NAS COMUNICAÇÕES



Alice Maria Tavares Reiniger – Jornalista e diretora de telejornais nascida em São Paulo (S), em 31/01/1945, foi a primeira mulher no país a ocupar o cargo de diretora-executiva de uma central de jornalismo, na TV Globo. Começou a carreira como estagiária em 1966 e três anos depois já era editora. Participou da criação do Jornal nacional e do jornalismo da Globo News. Em 1992, criou a produtora independente ‘No Ar Comunicação’. Trabalhou também na TV Manchete. Aposentou-se em 2014.








Ana Maria Braga – Apresentadora e bióloga nascida em 01/04/1949 em São Joaquim da Barra (SP), filha de italiano com brasileira, Ana Maria Braga Maffeis começou a carreira na imprensa escrita, como colaboradora de revistas de moda. Nos anos 70 foi ajudante do apresentador Amaury Junior, apresentadora de telejornais na TV Tupi. Apresenta o programa ‘Mais Você’ da TV Globo desde 1998, quando saiu da TV Record onde apresentava o 'Note e Anote'. Participou da novela ‘Sem Lenço sem Documento’, e dos filmes ‘O Beijo da Mulher Aranha’ e ‘Xuxa e Os Duendes’. Em 1998 lançou sua própria revista feminina, Utilíssima, e uma revista em quadrinhos, cujos personagens eram amigos e parentes da apresentadora. Escreveu livros de culinária e a ficção "À Espera dos Filhos da Luz". Em 2001 curou-se de um câncer no reto, tendo sido diagnosticada com câncer de pele anos antes. Em 2016 anunciou que estava com câncer de pulmão. Casou-se três vezes  e tem um casal de filhos.




Ana Paula Padrão – Apresentadora, jornalista, bailarina e empresária nascida em Brasília, em 16/11/1965, Ana Paula de Vasconcelos Padrão começou a carreira numa rádio de sua cidade. Nos anos 90 foi para a TV Globo, onde atuou como repórter de economia, apresentadora e correspondente internacional. Decidiu cursar jornalismo depois de ser recusada em testes de dança para o balé 'O Corpo' de Belo Horizonte. Em 2005 foi para o SBT, ganhando três vezes mais para apresentar o Jornal da Globo. Justificou sua saída dizendo que estava sem tempo para ter filhos porque trabalhava de madrugada. Por causa da desculpa, acabou criticada pelas feministas. Foi casada com o jornalista Marcelo Netto por 10 anos e com um economista, com quem ficou por 12 anos (separou-se dele em 2015). Tentou vários tratamentos mas não conseguiu engravidar. Escreveu "O Amor Chegou Tarde em Minha Vida", livro biográfico. Depois de sair do telejornal, passou a apresentar um programa de concursos de culinaristas (Super Chefs mirins). Filha de mineiros, tem um casal de irmãos.



Aenne Burda - Empresária e fundadora do grupo editorial de moda Burda-Moden nascida na Alemanha em 28/07/1909, Anna Magdalene Burda começou nos negócios em 1931 quando investiu numa pequena empresa de impressão da família do marido. Acabou tornando-se uma das mulheres de negócios mais bem-sucedidas da Alemanha. Em 1987 ganhou as manchetes dos jornais ao se tornar a primeira ocidental a publicar em russo na União Soviética. Lançou o semanário ‘Focus’ e a revista de fofocas ‘Bunte’. Morreu em 03/11/2005, aos 96 anos.


Anelina e Virgilina de Souza Sales – Fundadoras da 'Revista Feminina', em São Paulo em 1914 (SP), não se limitavam a escrever para a mulher do lar, mas para as profissionais, como a telefonista, balconista e datilógrafa. A revista discutia sobre acesso ao voto, economia e assuntos sociais. A primeira tiragem chegou a 30 mil exemplares.





Beatriz Rosenberg – Jornalista, diretora de núcleo da programação infantil da Rede Cultura, começou a carreira em 1977 como assistente de produção de documentários. Em 1989 foi ao ar o primeiro programa infantil de uma série criada, produzida e dirigida por ela, o especial de Natal 'Banho de Aventura', que originou 'A Turma do Cocoricó'. Em 1991 assumiu o núcleo de infantis da emissora. Tem uma filha.





Carmem da Silva – Jornalista, escritora e psicóloga nascida no Rio Grande do Sul, em 31/12/1914, é considerada a pioneira do feminismo no Brasil. Nos anos 1960 radicou-se no Rio de Janeiro Trabalhou na revista Cláudia de 1963 a 1985 dando conselhos para as leitoras na coluna ” A arte de ser mulher”, o que lhe rendeu xingamentos através de cartas de leitores (maridos insatisfeitos com seus conselhos de que as mulheres deveriam se libertar no meio social. Foi uma das fundadoras do Centro da Mulher Brasileira, primeiro núcleo feminista no Brasil. No começo, ao falar de coisas que eram tabu, recebia de cartas com xingamentos. É autora dos livros ‘A Arte de Ser Mulher’, ‘Fuga em Setembro’, ‘Sangue Sem Dono’ e ‘Memórias Híbridas de Uma Senhora de Respeito’. Aos 23 anos, com a morte da mãe, foi viver em Buenos Aires, e apaixonou-se por um homem casado e negro, um escândalo na época. Morreu repentinamente, de aneurisma, aos 66 anos, em 25/04/1985, quando participava de uma conferência sobre jornalismo. Não teve filhos. Sua vida é contada em vários livros, estudos acadêmicos e sites. Como homenagem é nome de um prêmio de Literatura, desde 1991, no Rio Grande do Sul.



Christiane Amanpour - Repórter nascida em 12/01/1958, em Londres, trabalha como correspondente internacional para a TV CNN, em Israel, cobrindo guerras. No início da carreira, foi repórter de rádio e designer gráfica em uma emissora de TV. Chegou à CNN, em Atlanta, em 1983, com 25 anos de idade. Já recebeu vários prêmios, entre eles, o Emmy, pela cobertura que fez da Guerra da Bósnia, de 1992 a 1996. Chegou a entrevistar muitos líderes políticos e participou do seriado 'Gilmore Girl'. Mora em Londres com o marido, o assessor político James Phillip e o único filho, Darius John.



Cidinha Campos - Radialista, jornalista e atriz brasileira, Maria Aparecida Campos Strauss nasceu em 05/09/1942 em São Paulo. Começou a carreira cantando no 'Clube Papai Noel' da TV Tupi. Depois atuou na 'Família Trapo' e apresentou vários programas. Foi a primeira repórter internacional do Fantástico. Em 1982 foi eleita deputada federal, sendo autora de várias leis, entre elas a que obriga todo hospital público estadual realizar os exames de mamografia e densitometria óssea, fundamentais na prevenção do câncer de mama e da osteoporose. Em 2002 presidiu a CPI que investigou as fraudes nos Postos de Benefício do INSS no Rio de Janeiro. Atualmente preside a Comissão de defesa do Consumidor e é vice-líder da bancada do PDT. Foi casada com o novelista Manoel Carlos, com quem teve o filho, Ricardo. Tem uma filha, Maria Carolina. É casada com Antônio Ricardo Venâncio Straus.


Corina Coaraci – Jornalista americana nascida em Kansas City (EUA) em 18/4/1859, filha da americana Mary Frances Lawe e do jornalista brasileiro Carlos Francisco Alberto de Vivaldi, veio para a Brasil com 2 anos de idade. Estreou como jornalista no Rio de Janeiro em 1875, em periódicos do pai como, 'Ilustração do Brasil e South American Mail'. Foi diretora do Ilustração Popular, edição condensada da Ilustração Brasileira, correspondente do Arauto, de Petrópolis e do The New York Herald (1888-1889), onde publicou uma série de artigos sobre o nosso movimento republicano. Manteve a seção “Modos e Modas /Usos e Costumes” na Folha Nova, do Rio de Janeiro, e escreveu para a Gazetinha. Usou os pseudônimos: Condessa Augusta, Froufrou, Léo Leone, ‘C’. Foi casada com o escritor José Alves Visconti Coaraci, com quem teve o filho Vivaldo Coaraci, que era escritor.



Cristina Cubero – jornalista catalã, foi a primeira repórter mulher a entrar num estádio de futebol na Arábia Saudita. No estádio não tinha banheiro feminino e no hotel ela era vista com desejo pelos homens. Para andar livremente no país, tinha um guarda-costas. Trabalha no jornal Mundo Desportivo editado em Barcelona e colabora com a rádio Nacional da Espanha. Ingressou no mundo do esporte em 1985.









Daisy Bates - Jornalista, e dona do jornal Arkansas State Press, nascida em 11/11/1914 em Huttig, Arkansas, Daisy Lee Gatson Bates publicava relatos de brutalidade e racismo contra os negros. Foi uma das líderes na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Em 1996, em reconhecimento a sua luta, carregou a tocha olímpica nos Jogos de Atlanta. Na infância descobriu que a mãe morreu ao resistir a uma tentativa de estupro por homens brancos. Morreu em 04/11/99, aos 84 anos.



Diana Velikova - Apresentadora búlgara do programa 'Verdade Nua', a cada notícia tira uma peça de roupa, até ficar só de calcinhas (no Canadá, as apresentadoras chegam a ficar nua). Tudo em busca da audiência.









Doris Giesse – Apresentadora, atriz, poeta, bailarina e ex-modelo nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 18/05/1960, ancorou um telejornal na TV Bandeirantes e apresentou o Fantástico na TV Globo no início dos anos 90. Chegou a ser protagonista do programa de humor "Dóris para Maiores". Saiu da Globo depois de dar uma entrevista para a revista Interview-Sexy onde contava detalhes de sua vida sexual. Namorou o músico Nelson Motta e o playboy Chiquinho Scarpa. Casou-se com o jornalista Alex Solnik, com quem tem um casal de gêmeos. Em 2002 foi a um programa de TV pedir emprego e reclamar do marido, que a estaria prendendo em casa por ciúmes. Em 2007, em outro programa de TV, disse que tudo não passou de uma brincadeira, que tudo era mentira.




Dulce Damasceno de Brito – Jornalista e crítica de arte nascida em Casa Branca (SP), entrevistou vários artistas estrangeiros nos anos 50 em Hollywood abrindo caminho para outras repórteres. Começou a carreira nos Diários Associados em São Paulo e foi para os Estados Unidos com 22 anos. Conhecia os bastidores do cinema e frequentava a casa dos artistas, chegando a namorar os atores Tony Curtis, Gregry Peck e William Holden. Em 1968 voltou para o Brasil. Teve dois filhos. Trabalhava para o Shopping News e para a revista Classe, da TAM. Sua vida é contada em sua autobiografia. É autora dos livros como "O ABC de Carmem Miranda" e "Hollywood nua e crua" Morreu em 09/11/2008.







Eugênia Brandão Moreyra – Jornalista nascida em 1898 em Juiz de Fora (MG), mudou-se para o Rio de Janeiro na juventude. Foi a primeira repórter feminina do Brasil (até então as mulheres só trabalhavam em jornal como poetisas ou folhetinistas). Trabalhou nos jornais ‘A Rua’, no Rio de Janeiro, ‘A Notícia’ e ‘O País’. Numa de suas reportagens, em 1914, a reportista (termo usado na época) entrou num convento, o Asilo Bom Pastor, para entrevistar a irmã de uma mulher assassinada no crime conhecido como a tragédia da rua Dr. Januzzi. A reportagem foi um sucesso e ela foi homenageada com um poema caipira no jornal 'O Careta': “Apareceu aqui no Rio um jorná que chama Rua/ um jorná que sai a noite quando está nascendo a lua. Tem uma moça bonita/ que o cabelo traz corado/ usa chapéu como os home/ tem cada um oio damnado”. Além de feminista, sufragista e ativista política de esquerda, era avançada na maneira de agir: fumava piteira e cachimbo em público. Criou o Teatro de Brinquedo e a União Feminina do Brasil pela Libertação da Filha de Anita Leocádia. Em 1935 participou da Aliança Nacional Libertadora, e acabou sendo presa (chegou a dividir uma cela na cadeia com Olga Benário). Começou a trabalhar na adolescência como vendedora numa livraria. É avó da jornalista Sandra Moreira, da TV Globo. Foi casada com o jornalista Álvaro Moreira. Teve 8 filhos. Morreu em 1948, aos 49 anos.





Fátima Bernardes – Apresentadora nascida no Rio de Janeiro em 17/09/1963, filha de um reformado do Exército e de uma dona de casa, Fátima Gomes Bernardes Bonemer começou a carreira como estagiária do Jornal O Globo. Em 1987 foi para a TV Globo como repórter e depois apresentadora, passando pelos programas Fantástico, Jornal hoje e Jornal da Globo. Em 1997 passou a ser apresentadora do Jornal Nacional, ao lado do apresentador William Bonner, com quem tem três filhos gêmeos: Laura, Vinícius e Beatriz. O tratamento para engravidar influenciou outras mulheres e a tornou ainda mais popular. Seu primeiro casamento foi com um engenheiro civil e durou apenas seis meses (não teve filhos com ele). Recebeu vários prêmios como melhor apresentadora de Telejornal, mas passou a ser muito criticada por deixar o jornalismo para apresentar um programa matinal na TV Globo, em 2012. O sobrenome Bonemer é do ex-marido, o apresentador William Bonner (Bonner é nome artístico). Em 2016 o casal anunciou a separação, depois de 25 anos de união. A notícia causou surpresa, já que os dois eram tidos como exemplo de casamento perfeito. Antes de ser jornalista, foi professora de balé. 







Françoise Giroud – jornalista, escritora, roteirista, compositora e política nascida em Genebra em 21/09/1916, Lea France Gourdji começou a trabalhar as 16 anos. Foi ministra da Condição Feminina da França em 1974, diretora da revista Elle e fundadora do semanário L’Express. Em 1972 lançou o livro ‘Si je mens' (Se eu mentir) inspirado numa canção infantil e escreveu biografias de mulheres importantes. Na Segunda Guerra Mundial fez parte da Resistência e chegou a ser presa. Candidata às eleições municipais francesas de 1977 em Paris, foi envolvida num escândalo, acusada de receber Medalha da Resistência sem merecimento, retirou sua candidatura às eleições parisienses e não foi mais indicada à política.  Foi casada duas vezes, com um empresário de petróleo e um produtor de cinema e teve um casal de filhos, mas o rapaz morreu num acidente de ski, em 1972. Ela engravidou novamente mais duas vezes, mas numa delas o bebê morreu e na outra ela teve que abortar, o que acabou deixando-a estéril. Ateia, Françoise Giroud sempre negou seu judaísmo, obedecendo à vontade de sua mãe. Em 1950 seu amante (ele era casado), a trocou por uma garota de 20 anos e depois de muitas decepções ela tentou o suicídio. Em 1994 ela ajuda o marido doente a morrer, mas logo tem depressão. O pseudônimo foi inventado por Maurice Diamant-Berger, quando Françoise começou a trabalhar numa rádio, em 1938 e  foi oficializado com a publicação do decreto 76860/1976, no Journal officiel da República francesa. Morreu aos 86 anos em 20/01/2003, de traumatismo craniano após sofrer uma queda numa ópera, que a deixou 3 dias de coma.



Geraldine Brooks - jornalista e correspondente do 'The Wall Street Journal' no Oriente Médio nascida na Austrália, em 14/09/1955, cobriu guerras e desastres ecológicos. Em 1994, ao ser presa como espião pela polícia da Nigéria, decidiu dar um tempo na profissão para engravidar. Passou a viver em Waterford, Virgínia (EUA) e a atuar como free lancer. Escreveu o livro 'Nove Partes do Desejo', sobre como líderes políticos e religiosos usam o Alcorão para justificar a submissão das mulheres. Em seis anos, viajou por 20 países. Mora nos Estados Unidos. Casada, tem dois filhos. Já recebeu o prêmio Pullitzer por uma obra de ficção.







Glória Lopes – Radialista nascida em Minas Gerais, foi a primeira mineira a cobrir crimes, entrevistando bandidos e policiais. Começou a carreira como atriz do rádio e tevê, foi animadora de programas radiofônicos, disc-jóckey e trabalhou em humorísticos na TV Itacolomi, de 1956 a 1967. Foi jornalista na rádio Inconfidência e na Itatiaia onde apresentou por 26 anos o programa 'Glória Lopes, a Repórter', ao vivo, com auditório sempre lotado. Foi candidata a vereadora duas vezes, mas não ganhou. Aposentou aos 67 anos. Morreu em 2008.



Glória Maria – Apresentadora e jornalista nascida no Rio de Janeiro (RJ), Gloria Maria Matta da Silva em 15/08/1956, sofreu preconceitos por ser negra no início da carreira (chegou a ser impedida de entrar num hotel). Começou a trabalhar aos 16 anos como telefonista da Embratel. Entrou na TV Globo nos anos 70 apurando notícias e fazendo textos para os apresentadores do Jornal Nacional. Foi casada três vezes e optou por não ter filhos para ter mais tempo para a carreira. Diz que é o tipo de mulher que todo homem deveria ter pelo menos uma vez na vida. Foi apresentadora do Fantástico de 1999 a 2007. Havia rumores de que não se dava bem com alguns colegas da emissora. Voltou à TV Globo em 2010, ano em que adotou duas meninas.



Glória Steinem – Jornalista nascida em 25/05/1934 em Ohio (EUA), Gloria Marie Steinem sempre lutou pelo direito das mulheres em seus artigos, que começou a escrever, em 1952. fundadora da revista feminista Ms., a primeira voltada para o público feminino nos Estados Unidos, dirigida por mulheres. Ficou conhecida também pelos ataques que fazia ao casamento: “você se torna uma meio não-pessoa quando casa”, dizia. Suas coletâneas estão reunidas no livro 'Memórias da Trangressão'. Em 1986 escreveu a vida de Marilyn Monroe. Em 2000, aos 66 anos casou-se com o sul-africano David Bale, um ativista anti-apartheid e pai do ator Chistian Bale.




Hebe Camargo – Apresentadora nascida em 08/03/1929 em Taubaté (SP), filha de músicos, teve uma infância pobre e acompanhava o pai nas apresentações. Mudou-se com a família para São Paulo aos 14 anos, quando começou a carreira de cantora ao lado da irmã com o pseudônimo Magali Porto. Foi para a TV Tupi nos anos 70, onde chegou a apresentar cinco programas por semana, ficando milionária aos 40 anos de idade. Ela inaugurou os programas comandadoo por mulheres no Brasil. Também trabalhou na TV Bandeirantes e atualmente apresenta um programa no SBT. Viúva do empresário Lélio Ravagnani, tem um filho, Marcelo, do primeiro casamento. Inaugurou a TV Tupi em 1950 ao lado de Lolita Rodrigues e Lima Duarte. Sua vida é contada no livro ‘Hebe, a Trajetória de uma Estrela’. Morreu em 29/09/2012, de parada cardíaca (ela lutava contra um câncer no abdômem). Era conhecida como "A Rainha da Televisão Brasileira". Engajada, sempre participava de movimentos sociais e lutava contra os abusos da política no Brasil.




Hildegard Angel – jornalista e atriz nascida em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro, em 24/09/1949,  Hildegard Beatriz Angel Jones de Boghossian é filha da estilista Zuzu Angel, que morreu num atentado político nos anos 70. É irmã do ex-militante político Stuart Angel Jones. Nos anos 80 trabalhou na TV Mulher, na TV Globo, entrevistando personalidades. Antes, porém, foi atriz de teatro, fez cinema de televisão. Inventou a expressão 'emergente' para designar pessoas que ficam ricas com o trabalho. Viúva do colunista João Rezende, pai de seu filho João Pedro, é casada com o empresário Francis Boghossian. Fundou em 1993 o Instituto Zuzu Angel, entidade sem fins lucrativos dedicada à promoção e à capacitação da moda no Rio de Janeiro. Mantém um blog próprio, onde fala sobre artistas e política. 





Inge Morath - Fotógrafa nascida em Graz, Áustria em 27/05/1923, Ingeborg Morath foi uma das primeiras mulheres aceitas na agência fotojornalística Magnum, de Henri Cartier-Bresson. Fez reportagens fotográficas realizadas em vários países, como Rússia e China durante a Guerra Fria. Suas coberturas internacionais foram publicadas nos principais veículos dos Estados Unidos e da Europa, como as revistas Life, Paris-Match e Vogue. Morreu de câncer, em 30/01/2002 em Nova York, aos 78 anos. Foi casada com o escritor Arthur Miller, com quem teve uma filha.




Íris Lettieri – Locutora nascida em 26/08/1941 no Rio de Janeiro (RJ), filha única de um locutor e de uma professora de piano e dicção, é locutora oficial do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Começou a carreira em 1959 como Garota-Propaganda. Depois atuou como atriz, apresentadora, entrevistadora e manequim. Foi a primeira locutora de telejornal do país, na TV Excelsior. Em 1965 inaugurou a TV Globo como locutora de telejornal. Em 1992 sua voz foi colocada no CD Angel Dust do conjunto Faith No More, na faixa Crack Hitller. Casou-se três vezes mas não tem filhos.






Janet Cooke – Repórter nascida nos Estados Unidos em 23/07/1954, foi premiada com o Pulitzzer de melhor matéria, mas confessou que inventou a reportagem. A história fictícia foi publicada em 29/09/1980 e contava sobre um menino de oito anos viciado em heroína. A farsa foi descoberta quando as autoridades procuraram saber mais detalhes sobre o garoto e correram atrás das fontes.









Jill Dando – apresentadora nascida em 09/11/1961, foi assassinada em frente a sua casa em 26/04/1999, pelo desempregado Barry Michael George, filho de um policial aposentado, que morava em frente a sua casa. Seu programa na BBc de Londres, denunciava bandidos.



Josefina Álvares de Azevedo – jornalista nascida em 1851, prima do poeta Álvares de Azevedo, foi uma das pioneiras do feminismo no Brasil. Aos 37 anos fundou o Jornal “A Família” que circulou por 10 anos e virou um jornal feminista. A grande causa defendida por ela em seu jornal era a extensão do voto às mulheres. Na época criou a peça “Voto Feminino” encenada durante a Constituinte de 1890 e 1891 (O direito ao voto das mulheres só foi conquistado em fevereiro de 1932). Não se sabe a época em que morreu.






Júnia Nogueira de Sá – jornalista nascida em São Paulo (SP), foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Ombudsman no jornalismo brasileiro, em 1993 na Folha de São Paulo, cargo ocupado antes por Caio Túlio Costa. Começou a carreira em 1984 como repórter da Folha. Em 1987 tornou-se editora da Veja São Paulo. Foi ainda editora-executiva da revista Exame, dirigiu a Agência Folhas, e foi diretora de redação da Folha da Tarde, sendo responsável por mudanças naquele veículo. Diz que não empunha bandeiras feministas.




Katharine Graham – Jornalista e empresária norte-americana nascida em 16/06/1917, foi proprietária do Washington Post desde 1963, quando o marido Phil Graham, suicidou-se. Em 1971 publicou documentos do Pentágono que mostravam os absurdos das ações norte-americanas no sudeste asiático. No ano seguinte deu apoio aos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward nas investigações do caso Watergate apesar de ser ameaçada de prisão. Morreu em 17/07/2001 aos 82 anos após uma queda em Sun Valley, no Estado de Idaho, quando participava de uma reunião de negócios.






Lailma Ahmadi - Apresentadora e editora de telejornal da Rádio e TV Cabul, com a tomada do Taleban, foi proibida de trabalhar. Solteira e sem dinheiro, não quis sair do país. Começou na carreira como técnica e logo passou a ser âncora do jornal noturno. Atualmente trabalha voluntariamente.


Leda Nagle – Apresentadora nascida em Juiz de Fora (MG) em 05/01/1950, começou a carreira como editora de uma revista em São Paulo. No final dos anos 70 foi para o Rio de janeiro, onde trabalhou como apresentadora do Jornal Hoje da TV Globo. Na época foi a única jornalista e acumular as funções de editora e locutora. Saiu de lá porque o diretor, Armando Nogueira, queria mudá-la de horário. Foi casada com um produtor de jóias, com quem teve o filho Duda Nagle, que é ator. Atualmente dá aulas de telejornalismo na Faculdade da Cidade no Rio de Janeiro e apresenta o ‘Sem Censura’ na TV Cultura.




Lillian Witte Fibe – jornalista nascida em São Paulo,começou a carreira como repórter de economia no jornal Gazeta Mercantil. Em 1983 foi foi para a TV Bandeirantes apresentar um telejornal. Depois foi para a Globo e em seguida para o SBT. Voltou para a Globo em 1994, saindo em 1997. Atualmente trabalha no site Terra e dá palestras sobre economia. É casada com o jornalista Alexandre Gambirásio, com quem tem 2 filhos.






Liz Tilberis – Jornalista nascida na Inglaterra em 07/09/1947, foi editora-chefe da revista americana Harper´s Bazaar e trabalhou até um dia antes de sua morte. Começou a carreira em 1970 na Vogue Britânica. Descobriu que tinha câncer de ovário em 1993 e usou a revista para falar da doença e chamar a atenção das mulheres para a importância da prevenção. Em 1997 tornou-se presidente do fundo para Pesquisas de Câncer de Ovário. Em 1998 lançou o livro “No Time to Die” (Sem Tempo para Morrer). Morreu em 22/04/1999, em Nova Iorque aos 51 anos.


Many Catão – Jornalista nascida em Guanhães (MG) em 21/09/1921, foi a primeira integrante dos quadros de uma redação de jornal em Minas Gerais, aos 16 anos. Chocou a sociedade ao adotar o figurino oriental, novidade na época. Morou no Rio de Janeiro, onde trabalhou como cantora na Rádio Mayrink Veiga. Em 1999 doou seu apartamento para o Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, onde viveu até a morte, em 03/08/2002, em Belo Horizonte, aos 80 anos, de problemas respiratórios.



Márcia Mendes – Apresentadora de TV e ex-modelo nascida em 1945 no Rio de Janeiro (RJ), foi a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional. Morreu em 06/07/1979, vítima de câncer, aos 34 anos de idade.Era conhecida pela beleza e elegância. Foi casada com o ator Marcos Paulo.








Maria Sabina - Jornalista, escritora, feminista nascida em Barbacena (MG) em 06/12/1898, lutou pelos direitos das mulheres e ainda na escola, como ótima aluna, recebeu vários prêmios e após concluir o bacharelado no colégio Pedro II, foi para a Inglaterra, onde cursou Letras. De volta ao Brasil, fundou no Rio de Janeiro o curso Arte de Dizer Olavo Bilac. Foi professora de poética no colégio Universitário e, de 1924 a 1971 fez declamações pelo Brasil.  Em 1930 entrou para a Associação Brasileira de imprensa, pelos livros que escreveu, entre eles, Na Penumbra dos Sonhos, Alma Tropical e Canto Solitário. Também colaborou com o jornal O Boletim, participou como delegada no Congresso da Aliança Internacional de Mulheres em Nápoles, membro da Comissão Interamericana de Mulheres na OEA e da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1928 e fez de seu apartamento um ponto de encontro de sufragistas nos anos 60 e 70, foi sócia honorária da Academia Carioca de Letras. Morreu em 17/07/1991, aos 92 anos.










Marília Gabriela – jornalista nascida em Campinas (SP) em 31/05/1948, filha de um engenheiro, Marília Gabriela Baston de Toledo começou a carreira como repórter em 1969. Na TV Globo foi apresentadora do programa TV Mulher nos anos 80, do Jornal Nacional, do Jornal Hoje e do Fantástico. A partir dos anos 90 passou a ser entrevistadora atuando em várias emissoras, como Bandeirantes, SBT e CNT. Casou-se duas vezes e tem dois filhos. Foi casada por 7 anos com o ator Reynaldo Gianecchini, 20 anos mais novo. Antes de ser jornalista foi professora, manequim e cantora. Também estudou psicologia e artes plásticas.



Marina Mirabella – jornalista e correspondente da CNN no Brasil nascida no Canadá, chegou ao Rio de Janeiro na década de 80. Atuou antes como correspondente da TV canadense CBC. Mostra para a TV canadense os casos de repercussão internacional que acontecem no Brasil. Casada com o cinegrafista Daniel McIvor, com quem tem uma produtora no Rio, tem dois filhos nascidos no Brasil.






Marisa Raja Gabaglia – jornalista e atriz nascida em São Paulo em 1942, foi cronista dos jornais ‘Última Hora’ e ‘Diário Popular’ (atual Diário de São Paulo), e apresentadora do 'Jornal Hoje' da TV Globo. Nos anos 70 participou da novela ‘Pigmaleão 70’, escreveu 9 livros e foi jurada em programas de auditório. Em 1982 lançou o livro ‘Meu Amor Brandido’, em que conta ao romance que viveu com o cirurgião Hosmany Ramos, acusado de seqüestros e assassinatos. Morreu aos 61 anos, em janeiro de 2003 de leucemia. Tinha duas filhas e uma neta. Seus cabelos curtos viraram moda nos anos 70.





Mariza Romão – jornalista brasileira foi a única repórter que testemunhou o massacre de 19 sem-terra em Eldorado do Carajás, no Pará e acabou sendo ameaçada de morte. Seu depoimento foi fundamental para mandar a júri popular 153 PMs envolvidos no massacre. As ameaças começaram no dia do pronunciamento da sentença. Conseguiu proteção policial com a ajuda da Fenaj, e para não ser assassinada, mudou seus hábitos. Diz que não se arrepende, pois cumpriu sua função, informando os acontecimentos.




Marlene Mattos Produtora de TV nascida de uma pobre, em São José do Ribamar (MA) em 27/04/191950, foi criada pela avó, que vendia sanduíches em beira de estrada. Trabalhou numa confecção de roupas como tesoureira e como datilógrafa na Globo. Foi para a TV Manchete, onde conheceu a apresentadora Xuxa, com quem trabalhou por 20 anos. As duas brigaram em 2002. Atualmente trabalha como gerente numa grande loja de departamentos.







Marluce Dias da Silva executiva e psicóloga nascida em São Paulo (SP) trabalhou na Rede Globo de 1991 a 2001, sendo a primeira mulher a participar do Comitê Executivo da emissora. Não gosta de badalações, jamais concede entrevistas, nem se deixa fotografar. Antes de entrar para a Globo, trabalhou na Mesbla e na área de Recursos Humanos do BNDES, onde conheceu o marido Eurico Carvalho da Cunha (que é cego). Ao chegar na Globo, cortou os altos salários das estrelas que não estavam fazendo novelas e demitiu 12 diretores. Saiu da emissora para curar-se de um câncer em 2001 e nunca mais voltou à emissora.




Neide Aparecida – Apresentadora nascida em São Paulo em 1937, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951 quando foi para a TV TUPI apresentar um programa que vendia produtos. Menor de idade, era acompanhada pela mãe, Aparecida. Também apresentou programas infantis e atuou como atriz em humorísticos e filmes. Recebeu vários prêmios como “Melhor Apresentadora”, “A Mais Bela da TV” e “A Rainha dos Artistas”. Em sua homenagem o humorista Chico Anysio criou a personagem Neide Taubaté, em que ele a imitava. Desde 1997 apresenta um programa na C.N.T.




  Niomar Moniz Sodré Bittencourt - Jornalista nascida em           Salvador (BA) em 1916, filha do deputado federal, Antônio Moniz Sodré de Aragão, assumiu o jornal carioca 'Correio da Manhã' após a morte do marido, Paulo Bittencourt. A partir do golpe militar de 1964, como diretora do jornal, enfrentou a ditadura, foi processada e acusada de liderar uma campanha na imprensa pela posse de João Goulart. Em 1969, foi presa e a redação invadida pelos militares. Em 1948 esteve no grupo que criou o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio. Participou ainda da Brasileira de Imprensa (ABI) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RJ. Começou a escrever contos e novelas, com 14 anos de idade. Casou-se aos 17 anos e teve um filho. Morreu em 30/10/2003, de falência múltipla dos órgãos, aos 87 anos. Tinha um filho.




Ofélia Anunciato – Apresentadora e culinarista nascida em 27/12/1924 em São Paulo (SP), Ofélia Ramos Anunciato começou a carreira no rádio e em jornais, publicando suas receitas. Foi para a TV Paulista em 1958, e para a TV Bandeirantes nos anos 70, sendo precursora dos programas de culinária na Televisão. Costumava dizer que os melhores pratos são os mais simples. Escreveu vários livros de culinária. Morreu de infarto em 26/10/1998.





Oprah Winfrey – apresentadora nascida em Kosciusko, Mississippi (EUA) em 29/01/1954 é uma das mulheres mais ricas da TV com uma fortuna avaliada em 200 milhões de reais. É a terceira mulher do showbiz a comprar seu próprio estúdio onde produz “Oprah”, o programa de entrevistas mais popular no horário da tarde, e que já serviu de modelo para criação de programas no Brasil. No começo dos anos 90 disse que sofreu abusos sexuais de um primo aos 9 anos e por outro parente aos 14 anos, quando engravidou e acabou perdendo o bebê. Seu irmão morreu de Aids. Em 2000 teve de se retratar com açougueiros por dizer em seu programa que não come carne de boi (a declaração teria diminuído o consumo da carne).




Oriana Fallaci – Repórter e escritora nascida em Florence, Itália, em 29/06/1929, conseguiu extraordinárias entrevistas, entre elas com o líder palestino Arafat, o Rei Russein e Golda Meier. Dividia seu tempo entre a Itália, Nova Iorque e outros países. Escrevia para ‘EL Europeu’ e jornais de todo o mundo. Em 1981 publicou “Um Homem”, retrato do líder da resistência grega Panagoulis, com quem teve um romance. Escreveu outros 15 livros. Costumava dizer que cada assunto que cobria, deixava um pedaço de sua alma. Morreu em 15/09/2006, de câncer no pulmão, aos 77 anos em Florença. Serviu de exemplo para uma geração de repórteres.







Pagu - jornalista brasileira, romancista, poetisa e cronista nascida em 09/06/1910 em São João da Boa Vista (SP), Patrícia Rehdler Galvão usou os pseudônimos Pagu, Patsy, Ariel e Mara Lobo para assinar seus textos. Nos anos 30 foi correspondente internacional de jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, criou o primeiro Suplemento Literário no Diário de São Paulo, e em 1946 fundou ‘A Famosa Revista’ e o jornal ‘A Vanguarda’. Escreveu livros, como o romance ‘Parque Industrial’, pioneiro em tratar de questões sociais, e ‘A Mão Viva da Morta’, tornando-se a primeira escritora brasileira a publicar ‘pulp fiction’ em revistas. Por se empenhar na militância política, foi presa e torturada no Brasil e na França, sendo chamada de “degenerada sexual”. Ousada, usava decotes, cabelos curtos e fumava em público. Casou-se 3 vezes: com Waldemar Belisário, Oswald de Andrade (pai de seu filho Ruda), e Geraldo Galvão (pai de seu filho, o jornalista Eraldo Galvão Ferraz). Freqüentadora dos meios intelectuais, foi adotada pelo grupo dos modernistas como a “Musa Antropofágica”. Na velhice morou em Santos, onde escrevia para jornais e dirigia espetáculos de teatro amador. Sua vida é contada no filme “Pagu”, de Norma Bengell, e no livro 'Pagu Eternamente', do poeta Augusto de Campos. Morreu em 12/12/1962. Em 2002 várias fotos de Pagu foram jogadas no lixo e encontradas por uma gari, que as entregou à faculdade de Santos.



Paula Saldanha - Apresentadora, pedagoga, escritora e ilustradora de livros infantis nascida no Rio de Janeiro (RJ), começou a carreira como apresentadora do 'TV Globinho', nos anos 70. Atualmente tem uma produtora de documentários junto com o marido, o biólogo Roberto Werneck, que conheceu na juventude, com quem tem 3 filhos.









Paula Yates – Apresentadora de TV nascida na Inglaterra em 24/04/1959, filha de um biólogo, revolucionou a maneira de fazer programas sobre universo pop, com espontaneidade e improviso. Casou-se duas vezes: com Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, com quem teve 3 filhas, e com o vocalista do INSX, Michael Hutchence, com quem teve a filha Heavenly. Em 17/09/2000 se matou com overdose de heroína, após o suicídio do segundo marido.







Pauline Kael – jornalista e crítica de cinema nascida em 19/06/1919 na Califórnia (EUA) foi a maior crítica do cinema da atualidade, trabalhando para o jornal The New Yorker, de 1968 a 1991. Ficou conhecida pela maneira desabusada de formular suas opiniões. Com sua influência, ajudou a consagrar cineastas como Martin Scorcese e Francis Ford Coppola. Começou a carreira nos anos 60, como produtora de filmes, em Hollywood. Estudou filosofia, literatura e artes. Foi casada e divorciada três vezes. Teve uma filha, Gina, Morreu em 03/09/2001, aos 82 anos.




Regiane Ritter – repórter e produtora nascida em 07/02/1947 em Ibitinga (SP), foi pioneira em transmitir jogos nos estádios de futebol. Começou a carreira em 1985 na TV Gazeta cobrindo um jogo entre São Paulo e Criciúma. Antes, trabalhou como atriz e garota-proaganda na TV Tupi. Comanda dois programas sobre futebol na Rádio Gazeta AM, o ‘Revista Esportiva’ e a ‘Parada do Craque’. Solteira, teve um filho, Marcos Rogério, que morreu na década de 60.







Regina Lemos Valério – jornalista e editora das revistas ‘Marie Claire’ e ‘Mais Vida’ nascida em São Paulo (SP), em 1994 abdicou do trabalho para escrever o livro “Quarenta, a idade da Loba”. Nesse mesmo ano, seu segundo marido, o publicitário Antônio Carlos Valério foi assassinado por um adolescente num bar quando tentava apartar uma briga. O crime fez com que ela mobilizasse uma campanha pelo desarmamento da população. Em 1995 foi convidada para assessorar a redação da Marie Claire portuguesa, mas preferiu ficar no Brasil. Em 1996 morreu num acidente com o focker 100 da TAM, em São Paulo. Em 2002 foi escolhida como ganhadora do primeiro Prêmio Caesar Park Ipanema, com 80% dos votos de 200 jornalistas de todo o Brasil. O troféu foi entregue à sua filha.



Roberta Zampetti – Jornalista e apresentadora nascida em Minas Gerais, apresenta o programa ‘Minas das Gerais’, na TV Minas. No início da carreira foi acusada de infringir o Código de Ética ao participar de uma campanha do candidato a prefeito, Maurício Campos. Acabou sendo repudiada pelo Sindicato dos Jornalistas, que um ano depois se desculpou sobre o fato. Na verdade, Roberta apenas lia os textos preparados pela produção, e não os escrevia. Por causa disso, certa vez foi vaiada num restaurante de Belo Horizonte e encurralada no banheiro por três mulheres que queriam lhe tomar satisfações. Foi casada com o napolitano Vincenzo, com quem teve o único filho, Luigi.




Rosana Hermann – Jornalista, roteirista, apresentadora, diretora de programas e compositora nascida em São Paulo (SP), começou a carreira nos anos 70. Fez músicas para Jane Duboc, Placa Luminosa, e paródias para a Rádio Pan durante 10 anos. Formada também em Física Nuclear, é autora do livro “Tudo o que a Mente Capta”. Fala cinco línguas. É casada com o psiquiatra Isaac Efraim, com quem tem dois filhos.








Roseanne Barr – apresentadora, atriz, escritora e comediante nascida em Salt Lake City em 03/11/1952, é a mulher mais rica da TV. Seu programa é líder de audiência em todos os horários. Acusou o pai e a mãe de abuso sexual na infância e disse que as cirurgias plásticas que fez foi para remover qualquer semelhança com a família. Tem dois filhos. Ganhou 4 prêmios Emmy. Sua vida é contada em sua autobiografia “Roseanne, Minhas Vidas”.








Ruth de Aquino – jornalista nascida no Rio de Janeiro (RJ), foi diretora de redação do Jornal 'O Dia'. Em 2005 após dois anos como diretora de projetos da Abril, mudou-se para a Europa para atuar como correspondente da editora. Atualmente trabalha para a Unesco em Paris.









Shafica Habibi - Apresentadora nascida no Afeganistão, trabalhou num jornal local por 15 anos, mas perdeu o emprego em 1996 com a tomada do poder pelo Talibã, polícia que perseguia as mulheres que 'feriam' o moral, como usar maquiagem e deixar de usar o chadö. Enquanto esteve impossibilitada de trabalhar, reunia-se com outras mulheres em sua casa, para tentar persuadir o Talibã através de negociações com autoridades. Resolveu ficar em Cabul, para ajudar as jovens do país. Casda com um ex-governador, tem uma filha.



Sílvia Poppovic – jornalista e apresentadora nascida em São Paulo em 01/1955, filha do editor Pedro Paulo Poppovic e da professora Ana Poppovic (que morreu num acidente de carro), começou a carreira como repórter na TV Globo nos anos 80. Após passar por algumas emissoras de TV, voltou à Bandeirantes em 2010. Foi sócia numa fábrica de roupas para mulheres gordas. Casada com o médico Marcelo Broinstein, tem uma filha, Ana (sua gravidez foi aos 50 anos de idade, por inseminação artificial).






Sylvana Alcorso Civita – Ex-diretora da Editora Abril nascida em Roma e radicada no Brasil em 1950, foi casada com o fundador da empresa, Victor Civita. Estagiou em editoras da Europa para lançar a revista Manequim em 1959 e dois anos mais tarde batizou a nova revista feminina da Abril com o nome que daria à filha que nunca teve: Cláudia. Afastou-se da direção da empresa no início dos anos 70. Morreu em 31/08/1990, aos 79 anos, alguns dias após a morte do marido.





Tina Modotti - Fotógrafa e atriz nascida em Undine, Itália, em17/08/1896, Assunta Adelaide Luigia Modotti Mondini viveu no México, onde tinha uma casa que virou ponto de encontro de artistas e exilados que conspiravam para as revoluções em seus países. Sua vida é contada no livro 'Tina Modotti, fotógrafa e revolucionária''. Envolvida com o Partido Comunista, sua fotografia retratava as desigualdades sociais. Começou a carreira como modelo do fotógrafo Edward Weston. Teve um romance com o ativista político Júlio Antonio Mella, que foi assassinado, sendo que ela foi acusada do crime, mas depois foi inocentada. Na década de 30 foi banida do México. Em 1939 voltou ao México, onde morreu em 05/01/1942. No cinema, foi interpretada pela cantora Madonna.





Valéria Monteiro – Apresentadora nascida em 26/03/1965 em Belo Horizonte (MG), foi a primeira mulher a ocupar a cadeira do Jornal Nacional na TV Globo depois de Márcia Mendes, que morreu no início dos anos 80. Também apresentou o Fantástico e participou do seriado ‘Acidente em Antares’. Começou a carreira numa afiliada da TV Record de Campinas (SP). Morou nos Estados Unidos, onde trabalhava como free lancer para TVs americanas. é dona de uma produtora independente chamada "Toda América" e apresenta o programa 'Mondo' na rádio Paradiso FM, no Rio de Janeiro. Foi casada com o apresentador César Filho, com um corretor de imóveis americano e com o diretor Paulo Ubiratan, com quem teve a única filha, Vitória.




Veronica Guerin – Repórter investigativa nascida na Irlanda em 05/07/1959, começou a carreira em 1994 num tablóide de Dublin após se formar em jornalismo. Antes trabalhou como investigadora de polícia e contabilista. Sua coluna policial acabou tornando-se um sucesso aumentando as vendas do periódico. Foi assassinada em 26/06/1996, dentro de casa quando investigava traficantes de drogas. Sua morte parou o país e fez com que a Justiça se tornasse mais pesada para os bandidos. Os assassinos estão presos. Sua vida é contada no filme “Alto Risco” (o roteiro inicial teve a participação dela, que exigiu que seu nome não fosse usado no filme). 





Xênia Bier - Apresentadora e colunista de revista nascida em São Paulo (SP), filha de inspetor da Light, começou a carreira nos anos 70 na TV Bandeirantes, tocando em assuntos considerados tabu na época. Antes de ser famosa, foi vendedora de ovos de ganso, empregada doméstica e funcionária de uma fábrica de tecidos. O sobrenome Bier foi tirado do fato de ela adorar cerveja Malzbier. Casou-se três vezes e tem uma filha adotiva.









Xuxa – Apresentadora nascida em 27/03/1963 em Santa Rosa (RS), Maria da Graça Meneghel começou a carreira como modelo as 17 anos no Rio de Janeiro. Em 1983 foi para a TV Manchete apresentar um programa infantil, e tr^s anos depois foi para a Globo. Namorou com o jogador Pelé, o piloto Ayrton Senna e o modelo Luciano Szafir, pai de sua filha Sasha. Em 2002 brigou com a empresária Marlene Mattos, terminando uma parceria que começou na Manchete. Separadas, as duas não tiveram sucesso. É uma das artistas mais ricas do mundo.

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