NOS ARES E NO ESPAÇO


Ada Rogato Aviadora nascida em 22/12/1920 em São Paulo (SP), Patrícia Ada Leda Rogato foi a primeira mulher a obter brevê na América do Sul em 1935. Começou a voar após assistir a uma exibição de aviões na 'semana da asa'. Notabilizou-se pelas distâncias que voava sozinha passando por diversos países. Também destacou-se como volovelista e pára-quedista. Entrou para o Instituto Biológico em 1940 como datilógrafa, mas acabou pilotando aviões carregados de remédios contra pragas do café. Em 1951 realizou um vôo pelas Américas percorrendo 38.398 km por 236 horas visitando 17 países. Dizia que optou por essa profissão para mostrar que as mulheres podem fazer tudo o que um homem pode. Não casou-se nem teve filhos. Dá nome à ruas, praças e até a uma cachaça. Em 2000 foi homenageada pelos Correios com um selo comemorativo. Recebeu vários prêmios. Em 1954 conseguiu tirar o Leda, de seu nome, por não constar em sua certidão de nascimento, apesar de sempre utilizar esse sobrenome. Morreu em 1986.



Amelia Earhart – Piloto e estilista nascida em 24/07/1897 no Kansas (EUA), Amelia Mary Earhart foi a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico em vôo solo em 1928, façanha até então conseguida apenas por Charles Lindbergh em 1927. Na aventura, quebrou o recorde de velocidade para vôo transatlântico estabelecendo-o em 14 horas e 56 minutos. Pretendia cruzar o globo terrestre pela linha do Equador mas desapareceu entre a Nova Guiné e a ilha Howland nos Estados Unidos em 1937. Chegou a decolar de Oakland, na Califórnia. Sessenta anos depois a rota foi refeita pela aviadora americana Linda Finch. Em 1992 foram encontrados na Ilha de Nikumaroro, no Pacífico, um fragmento da fuselagem do bimotor Lockheed Electra e um sapato feminino do mesmo número que Amélia usava e uma sola de sapato masculino que pode ter pertencido ao engenheiro de vôo Fred Noonan, o outro tripulante da viagem. Trabalhou como enfermeira durante a Primeira Guerra Mundial. A data oficial de sua morte é 02/07/1937. Sua vida é contada em filme do mesmo nome, lançado em 2010.



Anésia Pinheiro Machado – aviadora nascida em 05/06/1904, em Itapetinga (SP) foi a primeira a realizar um vôo interestadual, saindo de São Paulo para o Rio de Janeiro pilotando um Caudron G-3 em setembro de 1922, em comemoração ao Centenário da Independência. Tinha 18 anos na época e ficou 4 dias a bordo da aeronave. O feito surpreendeu Santos Dumont, que a presenteou com uma carta de felicitações e uma réplica da medalha que usava nos próprios vôos como um talismã. Anésia tomou gosto por avião aos 16 anos quando foi convidada por um piloto americano para dar um passeio pelos céus de Itapetininga. Entre 1927 e 1928, teve uma coluna sobre aviação no jornal carioca "O País". Em 1954, foi proclamada decana mundial da aviação feminina pela Federação Aeronáutica Internacional, por ser a detentora do brevê mais antigo do mundo (de número 77) ainda em atividade de vôo. Morreu aos 95 anos em 10/06/1999, em Brasília (DF). Suas cinzas foram jogadas com destino ao Museu Santos Dumont (MG).



Claudie Haigneré – Médica nascida na França, em 13/05/1957, Claudie André-Deshays a primeira astronauta da história do programa espacial europeu a ter permanecido a bordo da Estação Espacial Internacional. Acompanhou Vikor Afanasyev e Konstantin Kozeyev na Estação Espacial Internacional, com a missão de entregar um novo foguete que serviria como nave de escape em caso de emergência na estação. Antes de candidatar-se a uma vaga no Centro Nacional de Estudos Espaciais da França em 1985, cursou especializações em medicina esportiva, espacial e reumatologia. Casada com o astronauta Jean-Pierre Haigneré, esperou 11 anos para entrar em órbita (ficou 16 dias na Estação russa Mir, em 1996). Repetiu a experiência em 07/11/2001.



Jacqueline Auriol – aviadora nascida em Challans, França, em 05/11/1917, Jacqueline Marie-Thérèse Suzanne Douet foi a primeira mulher a trabalhar como piloto de provas em 1951, aos 34 anos. Dois anos depois, no comando do caça Mystere II passou a trabalhar como piloto profissional e rompeu a barreira do som. Durante 20 anos não parou de bater recordes de velocidade, o que rendeu a fama de ‘a mulher mais rápida do mundo’. Em 1963 alcançou a velocidade de 2.038 km por hora a bordo de um caça Mirage. Foi casada com Paul Auriol. Morreu aos 82 anos em 12/02/2000 de causas não reveladas, em Paris.



Jacqueline Cochran – aviadora nascida em 11/05/1906 na Flórida (EUA), Lee Pittman de Bessie foi a primeira mulher a quebrar a barreira do som, a primeira a concorrer numa corrida aérea, a Transcontinental Bendix, e a primeira a pilotar um avião supersônico. Participou da primeira vez em 1934, e em 1938, chegou em primeiro lugar. Durante a Segunda Guerra Mundial, organizou e liderou o Woman’s Airforce Service Pilots (WASP). Aprendeu voar um avião em apenas três semanas. Também enveredou-se para o ramo de cosméticos, tendo a atriz Marilyn Monroe como garota-propaganda de batom. Casou-se duas vezes. O pseudônimo foi tirado de uma lista telefônica. Morreu em 09/08/1980.

Teresa de Marzo - Aviadora nascida em 04/08/1903, foi a primeira mulher a pilotar aviões no Brasil. Aos 17 anos ingressou na escola de aviação, contra a vontade dos pais. Seu instrutor foi Frietz Roesler, com quem se casou. Seu vôo solo foi em 17 de março de 1922. Recebeu o brevê nº 76 da Federação Aeronáutica Internacional, tornando-se a primeira brasileira a possuir um brevê. Abandonou a carreira em 1926, para se casar e cuidar da casa. Morreu em 1986.
  
Valentina Tereshkova – engenheira nascida na Rússia em 06/03/1937, Valentina Vladimirovna Tereshkova foi a primeira mulher a voar ao espaço. Tenente-coronel da Força Aérea, aos 26 anos, foi também pára-quedista e ofereceu-se para ser voluntária nas primeiras experiências genéticas no cosmo. Deu dezenas de voltas em torno da Terra, mas só foi recrutada ao reclamar do privilégio dos homens irem para o Espaço. Após o vôo de 70 horas, casou-se com o astronauta Nicolayev. Os filhos do casal foram estudados por médicos soviéticos. Seu primeiro emprego, aos 18 anos, foi numa fábrica de tecidos. Recebeu várias condecorações, entre elas, a ordem de Lênin. Também foi presidente do comitê das mulheres soviéticas e tornou-se membro do Soviete Supremo, o parlamento da URSS.




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Carla Vilaça