sábado, 28 de setembro de 2013

Prá quê tanta vagina?

A casa da gente, a meu ver, deve ser um lugar agradável, tranquilo, para que se possa relaxar a vontade, livre do ambiente externo de afazeres e obrigações. Mas, para algumas pessoas, suas moradias acabam sendo um local de livre expressão para as mais inusitadas decorações, inclusive com motivos sexuais. Nos anos 30, por exemplo, a atriz do cinema-mudo, Mae West, mandou confeccionar seus móveis com os pés em formato de pênis. Ainda assim, ela insistia em dizer que era virgem. Já nesta semana, um norte-americano colocou à venda um antigo sofá que mandara fazer, em formato de vaginas, no encosto. Com casamento marcado, sua noiva não achou nada engraçado ter aquele móvel em casa. Com um custo de 45 mil reais, o homem obediente está aceitando quatro mil reais pelo sofá, no entanto, não encontrou compradores.
Mas, será que dá para relaxar encostado em tanta vagina? Que tipo de homem é este que tem este tipo de ideia? Poderia ser um cara divertido, um tarado, ou sem muito desejo sexual, uma vez que o cérebro acaba se acostumando com imagens rotineiras. A verdade é que o sexo desperta muitas sensações e curiosidades, já que o ato sexual, mesmo com outra pessoa, é único. Se assim não fosse, não haveria tanta revista e filme erótico para despertar os mais intensos desejos.
E nem sempre a exposição sexual condiz com a vida de uma pessoa. Me lembro de um caso contado por um amigo, que causou espanto no bairro onde morava: uma senhora muito religiosa pediu a um vizinho que consertasse um problema na fiação de sua casa, e ao se abaixar para procurar um parafuso, encontrou embaixo da cama, numa caixa, pênis de todas as cores e tamanhos. Assustado, fingiu que nada vira, mas espalhou a notícia pela região.
Quando eu estava no segundo grau escolar, uma colega comunicou seu casamento, entristecida, porque teria que se desfazer de um pênis de borracha, que usara por vários anos. Numa roda feminina (a sala só tinha mulheres), ela contava detalhes do uso do objeto, enquanto ríamos, até que no fundo, a mais quieta das alunas perguntou se ela poderia presenteá-la com o tal pênis. Ficamos chocadas, já que aquela garota era a mais tímida, e naquele momento, se mostrou a mais fogosa de todas. Não sei se ela conseguiu o pênis, mas, voltando ao caso do sofá, sem moralismos, fico pensando no constrangimento de receber familiares para uma visita: "Sente-se e relaxe, enquanto preparo um lanche".
 
O sofá erótico

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Beijos,

Carla Vilaça