segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O mau-humor como alimento para a infelicidade!

Há momentos na vida que nos falta atitude para mudar uma situação desagradável. É como se o cérebro não raciocinasse, ficasse "fora do ar", os braços não se movessem e as pernas não saíssem do lugar. Quando eu trabalhava como promotora de eventos, uma colega sempre me passava os serviços que ela recusava. E, foi por agradecimento que aceitei um convite seu para uma viagem à praia. Ela queria descansar no apartamento de dois amigos, em Guarapari, mas o passeio acabou em martírio. A começar pelo prédio, velho demais, e o mau-humor dos rapazes. Embora meu desejo fosse voltar para casa logo no primeiro dia, permaneci naquela cidade, aguentando a raiva que eu passava e o nojo pelo local. Acabei gastando meu dinheiro e só pude retornar à minha casa, de carona com os três, novamente.  
Não sou uma pessoa bem-humorada sempre, mas odeio gente que não acha graça em nada, que vê a vida de um jeito amargo, sem alegrias. Sei que aqueles rapazes não estavam felizes por não termos aceitado ficar com eles, mas isso não era motivo para ficarem azedos por tantos dias. E eles não eram os únicos. Minha amiga também era insuportável, e a infelicidade parecia lhe acompanhar desde que nasceu. E, mesmo que tenha passado tantas dificuldades, as grossuras no tratamento com os outros não se justificava. Eu a suportava por dó e por gratidão, mas teve um momento que cansei, e confesso que cortar minha relação de amizade com ela foi uma das melhores coisas que já fiz. E isso aconteceu depois que a acordei com um telefonema pedindo seu endereço para mandar-lhe um cartão de Natal. Ela não gostou e fez desdém do meu ato. Uma semana depois, ao receber o cartão em casa, ela me retornou a ligação, para me agradecer. No entanto, respondi bem alto: "se for fulana, diga que não estou". Desde então, nunca mais recebi um telefonema dela e me sinto aliviada por não ter que ouvir suas lamúrias.
Sei que a vida não é fácil, mas para algumas pessoas, descontar nos outros sua insatisfação chega a ser prazeroso. Talvez por isso, hoje eu seja mais seletiva com minhas relações de amizade: não recebo muitas pessoas em minha casa, não visito ninguém e jamais durmo em outra cama que não seja a minha. Só viajo com a certeza de que voltarei quando eu desejar e não pago mais favores com minha infelicidade. Tenho amigas adoráveis no trabalho, com quem me divirto demais, faço confidências. Mas, saiu dali, sequer dou um telefonema. Perdi o costume de incomodar as pessoas com meu falatório. Quanto à minha amiga daquela época, não a vi mais, não sei se realizou seus sonhos (que eram muitos), se está bem. Apenas lhe desejo felicidades, mas, por favor, longe de mim!!!
 
 
 

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Beijos,

Carla Vilaça