quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

No amor tudo é perdoado!!!

Eu não tenho vocação para medicina, mas por muito tempo a área médica me enfeitiçou, a ponto de passar horas na biblioteca municipal lendo livros a respeito do corpo humano. Mas, o meu interesse não era por cirurgias, e sim, por quem as realizava. Aos 22 anos conheci um estudante de medicina, por quem me apaixonei perdidamente. Fomos apresentados por uma colega de trabalho e a partir daí, nos encontrávamos todos os dias, quando eu saía do serviço. E, para impressioná-lo, eu lia bastante sobre o que ele estudava na universidade. Minha vontade era me casar com ele, ter filhos dele e ser feliz para o resto da vida.
Claro que nada disso aconteceu, mas foi uma época muito boa, de descobertas e muita paixão. Eu achava aquele rapaz o homem mais lindo do mundo e perdoava seus olhares sobre minhas amigas. Vivemos assim durante uns quatro anos, nunca um romance declarado, mas um affair com direito a ciúmes da minha parte e investidas fracassadas de conquistá-lo de vez. Eu tinha quase certeza de que ele tinha namorada no interior do Estado, mas me achava capaz de fazê-lo mudar de idéia, o que nunca aconteceu.
E o Luiz não foi o único. Me apaixonei por outros garotos que se formaram em medicina e hoje agradeço por não ter me casado com nenhum deles. Um médico na minha vida nunca daria certo, pois não consigo dormir sozinha e odeio ficar longe de quem amo. Além do mais, odeio sangue, desmaio, abaixa minha pressão, passo mal. Mas, não me recrimino pelo que já vivi. Na adolescência há muita confusão de idéias. Que bom que essa fase é passageira.

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Beijos,

Carla Vilaça