segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Coincidência ou milagre?!

Aos três meses de idade, meu filho passou por uma cirurgia de hérnia e poderia ficar na UTI por causa do baixo peso e por ter nascido 20 dias antes do previsto. Rezei para que isso não acontecesse, e segui à risca as recomendações médicas. No dia marcado, deixei de dar de mamar às cinco da manhã e meu filho ficou com fome até as oito, horário da operação. No hospital, minha irmã e meu cunhado nos aguardavam para dar apoio e isso foi muito importante, pois o Humberto tinha que trabalhar e eu teria que ficar sozinha. Algumas horas depois, levamos o Eduardo para o médico e caí no choro, por me separar, pela primeira vez, do meu filho, que era tão pequenino e necessitava tanto do meu abraço naquele momento. E o vi se afastar com a enfermeira, como se nunca mais fosse voltar. Ele estava tão diferente com aquele aventalzinho verde-escuro, que tive sensações variadas. Me lembro apenas do médico me dizendo que, para ele, aquilo era um procedimento normal.
Felizmente, algumas horas depois, o Edu foi para o quarto e me senti aliviada. Ele poderia ir embora conosco, e não precisaria ficar internado. O médico disse que eu poderia me esquecer daquilo, pois jamais a hérnia voltaria. E lá se vão três anos e meio e nunca me esqueci. Não só pelo choro do Eduardo, pela separação dele, mas pela nossa angústia. E o médico foi realmente muito bom, embora à primeira vista, achasse estranho um profissional que não usa jaleco branco, mas roupas de adolescente.
No ano passado, meu sobrinho, filho da minha irmã que me acompanhou naquela época, se machucou no futebol, rasgando a perna, chegando a desmaiar. Ao saber da notícia, ela correu para o mesmo hospital e pediu que o levassem para lá. Quando meu sobrinho chegou, o único médico de plantão era o mesmo que operou o Eduardo. Ao ver seu estilo boyzinho, a professora perguntou à Josiane se ela confiava naquele profissional. Ela respondeu que ele era o melhor médico que já conhecera. Minha irmã ficou com meu sobrinho na sala de cirurgia, que foi um sucesso. Na vida, realmente não há coincidências!!! Como já disseram, elas são pequenos milagres de Deus!!!

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Beijos,

Carla Vilaça