segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Risco no carro!

Na entrada de uma rua, no bairro confisco, em Belo Horizonte, quase matei um motoqueiro, que bateu de frente no meu carro, hoje cedo. Ele acabara de entregar um botijão de gás numa casa, e saiu do passeio sem olhar para trás. Assustada com o barulho e a movimentação daquele homem no pneu, freei e conferi se ele ainda estava vivo. Eu tremia tanto e não racionava mais. Uma vizinha me trouxe água com açúcar e os outros calculavam o prejuízo na lataria do veículo. Eu só queria sair dali, pois ainda pegaria a estrada para minha segunda jornada de trabalho.
Lógico que meu marido chamaria minha atenção por eu não ter feito ocorrência policial, por não ter cobrado do rapaz o prejuízo e por não ter ligado para ele no momento do acidente. E foi o que aconteceu. Segundo ele, não pelo estrago em si, mas pela má fé das pessoas. Se o motoqueiro disser que eu o atropelei e fugi do local, eu passaria de vítima, a acusada. Olhando as coisas por este lado, o Humberto tem razão. Nem sempre podemos confiar, mas por sorte tive muitas testemunhas, embora, convenhamos, não seja garantia de que venham a depor caso eu necessite.
Não olho carros com um objeto de desejo, mas como um instrumento de trabalho, um meio de transporte que encurta meu tempo. Por isso, não me importo tanto se o veículo é velho ou novo. Um arranhão a mais ou a menos pouco importa. Para mim, é mais valiosa a vida do rapaz do que meu carro com pintura nova. Ele nasceu de novo. E eu, renasci. Tudo bem que estou abalada até agora, mas tranquila em saber que não tirei a vida de ninguém. Presente antecipado de aniversário!!!
 

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Beijos,

Carla Vilaça