segunda-feira, 5 de outubro de 2015

babá, aeromoça e professora: puro sexo!




A mulher sempre foi considerada mais racional, em relação ao homem, quando se trata de sexo, pela imagem maternal que carregamos desde a infância, ao cuidar de nossas bonecas, a quem chamamos de "filhinhas". Por outro lado, os meninos estão sempre envolvidos com carrinhos e super-heróis, e raramente as situações se invertem. Quando isso acontece, é comum imaginarmos uma possível homossexualidade dessas crianças, na fase adulta. Mas, a verdade é que tanto as mulheres, quanto os homens gostam de sexo e pronto. O que impede que sejamos mais afoitas, é o olhar da sociedade sobre nós e o medo de julgamentos sobre a nossa personalidade, como se ela fosse determinada apenas pela quantidade com que transamos e com quem realizamos o ato.  
Admiro mulheres que não se importam com os outros, e fazem o que desejam, principalmente em relação ao sexo. Desde criança (e no meu tempo não se falavam nesse assunto, como hoje), ouço conversas de donas-de-casa julgando vizinhas ou conhecidas que transaram com fulano (a) ou sicrano (a), como se fosse um pecado. As fofocas eram intrigantes, um misto de curiosidade, crítica e inveja. Sim, porque há algumas décadas as mulheres tinham que manter uma postura condizente com sua profissão, ou em relação ao marido ou namorado. As fofoqueiras tentavam denegrir a imagem de alguém que fez o que elas tinham vontade, mas não tinham coragem, ou seja, transar sem se preocupar com os outros. Ao mesmo tempo, elas ficavam curiosas para saber como era fazer sexo, sem a obrigação de satisfazer apenas o marido, mas a si mesmas. E por último, invejam a mulher que era dona do próprio corpo, preocupada apenas aos seus desejos mais íntimos.
Me lembro de duas histórias apaixonantes, que me ocuparam o cérebro com imaginações deliciosas, durante muito tempo e ficaram tão marcantes que reconto agora. O  primeiro, o caso de uma parente distante, casada, que se envolveu com um marinheiro, que morava na casa ao lado. Os dois se conheceram quando ela, de vestido verde-escuro, em cima de um tamborete, regava plantas na parede do alpendre. Depois de muitos dias de paquera, a moça passava por um buraco no muro e ia transar com o rapaz, que era bem mais jovem do que ela. Dessa relação resultou uma gravidez indesejada, e com a descoberta do caso, pelo marido, o aborto foi inevitável. Para não ser morto, o rapaz sumiu da cidade e a mulher continuou casada e teve três filhos. O segundo caso era de uma dona-de-casa, que para se formar para professora pulava o muro, escondido do marido, com quem teve três filhos. Depois de formada, ela deu aulas em várias escolas, mas apanhava todo dia, por desobodecê-lo. Porém, determinada na profissão e na vida sexual, ela transava com outros homens até se casar com um professor, com quem é feliz até hoje. São contos de fadas reais, de pessoas que foram em busca de seus desejos mais profundos, pensando apenas em si mesmas.
O sexo faz parte da vida de homens e mulheres e sua intensidade e a necessidade são mais fatores particulares do que de gêneros. Quando eu era degustadora em supermercados, conheci uma garota que me confidenciava seus segredos e um deles era a de que não suportava ficar sem homens por muito tempo. E, como estava sem namorado, ela se satisfazia sozinha, e paquerava com facilidade, os clientes bonitos que iam fazer compras. Ela morava em república, era bem mais jovem do que eu escolhia seus rapazes pelo tamanho do pênis. Se eles não correspondessem às suas expectativas, ela não se envergonhava de dispensá-los.
A volúpia sexual, entre as mulheres não é novidade, no mundo atual. A princesa brasileira, Carlota Joaquina, há alguns séculos, escolhia seus escravos para satisfazerem-na sexualmente, enquanto a Marquesa de Santos, se entregava facilmente a qualquer homem. Já a mineira Dona Beja virou prostituta e ficou rica, ao realizar bailes em seu casarão, escolhendo ao final da noite, o homem que dormiria com ela. Porém, milhares de anos atrás, Cleópatra seduzia como ninguém, homens poderosos, para retirar-lhes deles o que mais desejava: sexo e dinheiro.  
Voltando aos dias atuais, nesta semana, uma babá inglesa, de 21 anos foi presa depois de transar com o filho de seu patrão, um menino de onze anos. Ela pegou apenas seis meses de cadeia, por ser considerada imatura sexualmente, ao contrário da criança, cujo pai o chamou de "tarado". A babá está proibida de exercer a profissão. Já uma aeromoça, nos Estados Unidos, foi acusada de ficar rica ao se prostituir por dois anos, com passageiros que saíam do país com destino ao Oriente Médio. Cada programa custava até dois mil e oitocentos reais. O sexo acontecia no banheiro e ela foi denunciada após um flagrante. O terceiro caso, também nos Estados Unidos, é de uma professora que transou com um aluno de 15 anos na sala de aula e acabou na prisão, sem emprego e abandonada pelo marido. Segundo ela, o menino a "cantava" insistentemente e foi difícil resistir.
Sem entrar em detalhes na questão física, o sexo, para a mulher, tem um significado diferente do que é para os homens por diversos motivos. Fomos criadas a entender que a transa serve para a procriação, que a primeira vez tem que ser com alguém especial e somente depois do casamento. Esse comportamento nem sempre dava certo, justamente porque somos seres que também ouvem seus instintos e desejos. É natural que algumas meninas se "seguravam" até se casarem, mas não raro muitas já não eram virgens, pelo menos completamente, ou seja, faziam "tudo", menos "aquilo", como dizíamos entre as amigas. Entre as mais espertas, sexualmente falando, era comum a frase: "cuidado com a caixinha", quer dizer, tenha relação sexual, mas não perca o hímem. E era esse pedacinho de pele que impedia que as meninas vivessem o sexo na plenitude. Morríamos de medo que ele se rompesse com alguém menos importante, e que depois, fosse cobrado na íntegra pelo futuro marido. Uma bobagem, mas que perdurou durante séculos pelas sociedades dos mais diversos países.
Com o Feminismo, as pílulas anticoncepcionais e do dia seguinte e a camisinha feminina, fomos nos libertando do jugo masculino e hoje podemos revelar nossos sentimentos e vontades sem sermos tão criticadas. Embora ainda sejamos alvo de conversas paralelas, mal faladas entre as pessoas, quando pensamos em sexo, como os homens, temos mais segurança em nós mesmas, não temos medo de sermos enxotadas de casa. Queremos ser felizes e buscamos essa felicidade, independente da maneira e com quem transamos. Apenas seguimos o que o nosso coração manda. Sentimos muito quando a vizinhança se incomodam com nosso comportamento, mas não vamos deixar de viver por causa dela. Temos mais no que pensar, fizemos planos, traçamos metas para a nossa vida. Se o sexo com alguém legal vier junto, não vamos dispensá-lo, e nem vivemos apenas para transar. Somos donas do nosso corpo e somos nós quem decide como e quando a primeira relação sexual acontecerá. Estamos sempre preparadas, porque conhecemos o nosso corpo e os nossos desejos. Sempre foi assim e sempre será. Apenas antigamente era preciso fingir uma ingenuidade absurda. Hoje não. Aprendemos com nossas antepassadas que a vida merece ser viviva em sua plenitude, e é isso o que estamos fazendo. Com licença, gente. Estamos apenas vivendo, e na vida, o sexo às vezes, vem primeiro do que o amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça