segunda-feira, 20 de junho de 2011

Serviços terríveis!

Comecei a trabalhar aos 14 anos de idade, para um colégio, conferindo listas de estudantes que passaram no vestibular. O serviço, em horário comercial, dava muito sono, pois cansavam os olhos e era monótono. Se pudesse escolher, eu não teria começado a trabalhar ainda criança. Eu odiava ter que acordar cedo para conferir aquela quantidade de nomes em vários cadernos (só alguns anos depois surgiram os computadores que fazem o serviço sozinhos) e comparava o local de trabalho a uma prisão. Naquela idade, eu queria estar na rua, brincando com minhas amigas.
Sempre precisei trabalhar, mas as opções de serviço para quem começa tão cedo não são muito boas. Fui recepcionista, secretária, professora de jardim, auxiliar de escritório. Se desde a infância eu tivesse centrado num objetivo e tivesse apoio da família, acredito que hoje estaria realizada profissionalmente. Mas por falta de escolha, saía de casa para uma longa jornada em tarefas nada agradáveis. Gosto de ser jornalista e só. Trabalho como professora em dois lugares, adoro ensinar, mas acho pouco. Não sinto tanto prazer nisso quanto em escrever ou falar ao microfone.
Fico feliz quando meus alunos me dão bilhetinhos carinhosos agradecendo o que lhes ensinei, ou quando um deles me visita na sala de aula em que estou atualmente. Ainda assim, não é o que sonhei. Porém, nem todo mundo se sente realizado na profissão. Não desisti. Sinto apenas que o tempo perdido em empresas desgastantes não volta mais. Ainda bem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários para os e-mails: carlaolharfeminista@gmail.com ou carlahumberto@yahoo.com.br

Beijos,

Carla Vilaça