quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Jesus sob o olhar de mãe

Todo Natal, desde criança, assisto filmes sobre a vida de Jesus Cristo. E sempre as lágrimas caem quando o filho de Deus é pregado na cruz. Ainda com o olhar infantil, eu morria de dó daquele moço pedindo ao Pai que perdoem seus inimigos, pois eles não sabiam o que faziam. Anos depois, na faculdade de História, aprendi a ver tudo de forma mais racional, e então, passei a analisar o filme com mais frieza, já que os vestígios (ossadas) daquelas pessoas nunca foram encontrados. Assim, relaxei e percebi que aqueles fatos, bem como vários contados e escritos durante os séculos anteriores, poderiam estar carregados de fantasias e me conforte a assistir apenas como espectadora. No entanto, hoje, modificada pela maternidade, voltei a enxergar o filme com muito sentimento, sem desejar saber se aquela atrocidade realmente aconteceu ou não. 
Pessoalmente, a cena mais marcante da crucificação de Jesus (não desconsiderando o momento de sua própria dor), foi a da mãe dele, que chorava muito, sem entender direito o que faziam com seu filho. Talvez ela se perguntasse porque Ele fez tantas pregações perigosas, porque não desejou formar uma família ao invés de tentar salvar o mundo, ou quem sabe, vivesse a vida como carpinteiro, como seu pai de criação, José. Do mesmo signo de Maria (nascemos no dia oito de setembro, somos de virgem), me coloco em seu lugar, e me vejo completamente diferente daquela meiguice. Mesmo que a época fosse outra, eu não ficaria impune diante daquela situação.
Mas, passados dois mil e onze anos, tanta tortura não deu em quase nada. A violência não dá uma trégua e as pessoas estão cada vez mais egoístas, mal-educadas,  preocupadas em ganhar dinheiro e  obter conforto. Passa-se por cima de tudo para obter prestígios, vantagens e bens. O amor, pregado por Cristo, parece esquecido. Dizem que se Jesus voltasse à Terra, seria novamente crucificado. Pode ser. Mas, desta vez, Ele não teria como pedir desculpas à Deus por nós. Sabemos bem o que fazemos e o que dizemos. Que Deus nos perdoe!!!

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Beijos,

Carla Vilaça