sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Educação não é moeda de troca!!!

Não sou moralista, mas algumas coisas ainda me assustam muito. Há alguns meses, uma ex-aluna minha, de oito anos, disse às coleguinhas, que demorou a chegar ao recreio porque estava transando com um menino da classe, no banheiro. Seu histórico de mentiras não é novidade, mas o que impressiona é o poder de convencimento dela em relação aos pais. E foi pensando nisso, que procurei a diretoria da escola para que a aluna seja chamada a atenção. Meu medo é de que a mentira chegue aos ouvidos da família dela, e algum familiar agrida o menino, sem que ele ao menos saiba o motivo.
A violência que toma conta das escolas amedronta pela animosidade das relações entre docentes, pais e alunos. E a culpa recai principalmente à Psicologia, que entrou nas salas de aula nos anos 80, para proteger a criança da truculência de alguns professores, e acabou exagerando. Mas, não é só isso. O Estatuto da Criança do do Adolescente, que deveria proteger os menores, serve de pretexto para todo tipo de abuso cometido por eles contra a sociedade. Sem contar com a facilidade em se conseguir armas de fogo e levá-las para a sala de aula, pois revistar a mochila de um aluno pode trazer sérias consequências para o professor. E, para finalizar, os pais recebem dinheiro (bolsa escola, bolsa família), para deixar seu filho na escola, o que desvaloriza a educação. Estudar passou a ser uma renda familiar, não um processo na formação de um adulto, uma transmissão de conhecimentos. Por isso, as salas estão lotadas de crianças e adolescentes desinteressados nos estudos.
O resultado disso tudo são profissionais da educação temerosos de contrariar pais e alunos, que podem  agredi-los sem maiores consequências. É importante lembrar que a sala de aula não cura os males da sociedade. Ela não pode ser transformada em sonhos, como gostam de discursar alguns artistas em entrevistas na TV. O estudo é muito importante, mas desde que ensinado e aprendido com prazer, e não oferecido como barganha pelo governo
Educação significa mudança quando vem de dentro para fora, e não ao contrário. É a vontade de aprender que impulsiona o ser humano a se tornar melhor, não apenas um benefício econômico. Manter um aluno na sala de aula não garante que ele aprenda. Garante, sim, 150 reais na conta dos pais ao final do mês. Esse valor poderia ser melhor aplicado: em cursos de formação para os professores, em melhorias nas salas de aula, em programas contra a violência e aumento salarial para os docentes. Mas, o governo está mais preocupado em garantir seu voto ao final das eleições, com doações de uniformes, merenda duas vezes ao dia, escola integrada. É preciso deixar de utilizar a educação como moeda de troca. Está passando da hora de levar a sério o ensino no Brasil. Só assim o estudo será novamente visto com importância na vida de um cidadão. Na verdade, há muita gente intrometendo no ambiente escolar. Por enquanto, a maioria das intromissões só trouxeram prejuízos, principalmente ao professor e ao aluno!!!

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Beijos,

Carla Vilaça