se doutor da ciência em 1925, preparando uma tese nos raios do alfa do polonium. Sozinha ou com a colaboração do marido, fez trabalho importante sobre a radioatividade natural e artificial, a transmutação dos elementos, e física nuclear. Dividiu com ele o prêmio de Nobel em 1935. Foi professora na faculdade da ciência em Paris em 1937, e diretora do instituto do radium em 1946. Foi casada com Frédéric Joliot, com quem teve dois filhos, Helene e Pierre. Morreu em 1956.






Johana Dobereiner – Cientista e engenheira agrônoma nascida em 28/11/1924 na Tchecoslovákia, Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner foi recordista nos índices das publicações científicas internacionais. Formada em Agronomia pela Universidade de Munique, chegou ao Brasil em 1950. Estudou o papel da bactéria rhizobium na fixação do nitrogênio pelas plantas, o que permitiu uma forma de a soja gerar o próprio adubo, dispensando o uso de fertilizantes minerais. A descoberta gerou economia para o Brasil. Na juventude, perdeu a mãe nos campos de concentração. Foi casada com um colega de faculdade, com quem teve dois filhos (um morreu assassinado por bandidos num assalto), e uma filha adotiva. Foi professora na Universidade Rural do Rio de Janeiro, consultora da FAO e vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências. Morreu em 05/10/2000, de insuficiência respiratória, aos 75 anos.




Lise Meitner – Física, química e matemática nascida em Viena, Áustria, em 27/10/1878, junto com o colega Otto Hahn, descobriu o elemento protactínio. Em 1923 descobriu a fissão nuclear. Em 1938 fugiu para a Suécia. Em 1944 Hahn recebeu o Prêmio Nobel da Química e Lise foi ignorada pelo Comité Nobel. Morreu em 27/10/1968. Em 1946, recebeu o título de "Mulher do Ano" pelo National Women's Press Club, dos Estados Unidos. Em 1949 recebeu a Medalha Max Planck da Sociedade Alemã de Física. O elemento 109, meitnério, tem esse nome em sua homenagem.




Madame Curie – Cientista nascida em Varsóvia em 07/11/1867, Maria Sklodowska  Curie conseguiu isolar o radium, conquistando o Nobel de Química em 1911. Perseguida pela polícia e acusada de conspiração pela independência de seu país, abandonou a cidade. Em 1891, foi a Paris continuar seus estudos e lá conheceu o professor e cientista Pierre Curie, que realizava pesquisas sobre cristais. Os dois tornaram-se amigos e casaram-se em 1895. Nessa época ela trabalhava numa tese de doutoramento sobre a radioatividade e demonstrou que entre os elementos conhecidos, apenas o urânio e o tório tinham propriedades radioativas. Pierre, entusiasmado com a descoberta, passou a trabalhar com a mulher. Quatro anos depois isolaram daquele minério o elemento químico polônio, assim chamado em homenagem à terra natal de Marie. Descobriram o rádio, dois milhões de vezes mais radioativo do que o urânio. Em julho de 1903, Marie doutorou-se em Ciências Físicas e conquistou o Prêmio Nobel de Física. Em abril de 1906, aos 47 anos, Pierre morreu atropelado por uma carruagem e Marie assumiu a cátedra dele na Universidade. Durante a Segunda Guerra cuidou dos feridos em hospitais e centros de radiologia criados por ela. Em 1933 escreveu uma obra sobre os progressos da física nuclear. Por causa da exposição a materiais radioativos, morreu vítima de leucemia em 04/07/1934, aos 60 anos. Um ano depois, sua filha e seu genro ganhariam o 3º prêmio Nobel de Química da família.





Margaret Mee – Botânica nascida na Inglaterra em 1909, Margaret Ursula Mee realizou 15 expedições na Amazônia e daí nasceu a coletânea de desenhos com que preservou grande parte de nossa natureza ameaçada. Chegou ao Brasil em 1947. Viveu na casa de Santa Teresa com o marido, cercados por um jardim onde plantou algumas espécies amazônicas. Morreu num acidente de carro em sua terra natal, após criar uma fundação que leva seu nome.







Margaret Mead – Antropóloga nascida em 18/12/1901 na Filadélfia (EUA), passou grande parte da vida em meio à comunidades primitivas, na África. Em 1949, escreveu “Male and Female”, que propõe um estudo dos diferentes papéis sexuais no mundo atual. Fez um alerta sobre o custo do progresso em termos de perdas culturais que representam o patrimônio da humanidade. Revolucionou a antropologia ao torná-la popular, e demonstrou que os papéis sexuais são determinados pelas expectativas sociais. Também provou a importância das relações raciais para a conservação da espécie. Morreu em 1978.





Maria Augusta Generoso Estrela - Ativista política e médica nascida em 10/04/1960, no Rio de Janeiro, filha de portugueses, foi a primeira mulher brasileira a cursar Medicina, fato que mereceu artigos na imprensa da época e elogios de escritores. Estudou nos Estados Unidos, custeado pelo pai, mas quando este perdeu os negócios, ele pediu e conseguiu a ajuda de D. Pedro II e de outros empresários para conseguir formar a filha. Como aluna, recebeu honrarias e foi a oradora da turma, na formatura. Apesar de sofrer preconceitos, que diziam que ela trabalharia para cuidar apenas de crianças e idosos, Maria serviu de exemplo para as outras mulheres, principalmente porque passou a colaborar no jornal A Mulher, com artigos sobre a emancipação feminina, juntamente com outras intelectuais, como a colega de curso pernambucana, Josefa F. Mercedes de Oliveira, fato que mereceu nota em jornais norte-americanos. De volta ao Brasil em 1882, desembarcou no Rio de Janeiro, onde conheceu o farmacêutico Antônio da Costa Mendes, com quem se casou e teve quatro filhos. Ciumento, ele tentou fazer com que deixasse a carreira, sem sucesso. Falava quatro idiomas, e assim que voltou ao País, teve que validar seu diploma numa bancada de uma faculdade. Morreu em 18/04/1946 aos 86 anos. Dá nome a uma avenida do bairro Bangu, no Rio de Janeiro, e ao Centro de Saúde Vila Isabel.






Maria Augusta de Toledo Tibiriçá Miranda - Ativista política, médica e enfermeira, nascida em 06/05/1917 em São Paulo, formou-se em Medicina em 1941. Dedicou 10 anos ao estudo da Hanseníase e aposentou-se em 1992, depois de 50 anos de carreira na área da saúde. Na militância, participou da União Feminina do Flamengo, do Instituto  Feminino do Serviço Construtivo, entre outros. Casada com o oficial da Marinha, Henrique Miranda, por 36 anos, tiveram quatro filhos.




Maria Caetana Agnesi - Linguista, filósofa e matemática nascida em Milão, Itália em 16/05/1718, é reconhecida como a primeira escritora que tratou do cálculo diferencial e integral. Escreveu ‘Proposições Filosóficas’ e ‘Instituições Analíticas’. Morreu em 09/01/1799 em Pio Albergo Trivulzio.











Maria Goeppert-Mayer - Física nascida em 28/06/1906 em Kattowitz, Alemanha, filha de um médico, foi uma das ganhadoras do Prêmio Nobel de Física em 1963, por pesquisas sobre a estrutura do átomo e seu núcleo. Casou-se com o físico-químico americano Joseph E. Mayer em 1931 e foi morar nos Estados Unidos. Em 1955 publicou 'Elementoary Teory of Nuclear Shell Structure'. Morreu em 20/02/1972, após um derrame que a deixou paralítica.











Maria Montessori – Médica e educadora nascida em Roma, Itália, em 31/08/1870, inaugurou sua primeira casa de crianças em 1907. Foi a primeira mulher a se formar em Medicina e adotou a psiquiatria clínica, interessando-se pelos problemas de crianças com deficiência mental. Desenvolveu um sistema de aprendizado para crianças de 3 a 6 anos baseado na liberdade de movimentos. As escolas que seguem este sistema são conhecidas como montessorianas. Morreu em 06/05/1952. 





Marie-Sophie Germain – Matemática e pesquisadora nascida em 01/04/1776 em Paris, França, filha de um comerciante, começou a carreira com a ajuda do pai. Para estudar na Escola Politécnica de Paris, exclusiva para homens, utilizou a identidade de um antigo aluno da academia, Monsieur Antoine-August Le Blanc, que mudou de cidade sem avisar à insituição. Achando estranho que um aluno fraco tornava-se inteligente, o diretor marcou um encontro com o estudante e ela acabou revelando a farsa. Os dois tornaram-se amigos e ela continuou a usar o pseudônimo de Monsieur Le Blanc. Em 1808, começou a carreira na física. Realizou pesquisas com os números primos e o Último Teorema de Fermat, pelo qual recebeu a medalha do Instituto da França, tornando-se a primeira mulher a participar das conferências da Academia de Ciências. Morreu de câncer no seio 27/06/1831. 





Mary Douglas – Arqueóloga nascida em 06/02/1913 em Londres, Inglaterra, encontrou uma trilha de pegadas de hominídeos, na Tanzânia. Decidiu pela carreira ao conhecer a cientista Dorothy Liddele, de quem foi sua assistente. Em 1936, escavou toneladas de terra enquanto seu marido percorria os Estados Unidos dando palestras. Separaram-se em 1968 quando Mary já havia descoberto os fósseis do homo habilis, o mais antigo ancestral humano com 1,75 milhão de anos. Descobriu também que ao lado de nossos antepassados, desenvolveu-se outra linhagem de hominídeos. Foi casada com o paleontólogo Louis Leakey, casado, 10 anos mais velho que ela. Morreu em 09/12/1996, em Nairóbi, vítima de trombose. Seus estudos continuam através do filho, Richard. Como foi expulsa de várias escolas, acabou sendo alfabetizada pelo pai, o pintor Erskine Edward. 





Mary Helena Allegretti – Ambientalista e antropóloga, assumiu em 1999 a Secretaria da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente. Em 1981, descobriu o líder seringueiro Chico Mendes, que defendia a preservação dos seringais do Acre. Juntos, criaram uma escola no centro da floresta para alfabetizar trabalhadores da região. Graças a isso, foram criadas, em 1990, as 4 primeiras reservas extrativistas no Brasil. É consultora independente e professora visitante na Universidade da Flórida (EUA).





Mayana Zatz – Bióloga nascida em Israel em 1948, é membro do projeto mundial Genoma Humano, da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências. Seu trabalho foi citado 1.500 vezes em 102 publicações de 1977 a 1997. Possui 173 trabalhos publicados e cerca de 150 artigos em revistas internacionais. Nos anos 80, montou na USP a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim), serviço que se tornou o maior pólo de investigação de problemas genéticos do país. Interessou-se pelo estudo das distrofias musculares na faculdade, quando acompanhou o caso de uma mulher que queria ter filhos. Casada, tem dois filhos. Morou na França até os 7 anos, quando veio para o Brasil.





Melanie Klein – Analista nascida em Viena em 1882, escreveu ‘A Psicanálise das Crianças’ e ‘Inveja e Gratidão’. Tomou contato com as ideais de Freud através de um seus colaboradores. Introduziu os jogos infantis e brinquedos nos processos terapêuticos e criou técnicas para ajudar crianças com problemas mentais. Também foi a primeira a descrever os vários estados psicológicos do desenvolvimento das crianças. Suas idéias e teorias foram contestadas diversas vezes.Publicou um trabalho em 1919 e dois anos depois, já em Berlim, aperfeiçoou sua técnica como analista de crianças. Interessou-se também pela bagagem genética e foi a maior rival de Anna Freud. Casada, perdeu um filho num acidente. Em 1926 mudou-se para Londres. Morreu em 1960.




Mileva Maric – Física e Matemática nascida na Sérvia em 19/12/1875, foi a primeira mulher do cientista Albert Einstein e mãe de seus 2 filhos. Conheceram-se no Instituto Politécnico Suíço, em 1900. Segundo os estudiosos Lewin Pyenson e Santa Troemel-Ploetz, Mileva pode ter sido responsável pela descoberta da Teoria da Relatividade, que valeu a Einstein o prêmio Nobel de Física em 1921. Co-autora da descoberta, ela pode ter se apagado para que o amado fosse premiado. Morreu em 04/08/1948.






Míriam Tendler – Cientista nascida no Rio de Janeiro, chefia uma equipe de 20 pessoas que tem como o maior trunfo a molécula responsável por uma doença bovina que causa prejuízos de 3 milhões de dólares ao ano em todo o mundo. Em 1993, descobriu a molécula da proteína SM 14, um antígeno clonado do Schistossoma mansoni. Começou a estudar medicina em 1971 e trabalhou na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, por mais de 27 anos. Tem três filhos.









Myeong-Hee Yu – Pesquisadora de microbiologia celular nascida na Coréia. Em 1995 recebeu em seu país o prêmio da Fundação Helena Rubinstein, junto com outras três cientistas. Suas descobertas sobre proteínas trazem novas perspectivas terapêuticas para certas doenças como fibrose cística. Tem dois filhos.







Niéde Guidon - Arqueóloga nascida em 12/03/1933 em Jaú (SP), estudou fósseis em São Raimundo Nonato, no Piauí. Pesquisadora da Universidade Sorbonne, em Paris foi a primeira cientista a mapear o sítio arqueológico da Pedra Furada, o mais antigo das três Américas, com 25 mil anos. Com uma equipe de pesquisadores estrangeiros, subsidiada pelo governo francês, mudou-se para São Raimundo em 1977. Em 1986, transformou a região num parque, que hoje já abriga 430 sítios arqueológicos e preserva uma caatinga virgem.








Nise da Silveira - Psiquiatra e neurologista nascida em Maceió, Alagoas, criou o Serviço de Terapêutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio, em 1946, utilizando artes no tratamento aos doentes mentais, em substituição à lobotomia e o eletrochoque, procedimentos usados na época. Desta forma, os esquizofrênicos passaram a ter uma vida útil e criativa, sendo que muitos foram curados. Em 46 anos de trabalho, reuniu mais de 300 mil peças de arte, que hoje formam o acervo do Museu do Inconsciente, no mesmo hospital. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 15 anos , após a morte do pai (era filha única). Na faculdade de Medicina, foi a única mulher num grupo de 156 homens. Escreveu seis livros. Morreu com 94 anos. Em 2016 foi interpretada pela atriz Glória Pires no cinema.



Rosalyn Sussman Yalow – Cientista judia nascida em Nova Iorque (EUA) em 19/07/1921, recebeu o prêmio Nobel de Medicina em 1977, por suas pesquisas no campo dos hormôniosm sendo primeira americana a receber esse prêmio.








Radnitz Cor – Cientista nascida em 1896, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina de 1947. Morreu em 1957.



Rita Levi-Montalcini – Cientista e neurobiologista judia nascida em 22/04/1909 em Turim, Itália, filha do matemático Adamo Levi e da pintora Adele Montalcini, ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1986 pelas descobertas sobre os fatores do crescimento. Sua descoberta em parceria com o americano Stanley Cohen abriu perspectiva para o transplante de córnea, cultivo da pele e tratamento da arteroesclerose. Doou o prêmio aos novos pesquisadores italianos. Durante a Segunda Guerra foi buscar a cidadania nos Estados Unidos, por ter sido proibida por Mussolini de exercer a medicina na Itália. Tem uma irmã gêmea.








Sarah Breedlove Walker - Cientista nascida em 23/12/1867 na Louisiana, fez o aperfeiçoamento de cosméticos para cabelos e inventou uma linha exclusiva para negros e salões de beleza. Casou-se aos 14 anos, mas ficou viúva aos 20. Em 1905 desenvolveu uma fórmula por criar um penteado liso e brilhante para mulheres afro-americanas. Em 1906 casou-se com Charles Walker, e por disso seu método ficou conhecido como o Walker Method ou Walker System. Ela e o marido inventaram um sistema de vendas de casa em casa, que fez muito sucesso. Morreu em 25/05/1919.






Sofya Vasilyevna – Matemática e pesquisadora nascida em 15/01/1850 na Rússia, filha de um oficial de artilharia, foi a primeira mulher a ser nomeada para a Academia de Ciências da Rússia, e a terceira mulher a conseguir um cargo como professora na Universidade de Estocolmo. Também foi editora da secção de Ciências de um jornmal de São Petersburgo e escreveu uma novela literária. Ficou conhecida por seu trabalho em equações parciais e de movimento rotatórios. Recebeu o Prêmio Borodin da Academia Francesa de Ciências. Foi casada com o paleontologista Vladimir Kovalevsky, que suicidou-se por causa das crises financeiras da família. Morreu em 10/02/1891.





Sylvia Earle - Bióloga marinha nascida em 30/08/1935, em Gibbstown, Nova Jérsia, EUA, Sylvia Alice Earle trabalha como exploradora para a National Geographic Earle, sendo a primeira mulher nomeada cientista chefe da NOAA. Em 1979 bateu recorde mundial de mergulho em profundidade e fez sete mil horas de pesquisas debaixo d’água, em 77 anos de vida. Foi cientista-chefe do Departamento Americano de Administração Oceânica e Atmosférica, pesquisadora das universidades da Califórnia e Harvard e atualmente é exploradora da National Geografic Society, aos 87 anos. Escreveu 150 publicações e recebeu vários prêmios por suas atuações. Em 1998 foi nomeada pela Time Magazine como a primeira Heroína pelo planeta. Porta-voz mundial da importância dos oceanos para a saúde do planeta e crítica feroz do sistema pesqueiro, é conhecida como “Sua Produndeza”, um trocadilho com “Sua Alteza”. Foi casada com Graham Hawkes e tem três filhos. Fundou três empresas, sendo que uma delas fabrica veículos para transitar em águas profundas. Liderou 70 expedições de pesquisas e mapeamento do solo marítimo, cujas imagens fazem parte do acervo Google Earth.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça