sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O Feminismo está em cada uma de nós!



Os movimentos sociais acontecem quando algo precisa ser mudado e a população, já exausta, passa a exigir providências. Foi o que aconteceu com o Feminismo, na década de 50, que tinha por objetivo garantir às mulheres, os mesmos direitos do homem, seja em empresas, em casa e no meio social. Até então, o sexo feminino era considerado inferior ao masculino e tínhamos como destino a vida no lar, ao lado do marido e dos filhos. Os dias eram ocupados com afazeres domésticos, culinária e artesanato. À mulher era quase tudo proibido: votar, estudar, trabalhar e fazer sexo antes do casamento.
Era como se o corpo feminino não tivesse desejos e servisse apenas para satisfazer os homens. Muitas vezes, os casamentos eram arranjados entre as famílias e a mulher era obrigada a viver com aquele homem pelo resto da vida, enquanto ele podia, ao menos, ter uma ou várias amantes. Era vergonhoso que uma moça se casasse grávida e quando isso acontecia, ela era expulsa de casa ou enviada para casa de parentes e na volta, a criança geralmente era batizada como filha do pai dela. A noite de núpcias acontecia sem carinho e sem respeito pela mulher que via sexo pela primeira vez.
Cansadas de serem coadjuvantes na vida, algumas mulheres resolveram lutar para conseguir mudanças. Reunidas, elas foram às ruas com cartazes exigindo seus direitos e fazendo denúncias dos abusos cometidos contra patrões e maridos. E, como todo movimento, o Feminismo teve ideias radicais e por isso nem sempre foi aceito por todos os membros da sociedade, incluindo aí outras mulheres que mantinham uma visão tradicional sobre o papel feminino na sociedade. Filhas de pais conservadores, elas crescem com a ideia de que à mulher bastava ter filhos e fingir que era feliz no casamento. Já para as feministas esse discurso não satisfazia. E foi a partir da luta destas pioneiras que hoje temos emprego, escola e casamento por amor.
Mas, ainda falta muito o que fazer, como a garantia de um salário igual ao dos homens, o direito ao aborto e uma lei eficaz no combate à agressão verbal e física praticada em casa ou no trabalho. Porém, a mudança maior se dá entre nós, mulheres, dentro do ambiente familiar, quando não aceitamos imposições dos homens da casa e denunciamos as agressões. Não podemos ser vítimas de machistas inescrupulosos que se acham donos de nossos corpos e mentes. Temos sonhos, anseios, desejos e eles devem ser respeitados. É do interno para o externo que as mudanças acontecem. Enquanto houver aceitação e imposição dos homens sobre nós, continuaremos vítimas de ignorantes, assassinos, assediadores, violentadores, covardes. Não somos capacho. Somos mulheres e merecemos respeito.

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Beijos,

Carla Vilaça