quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A vida nem sempre é um aprendizado!

Viver implica em acompanhar as mudanças do mundo e de si mesmo. É aprender com os erros, é cair e se levantar toda vez que a alma é machucada, é reconstruir os cacos de um amor destruído, é chorar e sorrir sempre que algum acontecimento nos pega de surpresa. Se as mazelas, as tristezas, as alegrias moldassem a nossa mente como deveria, talvez nos tornássemos melhor. Porém, para algumas pessoas, o tempo não passa de uma divisão entre a noite e o dia, quando deveria ser um repensar das atitudes. Em certas situações, alguns deixam de viver, apenas para se manterem fiéis aos conhecimentos, princípios e valores que lhes foram passados ainda na infância. E assim, amparados por esta justificativa, se acham no direito de defender seus ideais, não se importando com as consequências.
Essa falta de maleabilidade pode ser percebida na família, quando um membro é tido como "difícil", arrogante, radical, ou em outras esferas da sociedade, como clubes, igrejas e escolas. Mas, esse tipo de comportamento é nítido, principalmente, em algumas repartições públicas, quando um servidor não trata bem o cidadão, e não demonstra interesse em resolver os problemas que não são seus, embora ele receba seu salário para isso. Porém, essa situação está mudando aos poucos, como pode ser visto em muitas empresas públicas, que adotaram um sistema de registro grau de insatisfação da população. Só há uma falha: a avaliação é feita na frente do atendente, ou seja, nem sempre se opta pela numeração correta.
Antes de me formar na faculdade, eu precisava completar muitas horas de um programa de solidariedade, e isso incluía visitas a museus, hospitais, asilos ou doação de sangue. Preferindo a primeira opção, resolvi, numa semana, completar este horário, e comecei pela avenida João Pinheiro, onde existem vários museus. E foi num deles, sobre as escolas de Belo Horizonte, que fui  mal atendida por um fimcionário, que se negou a me dar uma declaração de comparecimento, simplesmente porque não queria. Apesar de explicar-lhe o motivo da visita,  ele não foi educado e ao me ver nervosa, mandou que eu procurasse sua chefia. E foi o que eu fiz. Mas, para minha surpresa, a executiva concordou com o servidor. Procurei, então, a área jurídica do local, fiz uma reclamação por escrito, e de nada adiantou. Um servidor público trabalha para o povo e a sociedade deve cumprir seu papel, denunciando abusos e mau comportamento.
É certo que muitas vezes, pela falta de tempo e morosidade da Justiça, deixamos de procurar os nossos direitos, mas muitas vezes, nos acovardamos pela facilidade e pela falta de compromisso em denunciar. Optamos pela facilidade da reclamação, da lamúria. Assim, podemos continuar a nos fazermos de vítimas, perdendo uma grande chance de .aprender com a vida. Eu nunca mais vi aquele homem e jamais desejo voltar àquele museu. Se ele não aprendeu nada sobre educação, eu aprendi e muito: que jamais devemos tratar o outro como não gostaríamos de sermos tratado. Espero, como uma doce vingança, que ele seja maltratado por alguém. Se fosse por mim, o sabor seria ainda mais forte, mais picante!!!

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Beijos,

Carla Vilaça