NAS LETRAS




Ayaan Hirsi Ali – Escritora nascida na África, escreveu ‘Infiel”, livro que conta sobre a mutilação feminina que acontece entre alguns povos islâmicos. Na Holanda, para onde fugiu, foi parlamentar pelo Partido Liberal e foi colaboradora do cineasta Téo van Gogh, que foi assassinado em 2004. A partir daí, ameaçada, ela passou a viver protegida por guarda-costas. Atualmente vive nos Estados Unidos. Em 2005, Ayaan entrou para a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, pela revista Times.




Adalgisa Nery – Poeta, política e jornalista nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 29/10/1905, filha de um funcionário da prefeitura, Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira participou como comentarista de política nos jornais ‘Última Hora’, ‘O Cruzeiro’, ‘Dom Casmurro’, entre outros. Escreveu os livros ‘A Mulher Ausente’, ‘Ar do Deserto’, ‘Cantos da Angústia’, entre outros. Foi eleita deputada três vezes, primeiro pelo PSB e depois pelo MDB. Cassada pela Junta Militar em 1969, chegou a morar na casa do apresentador Flávio Cavalcanti por algum tempo e a ele dedicou um de seus livros. Casou-se duas vezes: com o pintor Ismael Nery (com quem teve 7 filhos, mas só dois sobreviveram) e com o diplomata do Brasil no México Lourival Fontes, que a trocou por outra. Sua vida é contada em sua autobiografia 'A Imaginária'. Morreu em 07/01/1980.




Adelaide de Castro Alves Guimarães - poetisa, musicista, pintora e desenhista nascida em Salvador (BA) em 22/03/1854, filha do cirurgião Antônio José Alves e irmã do poeta Castro Alves, usava o pseudônimo de Sílvia, em suas obras. Casada com o jornalista e político baiano Augusto Álvares Guimarães, teve uma filha, a poetisa Glória de Castro Alves Guimarães. Em seu "palacete da Soledade", reunia intelectuais, como o político Rui Barbosa.
Morreu no Rio de Janeiro (RJ), 21/09/1940.








Adélia Prado – Poetisa nascida em 13/12/1935 em Divinópolis (MG), Adélia Luzia Prado de Freitas estreou na Literatura em 1976 com o livro de poemas ‘Bagagem’. Escreveu depois: ‘Manuscritos de Felipa’, ‘Oráculos de Maio’ e ‘O Coração Disparado’. Casada com um ex-funcionário do Banco do Brasil, tem 5 filhos. Seu nome é uma homenagem à Santa Luzia.







Agatha Christie – Romancista nascida na Inglaterra em 15/09/1890, Agatha Mary Clarissa Miller estreou na literatura em 1926 com o livro ‘O Assassinato de Rober Acroyd’, a primeira de mais de 150 novelas. Especializou-se em suspense e nos seus livros há sempre vários suspeitos para um crime e finais inesperados. Suas obras foram traduzidas para várias línguas e adaptadas em filmes e peças teatrais (a peça ‘Ratoeira’ permanece em cartaz em Londres há mais de 30 anos). Começou a escrever por acaso, quando bateu uma aposta com os amigos de que escreveria um romance. No início usou pseudônimo de Mary Westmacott. Morreu em 12/01/1976 de ataque cardíaco em Wallingford, Inglaterra.






Alaíde Lisboa de Oliveira – Escritora, política e professora nascida em 22/04/1904 em Lambari (MG) em 1997, irmã da escritora Henriqueta Lisboa e do poeta José Carlos Lisboa, colaborou com revistas, jornais e livros didáticos e recebeu o prêmio da União Brasileira de Escritores por seu livro ‘Crítica e interpretação’. Foi a primeira vereadora de Belo Horizonte na década de 40 e durante seu mandato conseguiu um aumento salarial para as professoras. Atuou na Escola Normal Modelo (atual Instituto de Educação) e na Universidade de Minas Gerais (atual UFMG). Ocupou ainda a presidência dos Professores Primários de Minas Gerais (APPMG). Escreveu ‘A bonequinha Preta’, ‘O Bonequinho Doce’, ‘Gato que te quero Gato’, entre outros. Casada com o professor José Lourenço de Oliveira, teve 4 filhos. Morreu em 04/11/2006, em Belo Horizonte (MG), com 102 anos.





Amélia de Freitas Bevilácqua – Escritora nascida em Jerumenha (PI), em 1860, teve a inscrição de poetisa recusada na ABL em 1930 à vaga de Alfredo Pujol. Seu marido, o o jurista cearense Clóvis Bevilácqua, rompeu com a instituição após esse episódio. Só em 1970 o acadêmico Osvaldo Orico apresentou uma proposta para que fosse alterado o artigo 17 do Regimento Interno da Academia. A mudança permitiria que as mulheres pudessem inscrever-se para as vagas da entidade, mas só em 1976 a emenda foi aprovada. Em 1977 Rachel de Queiroz foi eleita, sendo a primeira acadêmica. Quatro anos depois foi a vez da escritora Dinah Silveira de Queiroz. Escreveu: 'Angústia', 'Impressões', 'Jeannette' e outros. Morreu em 1946 no Rio de Janeiro (RJ).




Ana Cristina César – Poeta, tradutora e jornalista nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 02/06/1952, foi sócia honorária da “Geração do Mimeógrafo”, grupo de jovens que faziam circular seus versos em cópias mimeografadas. Morou em Londres, São Paulo e Rio de Janeiro. É autora de “A Teus Pés” (nome também de sua biografia), e editora do livro 'Luvas de Pelica'. Suicidou-se aos 39 anos pulando da janela do apartamento dos pais em 29/10/1983. Antes do suicídio passava por uma crise nervosa que já durava 3 meses.










Ana Maria Machado – Escritora nascida em 24/12/1941 no Rio de Janeiro (RJ), filha do político e jornalista Mário Martins, irmã do jornalista Franklin Martins, escreveu 105 obras infantis, entre elas ‘Um Maravilhoso Boi Voador’, ‘Bisa Bisa Bisa Bel’ e ‘Raul da Ferrugem Azul’. Recebeu o prêmio Hans Cristian Andersen, espécie de Nobel da Literatura infantil, que congrega 61 países. Em 1969 foi pioneira, ao publicar sua primeira obra infantil na revista Recreio, quando o governo passou a comprar muitos livros para as escolas públicas. Antes disso, não havia literatura infantil no Brasil, com exceção de Monteiro Lobato. Em 1964 se engajou na política depois do golpe militar. Em 2001 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras. Em 2003 foi eleita para a cadeira número um da Academia que tinha sido ocupada pelo jurista Evandro Lins e Silva.






Anais Nin – Escritora nascida em Neuilly, França, em 21/02/1903, filha de um pianista e uma cantora, ficou conhecida pela voracidade sexual. Com 30 anos, casada, passou a procurar amantes na elite parisiense (chegou a transar com o próprio pai). Seus romances falam sobre o universo feminino sob uma ótica psicanalítica. Escreveu ‘A Casa do Incesto’, ‘Collages’, ‘Os Diários de Anais Nin’, entre outros. Foi bígama por 23 anos e quando morreu, seus obituários publicados em Nova Iorque e em Los Angeles (EUA) obtinham sobrenomes diferentes. Seus contos eróticos só foram publicados após sua morte, em 14/01/1977.






Anna Akhmatova – Poetisa nascida na Rússia em 23/06/1889, Ana Andreyevna Gorenko lutou contra a falta de clareza e contra a obscuridade do simbolismo. Seus poemas falam de confissões líricas sobre o amor. Teve uma longa amizade com a poeta Marina Tsvetaeva, sua compatriota, com quem trocou correspondências poéticas. Foi casada com o poeta Nikolaï Goumilev, com quem teve um filho, o historiador Lev Goumilev. Seu marido foi executado em 1921 por causa de atividades consideradas anti-soviétiques, enquanto ela foi forçada ao silêncio, não podendo a sua poesia ser publicada por alguns anos. Morreu em Leningrado em 05/03/1966.





Anne Bronté - Novelista e poeta nascida em 17/01/1820, filha de um pastor, é a caçula das irmãs Bronté. Antes de ser escritora, trabalhou como governanta numa casa rica. Escreveu ‘A Castelã de Wildfell Hall', ‘Agnes Grey’, entre outros. Morreu de tuberculose em 28/05/1849 (as 3 irmãs foram vitimadas pela doença).













Ângela do Amaral Rangel - poetisa nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 1725, foi a primeira poetisa brasileira a ter seus versos publicados antes de 1822. Participou como membro da Academia dos Seletos, em 30/1/1752. Seus versos, em português e espanhol, foi reproduzido por José Aderaldo Castelo no Movimento academicista no Brasil. Ficou conhecida como a ' Ceguinha'.




Anayde Beiriz – Poetisa e professora nascida na Paraíba em 18/02/1905, escandalizou a sociedade dos anos 20 com sua maneira de enxergar a vida. Foi perseguida, criticada e teve seu nome excluído das páginas da história oficial da cidade, por causa de um romance escondido com o advogado João Dantas. O romance veio à tona quando o escritório dele foi saqueado e as cartas de amor que ela havia lhe escrito, foram espalhadas pelas ruas. João Dantas desconfiou do presidente da Paraíba João Pessoa, e o assassinou com 2 tiros no peito. Na cadeia, ele suicidou-se com um bisturi arrumado por Anayde. Ela fugiu para o Recife, onde se matou 16 dias depois, tomando arsênico. Após sua morte, grande parte de sua produção literária foi queimada. Sua vida é contada no filme ‘Parayba, Mulher Macho’, de Tizuka Yamazaki, no livro de José Jofilly, “Anayde – Paixão e Morte na revolução de 30” e no livro “Anayde Beiriz – Panthera dos Olhos Dormentes”, de Marcus Aranha.





Anne Frank – Estudante nascida na Alemanha em 12/06/1942, Anneliese Marie Frank é autora do livro ‘O Diário de Anne Frank’, que se tornou best seller em 52 países. O livro conta o horror do Holocausto, que ela presenciou junto com a família. Tinha 4 anos quando Hitler assumiu o poder, em 1933. Morreu em 31/05/1935 de tifo e inanição, aos 16 anos. De sua família, só restou o pai, Otto Frank, que guardou fragmentos do diário e o publicou em 1947. Com a morte de Otto em 1998, algumas páginas que não constaram no livro foram incluídas na nova edição. Nele, a menina reclamava dos conflitos que tinha com a mãe, e questionava sua própria sexualidade. A fundação 'Anne Frank' é herdeira legal dos manuscritos.




Antonieta Dias de Moraes – Poetisa nascida em 1916 em Santos (SP), Maria Antonieta Dias de Morais iniciou a carreira em 1948. Em 1957 representou o Brasil no mundo com seus livros infantis. Em 1973 publicou ‘Três Garotos na Amazônia’ onde exaltava a importância da preservação do meio ambiente. Recebeu influência de Monteiro Lobato e um dos seus livros mais famosos foi ‘Tonico e o Segredo de Estado’, que já vendeu mais de 400 mil exemplares. O livro rendeu-lhe o Prêmio Nacional da Espanha. Achava que demorou a fazer sucesso por ter se filiado ao partido Comunista. Morreu em 04/04/1999, aos 83 anos em São Paulo de problemas circulatórios.







Astrid Lindgren - Escritora nascida em 1889 em Odessa, Ucrânia, em 14/11/1907, autora de mais de 100 livros traduzidos para 70 idiomas, Anna Andreievna Gorenko Akhmatova pertencia ao clube dos grandes best-sellers mundiais com mais de 120 milhões de exemplares vendidos. Foi uma das fundadoras do acmeísmo, corrente literária russa do princípio do século XX que se situa entre o simbolismo e o futurismo. Escreveu 'Entardecer', 'O Rosário' e ‘Píppi Meialonga’, que virou filme. Seu poema 'Requiem' não foi publicado na antiga URSS até 1987, porque era dedicado à memória das vítimas de Estaline. Morreu em 28/01/2002 em Estocolmo, aos 94 anos.






Auta de Souza – Escritora nascida em Macaíba (RN) em 12/09/1876, filha do dirigente local do Partido Liberal e de uma dona-de-casa, irmã do poeta e deputado Henrique Castriciano, ficou órfã aos 2 anos, tenso sido criada pela avó. Estudou num convento onde aprendeu francês e escreveu um único livro ‘Hôrto’, de poesias, onde fala de dor e sofrimento. Em 1894 fundou o 'Clube do Biscoito' que promovia reuniões de declamação de poesias. Também colaborou com jornais locais. Morreu aos 25 anos em 07/02/1901 de tuberculose.










Bárbara Cartland – Escritora e jornalista nascida em 09/07/1901 na Inglaterra, Mary Barbara Hamilton Cartland começou a escrever para ajudar a mãe nas despesas (o pai cometeu suicídio em 1918, ao falir). Escreveu sua primeira novela aos 20 anos. Em 75 anos de carreira escreveu 723 livros românticos, o que lhe valeu um lugar no Guiness Book (o livro dos recordes) e o título de 'rainha das novelas'. Madrasta da princesa Diana (morta em 1997), recebia mais de 50 mil cartas por mês, e chegou a vender um bilhão de exemplares em todo o mundo. Usou também o pseudônimo de Barbara McCorquodale. Tornou-se uma das mais populares personalidades da mídia inglesa, aparecendo em eventos e na televisão, vestida sempre de cor-de-rosa e falando sobre amor. Morreu em Londres no dia 21/05/2000, aos 98 anos. Sua vida é contada em sua autobiografia 'Barbara Cartland'.





Bárbara Heliodora - Escritora nascida em 1758 em São João del Rey (MG), escreveu os poemas "Conselhos a meus filhos" e duas peças literárias, mas suas obras são atribuídas ao marido, o escritor Alvarenga Peixoto, com quem teve 4 filhos. Os dois, que já viviam juntos há muito tempo, e tinham uma filha de 3 anos, só se casaram em 1781, graças a uma portaria do bispo de Mariana.





Beatriz Francisca de Assis Brandão - Poeta, tradutora e diretora de colégio para meninas nascida em Vila Rica (atual Ouro Preto, MG) em 29/07/1779, filha do sargento-mor Francisco Sanches Brandão, foi a patrona da cadeira n°38 da Academia Mineira de Letras e pertenceu à Sociedade Promotora da Instituição Pública da Cidade de Ouro Preto. D. Beatriz, como era conhecida, colaborava com o jornal ‘Marmota Fluminense’. Em 1856 publicou seus versos 'Cantos da Mocidade’ no Parnaso Brasileiro. Morreu no Rio de Janeiro em 05/02/1868.



Berta Felicie Sophie Von Stuttner – Escritora nascida na Tchecoslováquia em 1843, ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1905 por sua atividade como pacifista. Fundou uma organização em 1891, e entre 1892 e 1899 trabalhou como editora no jornal “Deponha as Armas”. Morreu em 1843 na Áustria.









Betty Friedan – Escritora, jornalista, psicóloga e ativista feminista judia nascida em 04/02/1921 em Illinois (EUA), Betty Naomi Goldstein Friedan ajudou a deflagrar a explosão feminista com a publicação do livro “A Mística Feminina” em 1963, onde incentivava as mulheres a buscar a felicidade através do trabalho e da realização pessoal. O livro tornou-se a Bíblia do movimento feminista e vende 25.000 exemplares por ano em todo o mundo. Depois da publicação do livro, fundou a Organização Nacional das Mulheres e saiu em campanha pelo reconhecimento legal de direitos iguais para as mulheres. Em 1981 publicou “O Segundo Estágio” onde contradiz os ensinamentos do primeiro livro, defendendo a aliança entre o sexo feminino e o masculino para a igualdade social. O terceiro livro, “A Fonte da Idade”, trata da mulher após a menopausa, que de acordo com ela, traz liberdade à mulher. Casada, teve 3 filhos. Em 2005 seu primeiro marido, com quem conviveu por 22 anos, disse que apanhava dela e por isso se separou. Morreu em 04/02/2006 aos 85 anos, em decorrência de problemas cardíacos.




Bronté – Sobrenome de três irmãs escritoras (Charlotte, Anne e Emilly) nascidas na Inglaterra, tiveram infância difícil no Condado de Nova Iorque. Começaram a escrever para ajudar o pai, nas despesas de casa, após a morte da mãe. No início, abriram uma escola infantil, mas não tiveram alunos por causa da má fama do irmão, que era alcoólatra. O cenário de seus livros era o quintal das casas onde moraram. Todas morreram de tuberculose.




Camille Páglia – Escritora nascida em 02/04/1947 em Nova Iorque (EUA), é professora de Humanidades na Universidade de Artes de Filadélfia. Em 1990 lançou o livro “Personas Sexuais”. Homossexual assumida, é casada com a artista plástica Allison Maddex.















Carolina Nabuco - Escritora e tradutora nascida no Rio de Janeiro (RJ), em 09/02/1890, filha do escritor e político Joaquim Nabuco, Maria Carolina Nabuco de Araújo é autora do livro "A Sucessora", que foi transformada em novela pela TV Globo em 1977. A história teria sido copiada pela inglesa Daphne Du Maurier, com o nome de "Rebecca", tendo virado filme, mas ela não processou os editores por plágio. Escreveu ainda: Vida de Joaquim Nabuco, Chama e CinzasO Ladrão de Guarda-Chuva e Dez Outras Histórias, Oito décadas, Santa Catarina de Siena, Virgílio de Melo Franco e Retrato dos Estados Unidos à luz da sua literatura.  Morreu em 18/08/1981, no Rio de Janeiro.



Carson Smith McCullers – Novelista e contista nascida em 19/02/1917 em Columba (EUA) escreveu: “O Coração É Um Caçador Solitário”, “Reflexos num Olho Dourado” e “Frankie Addams”. Foi casada com Reeves McCullers e com George Davis, o editor da revista Harper's Bazaar, de quem se separou para casar-se novamente com o primeiro marido. Morreu em 29/09/1967.









Cassandra Rios - Escritora nascida em Perdizes (SP) em 1932, filha de espanhóis, Odete Rios escandalizou o país por seu estilo pornográfico, falando de lesbianismo e sexo. Publicou seu primeiro livro aos 16 anos de idade, com a ajuda da mãe, que jamais leu sua obra, a pedido da filha. Nos anos 60 e 70, chegou a ser perseguida pela ditadura militar por causa do apelo erótico de suas obras. Escreveu: “Volúpia do pecado”, “A paranóica”, entre outros. Alguns de seus livros chegaram a vender cerca de 300.000 exemplares por ano, um sucesso editorial que só seria igualado décadas mais tarde pelo escritor Paulo Coelho. Morreu de câncer, aos 69 anos, em 08/03/2002.




Carmem Dolores- Escritora e jornalista nascida no Rio de janeiro em 11/03/1852, Emília Moncorvo Bandeira de Mello escreveu mais de vinte livros e colaborou em jornais como ‘O País’ e ‘Diários de notícias’ e as revistas ‘O mundo literário’, ‘Ilustração brasileira’, entre outras. Usou vários pseudônimos: Carmem, Chrisanthème, Elizabeth Bastos, Iracema, Amélia de Resende. É mãe da escritora Cecília Bandeira de Mello Rebelo de Vasconcelos, de seu casamento com com Jerônimo Bandeira de Melo. Morreu em 16/08/1910.





Cecília Meireles – Poetisa e professora nascida em 07/11/1901 no Rio de Janeiro, filha de um bancário e de uma professora primária, Cecília Benevides de Carvalho Meirelles estreou na literatura em 1919. Escreveu mais de 30 livros, entre eles ‘Espectros’, ‘Mar Absoluto’, ‘Viagem’, ‘Vaga Música’ e ‘Festa de Letras’. A partir de 1922 aproximou-se das correntes modernistas através da ligação com o grupo espiritualista da revista 'Festa'. Em 1938 ganhou o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras, com ‘Viagem’. Teve poesias musicadas por Chico Buarque, Fagner, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Órfã desde criança, foi criada pela avó. Foi casada com o artista plástico Correia Dias, com quem teve duas filhas, entre elas a atriz Maria Fernanda. Morreu de tumor cerebral em 09/11/1964.




Charlote Bronté – Romancista e poetisa nascida em 21/04/1816 em Thorton, Inglaterra, junto com duas irmãs Anne e Emily, publicou anonimamente o livro ‘Poemas’, que não fez sucesso. Em 1847, publicou ‘Jane Eyre’, sua obra-prima. Escreveu depois ‘Shirley’ e ‘Villette’. Com a morte da mãe, a família se mudou para Bruxelas e as três irmãs tentaram fundar uma escola, mas não tiveram alunos por causa da conduta escandalosa do irmão. Então decidiram ser escritoras, para ajudar o pai nas despesas. No início da carreira, usou o pseudônimo Currer Bell. Casou-se em 1854, um ano antes de morrer de tuberculose em 31/03/1855, em Haworth quando escrevia a novela ‘Emma’.




Clotilde de Vaux – escritora nascida em 03/04/1815 em Paris, França, filha de um oficial do Exército, Charlote Clotilde Josephine Marie de Vaux escreveu ‘Lúcia’ e ‘Wilhelmine’. Começou a escrever aos 25 anos, para ajudar o marido a pagar dívidas de jogo. Ao tentar separar-se do marido, foi impedida pela Justiça. Tornou-se, então, militante pela mudança da lei e a introdução do divórcio, publicando uma novela no jornal 'National', em 1845, cujo personagem, Lucie, vivia uma situação igual à dela. Mas a alteração da lei não ocorreu. Foi musa do filósofo Auguste Comte. Morreu em 05/04/1846.




Cheryl Richardson – Escritora nascida nos Estados Unidos, é autora de vários livros de auto-ajuda, entre eles ‘Sua Vida em Primeiro Lugar’ e ‘O Poder do Pensamento Construtivo’. Até 1987 foi consultora do Imposto de Renda, quando seu escritório pegou fogo e ela teve de recomeçar a vida. Como nos tratamentos para dependentes de álcool, elaborou um programa que lhe permitiu reaver tudo o que havia perdido e criou um programa de sete passos que tende a eliminar obstáculos que impedem o progresso pessoal.







Clarice Lispector – Escritora, jornalista e advogada nascida em 10/12/1920 na Ucrânia, Haia Lispector escreveu seu primeiro romance 'Perto do Coração Selvagem' em 1943. Depois escreveu “A Paixão Segundo GH”, “Água Viva”, “A Maçã No Escuro”, “Laços de Família”, “A Hora da Estrela”, que virou filme premiado internacionalmente, entre outros. Em 1967 trabalhou para a Revista Manchete e para o Jornal do Brasil. Em 1975 participou do primeiro Congresso Mundial de Bruxaria em Bogotá, na Colômbia. É considerada um dos maiores mestres do gênero conto em língua portuguesa. Veio para o Brasil com 2 meses de idade. Aos 6 anos mudou-se com os pais para Recife e na juventude foi morar com as irmãs no Rio de Janeiro. Em 1952 mudou-se para Washington (EUA) e voltou em 1959, depois de separar-se do marido, o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem teve 3 filhos. Morreu em 09/12/1977 de câncer no útero. É homenageada no curta-metragem "Aeroporto", dirigido por sua sobrinha-neta Nicole Algranti.




Cláudia Werneck – Escritora e jornalista nascida no Rio de Janeiro (RJ), lançou 8 livros sobre deficiências diversas, tornando-se a primeira brasileira a ter obras recomendadas pelo Unicef e pela Unesco. Coordena oficinas em todo o país com a função de formar agentes multiplicadores de uma sociedade que não exclua nenhum cidadão. Começou a se interessar pelo assunto ao preparar uma reportagem para a revista ‘Pais e Filhos’, e ao se deparar com a falta de informação dos pais com síndrome de Down. Escreveu: 'Muito prazer, eu existo', 'Mas ele não é mesmo a sua cara?', entre outros. É mãe da atriz Tatá Werneck.



Colette – Escritora nascida em 28/01/1873 na França, Sidonie-Gabrielle Claudine foi a primeira mulher a pertencer à Academia Concourt em 1945. Estreou na literatura aos 27 anos com o pseudônimo de Willu, sobrenome de seu primeiro marido, que a obrigava a escrever. Depois, utilizou o pseudônimo Colette. Escreveu: ‘La Vagabonde’, ‘’Retraite Sentimentais’, “Gigi, Cherri”, entre outros. Sua vida foi recheada de escândalos: casou-se três vezes, teve uma ligação lésbica e batalhou pela posse de sua obra. Vítima de artritismo, escreveu até morrer aos 81 anos em 03/08/1954. Teve uma filha.





Colette Dowling – Jornalista nascida em 1938 nos Estados Unidos, ficou famosa nos anos 80 pelo livro “Complexo de Cinderela”, onde diz que o feminismo não libertou as mulheres de seu medo oculto da independência. Para ela, mesmo as mais feministas acalentavam o sonho de encontrar um príncipe que lhes pague as contas e tome as rédeas de sua vida. Visitou o Brasil em 1989 e foi recebida no aeroporto pelas fãs. Ganhou mais de um milhão de dólares com o livro, mas gastou tudo com a reforma da casa e outros luxos, assunto que lhe rendeu o segundo livro, “Complexo de Sabotagem”, sobre a dificuldade das mulheres em lidar com o dinheiro.





Condessa de La Fayette – Romancista nascida em 16/03/1634 em Paris, França, Marie-Madeleine Pioche de la Vergne escreveu “A Princesa de Cleves”, em 1678, considerado o primeiro romance moderno francês por abandonar as tramas cheias de aventuras. Escreveu também 'História de Enriqueta da Inglaterra'. Estudou grego, latim e italiano. Casada com François Montier, conde de Lafayette, teve dois filhos, e foi abandonada por ele. Teve um romance com o escritor François de la Rochefoucauld. Morreu em 26/05/1693.




Consuelo de Castro – Dramaturga nascida em 1946 em Araguari (MG), foi participante do movimento dos artistas pela Anistia. Suas peças contém uma análise crítica dos valores da classe média urbana. Escreveu: ‘Prova de Fogo’, ‘Á Flor da Pele’, ‘A Invasão dos Bárbaros’, ‘Iluminado ao Sol do Novo Mundo’, entre outros. Em 1974 recebeu o prêmio Molière, de melhor autor nacional. Tem dois filhos.










Cora Coralina – poetisa nascida em 1889 em Goiás (GO), Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas lançou o primeiro livro de poesias aos 75 anos. Começou a escrever aos 14 anos, mas passou a vida trabalhando como doceira. Foi a primeira mulher a ganhar o 'Prêmio Juca Pato', em 1983 com o livro 'Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha'. Aos 70 anos decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Morreu aos 96 anos, em 10/04/1985. Em 2001, durante o trabalho de reconstituição do acervo da escritora, foram encontrados 40 poemas inéditos. Em janeiro de 2002 sua casa, que virou museu, foi destruída pelas enchentes. Casada com um advogado, teve 4 filhos. Sua vida é contada no livro 'Cora Coragem Cora Poesia', escrito por sua filha,Vicência Brêtas Tahan.




Daphne du Maurier – Romancista e novelista nascida em 13/05/1907 na Inglaterra, neta do artista e escritor George du Maurier, Lady Daphne Browning começou a escrever pequenos contos em 1928. Em 1931 publicou a sua primeira novela 'The Loving Spirit'. Escreveu ‘Gerald’, ‘Mary Anne’, ‘Minha Prima Raquel’, entre outros. Seu romance ‘Rebecca’, foi adaptado para o cinema. Morreu em 19/04/1989.







Dinah Silveira de Queiroz – Escritora e cronista nascida em São Paulo (SP) em 09/11/1901, filha do advogado e escritor Alarico Silveira, foi a primeira mulher a pleitear uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Sua inscrição em 1970 foi rechaçada pelo presidente da entidade na época, Austregésilo de Athayde com base no regimento da ABL. O fato provocou polêmica nacional que levou a uma mudança no regulamento da casa (a primeira a beneficiar com a mudança foi a escritora Raquel de Queiroz, eleita para a Academia em 1977). Dinah só ganhou uma cadeira em 1980. Escreveu “Floradas da Serra”, que virou filme, “Eu Venho – Memorial de Jesus”, ‘‘A Sereia Verde’, “A Muralha”, que virou seriado na TV Globo, entre outros. Escrevia crônicas para a Rádio Nacional, foi membro do PEN Clube do Brasil, da Sociedade do Teatro de Arte, da União Brasileira de Escritores, da Academia Paulista de Letras e Adido Cultural da Embaixada do Brasil na Espanha. Em 1954 recebeu prêmio da ABL pelo conjunto de sua obra. Foi casada com o advogado Narcélio de Queiroz e com o diplomata Dário Moreira de Castro Alves. Morreu de câncer em 10/07/1982.




Doris May Lessing – romancista nascida na Pérsia (atual Irã) em 22/10/1919, seu livro “O Carnê Dourado”, tornou-se um marco da literatura feminista. Estudou na Rodésia e viveu na África do Sul.









Edith Stein – Escritora, professora, filósofa e psicóloga judia nascida em 12/10/1891 em Breslau, Edith Theresa Hedwing Stein enveredou-se pela religião e em 1915 prestou serviço na Cruz Vermelha. Protestou contra a discriminação das mulheres na faculdade onde lecionava, mas a universidade acabou vencendo. Em 1925 traduziu obras de São Tomás de Aquino e Newman e publicou ‘Sobre o Estado’, ‘A fenomenologia de Husserl e a filosofia de Tomás de Aquino’ e ‘Ethos das profissões das mulheres’. Em 1942 ela e a irmã foram enviadas para o campo de concentração de Auschwitz. Edith morreu no mesmo ano, em 09/08 numa câmara de gás. Foi beatificada em 1987. Sua vida é contada no livro ‘Edith Stein: Judia, Atéia e Monja’.








Edna Ferber – escritora e jornalista nascida em 15/08/1887 em Kalamazoo (EUA), ficou famosa como romancista de grandes reconstituições históricas. Começou a carreira escrevendo histórias sobre mulheres de negócios, mas tornou-se popular com seus romances ambientados nos Estados Unidos do século 19. Escreveu ‘Cimarron” e ‘Gigante’, que virou filme,‘So Big’ lhe valeu o prêmio Pulitzer em 1924, entre outros. Morreu em 16/04/1968.









Elfriede Jelinek - Escritora nascida na Áustria, em 20/10/1946, ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 2004 aos 57 anos, mas não participou da premiação (disse que sofre de fobia social). Foi a décima mulher a ser premiada com o Nobel. Foi filiada ao Partido Comunista é é uma crítica feroz da nova extrema direita representada pelo Partido da Liberdade, do neonazista Joerg Haider.







Elisa Lucinda – Poetisa, jornalista, cantora e atriz nascida em Vitória (ES) em 02/02/1958, começou a escrever aos 11 anos, usando de fatos cotidianos para falar de amor e traição. Escreveu: “Eu te amo e suas Estréias” e “A Menina Transparente”, entre outros. Atuou nas novelas ‘Mulheres Apaixonadas’, 'Kananga do Japão', e 'Araponga''. Vive exclusivamente de seus livros e montagens teatrais de seus textos. Recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema Brasileiro, em 1989. Tem um filho, Juliano.





Elizabeth Barrett Browning – poetisa nascida na Inglaterra em 06/03/1806, escreveu ‘Sonetos em Português’, ‘Janelas da Casa Guidi’ e ‘Aurora Leight’. Foi casada com o escritor Robert Browning. Morreu em 29/06/1861.








Elizabeth Bishop – Poetisa nascida em 08/02/1911 em Massachussets (EUA), escreveu os livros: ‘Norte e Sul’ e 'Uma Primavera Fria’, com a qual ganhou o prêmio Pulitzer, em 1955 e ‘Questões de Viagem’. Viveu por 20 anos no Brasil, em Santos (SP) e em Petrópolis (RJ). Sua vinda ao país aconteceu durante uma viagem de circunavegação da América quando encontrou a amiga Maria Carlota Costellat Macedo Soares, a Lota, que morreu em 1967. Morreu em 06/10/1979. Em 2016 a atriz Glória Pires a interpretou no cinema brasileiro.





Emile Bronté - Escritora nascida em 30/07/1818 em Yorkshire, Inglaterra, filha de um pastor, é a irmã mais nova da família Bronté e a quinta de seis crianças. Depois da morte da mãe, as três irmãs e o irmão Branwell criaram terras imaginárias (Angria, Gondal, Gaaldine), que aparecem nas estórias que eles escreveram. Escreveu ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, considerado o maior romance da literatura inglesa, que virou filme. Em 1820, sua família mudou-se para Haworth, onde o pai de Emily foi um curador. Depois da morte de sua mãe, as três irmãs e o irmão Branwell criaram terras imaginárias (Angria, Gondal, Gaaldine), que aparecem nas estórias que eles escreveram. Morreu em 19/12/1848, de tuberculose, em sua cidade.



Emille, marquesa du Châtelet – Escritora nascida em 17/12/1706 em Saint-Jeean-en-Greve, França, de família rica, Gabrielle-Emilie Le Tonnelier de Breteuil foi uma das maiores intelectuais da Europa no século 18. Escreveu vários livros, entre eles 'As Instituições da Física' e “Discurso sobre a Felicidade” (o texto trata da felicidade feminina, que teria condições diferentes da felicidade masculina), que foi publicado 30 anos depois de sua morte. Também traduziu os princípios da matemática de Newton.Feminista, certa vez foi impedida de entrar num café de Paris por ser mulher. Aos 10 anos sabia 5 línguas, matemática e metafísica. Casada com Florent Claude, o marquês de Châtelet, o abandonou juntamente com os filhos, para viver ao lado de seu grande amor, o filósofo Voltaire. Aos 40 anos passou a ter outro amante, dez anos mais novo que ela, engravidou e morreu alguns dias depois do parto, em 10/09/1749.




Florbela Espanca – Poetisa e advogada nascida em 08/12/1894 em Vila Viçosa, Portugal, filha de uma empregada doméstica e do patrão dela, Florbela de Alma da Conceição Espanca só foi reconhecida pelo pai após a morte. Precursora do movimento feminista em seu país, escandalizou a sociedade com sua poesia sensual. Escreveu ‘Livro e Mágoas’, ‘Juvenília’, ‘Charneca em Flor’, ‘As Máscaras do Destino’, entre outros. Casou-se três vezes. Desiludida e doente, retirou-se do convívio social e passou a colaborar em jornais e revistas. Em 1919 após sofrer um aborto, passou a ter problemas mentais. Após a morte do irmão Apeles num acidente de avião, suicidou-se com barbitúricos no dia de seu aniversário em 08/12/1930 aos 36 anos. Seu poema “Princípio e Fim” foi musicado pelo cantor Fagner.




Francisca Júlia da Silva Munster– poetisa nascida em 31/08/1874 em Xirica (SP), nos seus versos procurou condensar a expressão diferente do seu sexo. Em seus poemas buscava a precisão e rimas raras. Colaborou na imprensa carioca e paulista e ganhou notoriedade com publicações em 'A Semana'. Escreveu ‘Mármores’, ‘Esfinges’, ‘Livro da Infância’, entre outros. Suicidou-se com narcóticos, em 01/11/1920, em São Paulo (SP), no dia seguinte à morte do marido, Filadelfo Edmundo Munster, telegrafista da Estrada de Ferro Central do Brasil.







Françoise Sagan - Escritora nascida em 21/06/1935, Françoise Queiroz estreou na Literatura aos 18 anos com o livro ‘Bom Dia, Tristeza’. Aos 20 anos já tinha dois livros publicados, sendo o primeiro 'Boujor Tristesse', que foi best-seller em 20 países. Escreveu mais de 22 livros, entre eles a biografia de Sarah Bernhardt. Casou-se duas vezes e teve um filho. Era apaixonada por carros, velocidade, drogas e álcool. Em fevereiro de 2002 foi condenada por sonegação fiscal. Morreu em 24/09/2004, aos 69 anos, de embolia pulmonar.






Gabriela Mistral – poetisa, educadora e diplomata nascida no Chile em 07/04/1889, Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy e Alcayaga foi a primeira mulher latino-americana a ganhar o prêmio Nobel em 1945, o primeiro concedido a um escritor latino-americano. Adotou o pseudônimo de Gabriela Mistral ao se inscrever num concurso de poesia. Foi vencedora, mas teve de esperar sete anos para publicar seu primeiro livro, “Desolacion”. Participou da Reforma Educacional do México, e esteve no Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos como cônsul de seu país. Não casou nem teve filhos. Seu pseudônimo foi uma homenagem aos poetas italianos Gabriele D'Annunzio e Frédéric Mistral. Morreu em 10/01/1957, em Nova Iorque (EUA).




Georg Sand – escritora nascida em 01/06/1804, na França, Amandine Aurore Lucie Dupin, a Baronesa de Dudevant, escreveu: ‘O Secretário Íntimo’, ‘Jacques’, ‘Maurpat’, ‘Consuelo’, ‘A Poça do Diabo’, ‘Pedra que Rola’, ‘Ela e Ele’. Chocou a sociedade ao fumar charutos em público e vestir roupas masculinas, sendo por isso, considerada homossexual. Casou-se com o barão de Dudevant e depois do nascimento de seu segundo filho, o deixou para morar em Paris. Teve romance com os escritores Prosper Merimée e Alfred Musset (o traía com o médico Papagello) e com os compositores Frederic Chopin e Franz Liszt. . Nos cafés parisienses, gostava de falar de seus amantes de maneira cafajeste. Morreu em 08/06/1876. Sua vida é contada no filme 'Um Inverno em Malorca'.





Gertrudes Stein – Escritora nascida nos Estados Unidos em 03/02/1874, escreveu “Tender Buttons”, “A Formação dos Americanos”, “Três Vidas”, entre outros. Chegou a Paris em 1903 aos 29 anos. Em seu salão, reunia os escritores da época. Desenvolveu um estilo inovador que se caracterizou por reiterações, sintaxe e pontuação. Ficou famosa pela frase “Uma rosa é uma rosa, é uma rosa”. Morreu em 19/07/1946 antes de ver sua coleção avaliada em 6 milhões de dólares.







Gilka Machado – Escritora nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 12/03/1893, filha e neta de artistas, Gilka da Costa de Melo Machado foi a primeira mulher a introduzir o erotismo na poesia feminina brasileira, sendo que se interessou pela poesia ainda criança. Estreou nas Letras ao ganhar um concurso de jornal, em 1915, mas foi criticada pelos poemas, liberados demais para a época. Em 1916 foi publicada sua conferência “A Revelação dos Perfumes". Publicou 11 livros, entre eles, ‘Mulher Nua’, ‘Meu Glorioso Pecado’, “Cristais Partidos”, “O Grande Amor”, 'Carne e Alma'. A audácia comprometeu sua carreira literária: chegaram a dizer que seu trabalho era ‘próprio de uma matrona imoral’. Em 1979 recebeu o prêmio “Machado de Assis” da Academia Brasileira de Letras. Foi casada com o poeta Rodolfo de Melo Machado, com quem teve os filhos Helio e Eros, mas ficou viúva ainda jovem. Morreu em 17/12/1980.




Grazia Deledda - Escritora nascida em 27/09/1871 na Sardenha, Itália, de família de classe média, teve dificuldades com a língua italiana ao escrever seus livros. Publicou ‘Almas Honestas’, ‘O Caminho do Mau’, ‘Pombas e Gaviões’, ‘A Justiça’, entre outros. Em 1926, recebeu o Prêmio Nobel de literatura. Foi casada com o funcionário do governo, Palmiro Madesani. Morreu em Roma, em 15/08/1936.







Hannah Arendt – Filósofa alemã judia nascida em Hanoover em 14/10/1906 em Linden, cedo começou a se interessar por filosofia, teologia e literatura grega. Na universidade de Marburgo conheceu Heidegger, que foi a referência para a formação de seu pensamento. Escreveu: ‘As Origens do Totalitarismo’, ‘A Condição Humana’, ‘Entre o Passado e o Futuro’, ‘Sobre a Violência’, ‘Sobre a Revolução’. Nos anos 30 morou em Berlim com o primeiro marido e participou de atividades políticas do movimento sionista. Em 1933 foi presa e fugiu para a França, onde viveu até 1941, época em que conheceu seu segundo marido, Heinrich Bluscher. No mesmo ano escapou de um campo de refugiados no sul da França e chegou a Nova York, onde passou a morar. Morreu em 04/12/1975 aos 69 anos quando pesquisava a obra de Kant, que anos depois se tornou o livro ‘Lições sobre a Filosofia Política de Kant’.



Harriet Elizabeth Harriet Beecher Stowe – escritora, romancista e ensaísta nascida no Canadá em 14/06/1811, Harriet Elizabeth Beecheré, é autora do livro ‘A Cabana do Pai Tomaz’, que tornou-se importante na luta pela abolição dos escravos nos Estados Unidos. Morreu em 01/07/1896. Era chamada pelo presidente Lincoln “a pequena mulher autora do livro que provocou uma grande guerra” (a guerra Civil Americana).






Helena Petrovna Blavatsky – Escritora nascida em Ekaterinoslav, Rússia, em 12/08/1831, filha de um coronel, Helena Petrovna von Hahn foi a responsável pela sistematização da moderna Teosofia e foi uma das fundadoras da Sociedade Teosófica. Órfã de mãe, foi criada com o avô, com quem aprendeu a gostar de esoterismo, sempre presente em suas obras. É autora de ‘A Doutrina Secreta’, 'Ísis sem Véu', 'A Chave para a Teosofia', entre outros. A seu pedido, o dia de seu aniversário é lembrado como o ‘Dia do Lótus Branco’. Foi casada com Nikifor V. Blavatsky, vice-governador da província de Erevan, Armênia. Morreu em 08/05/1891 em Londres. A data de sua morte é celebrada como 'O Dia do Lotus Branco', por seus simpatizantes em todo o mundo. Desde 1892 a data de sua morte é comemorada por membros da Sociedade Teosófica em todo o mundo. A data, conhecida como 'O Dia do Lótus Branco', atende ao testamento da escritora.



Helen Adams Keller – Escritora, filósofa e ativista social, nascida no Alabama (EUA), em 27/06/1880, ficou cega e surda com um ano e meio de idade, por causa de escarlatina. Mesmo assim, aprendeu a falar, ler e escrever com a professora Anne Mansfield Sullivan contratada por seus pais. Frequentou escolas, aprendeu idiomas e fez faculdade de Arte. Escreveu vários livros, entre eles, “A Estória da Minha Vida”, “O Mundo em Que Vivo”, “Otimismo” e “Diário de Helen keller”. Participou de conferências em todo o mundo. Sua vida serviu de temas para diversos filmes e peças teatrais. Morreu em 01/06/1968.





Henriqueta Lisboa – Escritora e professora nascida em 15/06/1901 em Lambari (MG), irmã da escritora Alaíde Lisboa, foi a primeira mulher a ser eleita para a Academia Mineira de Letras, em 1963. Passou a adolescência em Campanha (MG) e em 1926 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde conheceu intelectuais da época, como Mário de Andrade. Entre seus poemas estão “Fascinação do Mar”, “Infância” e “Hora Eterna”. Morreu em 08/10/1985 em Belo Horizonte.





Hilda Hilst – Escritora e advogada nascida em 21/04/1930 em Jaú (SP), filha única do jornalista Apolônio de Almeida Prado Hilst, elevou a pornografia à condição de arte. Estreou em 1950 com o livro de poesias “Presságio”. Depois escreveu ”Rutilo Nada”, “Contos de Escárnio”, “O Caderno Rosa de Lory Lambi”, entre outros. Teve obras traduzidas para o inglês, italiano e o francês e ganhou vários prêmios, como o Jabuti. Foi a única aluna do curso de Direito da Faculdade de São Paulo no meio de 40 colegas. Na juventude teve muitas paixões, entre elas o poeta Vinícius de Morais e foi casada com o escritor Dante Casarini, mas não teve filhos. Morreu em 04/02/2004 aos 73 anos de insuficiência cardíaca e pulmonar. Nos últimos anos vivia num sítio que herdou da mãe, com mais de 50 cachorros e reclamava da falta de reconhecimento de sua obra.




Hipácia – Escritora, professora de ciências e filósofa nascida em Alexandria, Egito, em 370 d.C., filha de Theon, escreveu comentários sobre Ptomlomeu, Diofanto, entre outros, ficando conhecida como a principal mente da escola filosófica neoplatônica de Alexandria. Foi assassinada em 415 d.C por fanáticos cristãos formada por monges e seguidores do bispo Cirilo. Na época, a Ciência era vista pelos cristãos como paganismo.







Isabel Allende – Escritora e jornalista nascida em 02/08/1972 no Peru, Chile, sobrinha do presidente socialista Salvador Allende, escreveu ‘A Casa dos Espíritos’, ‘De Amor e de Sombras’ e ‘Paula’, sobre a filha, que ficou doente. Seus livros tratam de temas políticos da América Latina. Exilou-se por quase dez anos na Venezuela, após o golpe de Estado do General Pinochet. Vive nos Estados Unidos.









Irene Lisboa – Escritora ,pedagoga e professora primária nascida em Casal de Murzinheira, Portugal, em 15/12/1892, Irene do Céu Vieira Lisboa estreou na Literatura em 1926 com ‘Cantarelos’. Colaborou com jornais e revistas, e no início da carreira usou os pseudônimos João Falco, Maria Moira e Manuel Soares. Escreveu: ‘Esta Cidade’, ‘Uma Mão Cheia de Nada’, Outra de Coisa Nenhuma’, entre outros’. Como orientadora educacional, virou modelo de profissionalismo, tendo colaborado com melhorias na educação infantil de seu país. Morreu em 25/11/1958. Em sua homenagem foi fundada a Federação Nacional dos Professores, em 1988.





Jacqueline Susann – Escritora nascida em 1921 nos Estados Unidos, é autora do livro ‘O Vale das Bonecas’, que reúne sexo, violência e drogas publicado pela primeira vez em 1966 com a marca de 28 milhões e 712 mil cópias, superando ‘E o Vento Levou...’, com 28 milhões. Morreu em 1974.










Jane Austen – Romancista nascida em 16/12/1775, em Steventon, Inglaterra, filha de um pastor, aprendeu a gostar de leitura com a mãe, que gostava de ler e escrever poemas para os 9 filhos. Publicou seu primeiro livro 'Razão e Sensibilidade', em 1811. Depois escreveu: “Mansfield Park”, “Emma”, “Persuassão” e “Orgulho e Preconceito”. Estabeleceu as bases do moderno romance inglês, tornando-se um ponto de referência para outros romancistas. Foi a iniciadora da comédia de costumes na Inglaterra. Em suas obras é constante o desprezo pelos estúpidos. Em suas obras retrata com ironia a vida social e os costumes da aristocracia provinciana. Morreu de um problema supra-renal, em Winchester, na Inglaterra em 18/ 07/1817. Não se casou nem teve filhos. Sua casa, em Chawton, é aberta ao público.




Joan Garrity – publicitária nascida em 1940 em Nova Iorque (EUA), Joan Theresa Garrity usou o pseudônimo ‘J’, quando lançou o livro ‘A Mulher Sensual’, que “ensinava tudo necessário à formação de uma mulher integral”. O sucesso foi tanto que em três meses o volume vendeu 14 edições nos Estados Unidos. O livro propõe numa linguagem coloquial, uma série de exercícios de sensualidade.







Joanne Kathleen Rowling – Escritora nascida em 31/07/1965, na Inglaterra, é autora do livro 'Harry Potter' que virou filme de grande sucesso no mundo todo. Começou a escrever durante uma viagem de trem no começo dos anos 90 quando se mudou para Portugal. O primeiro livro foi finalizado num café de Edimburgo, ao lado do carrinho de bebê da filha. Em 1997, os direitos autorais de “Harry Potter e a Pedra Filosofal“ foram comprados por uma editora inglesa por apenas 4 mil dólares. Recebeu prêmios literários e a 'Ordem do Império Britânico', tendo sido considerada a 24ª celebridade do mundo pela revista Forbes. Foi autora do ano pela revista Time, do ano 2000. Foi casada com o jornalista Jorge Arantes, com quem teve a filha Jéssica. É uma das mulheres mais ricas do Reino Unido, com ganhos estimados em 40 milhões de dólares por ano. Escreve sob o pseudônimo de J. K Rowling.




Josefina Álvares de Azevedo – Poeta nascida em 05/03/1851 no Recife, prima do poeta Álvares de Azevedo, fundou em São Paulo o jornal ‘A Família’ que lutava pela emancipação da mulher. Depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde o jornal passou a circular. Em 1889, percorreu o Nordeste visitando escolas e buscando novas leitoras para seu jornal, e possíveis eleitoras. Escreveu uma peça teatral sobre o voto feminino e as coletâneas 'Galeria ilustre: mulheres célebres', 'A mulher moderna: trabalhos de propaganda' e 'Retalhos'. Morreu em 1905.






Judith Gautier – escritora e poetisa nascida a 25/08/1846 em Paris, França, estreou em 1867 com o livro ‘A Princesa de Jade’ sob o pseudônimo de Judith Walther. Publicou depois ‘O Dragão Imperial’, assinando Judith Mendes. Só depois passou a usar seu nome verdadeiro. Escreveu ‘O Usurpador’, ‘O jogo do Amor e da Morte’, ‘Memórias de um Elefante Branco’, entre outros. Foi casada com o escritor Catule Mendes. Morreu em 26/12/1917, em Dinard.









Júlia Lopes de Almeida – Romancista e contista nascida no Rio de Janeiro (RJ) em 24/09/1862, filha de um médico, irmã da poetisa Adelaide Lopes Vieira, Júlia Valentina da Silveira Lopes de Almeida, foi a primeira mulher no País a viver exclusivamente dessa profissão. Pertenceu à Legião da Mulher Brasileira e publicou vários romances, entre eles “A Família Medeiros”, ‘A Intrusa’, ‘Eles e Elas’, ‘Contos Infantis’, ‘A Falência’, e “Cruel Amor”. Em 1885, passou a trabalhar como redatora do jornal “A Semana”, de Belo Horizonte, ao lado do marido e dos escritores Olavo Bilac e Artur Azevedo. Depois, colaborou no jornal “O País”. Defendia o divórcio e a Abolição. Foi presidenta honorária da Legião da Mulher Brasileira, sociedade criada em 1919, e participou das reuniões de formação da Academia Brasileira de Letras, mas foi excluída por ser mulher. Foi casada com o poeta Filino de Almeida, com quem teve o filho, o poeta Afonso Lopes de Almeida. Morreu em 30/05/1934.





Juliette Adam - Escritora nascida em Verberie, França em 06/10/1836, Juliette Lamber começou a escrever em 1868 a sua casa tornou-se um foco de republicanismo. Em 1879 fundou a revista Nouvelle revue onde intelectuais da época expunham suas idéias favoráveis ao republicanismo. Escreveu ‘Païnne’ e 'Chrétienne', além de livros de viagens. Foi casada com o político E. Adam. Ficou conhecida como 'A Grande Francesa'. Morreu em Callian em 26/08/1936.





Karen Blixen – Escritora nascida em Rungstedlund, Dinamarca, em 17/04/1885, filha de escritor, Karen Dinesen (o sobrenome Blixen é do ex-marido, o barão Bror von Blixen-Finecke) estreou na literatura em 1934 com o pseudônimo de Isak Dinesen e Pierre Andrezel. Seus livros contam aventuras na África e sua infância. Escreveu: “Sete Contos Fantásticos”, “Fazenda Africana”, “Sombras na Relva”, “A Festa de Babete” e “Farah”, dos quais alguns viraram filmes. Durante a entrega do prêmio Nobel, em 1954, o escritor Ernest Hemingway disse que em seu lugar deveria estar Karen Blixen. Seu segundo marido foi Denys Finch Hatton. Morreu em 07/09/1985.









Leandro Dupré – Escritora e professora nascida em Botucatu (SP) em 02/05/1905, Maria José Dupré escreveu ‘O Romance de Tereza Bernad’, ‘Éramos Seis’, com o qual ganhou o Prêmio Raul Pompéia, da ABL, ‘Gina’, ‘Os Rodrigues’, entre outros. Em 1939, publicou o conto 'Meninas tristes', no Estado de São Paulo, com o pseudônimo de Mary Joseph. Seus romances falam da vida cotidiana e muitas de suas obras viraram novela. Alfabetizada pela mãe, também estudou pintura e música. Foi casada com o engenheiro Leandro Dupré. Morreu em 15/05/1984, em São Paulo.




Liz Calder - Editora e ex-modelo nascida na Inglaterra, lançou vários escritores brasileiros. Vive no Brasil desde os anos 60 quando veio morar com o primeiro marido e as duas filhas. No começou dos anos 70, voltou à Inglaterra e começou a construir sua carreira editorial que culminou na fundação da editora Bloomsburry. Mora em Parati (RJ), onde lançou em 2003 o festival literário na cidade.






Louisa May Alcott – Escritora nascida em 29/11/1832 na Pensilvânia, Louise Pote Alcott começou a escrever aos 15 anos para ajudar a família, que passava fome. Seu primeiro livro foi publicado em 1854. Escreveu entre 1862 e 1863 cartas que foram reunidas e publicadas sob o título ‘Hospital Sketches’. Depois escreveu ‘A Modern Mephisofeles’, ‘Eigh Cousins’, ‘Rose in Bloom’, entre outros. Morreu em Boston em 06/03/1888.





Lou Andréas Salomé – Romancista, pensadora e psicoterapeuta nascida em 12/02/1961 em São Petesburgo, Rússia, Louise von Salomé lutou contra a moral tradicional e a favor da emoção humana. Seus olhos azuis despertaram paixão em Nietzche e Freud e outros dois homens mataram-se por ela. Em 1882 foi fotografada chicoteando os intelectuais alemães Paul Ree e Nietzche. Escreveu 'Reflexões sobre o problema do amor, Religião e Cultura', ' Meu Agradecimento a Freud'. Morreu em 05/02/1937em Gottinger aos 76 anos. Sua vida é contada no livro “Minha Vida”.







Lúcia Vera Miguel Pereira – Romancista, tradutora e pensadora nascida em 12/12/1901 em Barbacena (MG), filha de uma dona-de-casa e um médico, passou a infância no Rio de Janeiro. Foi considerada a maior crítica literária brasileira de sua época. Estreou na literatura em 1931 na revista ‘Boletim de Ariel’. Traduziu livros de Marcel Proust, Fiodor Dostoievski e Irving Stone. Escreveu artigos para vários jornais como Estado de Minas, e O Estado de São Paulo e os livros ‘Maria Luísa’, ‘Amanhecer’, ‘Machado de Assis’, ‘Prosa de Ficção’, entre outros. Participou de grupos católicos, como os da revista 'A Ordem', tendo sido chamada de 'intelectual católica'. Foi casada com o historiador Octávio Tarquínio de Souza. Morreu em 22/12/1959 aos 58 anos, juntamente com o marido, num acidente de avião. Após sua morte, a família cumpriu seu desejo e queimou todos os seus manuscritos.




Lya Luft - Escritora e tradutora nascida em 15/09/1938 em Santa Cruz do Sul (RS), começou a escrever em 1979 após sofrer um acidente de automóvel, que a fez rever a vida. É autora de 'Perdas e Danos', 'A Asa Esquerda do Ano', 'O Rio do Meio', 'entre outros. Foi casada com o professor Celso Pedro Luft, com quem teve 3 filhos e com o psicanalista e escritor Hélio Pellegrino, de quem ficou viúva. Casou-se novamente com o primeiro marido, que morreu em 1995.










Lygia Bojunga Nunes – Escritora e atriz nascida em 26/08/1932 em Pelotas (RS), escreveu ‘Os colegas’, ‘Angélica’, ‘A casa da madrinha’, ‘Corda Bamba’, ‘O sofá estampado’, entre outros. Recebeu em 1982 o prêmio de literatura infantil Hans Christian Andersen. Casada com um inglês, vive entre o Rio de Janeiro e a Inglaterra.








Lygia Fagundes Telles – Escritora, advogada e professora de educação física nascida em São Paulo (SP) em 19/04/1923, filha de um advogado e uma dona de casa, Lygia de Azevedo foi funcionária pública, e colaborou em jornais e revistas. Escreveu depois ‘Flower Fables', “A Estrutura da bolha de Sabão”, “Ciranda de Pedra”, que virou novela, ‘Praia Viva’, ‘Porão e Sobrado’, entre outros. Suas personagens principais são femininas. É membro da Academia Brasileira de Letras. Viúva de Paulo Emílio, tem um filho, Godofredo.








Maitena Burundarena - Chargista nascida em Buenos Aires, casada com o produtor Daniel Kon, mãe de três filhos, é autora de livros como "Mulheres Alteradas" e "Segredos de Menina". Vive com a família em La Pedrera. Por mais de 25 anos, suas tirinhas fizeram sucesso em revistas femininas, sempre utilizando o bom humor como pano de fundo para as histórias. 









Madame de Stael – Romancista, crítica e poetisa nascida em 22/04/1766, em Paris, França, filha de um banqueiro suíço, Anne Louise Germaine Necker Stael Holsein escreveu ‘A Literatura Considerada nas suas Relações com as Instituições Sociais’, ‘Influência das Paixões sobre a Felicidade dos Indivíduos’, ‘Delfina’, ‘Corina’, entre outros. Sua obra “De l'Allemagne” foi queimada por ordem de Napoleão, que a considerou anti-francesa. Exilada pela revolução, foi para a Itália, Alemanha e Rússia. Com a queda de Napoleão, retornou a Paris. Foi casada com o Barão de Stael-Holstein, com quem teve 3 filhos. e com um oficial suíço. Teve um romance com Benjamin Constant, escritor e político francês que despertou seu interesse pela cultura alemã. Morreu em 14/07/1817.






Margareth Mitchell – Escritora e jornalista nascida em 18/11/1900 em Atlanta (EUA), é autora do livro ‘...E o Vento levou’, com o qual ganhou o prêmio 'Pullizzer', e que se transformou em filme de Hollywood, em 1939. Levou mais de 2 anos para escrever esse romance. Recebeu 13 indicações para o Oscar e levou oito. Foi casada com George Marsh e com o jogador de futebol, Berrien "Red" Upshaw. Morreu em 1949 num acidente de carro.









Marguerite Duras – Escritora, diretora e roteirista de filmes nascida em 04/04/1914 em Saigon, Vietnã, Marguerite Donnadieu escreveu mais de 40 livros e ganhou o prêmio “Gancout” pelo romance autobiográfico “O Amante”. Aos 17 anos, foi para a França e tornou-se um dos mais respeitados nomes do “nouveau roman”. É roteirista dos filmes “Hiroshima, Meu Amor” e "Uma Tão Longa Ausência". Morreu em 03/03/1996 aos 81 anos de insuficiência pulmonar, em Paris. Sua vida é contada no filme “Uma Vida por Escrito”.





Marguerite Yourcenar – Escritora, ensaísta e memorialista nascida em Bruxelas em 08/06/1903, em Bruxelas, Bélgica, Marguerite Cleenewerck de Crayencour foi a primeira mulher eleita para a Academia Francesa de Letras em 1980.Seu romance mais famoso, “Memórias de Adriano” foi publicado em 1951. Ganhou o Prêmio “Femina” em 1968 com o livro “Obra em Negro”. Foi para os Estados Unidos em 1937 mantendo dupla cidadania. Órfã de mãe desde que nasceu, nunca frequentou escolas mas, teve aulas com de latim e grego o pai, com quem viajou pelo Oriente. Viveu 40 anos com a namorada, Grace Frick. Em 1980, aos 77 anos, casou-se com Jerry Wilson de 30 anos, que morreu de aids seis anos depois. Morreu aos 84 anos nos Estados Unidos em 17/12/1987.




Maria Agustina Bessa-Luís – romancista nascida em Vila Meã, Portugal, em 1923, introduziu na prosa portuguesa um clima romanesco reduzindo figuras humanas a símbolos mitológicos. Com o romance ‘A Sibila’ conquistou o prêmio Delfim Guimarães, de Lisboa e o prêmio Eça de Queiroz em 1954. Escreveu ainda: ‘Mundo Fechado’, ‘Contos Impopulares’, ‘A Muralha’, ‘O Inseparável’, ‘Ternos Guerreiros’, Embaixada a Calígula’, ‘Sermão do Fogo’ e ‘Os Super-Homens’.





Maria Alice Giudice Barroso Soares – Romancista e biblioteconomista nascida em Miracema (RJ) em 1926, foi diretora da Discoteca Pública do Estado da Guanabara em 1968 e do Instituto Nacional do Livro em 1955. Escreveu: ‘Estamos Sós’, ‘Um Simples Afeto Recíproco’ e ‘Um Nome para Matar’.






Maria Firmina dos Reis – Escritora, professora e autora de folguedos nascida no Maranhão em 11/10/1825, filha bastarda e mestiça, foi a primeira romancista brasileira com a publicação do livro 'Úrsula' em 1859. Seus livros denunciam a escravidão. Também colaborou em jornais. Aos 55 anos, um ano antes de aposentar-se do magistério, fundou em Guimarães uma escola mista e gratuita para crianças pobres. Mesmo pobre, adotou algumas crianças. Morreu cega aos 92 anos em 1917.





Maria Graham – escritora, desenhista e viajante nascida na Inglaterra em 20/02/1785, Lady Maria Dundas Graham Callcot escreveu e ilustrou o livro ‘O Diário de Uma Viagem ao Brasil e ' Residência Durante Parte dos Anos de 1821, 1822, 1823'. Foi casada com o capitão de Marinha Thomas Graham, com quem visitou o Brasil em 1821. Ao ficar viúva voltou ao Brasil e tornou-se governanta da princesa Maria da Glória, filha de D. Pedro I. Foi intermediária das relações da Corte imperial com Lorde Cochrane. Morreu em 1842.









Mariana Alcoforado – Religiosa nascida em 1640 em Beja, Portugal, entrou para o convento com 12 anos, obrigada pelo pai, que queria protegê-la da guerra contra a Espanha. Aos 20 anos apaixonou-se pelo oficial da cavalaria francês, Noel Bouton, e o escondeu em sua cela, onde passaram a viver secretamente. Descobertos, ele foi mandado de volta à França. A freira lhe escreveu cinco cartas de amor, que não foram respondidas. Publicadas no século 17 e traduzidas para o português, elas servem de manual de literatura do período barroco português. Mas após séculos de estudos, comprovou-se que as cartas teriam sido feitas pelo tradutor, Guilleragues. Apesar disso, os escritos serviram de referência para a obra 'Novas Cartas Portuguesas', de autoria das Três Marias, que defende a emancipação moral e social da mulher. Morreu em 1723.





Marina Colasanti – escritora, colunista, tradutora, jornalista e ilustradora nascida na Eritréia, África, em 03/1937, Chegou ao Brasil com 11 anos, onde estudou Belas Artes. Escreveu vários livros entre eles “Zoilógico”, “Amor”, “A Nova Mulher”, e “A Morada do Ser”, pelo qual ganhou o Primeiro Prêmio da Crítica em São Paulo. Ingressou na imprensa em 1962 como redatora. Por muitos anos trabalhou para a Revista Nova. Aos 2 anos mudou-se para a Itália e aos 11 veio para o Brasil. Separada de um jornalista, tem duas filhas.






Marion Zimmer Bradley – Escritora nascida em 03/06/1930 em Nova Iorque (EUA), Marion Eleanor Zimmer Bradley é autora da série “Darkover” e do livro “As Brumas de Avalon”, onde fala da lenda do Rei Arthur sob a ótica feminina.Teve que começar a trabalhar muito cedo, chegando a ser garçonete e faxineira. Começou a escrever com 16 anos, ao ganhar uma máquina de escrever da mãe. No início produzia romances sensacionalistas para ganhar dinheiro. Casada duas vezes, teve dois filhos. Morreu de problemas cardíacos, na Califórnia, em 25/09/1999, aos 69 anos.







Marquesa de Alorna – Tradutora e poetisa nascida em Lisboa, Portugal em 31/10/1750, neta da Marquesa de Távora, Leonor de Almeida de Portugal Lorena e Lancastre deixou várias traduções: ‘Oberon’, ‘Ensaio sobre a Crítica’, ‘Estações’ e ‘Dartula’. Aos 8 anos foi para um convento junto com a mãe e a irmã por causa da condenação dos pais e dos avós implicados no atentado contra D. José I. Casada com o oficial alemão naturalizado português, o Conde de Oyenhausen, viveu com ele em Viena, por 10 anos, junto com os 5 filhos. Viúva, voltou a Portugal e dedicou-se à administração de seus bens. Fundou a Sociedade da Rosa (contra a ameaça napoleônica) e foi exilada em Londres, onde viveu quase na miséria. Voltando à Lisboa, foi empossada no título e nos bens do Marquesado de Alorna. Ficou conhecida como condessa de Assumar e de Oeynhausen, Alcippe, 4a Marquesa de Alorna e ‘’Stael portuguesa’ (por causa de sua amizade com a escritora Madame Stael). Morreu em 1839.





Marta Brunet – Romancista nascida em 09/08/1897 no Chile, escreveu ‘Montanha Adentro’, ‘Bestia Danina’, ‘Fumaça pelo Sul’, ‘Maria Hadie, entre outros. Começou a escrever aos 14 anos. Em 1923 publicou sua primeira novela, 'Montanha adentro'. Um ano depois, com a morte do pai, sua mãe passou a ter problemas mentais e ela parou de escrever, só publicando receitas culinárias. Em 1933 ganhou o 'Prêmio da Sociedade de Escritores do Chile, por suas obras. De 1934 a 1939 dirigiu a revista 'Família'. Em 1961 recebeu o Prêmio Nacional de Literatura. Morreu em 27/10/1967, em Montevidéo.






Mary McCarthy – escritora nascida em 21/06/1912 em Seatlle (EUA), de família judia pelo lado paterno (os pais morreram de gripe espanhola em 1918), Mary Therese McCarthy dedicou-se ao estudo do universo feminino em ensaios, livros e reportagens. Casou-se 4 vezes, entre elas com o ensaísta Edmund Wilson. Sua vida é contada no livro “Memórias de Uma Menina Católica”. Morreu em 25/10/1989, em Seatle (EUA).






Mary Shelley - Escritora nascida em 30/08/1797 em Londres, filha da escritora Mary Wollstonecraft, Mary Godwin Shelley escreveu vários livros, entre eles, ‘Franks’ (que inspirou o filme Frankstein), ‘História de uma excursão de seis semanas através da França’, 'A Vida e as Aventuras de Castruccio' e 'Principe de Lucca'. Escreveu Frankstein aos 19 anos, e a obra foi publicada pela primeira vez, em 1818, sem o nome da autora na primeira edição, após ter sido rejeitada por duas outras editoras. O romance, de grande sucesso na época, gerou um novo gênero de horror. Foi casada com o poeta Percy Shelley. Morreu em 01/01/1851.




Mary Wollstonecraft - Escritora, tradutora, jornalista e professora nascida em Londres, escandalizava a sociedade da época por causa de suas atitudes e frases. analfabeta até os 16 anos de idade, aprendeu a ler sozinha. De família pobre, chegou a fazer trabalhos manuais para se sustentar. Mãe da escritora Mary Shelley (autora de Frankstein), foi casada com o filósofo William Godwin, mas moravam em casas separadas, pois gostava da liberdade e não queria ser sustentada por um homem. Teve um romance com um milionário, e por causa dele, tentou o suicídio duas vezes - a primeira tomando láudano (ele chegou a tempo de salvá-la. Na época ela estava grávida da primeira filha e não sabia), e a segunda pulando no rio Tâmisa (foi retirada com vida). Escreveu "Cartas Escritas Durante uma Breve Viagem à Suécia, dinamarca e Noruega", "Reivindicação dos Direitos da Mulher", que inspirou a brasileira Nísia Floresta, a escrever o livro "Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens", entre outros. Morreu em 1797, 11 dias depois de Mary nascer (sua placenta, que não fora expulsa pelo corpo, causou-lhe uma infecção generalizada).




Maura Lopes Cançado – Escritora e aviadora nascida em Minas Gerais, considerada uma das maiores contistas do país, foi colaboradora do Suplemento Literário do Jornal do Brasil. Escreveu “O Sofredor do ver”, “O Hospício é Deus”, entre outros. Casada aos 14 anos com um colega do aeroclube, teve o filho, o jornalista Cesarion Praxedes. Aos 18 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde internou-se com quadro de esquizofrenia. Ao sair, passou a freqüentar boates e a beber. De volta ao hospício, matou uma paciente. Morreu no Rio de Janeiro em 1993.






May Louisa Alcott – Escritora nascida em Germantown, Pensilvânia (EUA) em 29/11/1832, escreveu: con ‘Flower Fables’, ‘Work’, ‘Eight Cousins’, ‘Rose in Bloom’, ‘Silver Pitchers’, entre outros. Algumas de suas cartas escritas em 1862 e 1863 foram reunidas e publicadas sob o título ‘Hospital Sketches’. Morreu em Boston, em 06/03/1888.







Nadine Gordimer – Escritora nascida em 20/11/1923 em Springs, África, filha de imigrantes judeus, ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1991 aos 68 anos. Começou a escrever aos 9 anos e publicou seu primeiro conto aos 15, na revista ‘Forum’. Seu primeiro livro ‘Face a Face’ foi lançado em 1949. Na década de 50 ficou mundialmente conhecida ao publicar uma série de três romances: 'The Lying Days', 'Um Mundo Estranho na África', 'Occasions for Loving', que falam sobre o conflito racial na África. Membro do Congresso Africano, partido de Nelson Mandela, teve vários livros censurados e proibidos e chegou a ser presa. Sua luta é marcada pela luta contra o apartheid. Mesmo assim, não se considera uma escritora política. Escreveu 'Convidado de Honra', 'O Povo de Julho', 'A Voz Suave da Serpente', Uma mulher sem igual', entre outros. Casada com um antiquário, tem dois filhos.





Nélida Pinon – Romancista e jornalista nascida em 03/05/1937 no Rio de Janeiro (RJ), foi a quarta mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras e a primeira a dirigir a instituição, em 100 anos. Seus livros foram traduzidos em 25 países, sendo elogiados em jornais estrangeiros. Recebeu títulos como o de “Doutora Honóris Causa” pela Universidade da Flórida e o prêmio de Literatura “Juan Rulfo “ (foi a primeira mulher a recebê-lo). Escreveu ‘O Calor das Coisas’, ‘Sala de Armas’, ‘A Força do Destino’, ‘entre outros. Foi redatora dos Cadernos Brasileiros e colunista do jornal 'O Dia', e professora de criação literária da Universidade Federal do Rio de Janeiro.



Nelly Sachs – Poetisa e autora teatral nascida em 10/12/1891 em Berlim, escreveu suas obras tendo como pano de fundo, o nazismo. Ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1966. Fugiu da Alemanha em 1940 e mudou-se para a Suécia. Morreu aos 79 anos em 12/05/1970 em Estocolmo.







Nísia Floresta Brasileira Augusta – Escritora nascida em 12/10/1810 em Papari (RN), Dionísia Gonçalves Pinto foi a primeira escritora brasileira a publicar um livro feminista: “Direitos das Mulheres e Justiça dos Homens”, em 1922, inspirada num volume da inglesa Mary Wolisonecraft, “Vindications of the Rights Of Woman”. Durante muitos anos, escreveu em jornais tratando da condição feminina, enfocando a República e a Abolição da Escravatura. Em 1842, lançou o livro “Conselhos à Minha Filha”, sobre a educação feminina. Casou-se pela primeira vez aos 13 anos. Um ano depois abandonou o marido e voltou para a casa dos pais. Com 18, foi morar com o estudante de Direito, Manuel Augusto de Faria Rocha, que morreu em 24/04/1885 na França, deixando-a com 2 filhos pequenos.





Pagu – Escritora e jornalista nascida em 09/06/1910 em São João da Boa Vista (SP) de família classe média, formada por imigrantes alemães, foi correspondente internacional de grandes jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, nos anos 30. Foi a primeira escritora brasileira a publicar regularmente ‘pulp fiction’ em revistas. Escreveu o romance ‘Parque Industrial’ (primeiro romance brasileiro a tratar de questões sociais), ‘O Mistério do Navio Perdido’, ‘Safra Macabra’, ‘A Mão Viva da Morta’, 'Detetive', 'entre outros. Freqüentadora dos meios intelectuais, foi adotada pelo grupo dos modernistas como a “musa Antropofágica” e foi a musa do Modernismo. Casou-se com o escritor Oswald de Andrade, apesar de ser amiga da esposa dele, a escritora Tarsila do Amaral (ele escreveu sobre o assunto: "Se o lar da Tarsila vacila, é pelo angu da Pagu"). Criou o primeiro Suplemento Literário no Diário de São Paulo. Fundou ‘A Famosa Revista’ e o jornal ‘A Vanguarda’. Usou os pseudônimos Pagu, Patsy, Ariel, Zaza, Pat, Pt, Léonei, King Shelter Gim, Solange Sohl e Mara Lobo. Perdeu a virgindade aos 12 anos e aos 14, engravidou e abortou (na época não havia pílula e ela questionava sobre a decisão de levar adiante uma gravidez indesejada). Teve dois filhos de dois casamentos. Militante política, chegou a ficar presa por cinco anos, por defender operários. Teve a vida contada no filme “Pagu” e no livro de mesmo nome. Morreu em 12/12/1962 em Santos (SP). Em 2003, fotos de Pagu foram jogadas no lixo pela ex-nora e encontradas por uma catadora de papel, que entregou-as a uma faculdade local.





Pearl Buck – Romancista nascida em 26/06/1892 na Virgínia (EUA), filha de missionários, Publicou sua primeira novela, ‘Vento do Leste, vento Ocidental’, aos 38 anos. Em 1934 foi para os Estados Unidos e um ano depois recebeu o prêmio de Pulitzer. Ganhou o Nobel de Literatura em 1938. Escreveu A Primeira Mulher e Outras Histórias’, ‘Anjo da Luta’, ‘Retrato de uma Alma’ e ‘A Novela Chinesa’. Foi casada duas vezes: com John Lossing, com quem teve a filha Carol e com Richard Walsh. Adotou a filha Janice. Morreu em Danby, Vermont em 06/03/1973.






Rachel de Queiroz – Jornalista e escritora nascida em Fortaleza (CE) em 17/11/1910, foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Depois da seca de 1915, mudou-se com os pais para o Rio de Janeiro e depois para Belém. De volta à Fortaleza colaborou com jornais e publicou seu primeiro romance ‘Os Quinze’, que lhe valeu o Prêmio de Romance da Fundação Graça Aranha. Foi um dos fundadores do Jornal ‘O Povo’ do Ceará. Foi casada com José Auto da Cruz Oliveira, com quem teve uma filha, que morreu com um ano de idade, e com o médico Oyama Macedo. Não tiveram filhos, mas adotaram a irmã mais nova de Rachel, Maria Luíza. Na juventude, foi comunista ligada ao Partido Comunista Brasileiro e chegou a ser candidata a deputada estadual, mas sua eleição foi impedida pelo Estado Novo. Rompeu com o partido depois que seus dirigentes exigiram que ela fizesse alterações em seu romance 'João Miguel'. Em 1964, apoiou o golpe militar junto com outros intelectuais. Morreu em 11/2003, aos 92 anos de infarto, enquanto dormia.





Rebecca Amato Levy – Historiadora e escritora nascida na ilha de Rodes, Grécia, ficou famosa com o livro “I Remember Rhodes” sobre a herança dos judeus sefardistas. Em 1939 fugiu da ameaça dos fascistas italianos, para Maselha, na França e para Tanger, no Marrocos. Casada com Moshe Hasson, teve uma filha. Morreu aos 89 anos, em Los Angeles, em 04/08/1999.




Rosália de Castro – Poetisa e romancista nascida em 24/02/1837, de uma relação extra-coinjugal, Maria Rosália Rita de Castro foi considerada, junto com o marido, o jornalista e escritor Manuel Murguia, um dos maiores representantes do renascimento literário em sua terra. Escreveu ‘Cantares Gallegos’, ‘Folhas Novas’, ‘O Cavaleiro das Botas Azuis’, entre outros. Morreu de cancro em 15/06/1885, em Adina. Em 1891 seus restos mortais foram transladadas, em cerimônia pomposa para o Pantéon de Galegos Ilustres no convento de São Domingos, em Santiago de Compostela.





Rose Marie Muraro – Escritora, física e pensadora nascida em 11/11/1930, introduziu o feminismo no Brasil. Em 1971 trouxe ao País a feminista Betty Friedan. Em 1975 fundou no Rio de Janeiro o Centro da Mulher Brasileira. Escreveu “Sexualidade da Mulher Brasileira” e “Corpo e Classe Social no Brasil”. É proprietária da editora ‘Espaço e Tempo’. Divorciada, tem 5 filhos.









Ruth Fulton Benedict – escritora e antropóloga nascida em 06/06/1887 em Nova Iorque (EUA), filha de professora, usou o pseudônimo de Anne Singeton ao escrever biografias das feministas Margaret, Mary Wollstonecraft e Schereiner. Escreveu os livros ‘Testes padrões de Cultura’, ‘Zuni Mythology’, ‘Raça: Ciência e Política’ e o ‘Chrusanthemum e a Espada’. Seus livros falam das diferenças entre as culturas em torno do mundo. Foi casada com um professor. Morreu em 17/09/1948.






Ruth Rocha - Pedagoga, escritora de livros infantis e cientista política nascida em São Paulo (SP) em 02/03/1931, Ruth Machado Lousada Rocha lançou seu primeiro livro em 1976. Também foi orientadora educacional e editora, além de escrever para as revistas Cláudia e Recreio. Escreveu 130 livros, que foram traduzidos para 25 línguas e dialetos, entre eles ‘Marcelo, martelo, marmelo’ e ‘Escrever e criar... uma nova Proposta’.





Safo de Lesbos – Poetisa, professora e compositora de músicas para casamentos nascida em Mitilene, na ilha de Lesbos em 620 a.C., suas poesias falavam das suas relações sexuais com amigas e possivelmente com o irmão Caraxo. Sobraram apenas dois poemas líricos encontrados no Egito em 1898 e publicados no livro ‘Safo de Lesbos’. Os arqueólogos não sabem como os poemas foram publicados e circularam na Antiguidade. Passou a maior parte de sua vida na ilha de Lesbos, onde era líder de um clube onde se reuniam moças para escrever e recitar poesia. No local, era possível expressar as paixões homossexuais (o termo lesbianismo surgiu daí). Casada com Cércilas, teve uma filha, Cleis. Viúva aos 40 anos, foi banida da Grécia junto com outros aristocratas. Foi cunhada em moedas no século III d.C. Morreu em 580 a.C.




Selma Lagerlof – romancista nascida em 20/11/1858 em Marbaka, Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf Suécia, filha de um militar, foi a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1909 com uma obra baseada em lendas. Escreveu “A Saga de Goesta Berling”, “Jerusalém” e o livro infantil “A Viagem Maravilhosa de Nils”, que lhe deu fama internacional. Morreu em 16/03/1940.











Shere Hite – Escritora e ex-modelo nascida em 02/11/1942 no Missouri (EUA), engajou-se no movimento feminista em 1970, quando era estudante de mestrado em História. Na ocasião, foi fotografada ao lado de uma máquina de escrever, num anúncio em que se lia: “Esta máquina é tão inteligente que ela não precisa ser”. A frase irritou as feministas, que se manifestaram em frente à empresa. Em 1976, causou escândalo ao lançar seu primeiro livro, ‘Relatório Hite: um Estudo da Sexualidade Feminina’, no qual derrubava o mito do orgasmo vaginal. Por causa do protesto, mudou-se para a Alemanha e trocou de nacionalidade. Em 2000, lançou ‘O Amor e os Negócios’, em que defende o relacionamento entre colegas de trabalho.




Sigrid Undset – Escritora nascida em 20/05/1882, em Kalundborg, Dinamarca, escreveu novelas baseadas nas lendas e folclore de seu país. Com dois anos, mudou-se com a família para a Noruega, por causa de uma doença do pai, que morreu quando ela tinha 11 anos. Antes de ser escritora, foi secretária. Seu primeiro romance, foi recusado pela editora, e só dois anos depois, ela escreveu o segundo, que obteve sucesso, com a ajuda de um escritor famoso. Com as vendas, abandonou o escritório e fez uma viagem à Europa, ficando nove meses na Itália. Casada com o pintor norueguês Anders Castus Svarstad, teve três filhos, sendo que a menina era deficiente. Em 1928 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por " Olav Audunssøn". Em 1940, fugiu do Nazismo, para os Estados Unidos, onde escreveu e discursou contra esse regime, que matou seu filho mais velho em combate contra tropas alemãs. Após a guerra, voltou à Noruega, mas não escreveu mais. Morreu em 10/06/1949.



Simone de Beauvoir - Escritora nascida em 09/01/1908 em Paris, França, filha de um advogado, Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir foi uma das inspiradoras do feminismo. Ao conhecer o namorado Jean-Paul Sartre, ligou-se ao existencialismo, movimento filosófico que ele participava. Os dois fundaram a revista ‘Les Temps Modernes’. Escreveu ‘A Convidada’., ‘O Segundo Sexo’, ‘Os Mandarins’, ‘Memórias de uma Moça Bem Comportada’, entre outros. Dizia que nunca encontraria felicidade fazendo serviços domésticos ou tendo filhos. Mas, nos anos 90 foram descobertas cartas endereçadas ao amante, o autor Nélson Algren, em que contava a vontade de fazer comida para ele, lavar pratos e arrumar a casa. Os dois se conheceram nos Estados Unidos em 1947 e ficaram juntos por 18 anos. Morreu aos 78 anos em 14/04/1986.




Simone Weil - Escritora, pensadora e professora de filosofia nascida em 03/02/1909 em Paris de família judia, Irmã do matemático André Weil, renunciou ao ensino em 1934 para trabalhar como operária numa fábrica de automóveis, onde participou de protestos. Em seus livros, critica o poder do estado. Escreveu ‘Reflexões sobre as origens do hitlerismo'’, ‘Poema da força’, ‘Deus em Platão’, entre outros. Morreu em 24/08/1943 no sanatório de Ashford, em Londres, após uma greve de fome em apoio a seus conterrâneos.







Sofia de Mello Breyner Andresen – Poetisa e escritora nascida em 06/11/1919 no Porto, Portugal, sua obra caracteriza-se pelo despojamento e pela objetividade. Com seus livros criticou o regime salazarista. Em 1964 recebeu o Grande Prêmio da Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores. Em 1999, recebeu o Prêmio Camões. Em 1975, foi eleita para a Assembléia Constituinte pelo círculo do Porto. Escreveu: ‘Dia do mar’, ‘Coral’, ‘Mar Novo’, ‘Geografia’, entre outros. Casada com o jornalista Francisco Sousa Tavares, teve 5 filhos. Morreu em 02/07/2004, em Lisboa.





Stella Florence – Escritora e ex-secretária executiva nascida em São Paulo em 1967, em suas obras, critica o feminismo xiita, abordando com humor assuntos como aborto, estupro e vingança. Escreveu “Hoje Acordei Gorda”, “Porque os Homens não Cortam as Unhas dos pés?”, “Ele me Trocou por Uma Porca Chauvinista” e ‘Escrava de Quem?’ Tem uma coluna na revista Criativa. Casada, tem uma filha.







Susan Sontag - Crítica social e escritora nascida em 16/01/1933 em Nova Iorque (EUA), foi uma das principais intelectuais americanas. Estudou filosofia, literatura e teologia. Escreveu romances, contos, peças de teatro e ensaios, que foram traduzidos para 32 idiomas. Também escreveu e dirigiu quatro filmes. Ativista dos direitos humanos, presidiu o American Center of PEN (1987-1989), organização internacional de escritores dedicada à liberdade de expressão, na qual liderou uma série de campanhas a favor de escritores presos ou perseguidos. Mudou-se para Sarajevo em 1993. Foi casada com o Capitão Nathan Sontag e com o instrutor de sociologia Philip Rieff. Morreu em 28/12/2004 de leucemia, aos 71 anos.




Svetlana Allilluyeva – Escritora, professora e tradutora nascida em 28/02/1926 filha do ditador Joseph Stalin, criada por uma enfermeira, ficou famosa ao publicar o livro ‘vinte Cartas a Um Amigo’, sobre a vida de seu pai. Em 1967 foi para os Estados Unidos após pedir asilo político. Casou-se duas vezes: com Grigori Morozov e com Yuri Zhdano, com quem teve a filha Ekaterina. Teve um romance com Brajesh Singh que morreu antes de se casarem. Após a morte do pai em 1953, adotou o nome da mãe. Sua vida é contada em sua autobiografia 'Vinte Letras a um Amigo'.







Sylvia Plath – Poetisa e romancista nascida em 27/10/1932 em Massachusetts (EUA), filha de austríacos, escreveu “Um Navio de Inverno”, “Colosso”, “Ariel”, “Atravessando a Água” e “Árvores de Inverno”. Casada com o poeta inglês Ted Hughes, teve a filha, Frieda. Deprimida pelo marido ter uma amante, suicidou-se em 11/02/1963 aos 30 anos, inspirando gás de cozinha em sua casa). Sua vida é contada no filme 'Sylvia - Paixão Além das Palavras'.









Taslima Nasrim – Escritora e ginecologista nascida em Bangladesh em 25/08/1962, saiu foragida de seu país onde foi ameaçada de morte por extremistas muçulmanos, desde que concedeu uma entrevista a um jornal indiano, em que propôs revisão radical do Alcorão. Em 1990, começou a se destacar por artigos publicados em jornais feministas, nos quais denunciava a posição subalterna da mulher no mundo muçulmano. Foi a primeira escritora muçulmana a usar a palavra ‘vagina’ num poema erótico. A recompensa pela cabeça da escritora foi fixada em 4 mil dólares, o que é muito no país. Aos 32 anos pediu socorro a países estrangeiros através de fax. Casada três vezes, chegou a defender o direito das bengalesas terem 4 maridos, uma vez que isso é permitido aos homens.






Virgínia Woolf – Escritora nascida em 25/01/1882, filha de um editor, em Londres, renovou a literatura moderna. foi integrante do grupo de intelectuais, Bloomsburry, que após a Primeira Guerra Mundial, questionava as tradições literárias, políticas e sociais.Publicou seu primeiro livro em 1915, mas conseguiu sucesso em 1925 com ‘Mrs. Dalloway’. Por mais de 25 anos, escreveu novelas e romances originais, como ‘As Ondas’, ‘O Farol’, ‘Orlando’, ‘Entre os Atos’, ‘Um Teto Todo Seu’. Seu livro ‘O Quarto’ é um clássico do movimento feminista. Teve uma vida atribulada, com depressões e amores. Tinha muita angústia quando escrevia e por isso ela alternava seus romances com composições mais leves para esfriar a mente. Foi incentivada a escrever pelos pais. Foi casada com o escritor Leonardo Woolf, e com ele fundou uma editora de livros. Suicidou-se em 28/03/1941, entrando num rio com os bolsos cheios de pedras.







Viviane Forrester – Escritora e novelista nascida em 29/09/1925 em Paris, França, é um dos maiores fenômenos das livrarias em todo o mundo. Bateu todos os recordes da editora Unesp. Em seu livro “O Horror Econômico”, fala sobre as conseqüências da economia neoliberal globalizada, desemprego e trabalho. Sua obra foi traduzida para mais de 20 países.







Zelda Scott Fitzgerald – Escritora e bailarina nascida no Alabama (EUA) em 24/07/1900, Zelda Sayre Fitzgerald escreveu apenas um romance, ‘Essa Valsa é Minha’, em 1932. Adorava escrever, mas foi desencorajada pelo marido, o escritor Scott. Os dois gostavam de beber, dançar e andar sobre as capotas dos táxis. Em 1930 começou a sofrer de doença mental. Morreu aos 47 anos, num incêndio no hospital onde estava internada, em 10/03/1948.






Zélia Gatai – Escritora nascida em 02/07/1916 em São Paulo, começou a carreira aos 63 anos. Escreveu 14 livros, entre eles “Anarquista, Graças a Deus”, que virou minissérie. Foi casada com Aldo Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos, e com o escritor Jorge Amado, com quem teve os filhos João Jorge e Paloma. Nos anos 60, engajou-se no Partido Comunista e teve que exilar-se com a família na Europa. Em 1985, na França recebeu o título de Cidadã de Honra da Comuna de Mirabeau. Em 2001, com a morte do marido, Zélia ocupou o lugar dele na Academia Brasileira de Letras. No mesmo ano foi homenageada pela prefeitura de Taperoá (BA), que deu seu nome à Fundação de Cultura e Turismo.






Wislawa Szymborska – Poetisa, crítica, editora, tradutora e socióloga nascida em Kornik, Polônia em 02/07/1923, lançou seu primeiro livro em 1945. Recebeu vários prêmios, entre eles o Nobel de Literatura em 1996. Seus livros foram traduzidos para o inglês, o francês e o espanhol. Ex-comunista, acabou desiludindo-se com o Partido Comunista e abandonou a militância.






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Beijos, Carla Vilaça