sábado, 30 de maio de 2015

Com sabor de vingança gelada!!!

Segundo um ditado popular, a vingança é um prato que se come frio, e em relação ao amor, a verdade desta frase é absoluta. Estar apaixonado e ser esmagado pela outra pessoa, causa uma dor tão grande, que é impossível não sentir prazer quando temos a oportunidade de dar o troco. Há alguns anos briguei com um namorado e comecei a me interessar por um colega da academia onde eu fazia musculação. Trocamos número de telefones, chegamos a ficar juntos duas vezes, e me empolguei. Mas, ele não!!!. Tive a impressão de que era comprometido até que tive a certeza, quando, sentada com uma amiga, ele passou, fingiu que não me viu e foi embora. Depois deste episódio, eu parei de fazer planos com ele (a mulher tem esse costume de achar que todo homem pode ser seu príncipe encantado).
Fiquei arrasada por eu ter sido ignorada por aquele homem. Quem ele pensa que é para fingir que não me conhece? Perdi noites de sono pensando numa vingança. Eu havia sonhado muito, para ver tudo desmoronar daquela forma. Nosso relacionamento não era sério, mas prazeroso. Ele chegava, me dava um beijo no rosto, me elogiava baixinho e ia fazer ginástica. Enquanto eu ficava na esteira, trocávamos olhares e sorrisos e essa paquera me alimentou por muitos meses. Por isso não entendi quando ele fingiu que recebera uma ligação e saiu conversando ao celular, sem me olhar. Irritada, me convenci de que eu estava vivendo uma paixão impossível e não quis mais vê-lo. Por várias semanas, aquele rapaz tentou marcar outros encontros, e de vez em quando eu atendia seus telefonemas, dando a entender que sairíamos outras vezes mas, na verdade, eu desejava que ele caísse num bueiro e que apodrecesse por lá, em meio a ratos e vermes. Meu sorriso, antes radiante, foi perdendo a graça. Já a beleza dele, foi desaparecendo, me deixando ver que eu inventara aquele homem (novamente fui pega pelas fantasias do príncipe que me salvaria das dores de amor, da carência, da solidão).
Para me livrar daquele cara, mudei os horários da ginástica, com desculpas esfarrapadas de trabalho e falta de tempo, e por fim, desisti da academia. Depois de alguns meses, voltei àquele local e acabei encontrando aquele rapaz. Ele tentou uma reaproximação, mas fiz o mesmo que ele: peguei meu telefone, me despedi das pessoas, menos dele. Repeti a mesma cena, deixando-o com cara de bobo, assim como eu fiquei anteriormente. É indescritível a sensação de prazer que me deu.Me senti vingada e aliviada.
Uma mulher não entra num relacionamento para perder ou para ser usada. Ela quer carinho e atenção, deseja compromisso e paixão. Aquela paquera não deu em nada, mas foi importante na minha vida, como todos os relacionamentos são. Eles nos fazem crescer e ajudam a determinar o modelo de homem que queremos em nossa vida. Eu me apaixono à toa e talvez por isso eu evite me encantar com os galanteios. Esse cara foi apenas mais um que não deixou saudades. Eu mereço mais, muito mais do que ele poderia me oferecer. Fiz com ele, o que fez comigo. A vingança foi na mesma moeda e talvez por isso, tão prazerosa. A comi não fria, mas gelada, congelada. E estava uma delícia!!!!

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Beijos,

Carla Vilaça