sábado, 31 de dezembro de 2011

Quem vê cara não vê Aids!

Nos anos 90, foi divulgada no Brasil uma campanha com os dizeres: "Quem vê cara não vê Aids", indicando que a doença não distinguia pessoas por beleza, sexo ou idade. Pessoas conscientes passaram a tomar cuidado ao se envolverem em casos amorosos. As que não se importavam, corriam o risco de contraírem o vírus, que na época, ainda era sinônimo de fatalidade (uma década antes, quando a Aids foi descoberta, as vítimas morriam e eram enterradas em caixões de chumbo).
No final de 1989, eu e duas amigas conhecemos uns garotos, e um deles tinha Aids. Era o mais sedutor de todos. Além da beleza exterior, era engraçado, charmoso e rico. Só viemos a saber que tinha o vírus, depois que outro rapaz da turma morreu de Aids. Em conversas nos barzinhos, os dois deixaram escapar que dormiam juntos. Mesmo assim, minha amiga não se intimidou e teve dois filhos com o bonitão, que veio a falecer quatro anos depois. Hoje, ela refez a vida, teve mais um filho com outro homem, e toma coquetéis para se manter viva.
Naquele final de ano eu também me interessei por aquele jovem, lindo, de olhos azuis. Mas, um mês antes eu havia conhecido um rapaz que se tornaria meu namorado por dez anos e isso impediu que eu me engraçasse para o lado de galã. Minha colega também tinha um romance, mas largou tudo para viver um grande amor. Ela poderia ter se prevenido com preservativos, mas jamais imaginou que um homem tão bonito e cheio de vida pudesse carregar um vírus tão avassalador. Uma representação típica da campanha citada acima! Mas, que infelizmente essa moça não prestou atenção!

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Beijos,

Carla Vilaça