sábado, 1 de setembro de 2012

Maus hábitos que passam de pais para filhos!

Quando me casei, há seis anos, meu marido era magrinho, sem barriga, e isso, fisicamente, era o que mais me chamava a atenção nele. Humberto começou a engordar depois que passou a tomar cerveja quase que diariamente e trocou o jantar pelo sanduíche. Até então, sua alimentação era invejável, com sucos naturais e frutas. E muita coisa, sobre isso, aprendi com ele. Sempre fui relapsa em matéria de comida, me alimento muito mal, adoro lanches e sobremesas. Mas, sabendo da lentidão do meu metabolismo, só experimento as coisas, não abuso de doces e massas. Ainda assim, engordei muito na gravidez, e voltar ao peso antigo está sendo muito difícil.
E esse hábito ruim, nosso filho, Eduardo, está aprendendo, infelizmente. Até os dois anos de idade, ele nunca havia experimentado balas ou chicletes, e hoje ama guloseimas, desde a primeira vez que provou um doce. Desde então, a palavra de ordem aqui em casa é não comprar biscoitos recheados, salgadinhos e outras "porcarias". Também evito frituras e refrigerantes. Embora pareça estranho, é durante a alimentação que provo meu amor pelo meu filho. Hoje, ele dá birra, faz escândalo, esperneia, sem entender a negativa de deixá-lo chupar uma bala. Mas, na fase adulta, me agradecerá por isso.
É mais fácil ser mãe dando ao filho o que ele deseja, do que dizer não aos doces, à falta de respeito, à brincadeira fora de hora. Mas, essa criança, que hoje não entende o não, poderá sofrer no futuro. Ela talvez não entenda que essa pequena palavra poderá significar a liberdade de negar o que lhe faz mal. Um filho que entende, desde cedo, a diferença entre o que pode e o que não pode, tomará as rédeas da vida com segurança, de responder com um sonoro não, às propostas mais indecentes, como drogas, corrupção, violência. E aí, fica mais fácil uma mãe dormir tranquila, sabendo que seu rebento aprendeu a lição que você ensinou.
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça